rosa soft

Os primeiros olheiros a assinalar a minha contribuição cromática para o blog foram os seus comentadores mais assíduos, os marginalíssimos da vitamina B exponenciada. Porque são dotados de feminil intuição, como se nota pelas iniciais tão simbolicamente sexy. E feministas, também, ou não teriam uma barbuda assumida como guru.
Quando o Valupi me convidou para escrever aqui até chorei, tal foi a comoção que se gerou. Estava a tomar o pequeno almoço. O temporizador da torradeira está avariado e o pão tinha dois dias. Chamuscaram-se as torradas. Depois de raspadas as migalhas mais escuras para cima da louça por lavar, sobrou um rebordo acastanhado e duro. Curtia, na altura, o drama magoado do fim da Sociedade Anónima. No instante da proposta a surpresa lançou uma lasca de côdea a caminho do meu esófago. Engasguei-me e tossi. Tossi muito, até me virem as lágrimas aos olhos. Só pararam de rolar ao terceiro gole de café com leite morno. Pude então passar às manifestações de modesta incredulidade.
A indecisão durou umas semanas, ou estaria a fazer-me difícil. Iniciada pelo misto Afixe, de quotas rigorosamente equitativas, e treinada pelo hiper-ultra-mega feminino Sociedade Anónima, estranho-me agora num blogue de gajos. Como não são meus filhos, prometo não oferecer medicação acertada, menos ainda regular. Remédio, não tenho. Espero apenas efeitos secundários.

26 thoughts on “rosa soft”

  1. Pois eu sou uma mulher e maçãs, ou assim, limões? limas! Chago a cabeça a toda a gente. E adoro-me. :D

    Ó mana, o Valupi e o Aspirina estão preparados para que a gente se instale aqui nos comentos, certo? Eles estão cientes disso, certo? Eu espero bem que sim, que isto agora com a escassez de blogs, uma pessoa tem que assentar arraiais em algum lado…

  2. É isto. Vai um homem dar uma volta, arranjou uma noite mal dormida – e dá com senhoras aqui dentro. Onde está a minha toalha?

    Mas é um gosto, Susana.

  3. ora ‘xa cá ver onde está o sofá… cá está. Isabelinha assentando arraiais (arraiais é uma palavra bem gira, olha ali tanta vogal…)no tasco novo, e apresentando-se ao serviço para desconversar sempre que desnecessário.
    :)

  4. cláudia, galão, era um galão.

    mana, os arraiais usam-se muito nesta altura do ano.

    py, :)

    gibel, obrigada. já viste que coisa tão estranha…?

    fernando, é o problema de sempre: se pendurassem a toalha no sítio, não tinham que andar depois à procura dela.
    obrigada.

    isabelinha, isabelinha, nunca mais aqui chegava! gosto tanto de te ver.
    «desconversar sempre que desnecessário» é muito bom. :))

  5. Este primeirinho post, ainda permite comentários (os de cima, desisti ao ver a fila que tinha à minha frente…)
    Passei pelo Aspirina, quando entrou o dos aventais, e vi este. Na altura, estava já em pé ao lado do pc e de carteira na mão ara sair, não deu para escrever nada.
    Claro que agora venho atrasada, mas de qualquer modo ainda a tempo creio eu de te desejar felicidades.
    Isto dos blogs é um vício, como se diz com «grande originalidade», mas ainda não provoca o cancro nem pagamos multas de modo que só faz é bem. É como fizeste, sair de um para entrar noutro e toca a andar!!!
    Felicidades por cá,

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