A foggy day in Lisbon town

Quinta-feira. Estupidamente cedo. O nano-anão dentro do rádio garante que Lisboa está coberta por nevoeiro. Penso que está a mentir. Penso que, a ser verdade, é noutro local. Penso que me quero levantar. Há nevoeiro à minha espera.

O único problema com o nevoeiro é a rapidez com que desaparece. Quase nunca chega ao meio-dia, poucas vezes aparece à noite. E não é possível acontecer em excesso. Que seria isso de um nevoeiro catastrófico? Algodão doce.

Quinta-feira foi um dia lindo. Porque o nevoeiro não partiu no final da manhã, ficando cada vez mais denso com o passar das horas. À noite, atravessando a cidade a pé, as luzes eléctricas abriam portões e fendas para a entrada em reinos encantados, ali mesmo ao virar da esquina ou por detrás daquela árvore. Tudo era outra coisa, humidamente irreal. Um tempo fora do tempo.

O nevoeiro existe para nos dar a ver o que está demasiado perto.

51 thoughts on “A foggy day in Lisbon town”

  1. A minha mão de cozinheira não resiste a juntar um ligeiro tempero. abra-se um frasco de aroma e delicadamente acrescente-se umas gotas de cheiro a maresia. envolver sem bater.
    (bom dia gaijos giros. é um encanto começar o dia a ler-vos aos dois)

  2. este inverno tem sido pródigo em nevoeiro. há tempos aconteceu-me ter o lugar onde trabalho todo o dia envolto numa nuvem. saí e entrei no sol. no regresso a casa constatei que o caminho estava cheio de nuvens baixas e densas, que eu atravessava. absolutamente lindo.

  3. (O que eu gostava mesmo de saber é o que é que o Shark fez à Teresa para agora lhe andar a pedir perdão em praça pública. Isso para mim é que é relevante… O resto, é mais do mesmo.)

  4. (Eh pá, não me quilhes. Há paixão por gaija, de certeza. Os indicadores Tio Frank e Nevoeiro nas mesma linhas, desvendam as entranhas de qualquer gaijo, pá.)

  5. (Eu de política não percebo nada. E de gajos é a mesma santa ignorância. Em contrapartida sei identificar na boa uma campeã, pois algures já lhe terei pousado a vista nas reentrâncias.)

  6. ‘ó fresquinha’ é muito bom. Shark, não faço a mínima ideia do que te tenho de perdoar mas este ó fresquinha perdoa até o que nem existe.
    E agora tu, ó fresquinha, posso tratar-te por tu?, não tens vida para tratar?

  7. Val, nem por isso. E também não jogo no Boavista.

    (A alternativa era Síndrome de D. Sebastião. Prefiro pensar-te em paixão. Tenho queda para contos de fadas. Que fazer?)

  8. Teresa, estou a mais? Por acaso, até tenho vidinha para tratar mas estes miúdos são tão amorosos que é um prazer estar aqui.

    E claro que me podes tratar por tu. Com jeitinho até te deixo chamares-me Fresquinha.

  9. Uiiiiiiii
    Tinha perdido este post de vista. De maneira que aconselhei a leitura deste texto à Blonde para ver se lhe passava a neura por acordar em dia de nevoeiro. Mal eu sabia do desenvolvimento agudo dos comentários. De qualquer modo a pertinência continua!

    :)))))

  10. (Por acaso estava a falar da outra campeã, pois não estou seguro de ter pousado a vista nas tuas reentrâncias também. Seja como for, aflora-me uma questão: quando chegar o Verão o teu nick não derrete?)

  11. Teresa, afinal eu não queria o teu perdão mas a tua bênção. Será que tenho que me pôr de joelhos (ou de gatas – private joke) perante ti?
    :)

  12. (Shark, só para ti: já. E eu derreto facilmente – e o meu nick comigo – sob as circunstâncias certas. É que nem é preciso chegar o Verão.)

  13. Ice, assim de repente, e tendo em consideração tudo o que já dele ouvi e o que quase vi, parece-me que no caso do tubarão a base legal poderia ser totalmente dispensada sendo quase certo que teria que ficar calada dado a impossibilidade pratica de fazer alegaçoes…

  14. Shark, meu querido, tu tens mesmo a certeza que queres juntar na mesma frase o meu nome o teu e a posição ‘ de gatas’ ? Quanto à benção vai ser difícil porque quando estamos juntos a água, mesmo que benta, não costuma ter grande procura.

  15. Mdsol, somos uns abusadores, é o que é, não podemos ver uma caixinha no meio do nevoeiro que achamos logo que podemos entrar, assentar arraiais e começar a trocar uns mimos.

  16. Fresquinha, tens a certeza que não queres rever o último comentário? É que se aquilo é demasiada informação eu atrevo-me a dizer que o teu conhecimento de algumas peças de mobiliário passa a ser mais do que biblico

  17. Não, não quero. Deveria querer? E toda a informação com que me cruzo, chega até mim gratuitamente. Eu não faço perguntas. Se fizesse, temo que o mundo, tal como o conhecemos, já tivesse terminado há muito…

  18. Ó Fizz, tu não sabes que as informações são como os almoços e nunca são grátis?
    ( olha lá queres ir à praia? está um dia do caraças)

  19. (Iceberg, muito me alegra conhecer essa tua característica. É que para um tubarão só mesmo em substâncias aquosas se pode alimentar a esperança de poder algures por lá passear a barbatana…)

  20. Teresa, Teresa…
    Quem ler as tuas palavras vai ficar com uma ideia errada acerca do grau de humidade que conseguimos gerar em parceria…

  21. (Tubarão, quanto ao passarinhamento de barbatanas, posso dizer que we’ve been there, done that and even got the t-shirt. Mas fico feliz por te alegrares!)

  22. Ó Fresquinha, fazendo minhas as tuas palavras tu só tens almoços completamente grátis porque atingiste o nirvana das senhoras de vida fácil.*

    * isto é um eufemismo mas só porque não é fim de semana e estrebaria, como toda a gente sabe, só abre aos fins de semana e feriados.

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