Ucraniano, o meu avô? Not exactly

Tendo lido por diversas vezes que a integração da Crimeia na Ucrânia, em 1954, se deveu, entre outras coisas, nomeadamente o álcool, ao facto de Kruschev (então líder da União Soviética) ser ucraniano, gostaria de esclarecer que tal não é verdade. O mais simples teria sido a consulta da Wikipedia, onde nos informam que “Khrushchev was born in the Russian village of Kalinovka in 1894, close to the present-day border between Russia and Ukraine“. Mas, para quem não quer fiar-se cegamente na Wikipedia, onde também se lê que Nikita, grande compincha de Estaline em purgas e outras barbaridades, foi durante anos governador da “província”, uma passagem pela CNN ou por outras fontes de informação online, permitiria, por exemplo, ouvir o que diz a neta, Nina Kruscheva, sobre o assunto. É atualmente professora universitária em Nova Iorque.

10 thoughts on “Ucraniano, o meu avô? Not exactly”

  1. Pensar que o álcool teve tamanha influência na política da Europa de Leste obriga-nos a pensar que a política cega que reuniu 14 (quatorze) países ditos ocidentais a combater o Exército Vermelho, a ofensiva de Adolfo Hitler rumo ao desastre de Estalinegrado e o assobiar para o lado de Churchill e outros democratas que tal, foi causada por quê? Delirium tremens, obtusidade córnea ou má-fé cínica? Ora sebo,meninos,voltem para a aula de História,e,por uma vez,não adormeçam!

  2. Bye, bye, Crimeia! A bandidagem das ruas de Kiev está a pagar por ter derrubado um governo legítimo, democraticamente eleito.

    Os votos que elegeram Yanukovitch tinham vindo sobretudo do Leste da Ucrânia. Parece que os rufias fascistas de Kiev, chefiados por um pugilista mafioso e apoiados pela Gestapo e pela CIA, não tinham qualquer consideração pelos votos dos seus compatriotas de Leste, tidos como subgente. Por isso derrubaram violentamente uma maioria conseguida nas urnas e ainda conseguiram o aplauso hipócrita das “democracias” ocidentais.

    Agora têm todos eles a paga: os habitantes da Crimeia, que sempre foram de maioria esmagadoramente russa, bugiaram-se para os rufias de Kiev e declararam democraticamente a independência. O meu aplauso, com três vivas à Crimeia russa! Afinal ela só era ucraniana desde uma bebedeira do czar vermelho Khruschov…

  3. Em nome do rigor, convém esclarecer que este lamentável membro da brigada feminina de sipaios ao serviço do yo-yo Bush/Obama não é neta do etilo-camarada Kruschev coisíssima nenhuma, como diria o saudoso Gaspar, mas sim bisneta. Dir-me-ão Vossências que merda é merda, tanto à saída do sim-senhor como à chegada à ETAR, mas o rigor é importante até mesmo em escatologia, como é o caso aqui.

    Despois, quero comunicar a esta ilustre audiência um facto de extrema gravidade, a pedir a intervenção imediata da Direcção-Geral da Saúde, que é o de a audição integral dos 27 minutos e 47 segundos da entrevista da criatura me ter obrigado a nove deslocações à casa de banho para vomitar, o que, como compreenderão, me deixou completamente desidratado. Se houver muita gente com paciência igual à minha, é evidente que teremos um verdadeiro problema de saúde pública, a requerer porventura um pedido de colaboração urgente da DGS lusa ao CDC americano.

    Que patética e lamentável criatura, esta professora de Propaganda (ver minuto 5.25) ansiosa por se limpar e desculpar da sua demoníaca ascendência russo-soviética, como se dela tivesse culpa, não vá a nova “pátria” americana apontar-lhe o passado como aleijão e negar-lhe “cidadania” plena e acesso privilegiado aos salões rançosos da (merd)elite neocon. A raiva que pessoas como esta têm aos gâmetas que lhes deram origem, por não as terem transformado em WASP puros, é absolutamente confrangedora. Ao menos o bisavô, por muita merda que tenha feito, sempre combateu os nazis na II Guerra Mundial, enquanto esta perfeita nulidade intelectual e moral seria uma completa desconhecida se não fosse o apelido. Como se o dito e acidental apelido lhe conferisse automaticamente a qualidade de catedrática em assuntos em que apenas manifesta ódio e complexo de inferioridade. Se o Relvas se lembra deste método, ainda o vemos a investigar os antepassados para arranjar mais umas quantas licenciaturas. Que nojo!

  4. infelizmente tenho que seguir aqui o palhaço “segurem-me senão eu mato-os” mas numa nuance: a europa, primeiro fomenta, e depois quando recebe pedidos de ajuda consequentes- mantenham o apoio, caralho, agora que é preciso–silêncio…very típico. europa no seu melhor de hipocrisia, cobardia e incoerência. Tenho muita vergonha de ter nascido neste continente, o mais degradado e traidor dos seus prórprios valores (humanistas e democratas, diz que…)

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