10 euros para quem explicar o que este juiz quer dizer

No entender do vice-presidente do CSM "qualquer intervenção esclarecedora será utilizada como mais um pretexto para denegrir a imagem dos Juízes e para alimentar um ambiente propício para romper com o paradigma constitucional vigente em matéria de separação de poderes e (auto)governo judicial, como muitos setores assumidamente pretendem".

Reconhecendo a sensibilidade desta questão, acusa: "O despudorado aproveitamento de casos isolados, dirigido a pôr em causa equilíbrios e soluções institucionais que no essencial estão a produzir resultados muito positivos, evidencia bem a sensibilidade da atual conjuntura."

“Limites da censura pública” estão a ser ultrapassados, acusa juiz Mário Morgado

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i – Como é que seria possível “romper com o paradigma constitucional vigente em matéria de separação de poderes e (auto)governo judicial”?

ii – Que “setores” pretendem tal? Onde o assumiram?

iii – A que “equilíbrios e soluções institucionais” se refere?

iv – A que “resultados muito positivos” se refere?

v – Pretende denunciar junto do Presidente da República o que declara, enquanto juiz e responsável judicial superior, ser (ou alguém pretender que o seja) um irregular funcionamento das instituições?

vi – Por que razão não nomeia quem pretende, segundo declara enquanto juiz e responsável judicial superior, acabar com o Estado de direito democrático?

vii – Para quem fala, e o que pretende, com este registo críptico, nebuloso, difamatório e alarmista?

11 thoughts on “10 euros para quem explicar o que este juiz quer dizer”

  1. “RESULTADOS MUITO POSITIVOS”
    Decerto, que o Vice-Presidente do CSM, se deve estar a referir à permanente violação do segredo de justiça. Decerto ,que se deve estar a referir aos processos de adoção da IURD, que continuam formalmente em investigação, há espera de serem arquivados, em momento oportuno. So assim será possível que a anterior PGE, passe pelo intervalo dos pingos da chuva sem se molhar……

  2. até se percebe bem. se eliminares aquela coisa entre parênteses fica governo judicial, que é aquilo que esta maltósia quer, governar sem ir a votos e disfarçados com peruca, túnica preta e martelo dos bifes em cepo de marisco.

  3. Até já importantes juízes escrevem no Facebook. Depois, é isto que dá. Quanto mais se escreve no Facebook, mais despropósitos se escreve.

  4. Um magistrado judicial quando refere “O despudorado aproveitamento de casos isolados, dirigido a pôr em causa equilíbrios e soluções institucionais que no essencial estão a produzir resultados muito positivos” só pode estar a referir-se à mais que desejável recomposição do CSMP. Só uma Republica de Juízes é que voltava a pôr Portugal nos eixos. Mais ou menos como conseguiram em Itália. Outrora a 5ª economia mundial, hoje nas mãos de palhaços populistas e fantoches.

  5. Um estado dentro do estado ou a republica dos Morgados. A dos canaviais consciente do inferno que cria busca a redençao no equilibrio (a balança da justiça) da luz e da sombra este é mais grosseiro não vê luz só vê a sombra “denegrir a justiça(toga)”, é mais choco com tinta. É esta a qualidade de gente que sobe aos tribunais superiores; mitomanos, totalitarios, vingativos, mesquinhos, que vivem num mundo à parte. A Justiça é um monstro.

  6. E não é que o Neto de Moura tem razão?

    https://www.tsf.pt/sociedade/justica/interior/neto-de-moura-recorre-de-decisao-diz-que-nao-pode-ser-sancionado-sozinho-10678148.html

    Se é uma questão cultural dentro da classe porque terá que “pagar” sozinho?
    A cegueira de querer criar um bode expiatório é uma forma de perpetuação do problema. O humorismo, ou o que lhe queiram chamar, em Portugal não é anti-poder pelo contrario protege-o, não fosse o artista ex-Pc como o juiz, ia dizer por acaso mas nada tem a ver com o acaso, são ambos reacionários nos costumes e sectários .

    Triste ver um órgão independente e de importância crucial para o regime indexado às tabelas do top 10.

  7. “Até já importantes juízes escrevem no Facebook. Depois, é isto que dá. Quanto mais se escreve no Facebook, mais despropósitos se escreve.”

    um – o que é um juíz importante? na volta é o contrário dum exportante, mas isso sou eu que não percebo nada de agricultura judicial como o nabo que cagou a sentença.

    dois – o que é que o facecoise tem a ver com a importância ou desimportância de quem lá escreve?

    três – os despropósitos vêm a propósito de quê? só se for da tua necessidade de “procura do conhe cimento branco permanente”, mas nesse caso é melhor procurares na secil martingança ou no mestre maco.

  8. O que se passa com alguns sectores da Justiça em Portugal é algo muito perigoso. Um órgão de soberania completamente à deriva e sobretudo completamente à margem de qualquer Estado de Direito. Como podemos ver, por exemplo, nas conferências do Casino. Com a apologia do justicialismo. À Moro. Onde isso nos leva já podemos constatar por esse mundo fora. Infelizmente. Depois de mais um massacre numa escola nada melhor que pôr mais armas na rua. De volta ao velho Oeste que o Trump tão bem protagoniza. A verdadeira autonomia que alguns sectores da justiça portuguesa também defendem.

  9. Às tantas o cartaz do verme populista – que eles adoram – que pergunta se andamos a sustentar quem não quer fazer nada é referente aos magistrados do MP.

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