6 dias para provar que é treinador

Os 6 dias mais importantes da carreira do Paulo Bento chegam hoje ao seu desfecho. Não serão os mais importantes quanto à subida ao palco principal da profissão, aconteceu no Sporting, nem ao estatuto de notável do desporto, aconteceu ao ser escolhido como seleccionador. Nestes dias depois da cabazada, e do desastre, contra a Alemanha, Bento teve a sua oportunidade de ouro para provar que é um treinador de futebol. Estamos a poucas horas de descobrir se sim ou sopas.

Já na parte final da sua carreira de jogador se ia dizendo que ele daria um bom treinador. As características que para tal apontavam pareciam nascer da influência coordenadora, ou disciplinadora, que ele mostrava no balneário e dentro do campo junto dos colegas. Se ele tinha esse efeito de calções, o que não faria de calças, era a tese. E, de facto, os anos à frente do Sporting exibiram essas características de uma certa forma. Uma certa forma de jogar sem ousadia, sem imaginação e sem beleza que lhe deram sucessivos títulos de campeão da 2ª Circular mas nenhum título nacional. Pelo meio, parecia haver filhos e enteados quando tocava a mostrar que seria mesmo o tal mauzão prometido pela imprensa no trato com os jogadores.

A Selecção pode ter melhorado com o Bento quando comparada com a tonteira de Queiroz, mas o seu futebol não tem ousadia, não tem imaginação e não tem beleza. Por pouco, falhava o apuramento para o Mundial apesar de ter jogadores consagrados nos mais competitivos campeonatos europeus. Não se fez nenhum trabalho de renovação nestes anos e deixou-se simplesmente envelhecer o que já era ineficaz. É uma Selecção que se dá ao luxo de não levar consigo Quaresma, um dos mais talentosos jogadores de sempre onde a equipa é mais fraca, no ataque. A lesão do Hugo Almeida só veio adensar a estupidez dessa decisão. E é uma Selecção que se dá ao luxo de deixar no banco William Carvalho, a revelação da época e cujo nome já está na lista de aquisições dos melhores clubes europeus. Olhando para o que o meio-campo (não) fez contra a Alemanha, o Nobel da estupidez 2014 deve ser de imediato entregue ao Bento sem que seja preciso esperar pelo fim do ano.

Portugal pode ganhar aos EUA, e até golear. Tudo é possível porque todos os resultados são aleatórios. Mas jogar bem não é uma questão de sorte, é o fruto da inteligência e da alegria. Esses factores vêm do treinador, nascem nos treinos e na cultura do grupo pelo efeito da liderança. Uma equipa que perca apesar de jogar bem continua a ser uma equipa vencedora, e os seus adeptos terão boas razões para bendizerem tamanha sorte. Já uma equipa que ganhe apesar de jogar mal apenas consegue espalhar cinismo e mesquinhez entre os seus apoiantes. Pelo que o Bento não irá provar que é treinador por uma eventual vitória sobre os EUA. A prova virá pela inteligência e pela alegria, precisamente aquilo pelo qual ele não tem ficado conhecido até hoje.

11 thoughts on “6 dias para provar que é treinador”

  1. maria de belém acabou de dizer que a vontade dos militantes não se pode sobrepor ao secretário-geral do ps.

    esta gaja tresanda a água benta, cheira a ministério da igualdade, lolada & sacristia ou terá sido apalpada na homenagem ao osvaldo?

  2. o bento já provou há muito que não percebe puto de futebol e nunca teve competência para treinador de coisíssima alguma, hoje vai ficar provado que não tinhamos equipa para ir ao mundial.

  3. A Argentina não precisou de jogar bem em nenhum jogo, aliás foi humilhada pelo Irão, com a ajuda o árbitro, mais a mediocridade contra a Bósnia para se apurar. Grandes selecções tem jogado pessimamente, umas tem ganho meramente por sorte. É preciso sorte e nestes torneios ninguém faz prova se é bom ou mau treinador. Ter ido ao Mundial já foi um feito impressionante dado o grupo de jogadores à disposição.

  4. paulo bento,na minha opinião está dependente da sua teimosia e da opiniao de jorge mendes.quanto às classificaçoes,sempre tivemos dificuldades.o nosso primeiro mundial foi em 1966 e depois se não estou enganado,quando no leste foi abaixo o muro,graças à divisaõ de paises como a jugoslavia e a russia.no apuramento para o mundial de 66,que ficamos em 3 lugar,só no ultimo jogo ficamos apurados para ir a inglaterra.quanto a paulo bento tirando os defeitosque lhe notamos na formaçao do grupo de insubstituiveis,tem todo o perfil,para diputar este tipo de provas depois de passada esta fase que estamos disputar no brasil,porque tal como a italia só sabemos jogar em contra-ataque.foi assim no sporting onde aparecia nos jogos grandes.não gosto do seu feitio mas como sportinguista,não posso deixar de recordar o seu desempenho no sporting onde .ganhou taças de portugal e supertaças e dos grandes jogos tem saldo positivo.

  5. O futebol de Paulo Bento é, à semelhança do que ele praticava, organizado, sempre à mesma velocidade, monocórdico, certinho, sem um rasgo. Dali nunca sairá uma equipa campeã.
    Além disso, uma seleção nacional que expulsou da sua representação o verde é uma entidade sem esperança.

  6. concordo em quase todo, mas no que mais reparo e no pouco qeu fez jogar a William Carbalho. Não conheciia o jogador, mas acho que tem um futuro muito grande, vai acabar num grande. É um mdio centro espectacular e muito técnico. Tinha que haver estado em todos os jogos. Com o pouco que jogaram Varela e Carvalho,não dize muito à favor do Bento.

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