A globalização dá mais um passo

Com a crescente melhoria de qualidade da selecção norte-americana de futebol, qualquer dia os Estados Unidos poderão ser admitidos no grupo dos países mais desenvolvidos do Mundo.

8 thoughts on “A globalização dá mais um passo”

  1. Mas não esquecer que o futebol na América vive de (e para) os filhos dos imigrantes. Para o americano médio um jogo que pode terminar em empate (ou seja, em igualdade) não interessa a ninguém – ninguém lá deles. Trata-se de um país que nasceu da ganância e do roubo, da desigualdade, do facto de existir sempre um vencedor. Muitas cidades americanas ostentam nomes espanhóis (Los Angeles, San Luis Obispo, San Jose) porque já eram assim antes de serem «conquistadas». O futebol nunca será um jogo popular nos USA.

  2. jcf,

    quase que caía da cadeira com o brilho acutilante da tua análise sobre a génese dos E.U.A.
    Imagina só se, em vez de uma pequena cambada de ladrões gananciosos emigrados da Europa, esta tivesse despachado TODOS os ladrões gananciosos que cá tinha. Os EUA, em vez, de se tornarem o centro da civilização ocidental no sec. XX, já eram o centro da civilização universal. O problema é que assim perderiam definitivamente a possibilidade de se tornarem uma grande potência no futebol, jogo que é sobretudo bonito quando há empates democráticos…

  3. Podes dar as voltas que quiseres mas o futebol nunca será nem pode ser popular entre os habitantes americanos dos EUA. É evidente que a minha opinião se baseia num dado tão óbvio (então náo pode haver prolongamentos como no basket???) que muita gente como tu não vê nem quer ver. Mas é isso. Um jogo que acaba em empate não pode ser popular nos EUA entre americanos mas já o é entre italianos, espamhois, portugueses, polacos ou croatas por exemplo.

  4. jcfrancisco, todos os americanos, com excepção dos índios, são filhos de emigrantes: ingleses, polacos, italianos, irlandeses, africanos, chineses, vietnamitas, indianos, etc etc etc.
    E quanto às cidades, consta que por cá também existem umas, começadas por “al”, que também já o eram quando foram “conquistadas”. Não são menos nossas por isso.
    De resto, concordo no geral contigo: os americanos gostam de vencedores. Nessa da ganância e do roubo é que enfim…

  5. Por falar em globalização e futebol, isto (e isto e isto) é bastante interessante, pela raridade de sabermos o que se passa na Coreia do Norte, e como é que reagiram aos 7-0, contado por quem lá esteve.

  6. Não creio que o soccer seja pop nos Estados Unidos, pelo menos a curto prazo. Se isso acontecer, já os americanos lhe deram a volta (ao futebol) e o adaptaram ao que valorizam numa modalidade desportiva. Só descaracterizando o actual soccer. E não estou a fazer um juízo de valor quanto a essa possibilidade. As modalidades evoluem e as que têm muito potencial como desporto espectáculo e passam a relacionar-se de tal modo com outros sub-sistemas, além do desportivo, que acabam por perder parte da sua identidade, nesse processo de (sobre)vivência dessas relações.
    Pensemos só num aspecto particular da relação desporto e média. Eu não estou a ver a tv americana, em geral, a transmitir jogos pausas (nomeadamente para publicidade) durante 45 minutos. Lá teriam de partir o tempo de jogo. A partir daí, o tipo de esforço, a lógica de soluções tácticas … seriam alterados. Mesmo que só juntemos a este aspceto pontual outro também pontual – a necessidade de acontecerem mais golos, onde é que o soccer irá parar… Só alterando muito as regras do jogo. E, na volta, dar azo a que nova cisão aconteça como quando foot-ball e rugby se individualizaram como jogos distintos.

    Xiiiii. que lençol.

  7. hi , hi , senhor valulipi , está visto que o seu cerebro não acompanha a transitoriedade toffler do sec. xxi . países desenvolvidos ? paises em decadência , man !!!
    espantoso o tempo que as cabeças masculinas levam a assimilar mudanças. pensamento abstracto dá ideia que é assim um bocadinho pró rigido. ficam tempos eternos a aperfeiçorar teorias que já nada têm a ver com o mundo…, Touraine , é mesmo , o tempo do futuro é feminino.

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