Um gozo

Relvas diverte-se em grande. Tem direito? Tem, se pode, não roubou nada a ninguém ou não trafica (influências, capitais ou outras coisas). Não se compreende é o que está a fazer no governo. Criatura tão bem orientada nos negócios levaria vida mais bem desenxovalhada – no sentido de liberta de enxovalhos – sem a exposição mediática que o exercício político implica. Aqui é um idiota, incapaz de articular um raciocínio. Lá fora é um rei. Há claramente um lugar em que parece deslocado. O posto de poder deve dar-lhe mesmo enormes vantagens. Um “doer”, diz o amigalhaço Pedro, enquanto adia a ida para Copacabana.

3 thoughts on “Um gozo”

  1. Fui ler, e qual não é o meu espanto que reparei que Relvas se hospeda no mesmo Hotel que o antigo Presidente Américo Tomás quando foi deportado, por faschismo posto.

    É um lugar nobre do Rio, em noite de passagem de ano.

    Será que um e outro merecem tanto?

  2. O povo é manso. Paga, mesmo gemendo, os luxos dos ladrões do BPN e seus amigos. Podem esses senhores gozar descansadinhos, que a justiça lusa os protege de todo o mal, esfalfando-se a descobrir “Buracos no Asfalto”, depois de esgotado o filão do Freeport e da Face Oculta. Com a benção solene do presidente Cavaco. Aproveitem, senhores, que a hora é vossa. A hora e a carne. O povo há-de roer, por fim, os ossos de um sonho nascido em Abril. O povo, sábio, manso e bom, os elegeu para o exercício do absoluto poder. Apenas de si mesmo se pode queixar. E vai fazê-lo da forma que sempre gostou de fazer: cantando o seu triste fado. Ontem e hoje, a cançâo nacional. Fado Futebol e Fátima. “Que povo!”, não é Gaspar?
    Que mansidão, caralho!
    Foda-se, tanta ignorância!

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