A Justiça existe para nos servir

Não confio no Ministério Público. Quero ter as garantias de que se um dia tiver que enfrentar um problema na justiça e se for inocente tenho condições para demonstrar a minha inocência e que o que tem que ser provado é a minha culpabilidade. Não me parece que seja isso que acontece frequentemente em Portugal. E o problema é que só temos essa percepção quando temos proximidade à justiça. Isso o 25 de Abril não resolveu, a democracia não resolveu, a troika não resolveu, e não vejo que no futuro alguém tenha coragem de resolver.


Pedro Adão e Silva

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Assim termina a corajosa entrevista do Pedro ao Jornal de Negócios. E por aqui poderia começar uma acção política que juntasse cidadãos de todos os quadrantes democráticos, unidos na defesa do Estado de direito. Só falta encontrar quem queira liderar essa reconquista do que é nosso por princípio: a liberdade soberana que nada teme da Justiça.

7 thoughts on “A Justiça existe para nos servir”

  1. quem liderar um movimento desses é investigado no mesmo dia e detido pelo rui teixeira, ou primo, no dia seguinte, com trasmissão no telejornal. o pessoal da gomes freire arranja indícios na feira do relógio para pensão completa. a justiça não tem solução, é um problema para várias gerações.

  2. tudo o que tenha que ver com justiça, digo presente e dá-me ganas de levar tudo à frente. lamentavelmente até arrisco dizer que essa tendência ademocrática já será cultural. em quase todo o lado, por cá, esse princípio do ter de provar a falta de culpa vigora e cresce comó milho que ainda em maio era semente.

    depois, gosto muito da última fotografia – é desafiadora e limpa e em fundo de uma manhã clara. é bonita.

  3. também gosto muito da mistura da doçura com inteligência. mas isso, apesar de nunca ser demais dizer, os atentos já sabem. tinha-me esquecido.

  4. Pedro Adão e Silva também confunde o mal do dia 26 com o maravilhoso 25 de Abril.

    E naquela data só precisavamos criar juizinho na cabeça em vez de nacionalizar bancos cujos donos já tinham esvaziado os respectivos cofres.

    Penso que Adão e Silva está a pensar numa justiça de tribunais plenários para banqueiros.

  5. não, reaça. o pedro está a pensar naqueles que por serem odiados no ministério público, vêem o seu nome vilipendiado nas capas dos jornais, mesmo que sejam completamente inocentes. ou seja, a justiça está ser usada para denegrir aqueles que os procuradores e os juízes não gostam.
    não é seguro que o pedro não passe a ter o seu telefone sob escuta para ser colocado como criminososeco, agora que criticou o mp.

  6. O Pedro Adão e Silva mesmo não sendo profissional da justiça é uma pessoa inteligente. O comportamento orgânico do Ministério Público é mesmo uma ameaça aos estado de direito. Só não vê quem não quer ver!
    O compadrio e a irresponsabilidade é a marca prevalecente na instituição e resultou de um conjunto de “alianças” formativas, entre o Partido Comunista e o PPD. Encabeçados respetivamente pelo Clunny e pelo Laborinho Lúcio. A Santa-Aliança deixou uma marca profunda em toda a instituição pese embora as cambalhotas políticas dos seus mentores.

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