Uma achega para o debate sobre Gaza

Afinal, quem são os «palestinianos»? Árabes vindos de todo o lado e que, por razões táticas, ganharam um novo nome ou ressuscitaram um antigo? Serão hoje os descendentes dos escassos habitantes da zona que venderam aos judeus as terras até aí improdutivas? Serão peões num jogo bicivilizacional ou de controlo de fontes energéticas? Ou o que é que isto interessa, se são hoje fundamentalmente um povo prisioneiro, cercado e encurralado, que precisa de ser libertado? Cem anos de debate talvez não cheguem.

 

 

10 thoughts on “Uma achega para o debate sobre Gaza”

  1. Talvez sejam os descendentes daqueles a quem o estado artificial resultante da trapalhada dum tal Balfour empurrou para ali. Os sionistas, por seu lado, deram uma ajudinha quando ficaram com os territórios conquistados na guerra entre os judeus, árabes e ingleses (1947/48). A partir daí foi sempre a dar na cabeça dos árabes sob a vista (grossa) dos interesses financeiros ocidentais.

  2. But in what terms does this “clean and transparent” explanation of the “Palestina region” explains the fucking keeling and destruction of the people that – for their disgrace – happens to live there???

  3. E, afinal, quem são os «israelitas»? Pessoas vindas de todo o lado (a que outro país isto se aplica tão literalmente?) e que, por razões táticas, ganharam um novo nome ou ressuscitaram um antigo(!)?

    E, afinal, quem são os «portugueses»? Pessoas vindas de todo o lado (bábaros, romanos, mouros, etc.) e que, por razões táticas, ganharam um novo nome?

    E, afinal, quem são os «croatas», os «sérvios», os «bósnios»? Ninguém sabe bem, pois não? Donde se pode concluir que essa coisa das limpezas étnicas na década de 1990 na ex-Jugoslávia é tudo uma aldrabice, não é?

    Tal como, se não soubermos bem quem são os «palestinianos» (com aspas, claro), também teremos de concluir que não houve limpeza étnica na Palestina: o que aconteceu foi que os «escassos habitantes da zona […] venderam aos judeus as terras até aí improdutivas». Não foram escorraçados, credo!, até porque nunca ninguém ouviu falar de refugiados palestinianos. Ou melhor: «refugiados» «palestinianos», já que os «escassos habitantes» dos campos de «refugiados» «palestinianos» … Etc.

    Quando se trata de Israel, não há nada como embrulhar as coisas em aspas. «Foram mortas» 500 crianças «palestinianas»? Não, o que aconteceu foi que «morreram» 500 crianças «palestinianas». A criança israelita é que foi morta. E devemos ser exatos: não foram crianças que morreram, foram «crianças», que é o termo utilizado pelo anti-semitas para designar «terroristas semi-acabados».

  4. vi o vídeo ontem e fiquei a pensar que muito mais importante do que encontrar causas é arranjar soluções. estes assuntos fazem correr tinta e não trazem avanço civilizacional – que é o mesmo que espiritual. continuamos no planeta dos macacos.

  5. Um vídeo de propaganda sionista é tão “uma achega para o debate sobre Gaza” como as peças de propaganda de Joseph Goebbels o eram para o “debate” sobre os alegados deméritos do povo dito eleito.

    Não ficam dúvidas sobre a sofisticação da peça de propaganda que a Penélope aqui ingenuamente (?) nos oferece, mas a sofisticação e competência das peças de Goebbels não era menor, muito pelo contrário, como fica provado pela capacidade que tiveram para convencer milhões de idiotas da sua pretensa superioridade racial e direitos inerentes, com os resultados conhecidos.

    Esta peça miserável, apesar da sofisticação, não consegue uma milésima parte dos resultados de mestre Goebbels, simplesmente porque, apesar de, para a propaganda nazionista, Goebbels ser efectivamente um mestre, os lamentáveis alunos que a Penélope nos ofereceu de presente não passam de cábulas que colaram a matéria com cuspo e só convencem quem tem mesmo muita vontade de ser convencido.

    Há até quem se deixe convencer por outra maravilha da propaganda sionista que é essa espécie de “decreto” divino, plasmado no Antigo Testamento e na Tora, de que deus-nosso-senhor ofereceu todas aquelas terras ao seu povo predilecto e mandou foder os outros povos todos. Ao que parece tinham defeito, apesar de o criador ser o mesmo, porventura na manhã seguinte a alguma malfadada noite de copos, que ao altíssimo também a garganta se lhe seca por vezes.

    Enfim, quem se atrever a contestar o valor e méritos da Bíblia como escritura notarial é sem sombra de dúvida um sacana dum antissemita, o seu lugar é no cabrão do Inferno e antes de lá chegar é bom que uma bomba humanitária, democrática e eleita lhe reduza o covil a pó, com a família toda lá dentro. Ámen!

  6. Ora toma lá este judeu israelita, Shlomo Sand, historiador e professor na Universidade de Telavive, cuja argumentação é muito mais honesta. Será porventura um perigoso antissemita (vá de Metro, Satanás!), com destino marcado no grelhador do Grão-Tinhoso, mas contra isso batatas.

    https://www.youtube.com/watch?v=cq6EPYLfcM0

    Os próximos seis links (aproximadamente 15 minutos cada) são para as seis partes da conferência de apresentação de um novo livro do mesmo historiador. A intervenção dele começa quase no fim da Parte 1, mas, para quem tiver paciência, vale a pena ouvir a apresentação do primeiro interveniente, que dura quase todo o primeiro vídeo. Confesso que ainda não os ouvi a todos na íntegra, mas fá-lo-ei de certeza, pois apercebi-me de que houve um debate muito interessante e animado, nomeadamente com intervenções de alguns sionistas encartados.

    https://www.youtube.com/watch?v=xfbq6ElEsAM (Parte 1)

    https://www.youtube.com/watch?v=xkXnY9pDufM (Parte 2)

    https://www.youtube.com/watch?v=4qC97dxz6ac (Parte 3)

    https://www.youtube.com/watch?v=PvSLCrXQQyE (Parte 4)

    https://www.youtube.com/watch?v=H8pzdpM83NU (Parte 5)

    https://www.youtube.com/watch?v=mUl1vaeV2uY (Parte 6)

  7. Povo Judeu? Tudo assenta nesta enorme mentira.
    Existe um povo católico? Um povo muçulmano?

    Histórias da carochinha

  8. a grande maioria dos judeus israelitas são askhenazes, que nunca tiveram qualquer ligação histórica com aquele território

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