A esquerda que derrota a esquerda

Ao contrário do que “pensa” muita cabecinha tola, formatada pela catequese marxista, leninista, ou trotskista (que a maoísta, essa, já debandou toda há muito para a extrema-direita…), José Sócrates, um “determinado” mas sem a dita catequese, seria o único líder capaz de tornar a Esquerda um projecto estratégicamente vencedor em Portugal, ainda que sob uma roupagem táctica de “Centro”, ou de Centro-esquerda.

O facto de a maioria dos mais consagrados fazedores de opinião da área da Esquerda, desde o dedicado, mas ingénuo, Daniel Oliveira, até às inutilidades e imbecilidades crónicas de um Henrique Neto, ou um Maria Carrilho, nunca terem compreendido, ou aceitado, esta realidade trivial consiste na maior tragédia histórica das forças progressistas em Portugal desde o 28 de Maio.

José Sócrates, não sendo própriamente de Esquerda, nem tendo o tal “pensamento ideológicamente estruturado” – falsamente tido por indispensável à acção, nas academias serôdias do esquerdismo nacional – em que basear a sua generosidade e enorme convicção, conseguiu fazer avançar mais este País, no sentido do Progresso económico e social nos seis anos em que nos governou, do que nos dez anos do cavaquismo e nos mesmos seis do guterrismo JUNTOS!

O tempo dos Governos de José Sócrates, tirando a Festa abrilista e a aventura gonçalvista – que apesar de tudo foram necessárias para repor Portugal no caminho do Futuro! -, foi o único período pós-Abril comparável aos primeiros e gloriosos anos da República, em que a Direita andou sempre a ranger os dentes e a roer as unhas e foi por isso, E SÓ POR ISSO, que assestou contra ele todas as suas baterias até o derrubar e, quase, liquidar!

O facto de as supostas élites da Esquerda não só não terem percebido esta evidência histórica – fazia-lhe muita confusão o facto de José Sócrates não ser “baptizado”… -, como sobretudo terem-se aproveitado da barragem de propaganda e contra-informação anti-Sócrates em proveito da sua narrativa “revolucionária”, “progressista”, ou “libertária”, e com intuitos oportunistas e eleitoralistas, é simplesmente IMPERDOÁVEL!

O Povo inculto tem desculpa. Os supostos intelectuais não têm perdão e vão levar para a tumba essa CULPA monstruosa e a responsabilidade pela criação do MOSTRENGO que é o Portugal atual – e que só tende a piorar na próximos cinco ou dez anos!

Uma geração completamente rasca, a tua, Daniel. Que vai deixar a dos meus filhos muito à rasca. E sabes bem (ou devias saber) o que acontece a um País em que os jovens não acreditam nos mais velhos. E os desprezam mesmo, sabes? Como eu te desprezo a ti, sim, e às palhaças e aos palhaços como tu.

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13 thoughts on “A esquerda que derrota a esquerda”

  1. “conseguiu fazer avançar mais este País, no sentido do Progresso económico e social nos seis anos em que nos governou, do que nos dez anos do cavaquismo e nos mesmos seis do guterrismo JUNTOS!”

    Disparate. Guterres fez muito mais! Não tem comparação. Meter Cavaco e Guterres na mesma frase é de idiota.

    Vocês não são de esquerda: são socratistas.

  2. António, concordo que não é muito correcto meter Cavaco e Guterres no mesmo saco, ou na mesma frase depreciativa.
    Discordo quando dizes que Guterres, que fez muito, tenha feito muito mais do que Sócrates mas posso estar esquecido. Relembra-me, por favor.
    Para mim José Sócrates foi, de longe, o melhor PM da nossa democracia, eu diria até, o único PM a sério.
    Reformou, enfrentou corporações poderosas, melhorou serviços, modernizou escolas, hospitais e repartições, apostou nas energias limpas, investiu na educação e investigação cientificas, qualificou adultos,democratizou o acesso às novas tecnologias, protegeu os velhos e desfavorecidos e, enquanto os gandulos financeiros deixaram, reduziu o défice e a divida.
    Legalizou o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
    Por isso é que eu sou de esquerda e sócrático.
    Socráticos de direita é que não conheço.
    Pelo contrário, todos os de direita, dirigentes ou povo, lhe têm um ódio enorme. Não deve ser por vestir Armani ou por ter o nariz cesariano…

  3. Caro António,

    não vou devolver-te nenhum insulto, para ver se podemos trocar ideias.

    Concordando que não se deve comparar Guterres a Cavaco – nem eu disse isso, repara que estou apenas a somá-los, em termos de balanço histórico dos respectivos períodos governativos -, desafio-te como o amigo Pandil a recordar-nos a todos em que é que o “consulado”, sem dúvida esforçado e bem-intencionado do Eng.º Ant.º Guterres se traduziu em verdadeiro avanço progressista em Portugal: foi a introdução do então denominado RMG (Rendimento Mínimo Garantido)? Pois então foi muito pouco, para seis anos. E com os dinheiros que (ainda) recebíamos às catadupas da Europa.

    Pelo contrário, posso recordar-te alguns falhanços crassos, ou omissões clamorosas, de Guterres enquanto 1º-Ministro:

    – Não “desparasitou” o Estado dos lóbis e do “monstro” herdado do cavaquismo, nomeadamente em termos da corrupção nas Obras Públicas, cujo fulcro era a Junta Autónoma das Estradas – João Cravinho bem o tentou, mas foi torpedeado desde o início e a admissão da derrota socialista neste campo nevrálgico consumou-se com a sua miserável substituição pelo aparelhista e inqualificável Jorge Coelho(ne);

    – Foi incapaz de afrontar o conservadorismo católico, mantendo intocadas as situações de privilégio de tudo quanto era “instituições da Igreja”, que continuaram (e continuam) a mamar à pala do Estado nas áreas da Educação e da Solidariedade; nem conseguiu impor uma visão progressista do “seu” PS no tocante à melindrosa questão da despenalização do aborto (que, por via da sua hesitação beata, teve de esperar dez anos por Sócrates);

    – Nunca foi capaz de mostrar qualquer tipo de abertura e diálogo à sua esquerda, antes pelo contrário: com METADE dos Deputados na Assembleia – sim, não sendo uma maioria absoluta, era mais do que uma maioria relativa, porque a Oposição NÃO TINHA VOTOS SUFICIENTES PARA O CHUMBAR! -, quando se sentiu apertado para aprovar um Orçamento do Estado foi bater à porta de um “artista” do CDS, provocando o lamentável espectáculo do queijo limiano;

    – Nunca teve uma visão global do Futuro do Estado e do País, gastando o seu tempo e energias a discutir os trocos da criação do Euro, sem se aperceber do real buraco em que estava a meter as gerações futuras; nem sequer conseguiu ter energia para impor um projeto consistente de Regionalização, averbando uma segunda derrota política face a um baboso como o Marcelo Rebelo de Sousa, que sem “saber ler nem escrever” lhe ganhou dois Referendos, para mais apenas “consultivos”;

    – Se não te dás por satisfeito, relembro-te o desnorte da sua corrida atrás do défice, sem honra nem glória, incapaz de defender uma narrativa progressista consistente contra a demagogia pacóvia do Barroso e da Ferreira Leite, que redundou na humilhante derrota autárquica e no abandono precipitado do Poder, entregando-o a uma Direita incapaz, inconsequente e desacreditada, que levou quase dois meses para formar uma espécie de “governo”, com escolhas de terceira ordem para ministros, como Isaltino Morais, e que três anos depois atirava a toalha para o tapete com um défice COLOSSAL para os tempos do antes da crise de 2008.

    Agora contrapõe lá tu a grande obra reformista e progressista dos seis anos do guterrismo, bem falante, católico e porreirinho. Somos todos ouvidos…

  4. O Sócrates foi um PM muito bom, no entanto eu, como pessoa de esquerda, preferi a legislatura de Guterres.
    Quero referir por exemplo a criação do RMG uma absoluta revolução em termos de política social!
    Outro bom exemplo é a tributação às mais valias (lembram-se como foi combatido por esta medida??)
    É preciso não esquecer também quem trouxe primeiro a despenalização do aborto para a primeira linha do combate político, quando a ideia ainda não era nada consensual (como se viu), como era já o caso em 2007.
    Não esquecer também quando se deu a despenalização das drogas (em que sócrates também desempenhou um papel, diga-se), uma medida tão inovadora quanto eficaz.
    Sócrates foi um PM bom, excelente mas Guterres era um esquerdista convicto e pragmático q.b. e é um absoluto insulto a qualquer pessoa de inteligência média metê-lo no mesmo saco que o Cavaco só para saciar um esquisito fetishe sócratista que alguns teimam em ter.
    Olhem para o futuro, tendo como base o passado.
    Olhem para políticas, não para Deuses.

  5. Ah, António,

    e podes-me chamar “socratista” à vontade – não me aquece, nem me arrefece, até porque não significa nada -, mas não te atrevas a dizer que eu não sou de Esquerda. Ficas muito mal na fotografia, rapaz…

  6. o imbecil em causa faz.me lembrar a falsa mae que, perante o rei salomao, prefere dividir a crianca em duas partes. e nem vale a pena mais conversa para aqvaliar caráter do imbecil.

  7. “Ao contrário do que “pensa” muita cabecinha tola, formatada pela catequese marxista, leninista, ou trotskista (que a maoísta, essa, já debandou toda há muito para a extrema-direita…)”

    – dito pelos formatados pela catequese socratista…

  8. Bento XVII: «”O [P]ovo inculto tem desculpa (vê lá se ao menos me citas bem, pá…)

    Este pelintra não se enxerga.”

    E o pelintra responde: o capitalista Bento enfiou a carapuça do inculto! Finalmente comprou um bom espelho…

    Já o nosso pobre João pontinho fala daquilo que não sabe: nunca foi à catequese socratista (até porque só ela existe na cabecita dele…) e muito provávelmente chumbou por “faltas” (de jeito, de inteligência, etc.) ao Crisma da catequese marxista. Deve ter feito só a 1ª Comunhão na Paróquia de Pirescoxe, com o diácono Jarolme de Sousa, mas já não se alembra nem das bem-aventuranças, nem das obras de caridade, muito menos dos Mandamentos. É claramente um sacristão aposentado, dá-se o desconto…

  9. Já agora, ó António (repara que não te misturei com ninguém), tenta lá ver a questão por este prisma: nenhum dos admiradores de José Sócrates (leste bem, nenhum deles!) olha para ele como um Deus. Estás a ser, quanto a mim, bastante simplista (para não ter de dizer grosseiro). Pelo contrário, vê lá bem se não são os seus detractores, práticamente todos, que olham para ele como um DEMÓNIO! Da Direita à Extrema-esquerda!

    E vê lá bem se não foi essa perversa e aberrante construção mental que ajudou, decisivamente, uma coisa indizível como este Passos Coelho a ganhar-lhe as Legislativas de há dois anos! Não me digas que nunca tinhas visto as coisas desta maneira?

    E não vejo, sinceramente, como é que o admitir desta verdade cristalina possa embaciar qualquer convicção realmente de Esquerda – ou mesmo toldar qualquer admiração maior por outros Secretários-gerais do PS, desde o Soares ao Guterres (que, aliás, lançou José Sócrates para a ribalta!), ou ao próprio Seguro…

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