Top 5 (do disparate e do absurdo)

1. Cortar a partir dos 675 euros é melhor do que cortar a partir dos 1500

O corte de salários na Função Pública, que deve começar nos 675 euros (apesar de o Governo ter proposto que começasse nos 600 euros) “convoca com mais equidade e justiça um colectivo de trabalhadores da Função Pública”, garante Hélder Rosalino. Trata-se de “uma medida mais justa e equitativa do que a medida que vigorava desde 2011” (acima dos 1500), que “libertava mais de 50% dos funcionários públicos”.

2. Pois podem, mas só se assim o entenderem

Centristas (CDS) consideram que a subida do salário mínimo é uma “falsa questão”, porque as empresas podem subir os salários se assim entenderem.

3. Continuam as pressões sobre o TC. E ainda, se não houver austeridade, não se cresce e não se cria emprego (!)

A Comissão Europeia escreve que “não pode excluir-se o risco de novas decisões negativas por parte do Tribunal Constitucional”, o que “pode tornar os planos do governo de total acesso ao mercado a partir de meados de 2014 significativamente mais difíceis de atingir”.
E ainda “o Governo tem uma “margem de manobra que está a encolher rapidamente” no que diz respeito à apresentação de medidas alternativas às que o Tribunal Constitucional poderá, eventualmente, reprovar. Isso poderia representar “riscos crescentes para o crescimento e emprego e reduzir as perspectivas de um regresso sustentável aos mercados financeiros”.

4. Entretanto, em Bruxelas, Olli Rehn diz o que não faz nem vai fazer.

>”Na apresentação, perante a comissão parlamentar de Assuntos Económicos, da “Análise Anual do Crescimento” publicada pela Comissão na semana passada – o documento que aponta as prioridades económicas de Bruxelas -, Olli Rehn afirmou que é necessário “prosseguir uma consolidação consistente das finanças públicas”, mas admitiu haver espaço para um abrandamento da mesma.
“Reduzimos para metade os nossos défices nos últimos dois, três anos, e podemos agora permitirmo-nos abrandar o ritmo da consolidação“, disse.

Veja-se agora a lógica disto com o que se segue.

5. Tão bem que estamos, segundo Olli Rehn, não estamos?

Financial Times (FT) cita alto responsável da troika num artigo sobre a possibilidade de Portugal precisar de um segundo resgate.

Conta o jornal britânico, num artigo com o título “Portugal à beira de um segundo resgate?”, que vários responsáveis de topo das instituições internacionais duvidam que uma linha de apoio possa ser suficiente para Portugal sair do resgate de uma forma suave e que o país consiga escapar a um segundo resgate internacional.

Eventuais chumbos do Tribunal Constitucional, elevadas reembolsos de dívida nos próximos anos e juros em “níveis dolorosos” praticados em mercado secundário são algumas das razões apontadas por fontes dos credores para sustentar as dúvidas quanto à necessidade de um segundo resgate.

4 thoughts on “Top 5 (do disparate e do absurdo)”

  1. Será que a brigada do reumático chegará a alguma conclusão?

    Será que Mário Soares vai conseguir recuperar a cadeira presidencial?

  2. aí no ponto 2, pode-se acrescentar : “…e se puderem, depois de terem dos custos de funcionamento mais caros da europa, incluindo os 23% de iva e não terem público consumidor dos seus produtos e serviços, de tão espremido que anda. ”
    estes patranheiros são de uma boçalidade nauseante

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