À donzela honesta, o trabalho é festa

Esta transparência dos direitolas ao mostrarem a sua hipócrita indignação por alguém conceber a escola pública como lugar de festa – e vamos esquecer a declaração de Maria de Lurdes Rodrigues na sua integridade e contexto, fiquemo-nos pela deturpação repetida – chega e sobra para se descobrir um destino político caso ainda não se saiba com quem se quer criar o futuro.

9 thoughts on “À donzela honesta, o trabalho é festa”

  1. Eu também ouvi a escumalha deste país fazer gozação com a festa da vida, a festa do dinamismo, a festa de pensar e sonhar um futuro melhor, com e para os cidadãos deste país. Mas esses direitolas têm em mente outra coisa: a festa para alguns privilegiados que vão sevindo com fidelidade canina. E eu não ouvi um qualquer bandalho. Ouvi eleitos do povo a fazer gozação! E eu pergunto, Val, que povo é este que elege bandalhos? Até onde desceu este povo, incapaz de discernir entre um bandalho e uma pessoa de bem, para os representar? Apetece-me acompanhar Carne Ross, o ex-diplomata britânico e autor de “A Revolução Sem Lider” quando propõe que chegou a hora de não delegarmos nem em Deus nem nos governantes as nossas responsabilidades individuais e, no limite, a nossa própria consciência. Porque delegando-as, alienámo-las. E os delegados podem cometer os crimes que bem entenderem em nosso nome. E, como delegamos, não nos sentimos responsáveis. Nem criminosos.
    No caso concreto destes bandalhos eleitos para o parlamento, aí temos a consciência e a responsabilidade de gente boa delegada em filhos da mãe, que assim transformam os eleitores em involuntária conivencia no crime e na pouca vergonha.
    Como dar a volta a isto?

  2. Gabriela Canavilhas, ontem, no Crespo, esclareceu que quem utilizou o termo “festa” foi um deputado em tom crítico, posto o que M. de Lurdes lhe terá respondido que efetivamente foi uma “festa”, no sentido de oportunidades de dinamismo para alunos, professores, empresas, arquitetos, engenheiros, etc. Os jornais, claro, são a javardice já conhecida e publicaram só a parte que interessava para denegrir, deturpando por completo o contexto. Vale a pena ver a ex-ministra da Cultura a pôr os pontos nos is com toda a clareza e entusiasmo, munida da devida documentação.

    http://sicnoticias.sapo.pt/

  3. Sobre este tema, merece justamente relevar a entrevista da Gabriela Canavilhas, ontem na SIC-N: perante Crespo, O Pérfido, atónito e patético, Gabriela foi brilhante na desmontagem do rol de mentiras e da odiosa campanha iniciada pelo ministro Crato, O Pobre de Espírito.

  4. é fácil deturpar palavras…é um pouco como o que fizeram com as palavras de sócrates, numa sala de aulas francesa, a propósito da divida . Fiquei parva com o borburinho que causou já que eu vi o video antes dos comentários e pareceu-me apenas normal aquilo que ele disse!!
    O ataque é a melhor defesa, certo ??

  5. Pois é meu caro Mário, elegemos gente que não nos representa. Os deputados em quem votamos não são dignos da representação que lhes transmitimos, uma vez que não são coerentes com as promessas que apresentaram aos eleitores. É isso que eu sinto pela 1ª vez. Sempre fui votante do PS, mas presentemente este Partido não me representa, como também creio que, nesta legislatura, toda a AR pouco deve representar para os eleitores. Até mesmo os que, enganados, votaram nos partidos do governo, crentes nas suas promessas, se devem estar todos a roer por dentro, devido à forma como estão a ser enganados É aqui que chegámos: crise no sistema. Os deputados representam tão somente as direcções partidárias e os seus jogos e conluios de poder.
    A salvação só poderá estar numa alteração do sistema, em que os deputados sejam sempre, e a todo o momento, confrontados pelos eleitores e tenham que a todo o tempo prestar contas do que vão fazendo. Não somente no final da legislatura. À boa maneira da velha Albion, a mais antiga democracia.

  6. Vi as fuças de porco de um energúmeno deputado laranja a tentar ridicularizar a frase de Maria de Lurdes Rodrigues. Um porco a grunhir e a refocilar no chiqueiro.

  7. Foi uma festa:
    Mas quem se aproveitou dela foi a Câmara Municipal de Paços de Ferreira e a Junta de Freguesia de Freamunde para fazer campanha eleitoral por que neste período já se sabia que se ia haver eleições legislativas.
    Não sei se algum membro do Governo foi convidado para a inauguração do Centro Escolar de Freamunde que se deu no dia 25 de Abril de 2011 ou se se negaram a tomar parte. De qualquer maneira foi uma festa linda onde a maioria dos Freamundenses se quiseram associar, eu incluído, onde tive o prazer de filmar este acontecimento que pode fazer prova da obra deixava pelo Governo de José Sócrates com a participação da Câmara Municipal.
    Vê-se o entusiasmo dos alunos, dos pais, avós e restantes familiares. O sorriso quase que não cabia na boca. Será pecado nestes momentos as pessoas estarem felizes e fazerem festa? Será pecado as agremiações voluntárias contribuírem para ela?
    Os pais, avós e restantes familiares andaram noutras com piores condições mas nem por isso deixam de se lembrar delas, Escolas Amarelas, o meu caso, e noutras que para albergar o número de alunos, havia em vários lugares: Escola de Santa Cruz, no lugar de Santa Cruz, Escolas Amarelas, na rua do Comércio e Escola de Outeiro, no lugar com o mesmo nome.
    Lembramo-nos sim mas desejamos tudo do melhor para os nossos alunos. Que tenham uma sala de aulas digna desse nome. Um pavilhão polivalente para poderem exercer as suas actividades desportivas e não estar à mercê das condições climatéricas. Uma boa biblioteca onde podem requisitar livros. Um bom refeitório onde sintam conforto durante o almoço e não aconteça como no meu tempo que se tinha de comer à vez porque o espaço não albergava todos e de manhã tinha-se que trazer numa malga pão esfarelado e açúcar para se tomar o leite em pó.
    Só velhos do Restelo como os deputados do PSD e CDS da comissão de educação da Assembleia da República é que põem defeitos e criticam. Nunca a fábula da raposa e as uvas esteve tão certa.

  8. Ó Mário, deixa-me repetir e repetir até à exaustão a tua frase de fazer chorar as pedras.

    “Eu não ouvi um qualquer bandalho. Ouvi eleitos do povo a fazer gozação! E eu pergunto, Val, que povo é este que elege bandalhos? Até onde desceu este povo, incapaz de discernir entre um bandalho e uma pessoa de bem, para o representar?”
    É essa, de facto, a triste e incontornável realidade: que povo é este, incapaz de discernir entre um bandalho e uma pessoa de bem?!

    Infelizmente, parece que, 38 anos passados após o 25 de Abril, o povo AINDA continua a ser o mesmo que aguentou serena e pacíficamente os 50 anos de Salazar!

  9. Cícero e Mário,

    não adianta ir contra o povo, pois como dizia o outro, o povo é quem mais ordena…mas faço uma ressalva: quem mais ordena é quem consegue manter o povo nesta ordem de valores, ou falta dels, nesta burrice, atavice, estupidez, burrice, (e é importante anular cultura e educação no meio do processo, como todos sabemos, até os broncos do governo). Povo culto e ordenar é uma grande chtice. Aliás, o paraíso era não existir povo.

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