A cruzada de Seguro é Nobre

António Vitorino decidiu logo após o último debate tornar público que apoia Costa. António Vitorino é o socialista mais cerebral de que há registo molecular e até ontem à noitinha quis aparecer institucionalmente equidistante. Algo de arrebimbomalho se terá passado, portanto. Também teria graça conhecer a opinião de Guterres sobre o que aconteceu nesta terça-feira na RTP entre dois dos seus meninos de outrora. Aceitará o incensado proto-pré-candidato à redignificação da Presidência da República ser apoiado por um secretário-geral do PS que tem contra si 40 anos de construção da democracia portuguesa?

Seguro berra contra a podridão do regime. Garante ser capaz de a eliminar com as espadeiradas fatais da sua santidade. Mas enquanto não sair de cena, e do próprio partido que odeia e concebe como coisa sua, não fará prova dessa capacidade. No entretanto, é inegável que a sua cruzada é Nobre.

5 thoughts on “A cruzada de Seguro é Nobre”

  1. Estava (in)segura até ontem à noite.
    Era o que mais faltava ter de votar PPC para evitar ter um bully e seus caciques á frente do País.
    A ser verdade o que Seguro diz teve 3 anos para limpar o que havia a limpar. Não o fez.
    A não ser verdade ele sabe como ninguém que não pode lançar nomes e acusações e esperar que não haja consequências. A primeira seja já domingo…

  2. eu pergunto: qual será o distrito que aceitará seguro como candidato ao parlamento nas proximas eleiçoes? vai pela lisboa que ele ama… mas disfarçado de padre até ao ultimo dia!

  3. o val, essa do tiro na cabeça,foi tirada do olho do cú com gancho.como diz com graça um amigo de longa data que paga a cota ao pcp e nada mais!

  4. Segundo o que por aí se diz, Seguro queria aceitar a proposta de bloco central fáctico — palavra que o pseudo-líder do PS tanto gosta, e que aqui serve que nem uma luva. A oferta — do bloco central fáctico — foi-lhe perfidamente endereçada por Cavaco Silva. Ela serviria de moeda de troca à tão almejada ascenção de Seguro à Cadeira de S. Bento; e Seguro, cego de ambição, dispunha-se a caminhar para a ratoeira!

    Seguro recusou, mas apenas porque muitos socialistas compreenderam que tal acordo austeritário, à data patrocinado pelos poderes fácticos do cavaquismo, iria destruir o PS.

    Caso Seguro se mantenha à frente do PS, o seu destino provável será o bloco central PS/PSD. Tal bloco central exigirá uma dupla chapelada eleitoral: primeiro, nas primárias do PS; e, um ano depois, nas legislativas de 2015, através da mutilação do princípio da representação proporcional do eleitorado.

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