A gente séria não brinca em serviço

A propósito deste artigo do João Galamba – Mistérios do Espírito Santo -, o qual é apenas mais um entre vários a apontar para o mesmo, venho manifestar o meu espanto por ainda não ter lido nem ouvido qualquer referência ao que se passou em Portugal no dia 31 de Julho (pelo menos, que pode ter começado a 30, ou antes, sei lá). E que foi isto: corria à boca fechada e ao sms aberto que o BES iria ser nacionalizado no dia seguinte. Como ainda me lembrava dos boatos sobre a nacionalização do BCP, em 2010, admiti que pudesse ser um fenómeno igual. Afinal, o poder político e financeiro português tinha dado as mais explícitas garantias acerca da solidez do banco.

Se a informação me chegou e eu nem sequer tenho conta no BES, com certeza terá chegado a toda a gente interessada muito antes. Muuuuuuuuuito antes. As transacções que se fizeram nesse período, de acordo com o que já foi tornado público, ficam como a prova provada do que se quis que acontecesse.

4 thoughts on “A gente séria não brinca em serviço”

  1. Não sei o que falta fazer vir a público para desmascarar de vez o possivel e inacreditável conluio entre a Comissão Europeia, o Governo português, o BdP e o Presidente Cavaco. Foi grande desgraça nossa Durão Barroso ter chegado a presidente da CE. Não acredito que um outro presidente da UE aceitasse tanta pulhice encobridora. Repare-se nos nomes do laranjal que nos liquidou: Barroso, Cavaco, Passos, Carlos Costa. Falta saber se o outro ex-governante laranja, o Carlos Tavares da CNVM estava metido na jogada e agora faz que investiga o que está farto de conhecer. A seu tempo se saberá. Já começo a dizer com Mário Soares: “estes homens ainda vão ter que deixar o país”. Basta que Salgado abra a boca. O mesmo Salgado que foi visto a entrar no edificio onde decorria o primeiro Concelho de Ministros deste governo.

  2. A Finança é uma entidade, a Sociedade é outra. A Finança manda no Governo e coloca lá inúmeros agentes seus.
    Até aqui a coisa é clara.
    Mas se eu afirmar que a Sociedade também toma as suas disposições e vigia a Finança através de um Regulador sou levado a pensar que se procura um certo equilíbrio. Como constato que o Regulador está sempre a falhar, a coisa resulta um pouco obscura.
    Nunca me constou um caso que os cidadãos passaram a conhecer porque o Regulador interveio, mas há vários que foram conhecidos porque rebentaram e alastraram para fora do universo da Finança e só então o Regulador atuou.
    Se eu pensar que o regulador faz parte da Finança e não da Sociedade (e é verdade que é sempre um deles) então tudo se esclarece.
    Desde que vejo o Regulador no seu papel de um elemento da Finança penso que passei a ver claro.

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