Urgia pôr fim a esta rede assassina

Raramente vejo os programas do José Gomes Ferreira (JGF) na SIC Notícias. Este último, no entanto, vi, porque me chamaram a atenção para ele. O jornalista tem como convidado o CEO do Grupo LENA, Joaquim Paulo Conceição, e o objetivo é inquiri-lo (embora o termo mais próprio seja «acusá-lo») sobre o  alegado favorecimento das suas empresas no tempo do governo de Sócrates. O «alegado» é meu. Pelo tom perentório do jornalista, o favorecimento não é de todo alegado, aconteceu mesmo, todos os portugueses sabem que assim foi e, no arranque do programa, é impante dessa certeza que pretende provar que só maluquinhos afirmarão o contrário. Ou bandidos. Ou cúmplices da marosca. Força, José, vais apanhá-lo! E lá vieram a Parque Escolar, as estradas, o TGV, etc. pela boca profissionalíssima do José. Acontece, porém, que, do princípio ao fim, é confrontado com dados que desmentem todas as suas convicções e só o muito traquejo em entrevistas pulhas face às câmaras o impede de exibir a cara de parvo que seria lógica e que fica a faltar.

Sem possibilidades de colocar aqui o vídeo, recomendo aos interessados que vão até à SIC Notícias de quarta feira e procurem o programa Negócios da Semana.

Esta curta entrevista é importante, porque é a prova viva do respaldo e do alimento que as calúnias e insinuações do Correio da Manhã (e outros) oferecem a pessoas como o JGF. Se não fosse essa magnífica fonte, o que saberia este homem «de fonte segura» que lhe permitisse abalançar-se a estes agressivos interrogatórios e, no fim, imprevistas tristes figuras? Atira com os milhões de que ouviu falar ou que leu no pasquim como tendo sido pagos pelo Grupo LENA a Sócrates, ou de contratos adjudicados no seu mandato, como se estivesse possuidor de uma verdade irrefutável ou tivesse até descoberto a pólvora. «Como é que sabe?» «Quem é que lhe disse?», pergunta Paulo ao jornalista, mas este prefere fingir que não ouviu e passa a outra. Possivelmente, para não ter que dizer «li no jornal». Felizmente, começa a ser vergonha essa referência. No fim, JGF, perante as evidências e contas que o «réu» lhe põe à frente do nariz e a explicação das atividades do grupo, vê-se obrigado a justificar o interrogatório com a busca da verdade e quase pede desculpa ao convidado, elogiando-o até.

Não sei se vai aprender alguma coisa. Temo que não. Temo que vá continuar a buscar permanentemente a verdade nestes moldes. Da próxima vez, lá virá ele com os milhões pagos ilegalmente a Sócrates, que ele sabe de fonte seguríssima provirem do Grupo LENA.

Estou, pois, curiosa por ver o que acontece a todo este bando de linchadores, agora que não têm o cabecilha da rede a dar-lhes o mote e as provas irrefutáveis? Irão fazer uma manifestação?

22 thoughts on “Urgia pôr fim a esta rede assassina”

  1. «O «alegado» é meu. » Escreveu a autora do texto.

    Ó minha senhora! Mas o alegado SERIA DE QUEM SE NÃO FOSSE SEU??!

    Caramba! !

  2. « Irão fazer uma manifestação?»

    Podem ser mais…finos…e fazer um seminário «probatório» na praça pública…

  3. Chora, chora pá, alivia-te agora, que é para não te cansares mais tarde, quando o choro vier a sério….

  4. Penélope,
    vi o programa e as justificações do CEO do Grupo Lena. Também vi as questões levantadas pelo pobre do JGF, o tal do jornalismo de investigação (!), e o deixar cair das ‘acusações’ uma atrás da outra sem sequer aflorar o que já se sabia. Em governos de outra cor o grupo Lena tinha ganho mais concursos, quiçá mais dinheiro, mas isto não interessa aos ‘investigadores’, do mesmo modo que não interessam as acções e negócios da parentela doutros ‘políticos’, as fugas ao IVA nos arranjos de ‘marquises’, as compras e vendas de terrenos que se multiplicam milagrosamente, as contas ‘escondidas’ nos bancos suíços de pseudo-banqueiros, os lugarinhos dourados obtidos à custa sabe-se lá do quê, etc., etc..
    Basta olhar para o substituto apodrecido do CM, que troca o jornalismo de referência pela sanha persecutória, para se perceber o porquê da perseguição.
    Já agora alguém quer falar sobre como nasceram a maior parte das fortunas que hoje por aí se pavoneiam? Hein? Alguém?

  5. a entrevista do zé ao paulo foi encenada e faz parte das compensações indemnizatórias aos lenaboys pela colaboração no caso marquês. o zé faz de duro e o paulo responde a tudo, o objectivo é manter as acusações ao sócras e limpar a imagem da lena, a investigação agradece e passamos para o próximo envolvimento e assim sucessivamente até encontrar qualquer coisa que não comprometa direitolas.

  6. »Já agora alguém quer falar sobre como nasceram a maior parte das fortunas que hoje por aí se pavoneiam? Hein? Alguém?» CACAS dixit.

    Bora aí. Começa pelo Sócrates….

  7. numbejonada,viu o programa! se viu comente dê a sua opinião. ainda não o vi,mas vi um texto no msn que fala de trafego de influencias, já fora da politica(depois de 2011)

  8. “as ambiçoes politicas e pessoais”,é que levaram o rapaz de massamá, a mentir despoduradamente nas eleiçoes anteriores.ganhou-as atraves de uma fraude politica.fazer coligaçoes à posteriori,é uma atitude politica normal em democracia,muitas das vezes para suprir a falta de maioria no parlamento.recordo, que não foi o ps,que abriu essa janela,fechada há mais de 40 anos!

  9. Farto, estou tão farto que continuem a dar trela a esta arrastadeira de merda que por aqui aparece a fazer o frete aos direitolos e ao seu braço armado, a justiça das porteiras e das comadres, que qualquer dia só leio o observador e o correio dos manhosos. Pelo menos o gajo não sente a necessidade de lá chafurdar.

    Larguem esse pedaço de bosta e não lhe passem cartucho, fosga-se!

  10. Já nem o Marques Lopes se aguenta e ralha em directo com o investigador económico.
    Sempre se mostrou tonto, básico e cumpridor de fretes encomendados.
    Tem lugar cativo.
    O patrão gosta dele.

  11. … esse investigador (?) económico é aquele rapaz da SIC que ainda ninguém percebeu se é sequer licenciado em Comunicação Social, e que tem por hábito ficar a olhar para os papéis de orelhas caídas com o Pedro Adão e Silva, por exemplo?

  12. Farto, fartinho
    30 DE OUTUBRO DE 2015 ÀS 15:45
    Farto, estou tão farto que continuem a dar trela a esta arrastadeira de merda que por aqui aparece a fazer o frete aos direitolos e ao seu braço armado, a justiça das porteiras e das comadres, que qualquer dia só leio o observador e o correio dos manhosos. Pelo menos o gajo não sente a necessidade de lá chafurdar.

    Larguem esse pedaço de bosta e não lhe passem cartucho, fosga-se!»

    LOL. LOL. LOL.

    Ó pá! FAZ O MESMO. LOL. ui…..

  13. fifi
    30 DE OUTUBRO DE 2015 ÀS 14:30
    numbejonada,viu o programa! se viu comente dê a sua opinião. ainda não o vi,mas vi um texto no msn que fala de trafego de influencias, já fora da politica(depois de 2011)»

    Meu caro,
    Como está? Não, não vi. Porém, tenho boa ideia do José Gomes Ferreira – pelo menos relativamente a um programa que ele fez há vários anos, foi de GRANDE colaboração e, olhe que pode salvar, passado que vai tanto tempo, da desgraça um contribuinte português que caíu, com outros, na corrupção de alguns públicos….Portanto, tenho boa ideia dele…não me parece facioso. Como sabe, discordo que se fale de processos judiciais em público, mas não me oponho que o jornalismo investigue ( de forma séria, claro).

  14. o gnomo estrumpfiano do tio balsemócas deveria prestar esclarecimentos no dciap por ter aconselhado o maralhal a comprar acções dum banco falido e quanto lhe pagaram pelo broche.

  15. numbejonada, estou bem obrigado.um jornalista num programa como o dele,não pode fazer o papel que ele faz. em vez de entrevistar,poe-se não raras vezes no papel de de entrevistado.no final do programa tem mais tempo de” faladura” do que as pessoas que convidou.como isto é pouco, o seu posicionamento é claramente à direita. vamos ver o que se vai passar no futuro,com outro poder.melhores cumprimentos.

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