Um PM apaziguador e muito educado, além de tudo o mais

Estou habituado a que, ao longo dos anos, algumas figuras políticas queiram assumir protagonismo em datas especiais”, afirmou o primeiro-ministro.

Confrontado com o facto de se tratarem de figuras da história do País, o governante foi claro: “Todos os países têm figuras históricas. Esta data especial [25 de Abril] não pertence aos governos, pertence ao País.

Passos Coelho, referindo-se à decisão de Mário Soares e Manuel Alegre de não comparecerem na Assembleia da República para as comemorações do 25 de Abril, aliando-se assim à decisão dos “capitães de abril”.

16 thoughts on “Um PM apaziguador e muito educado, além de tudo o mais”

  1. Não percebo esse teu “assim”. Agora a referência a algo é sinónima de aliança a esse mesmo algo? Nunca pensei dizer isto em 2012, mas, neste tema em particular, estou de acordo como o PM.

  2. O gajo nerm sequer percebe o significago e alcance da atitude da A25 de Abril e das personalidades que declararam a sua solidariedade.

  3. Penélope, o atual P.M. é o palhaço que foi lá posto pelos interesses dos financeiros (banca e grandes indústrias) e dos politicos – da direita e da esquerda – e que querem um derrube “suave” de tudo o que foi sendo construido – e democraticamente! – desde o 25 de Abril !
    E infelizmente, a grande maioria da população, com pouca formação, está de novo a cair num abismo de incertezas e de medos, pois foi sempre banhada ao longo destes 38 anos por uma informação escrita (nas mãos desses mesmos interesses financeiros), e pelos meios audiovisuais tendenciosamente de direita, mentirosa e panfletária.

    Assim, ainda bem que os Capitães de Abril não estarão na Assembleia da República a participar na sessão oficial, pois será uma comemoração para “povinho desgraçado ver”, com um Presidente da República e um Governo que só têm enlameado os principios do Estado de Direito pelos quais o Movimento das Forças Armadas arriscaram a vida nesse dia do 25 de Abril!

  4. Concordo com o protesto dos “militares de Abril” e de Mário Soares, que o faz por solidariedade. Porque se trata de um protesto, face a um governo que, se pudesse, fazia voltar tudo a “como era dantes” . Como não pode, para manter as aparências, faz a cerimónia, num autentico faz-de-conta. A vontade mesmo desses senhores governantes e de quem os apoia, depois de retirarem o simblolo da lapela, o carvo vermelho, era fazer como o Alberto João. Lá nos farâo “chegar à Madeira”. O povo até pode deixar, pelo voto, que revolta foi mesmo a dos militares de Abril. Infelizmente, este povo de “brandos costumes” cai para onde o empurrarem. Foram muitos séculos de subserviência consentida a uma “inquisiçâo” que lhe moldou a alma e traçou o fado.

  5. Eu vou é ao jantar da Associação do 25 de Abril na Junqueira para dar força a quem tem a razão e a justiça do seu lado! A verdade virá um dia a saber-se sobre os últimos dias da fantochada que precedeu o veto do PEC IV do Governo de José Sócrates!

    Mas o que acho ainda mais curioso é a critica do PCP sobre a ausência dos Capitães de Abril…! Realmente, mesmo o Álvaro Cunhal deve estar a rebolar-se de raiva pelo ridiculo em que o seu partido se tornou…!

  6. Como sempre, perante situações que transcendem a sua capacidade de compreensão e o alcance da sua intuição, Passos Coelho assobia para o lado.

    É apenas um tolo ignorante a assobiar para a plateia dos papalvos. E ainda bem que há gostos para tudo…

  7. bonito! o nosso primeiro agora dá uarquexópes de democracia ao povo & aparentados. abriu-me o apetite para o dicurso que vai fazer amanhã, provavelmente com um molho de bróculos na lapela.

  8. João Pedro da Costa: Com o “assim” apenas quis dizer que fez o mesmo que os capitães e não que se aliaram todos numa espécie de força de resistência contra alguém para terem protagonismo. Não creio que Soares partilhe dos possíveis ideais dos capitães nem que lhe falte ou precise de protagonismo.
    Não me identificando com muito do que considero quimeras dos capitães, não deixo de os compreender ao não quererem comemorar ao lado deste governo, em cerimónia bastante hipócrita, diga-se, uma data que, sabemos bem, o mesmo dispensaria, se já pudesse. Qualquer outro local será com certeza melhor. Também por estas pequenas coisas se manifesta desagrado.
    Aproveito para dizer que a posição do PCP surpreende, mas não tanto se tivermos em conta o seu comportamento de há um ano e pouco para cá.

  9. Diga-se o que se disser,o facto é que foi graças aos capitães de Abril que a revolução se deu e que depois prosseguiu para as mãos do povo.

    Se em vez dos capitães de Abril tivesse sido o povo a tomar a iniciativa, ainda hoje estavamos á espera, sentados para não nos cansarmos.

    Vergonhoso é não admitir isso e não dar a estes capitães o reconhecimento merecido e a consequente autoridade para falarem do que sabem.
    Independentemente das razões que pudessem ter para por a revolução em marcha, o facto é que foram eles a faze-lo, não o povo, foram eles.

    Isso diz muito do povo que habita este quadrado de terra á beira mar plantado…

  10. Talvez pela primeira vez acabem os cinismos do 26 de Abril.
    Porque o 25 de Abril não era de todos os militares mas provavelmente seria de todo o povo português.
    Salgueiro Maia, o verdadeiro heroi foi deportado (transferido) para os Açores, e quem o despachou não foi o povo.
    Havia capitães de Abril que queria fazer disto uma Cuba, outros sonhavam com uma Albânia e não queriam ir para os quartéis, outros.
    Não se misture o 25 de Abril com o 26!

  11. «em cerimónia bastante hipócrita, diga-se, uma data que, sabemos bem, o mesmo dispensaria, se já pudesse»

    Penélope: isto é wishful thinking. Não subscrevo obviamente esta tua afirmação, nem me parece que tenhas meios para a provar.

  12. Uma previsão, como todos sabem, não se pode “provar”. Qualquer sábio do calibre de um Gaspar, que reconheça ser efectivamente 2015 o ano que se sucede imediatamente a 2014, sabe desde o Secundário que ninguém, nem mesmo uma Penélope, tem “meios” para “provar” algo que não se pode provar, precisamente porque é uma previsão.

    Pelo contrário, as previsões, que não se provam” (repito, a s v e z e s q u e f o r e m n e c e s s á r i a s), sustentam-se.

    Por mim, penso que é perfeitamente sustentável que Passos Coelho não nutra qualquer tipo de simpatia, afectiva ou meramente intelectual, por uma data como o 25 de Abril. A começar pelo facto de não se poder PROVAR, precisamente por não haver quaiquer MEIOS para isso, que ele tenha alguma vez demonstrado públicamente, em toda a sua vida política, algum tipo de satisfação pelo facto de ter existido o 25 de Abril. Que não seja de forma meramente retórica e, como tal, hipócrita, como diz e muito bem a Penélope. Há que saber distinguir afirmações sentidas de tiradas de circunstância. Seria até curioso analisar todas as referências de Passos Coelho ao 25 de Abril, para analisar até que ponto são realmente laudatórias desta data, de uma forma sentida e genuína. Duvido é que exista alguma.

    Mas se entretanto alguém aqui conseguir provar o contrário…

  13. Passos Coelho e os atuais menistros gostam tanto do 25 de Abril como eu gosto de comer pedras cruas.

    Muito em particular pelo facto de a Descolonização lhes ter arruinado a juventude, algo que eles nunca poderão perdoar ao 25 de Abril. E é sobretudo a Descolonização que, para todos os retornados, o 25 de Abril continua a simbolizar e é por isso que tanto o odeiam. E os grandes ódios da juventude acompanham-nos toda a vida.

  14. João Pedro da Costa: Um homem que anda por aí a alardear que vivemos acima das nossas possibilidades, querendo com isso dizer que deveríamos ter continuado pobres, ou pobrezinhos; que as empresas e o Estado devem pagar ainda menos aos trabalhadores, que já são quem menos ganha em toda a zona euro; que vê como positiva a fuga de jovens qualificados, incentivando-a; que quer acabar até com o mínimo de apoio em caso de despedimento, lamentando mesmo que a média europeia ainda esteja nos 14 dias por ano de trabalho; que se propõe dar cabo do equilíbrio da segurança social com a maior das ligeirezas; que declara com todo o à-vontade que os seus compatriotas são calaceiros e piegas; que não vê ponta de motivo para contestar o excesso e a concentração temporal de medidas de austeridade impostas pela Alemanha, agravando-as ainda, etc, etc. e tal, a lista seria mais longa, um homem destes não pode considerar que a mudança de regime em 25 de abril de 74 tenha sido positiva. Não tendo eu maneira de o provar, parece-me bastante impossível. Diria mesmo, uma ditadura vir-lhes-ia a calhar, não achas?
    Aliás, até isso têm: invocando a toda a hora o pecado do despesismo, que o povinho inculto engole, e apoiando-se no programa da Troika que em boa hora para os seus intentos chamaram, nem contestação suscitam.
    Quanto ao “wishful thinking”, deves tê-lo mal empregue. Sou eu que desejo que eles descartem a data?

  15. M.G.P.MENDES,

    o PCP nunca irá engolir o ódio aos Capitães de Abril, como o Vasco Lourenço e tantos outros, que derrubaram o Vasco Gonçalves e assim lhe tramaram os planos, em 75. Se não fossem estes Militares de Abril, não teria sequer havido Democracia em Portugal, mas sim uma “democracia popular”! O 25 de Abril que o MFA continua a honrar NÃO é (nunca foi), portanto, o mesmo do PCP (nem do Otelo…).

    Penso que a partir de agora mais ninguém terá dúvidas sobre isso. Ou, pelo menos, razão para as manter…

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