90 anos disto

Jerónimo, na mesma sessão, tem estes dois registos:

Só faltava levar o barrete na mão e levar a mão estendida a pedir esmola à senhora que, de repente, aparece como a dona ou a mandona da Europa, da tal União Europeia a 27 que neste momento é dirigida por essa grande potência.

– Estamos perante o nacionalismo de cooperativa agrícola, central à identidade do PCP. Um aceno ao mundo fechado, introvertido, rural que fala ao coração serôdio dos portugueses comunistas.

Já sobre a Líbia, o líder do PCP afirmou que “o imperialismo aí está já a preparar a possibilidade de perpetrar um novo crime, desta feita contra o povo líbio”. E, frisando que Portugal integra o Conselho de Segurança das Nações Unidas, desafiou o Governo a rejeitar qualquer intervenção militar.

– Estamos perante o internacionalismo de piquete de greve, ainda operativo na filiação ao PCP. Um folclore do mundo aberto, expansivo, citadino que fala ao intelecto temporão dos comunistas portugueses.

Resumindo: nada de ter governantes a sair de Portugal para discutir com políticos europeus os assuntos da Europa, e nada de entrar em países estrangeiros para acabar com guerras e matanças – a menos, claro, que tal invasão seja feita pelas altruístas e pacíficas tropas do Pacto de Varsóvia.

6 thoughts on “90 anos disto”

  1. Essa da Varsóvia altruísta já não aleija, tem que se arranjar praí outra, à base de vodka. E já me tinha esquecido que os partidos cmnistas da Europa foram quase todos fundados na mesma altura e que a televisão a cores levou quase dez anos a aparecer. Aquele komintern era das coisa mais eficientes que havia, graças aos internacionalismos, às diásporas e aos diospiros.

  2. Val,

    Não que ache grande piada ao que o Jeronymo diz, mas só tu (“e tua bondade” ;-) ) para nos dizeres que ainda bem que o sócrates foi mostrar as contas de Portugal a sua majestade de pés de barro. Esta Europa está sem rumo. Eu comecei por ser euro-entusiasta fui tomando consciência do que se podia passar e hoje sou anti”esta”-europa, antes marroquino, antes marroquino!

  3. Já sei que vou ser destratado e mesmo insultado.
    Tenho a certeza que é como diz o poeta: O que tem de ser, já aí vem!
    Mesmo assim, com que direito é que te serves de inventonas de massacres e de demagogia para conbater esses esqueletos do PCP?
    Na Líbia os massacres foram vistos por quem?
    Quem os relatou?
    Ainda nos havemos de rir – como em relação aos puristas da democracia do Iraque…, quando se vier a saber quem fez os tais massacrtes ( se os houve!) e quem é que fez reféns os agentes ingleses do MI 5!
    Mas isto são coisas que eu invento só para atralhar este imbatível Val, não é?
    Já aqui não deixava um comentário há mais de um ano.
    Sentía-me sempre um verdadeiro desmiolado, um rebotalho, perante a sabedoria e a magnitude de quem tudo sabe, e sabe de tudo.
    Ainda bem que me mantenho pequeno e em busca de alguém que me esclareça…
    Um grande Carnaval é o que te desejo.

  4. Ibn, obviamente, não entendeste qual era o propósito daquela reunião.
    __

    MFerrer, para além daquilo que me escapa no que escreves (como essa alusão a seres “destratado e mesmo insultado” ou a referência a “inventonas de massacres”), tenho a dizer-te que fazes muito bem nisso de estares em busca de alguém que te esclareça. E eu posso confirmar, tal como afirmas claramente, que esse alguém não sou eu.

  5. não sou fã de sociedade aviário comunista , também não curto capitalismo eucaliptal , as 2 geram sociedades doentes , são “monoculturas” que estragam o solo. mas não vejo patetice nem contradição em dizer que devemos ganhar o nosso pão a trabalhar e não a esmolar e que entre marido e mulher não se mete a colher. normalmente que mete a colher ( os USA ) quer mas é sacar a mulher e po-la ea render.
    talvez o Jerónimo não fale com parlapié enfeitado e cerébros amantes do complicadex não o entendam , de lhano.

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