Ter razão

Passou um ano sobre o pedido de resgate. Aos poucos, vão-se conhecendo dados sobre o que se passou na altura crucial da apresentação do PEC 4. Sabe-se que, face à especulação com os juros da dívida, José Sócrates andou laboriosamente a negociar com as entidades europeias uma garantia de apoio que nos dispensaria da intervenção externa. Sabe-se também que o tinha conseguido e que tal garantia ficara dada por escrito. Sabe-se que o partido de Relvas e Passos lhe deram o aval quando conheceram o programa e que, ao contrário do que afirmaram, conheceram-no, e detalhadamente, numa reunião com Sócrates. Sabe-se da imediata pressão de Marco António Costa para que Passos recuasse e o chumbasse, derrubando o Governo, sob pena de haver eleições no partido para mudar a liderança, já que a febre da ida ao pote ia alta. Sabe-se do papel do presidente da República totalmente contrário ao interesse nacional, como cada vez mais se comprova. Sabe-se também que o então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em contacto com banqueiros e jornalistas, torpedeou Sócrates quanto ao pedido de empréstimo, eventualmente destruindo todo o esforço anterior de conquista de uma melhor solução junto da UE. Sabe-se ainda do contributo dado pelos partidos da extrema esquerda, PCP e BE, ao chumbarem o PEC 4, para a chegada ao poder da direita neoliberal e, a par disso, impreparada.
Sabe-se, em suma, que o homem que já tudo fizera para reduzir o défice até 2008, tendo-o conseguido, estava a tentar solucionar da maneira menos dolorosa possível, tendo em conta a nossa integração irreversível na zona euro, a redução da dívida, que entretanto aumentara, não por ser, ele próprio, um irresponsável esbanjador dos recursos públicos e do dinheiro dos contribuintes, mas por forçosamente e, sublinhe-se, com o aval das instâncias europeias, haver necessidade de estimular a economia e de responder ao encerramento de empresas e ao consequente desemprego, na sequência da maior crise económica internacional dos últmos 80 anos. Sabemos também que o grande “pecado” de Sócrates foi ter uma visão de desenvolvimento para o país não assente na mão de obra barata, como na China, que não nos leva a lado nenhum recomendável, mas na educação e qualificação das pessoas, na ciência, na tecnologia e na inovação, que, a prazo, nos daria sustentabilidade às finanças públicas e nos permitiria pagar as dívidas, assim a União Europeia estabelecesse mecanismos que pusessem fim à especulação (o que devia ter feito e não fez). Os verdadeiros irresponsáveis assim não o entenderam. Sócrates, sabe-se agora claramente, continuava, em 2010 e 2011, a lutar, mesmo em minoria na Assembleia, para salvar o país do desastre. Tinha razão. Não se trata aqui de chorar sobre leite derramado. Trata-se de condenar os oportunismos e a inconsciência que, em nada beliscando certas castas, conduzem as populações à pobreza.

O desastre vivemo-lo agora. Depois de uma campanha eleitoral em que o primeiro-ministro foi acusado de arrastar o país para o abismo (agora é de pasmar) e em que choveram mentiras em catadupa, soluções milagrosas e promessas irrealizáveis por parte dos partidos da atual coligação, eis-nos em plena situação de intervencionados, realizando o desejo de tantos. Tudo se deteriorou e a deterioração, já de si previsível, embora saudada, ainda consegue ser pior do que a prevista. O governo de todas as mentiras, que foge para a frente com a teoria, e a prática, do “quanto mais depressa melhor” para podermos voltar aos mercados, prova ser burro e ignorante todos os dias ao partilhar da austeridade concentrada no tempo, intensificando-a ainda mais contra toda a lógica económica, contra o patriotismo e a sensibilidade social e, sobretudo, contra os resultados. Como seria de esperar, uns problemas arrastam outros, o desemprego dispara e a segurança social encontra-se à beira do colapso. Os melhores vão-se embora. O Governo anda desorientado e já não consegue esconder nem disfarçar as sucessivas mentiras, contradições e erros. O regresso aos mercados, que ainda ontem estava marcado para 23 de Setembro de 2013, afinal já nem ano fixo tem, quanto mais mês e dia. Mas, com maioria, dá-se até ao luxo de assumir as trapalhadas quase com orgulho, gozando, e com legitimidade, com as pessoas que neles votaram, numa autêntica pândega, com que muitos jornalistas alinham. A maioria na Assembleia, o apoio do PR e a pouca agressividade da oposição mantê-los-ão, porém, em funções, provavelmente até ao fim da legislatura. O Aníbal de um lado e o Tó Zé e o PCP do outro são um conforto. Este é o verdadeiro desastre.

28 thoughts on “Ter razão”

  1. O BE e o PCP não foram vistos nem achados na discussão prévia do PEC IV, o Socrates negociou SECRETAMENTE com o PSD.

    A governação de Socrates foi um desastre, os numeros sobre o desemprego, são a melhor prova de uma GOVERNAÇÂO FALHADA.

    Socrates não lutava para salvar o país do desastre , o pais são os portugueses,e não as instituições financeiras, ou as NEGOCIATAS das PARCERIAS PUBLICO PRIVADAS.

    A verdade é que NINGUEM derrubou o Socrates, foi ele que se DEMITIU, se estava tão preocupado com o país, a sua obrigação era não ter abandonado o barco.

    Foi para eleições ANTECIPADAS e o povo derrotou-o, contra factos não há argumentos.

    Se a governação do PSD-CDS, com o apoio da actual direcção do PS, conduz o país ao abismo, a bem da verdade foi Socrates que negociou com o apoio do PSD e do CDS ( sempre os dois) , o plano da Troika da DESGRAÇA.

    CONTRA FACTOS, È MELHOR ARRANJAREM OUTROS ARGUMENTOS.

  2. oh augusto! o que é que os comunas tem feito desde que existem? muito pouco e só despesa, no tempo da outra senhora denúnciavam os não comunas à pide para ver se se safavam e depois têm contribuido para a desgraça nacional com greves, destruição de equipamento público e privado, chantagem sindical, reivindicações absurdas e merdas do género que implicam custos para o país. enquanto houver entendimento entre cavaco e partido comunista esta merda não vai a lado algum.

  3. É preciso ser muito hipócrita, camarada Augusto, para acusar Sócrates de se ter demitido, sabendo que a direita e os seus aliados do PCP e do Bloco lhe tiraram a possibilidade de governar com o chumbo do PEC, colocando ipso facto o país nos braços da troika.

    O argumento de que o PCP e o Bloco “não foram vistos nem achados na discussão prévia do PEC” é um alibi ridículo, mais um prodígio de hipocrisia do esquerdalho irresponsável. Se acaso tivessem sido ouvidos previamente sobre o PEC, Jerónimo e Louçã teriam dito a Sócrates algo de diferente daquilo que disseram no Parlamento no momento do chumbo? Qual teria sido a vantagem de ouvi-los previamente, se eles apenas existem para fazer oposição e se qualquer criança de cinco anos poderia prever o que eles iam dizer e, depois, disseram mesmo?

    O esquerdalho irresponsável é, objectivamente, o grande aliado da direita em Portugal. Como as soluções políticas do PCP e do Bloco nada têm a oferecer aos portugueses, e por estes têm sido sistematicamente recusadas em eleições desde 1975, o esquerdalho irresponsável reduziu-se a si próprio ao fácil papel de opositor, acusador e obstructor – missão que cumpre com particular gosto quando o governo é socialista minoritário. Como sabem que nunca poderão governar, porque o voto popular nunca os mandatará para isso, entrincheiram-se nas suas ideologias intolerantes (os eleitores é que estariam enganados!) e assumem-se orgulhosamente como politicamente irresponsáveis e impotentes. Sentem, por isso, um prazer patológico em inviabilizar a única alternativa real ao poder da direita, como se tem visto nos últimos 36 anos. É um prazer doentio de impotentes, mas é algo de que não se podem privar. Sobretudo porque um governo socialista hipoteticamente bem sucedido seria para eles a prova lógica e irrefutável da sua própria inutilidade.

  4. Para pessoas como o Augusto que fecham os olhos, tapam os ouvidos e repetem ad nauseam a cartilha anti-Sócrates:

    “La estrategia del Ejecutivo era clara: “La cuestión de fondo era llegar a junio sin pedir el rescate, cuando esperábamos que en la cumbre de la UE se alteraran las reglas de funcionamiento del Banco Central Europeo, como luego así ocurrió, para poder recibir apoyo internacional sin ser intervenidos”.

    En definitiva, seguir el camino “de países como España, Italia o Bélgica, y no el de Grecia e Irlanda”.”

    http://www.expansion.com/2012/03/24/economia/politica/1332583015.html?a=3b0ec98442bd89b11495f60da8e9f5f2&t=1333895729

  5. oh julioo alternativa real? então mas o ps e o psd praticaram as mesma politicas: reformaram liberalmente,que é como quem diz , cortaram pensoes e encerraram ser4viços publicosd, aumentaram impostos e agora vens dizer que é alternativa? epa

  6. O mais giro no camarada Augusto é ver o seu júbilo com a derrota do PS, assim se identificando com aqueles que venceram com calúnias, golpadas, mentiras debochadas e que levaram o País a se afundar imediata e drasticamente em todos os índices económicos e sociais. Para este Augusto, tamanha desgraça, onde se inclui igualmente as ainda maiores derrotas do PCP e do BE, é preferível a ver o PS no Governo.

    Imbecilidade em estado puro.

  7. oh anoRRmal! o pc + be não cortam pensões, não encerram serviços públicos e não aumentam impostos? são os maiores contribuintes líquidos para esse peditório, aliás se não fosse isso, viviam de quê? tás a ver as avoilas e os nogueiras deste país a trabalhar ou o teu tio gerómino mais o teu padrinho louceiro a governarem qualquer coisa que não seja falência ideológica e material. acorda pá! o muro caíu e tu ainda não deste por isso. cabrão do borego nunca mais acaba de assar, tou com uma fome do caraças.

  8. ignatz, o muro caiu mas ao contrario do que alguma direita disfarçada e indisfarçada diz não morreu a esquerda e a socildemocracia, e eu sei que és liberal mas o liberalismo não é inevitável.E sim, os serviços publicos fazem falta á população em geral.Se nao queres isso, sugiro que vás para a america onde tens que pagar tudo

  9. Ninguem tirou ao Socrates a hipotese de governar, ele estava em MINORIA e constituiu governo.

    Teve sempre o apoio do PSD e do CDS.

    Aliás a moção de censura do BE , FOI DERROTADA.

    Socrates pedia ter apresentado uma moção de confiança, porque é que não o fez.

    Repito devagarinho para perceberem bem….. Foi….Socrates….que…se …DEMITIU.

    Socrates queria o BE e o PCP a governarem com o PS, para aplicar o PROGRAMA DO PS, quem é que alinhava em semelhante armadilha.

    Socrates oferecia lugares, como fosse essa a grande preocupação e o designio da esquerda.

    Socrates e por tabela a actual direcção do PS ainda não perceberam, que questão central são as politicas, com o BE e o PCP nada de parcerias publico privadas, um dos grandes cancros das finanças actuais.

    Não não me regozijo em ter a direita no poder, mas como democrata aceito o veridicto do povo.

    Só que quem faz oposição á direita são o BE e o PCP, do PS nada.

    O Estado Social que temos , direito ao ensino, o SNS, etc etc foi a mais importante conquista de Abril, e TODOS pagamos para que ele exista.

    Não pagamos é para salvar banqueiros, para pagarmos BPN-PSD, para pagarmos submarinos-Portas-Luvas, para pagarmos negociatas das ditas Parcerias Publico Privadas, como o ruinoso negocio da Lusoponte-Ferreira do Amaral-PSD etc etc etc.

  10. Ainda que a História possa sempre ser reescrita, não podemos fingir que não sabemos. A Penélope, no seu estilo sonso-demagógico, continua a apostar nas figuras e esquece-se, sempre, das políticas. É pena, pois assim continua a ver só a “árvore” (Sócrates) sem querer ver a “floresta” (a crise do PS). Por isso, não me parece “ter razão”.
    Um pouco de honestidade intelectual ( e distanciamento) bastava para compreender duas ou três coisas essenciais, entre as quais os falhanços da política dos governos anteriores (e aqui temos de recuar até aos governos de Guterres) quando a economia portuguesa deixou de crescer e a dívida começou a aumentar. Os números estão aí e ainda há bem pouco tempo, numa comunicação pública em Lisboa, o economista grego Costas Lapavitsas demonstrou essa evolução negativa da nossa economia a partir de 1995. De resto, não era preciso vir cá um grego dizê-lo. Os números do INE, do Eurostat ou da OCDE, para o mesmo período, não mentem.
    O que é que isto quer dizer?
    Que, mais do que uma “maldade” do Passos por oposição à “bondade” de Sócrates (que a Penélope desculpabiliza sempre de qualquer erro) havia já uma política de endividamento acelerado (crédito fácil), fomentada por todos os governos desde meados da década de noventa. Portanto, a situação actual não tem nada a ver com a crise recente da zona euro ou a crise do “sub-prime” (que esteve na origem daquela) mas de um sistema que é incapaz de resolver esta contradição insanável que é o crescimento sustentado e a distribuição da riqueza de forma mais equitativa e justa. Que o PSD aproveite esta situação para aplicar o seu programa neo-liberal não espanta.
    Por outro lado, ao não se demarcar dessa política e ao apostar numa ilusória “terceira-via” que conduziria o socialismo (ou o que dele resta) para um beco sem saída, o PS (na esteira dos partidos sociais-democratas europeus, de resto) comprometeu a herança histórica e abandonou os princípios que estiveram na origem da sua fundação. Provavelmente já em 1977, quando Soares resolveu por decreto “meter o socialismo na gaveta”.
    Ao apropriar-se das ideias liberais da direita e ao confundir capitalismo de “rosto humano” com socialismo (mesmo na tradição social-democrata do Norte Europeu) o PS empenhou o seu legado e entregou o “ouro ao bandido”. Numa excelente e clara entrevista, ao “Expresso” desta semana, o cronista Alfredo Barroso explica bem o que se passou.
    Se o livro dele servir para uma discussão mais alargada, tanto melhor. De qualquer das formas é na esquerda (toda) que devem ser procuradas as respostas e não nos ídolos “pés de barro”, chamem-se eles Sócrates ou outros. Por muito que isso custe aos orfãos do socratismo.

  11. “… os serviços publicos fazem falta á população em geral…”

    e em particular ao partido comunista para fazer greves e foder o geral da população que paga e fica sem o serviço.

  12. Gostei do texto da Penélope mas faltou-lhe falar no papel de alguns Media e alguns jornalistas. Estou a lembrar-me,por exemplo da Judite de Sousa que se gaba de ter entrevistado todos os banqueiros mais influentes do ‘reino’ que empurraram Sócrates para a ajuda externa .
    Quanto ao Augusto , para além do que os anteriores comentadores já lhe ‘explicaram’, resta-me apontar-lhe a contradição do parágrafo 4 e 5. No 4, diz que “NINGUEM derrubou o Socrates, foi ele que se DEMITIU” e no 5 diz que “Foi(Sócrates) para eleições ANTECIPADAS e o povo derrotou-o,…”. Quando nos fazem uma lavagem ao cérebro, é isto que pode suceder! Tome uma aspirina , vai ver que lhe fará bem.

  13. oh baRRdamerda! o psd é asilo de comunas, ressabiados e ladrões com a habitual conversa populista que nos habituaram, é tudo a favor e em nome do povo, depois afiambram-se com o tachos & negociatas em nome do povo e o povo que se foda em nome do povo. compara lá o discurso da extrema esquerda com o da direita e quem é o inimigo comum? ora nem mais, partido socialista e o socras, portanto existe aliança ou comunhão de objectivos, ou será que estou a ver mal a coisa? era bom que te habituasses a responder âs questões e não fugires prá frente, e é se queres troco.

  14. O pessoal do PS quer que os comunistas os acompanhem em sua capitulação ao capitalismo. Mais do que isso querem responsabilizar os comunistas dos anos de governação exclusiva de PS/PSD/CDS que trouxe o país até ao estado em que está hoje. Não admira que no fim de toda esta lógica se encontre o pateta do José Seguro como presidente do PS. Ficam bem um para o outro.

  15. ignatz, eu sei que tu e muitos gostam de tomar isto como um jogo de poder, mas a verdade é só esta: houve reformas liberalizantes que o pcp e o be ão concordaram.E aunica alinaça que eu conheço e que dura ha 40 anos, é a aliança entre o ps psd e cds, contra qualquer solução não liberal.

  16. e outra coisa: o que tu dizes não difere em nada do que o governo faz.Que rica oposição em defesa dos portugueses que fazes oh ignatz.Tu és o anonimo,e devias assumir-te como tal

  17. Rui Mota: Não sei o que queres dizer com “herança histórica”. Nunca os comunistas se quiseram aliar historicamente a nada, em democracia, e não os considero de esquerda. Considero-me uma social-democrata, conceito que abrange desde Obama até à social-democracia/socialismo nórdicos. Acredito que o Estado tem um papel importante a desempenhar no bem comum, mas que não pode cercear a liberdade de iniciativa, que, no entanto, deve ter regras. Ao contrário dos comunistas, a social-democracia consegue ver imperfeição nela própria e evolução no mundo, consegue não se fechar e consegue dar resposta aos problemas que vão surgindo, sem que receie ser apelidada de liberal.

  18. É inigualável a tua capacidade sobre-humana de “CARPIDAGEM CONTÍNUA” desde há um

    ano, coisa e tal. Quando abres a boca, inevitavelmente, bebes as lágrimas dessa fonte

    Carpítica pujante, que vem crescendo de intensidade e potência baquladora post-mortem,

    criando um sistema prodigioso de auto-alimentação ideológico, retro-alimentado portanto, só

    comparável ao do Sacerdote mor deste Orfanato SOCRÀTICU, o Valtetas.

    Uma pergunta: quais os teus honorários para carpires em outros réquiem’s. Pago bem,

    dinheiro vivo sem recibo e com senhas de refeição.

    Preciso resposta breve … obrigado

  19. o problema é que a social democracia tem sido traida nos ultimos anos na europa,, devido á terceira-via do blair que adoptou regras economicas que eram da direita,ou seja, assistiu-se a uma relativizaçaõ da social democracia na ultima decada, que fortaleceu tanto os partidos da direita, porque o eleitorado da direita prefere o original á copia, como tambem os partidos da chamada extrema-esquerda porque cá está, o eleitorado gosta de coisas claras e objectivas, e não de remendos. .Foi assim na alemanha, foi assim em espanha, foi assim na dinamarca, e segundo as sondagens também acontecerá na grécia.E em frança, se o hollande nao se poe a pau, o napoleon volta a ganhar.
    Já soubeste do novo livro do alfredo barroso penelope? que tens a dizer sobre a tese dele?

  20. oh buRRo! estás a falar de quê, do artigo do público, do prefácio do alegre, do livro “a crise da esquerda europeia” ou a misturar tudo como é habitual dum tótó que especula sobre títulos do público.

  21. oh ds! os cabrões dos comunas são mesmo cobardes, nem és capaz de assumir a identidade quando és mal educado. já agora pergunto se é o partido que te paga a net ou a célula do pc na pt.

  22. Camarada Augusto e outros camaradas. A classe operária, os desfavorecidos, o povo com que o BE e PCP tanto enchem a boca, estão agora melhor ou pior do que em 2011? Sabiam que , com esta direita iria ser o que é, com menos SNS, menos escola pública, menos protecção social? Ou não faziam ideia do que aí vinha? Ou antes pelo contrário?

  23. Ó Rui Mota este pedaço do seu texto aplica-se a si “Um pouco de honestidade intelectual ( e distanciamento) bastava para compreender duas ou três coisas essenciais” neste caso apenas uma coisa essencial:
    A chamada política de crédito fácil é parte essencial do funcionamento da UE. Foi essencial para o centro escoar (vender) os seus excedentes para a periferia, é a base de funcionamento da UE, uma das razões que explica o nosso principal déficit, Balança de Pagamentos, e o superávit de quem nos emprestou o dinheiro!
    Num mercado livre, sem restrições aos movimentos de capitais (um erro, mas parte do DNA da UE) é isto que acontece, os capitais escoam para onde há mais procura e nas periferias necessitadas havia procura, estimulada com taxas de juro artificialmente baixas.

  24. Penélope,

    A “herança histórica” a que me refiro tem a ver com a Internacional Socialista da qual o PS diz fazer parte. Tem a ver com ideias e pessoas como Willy Brand, Olaf Palme, Kraisler ou Den Uyl. Não metas aqui os comunistas, pois eu nunca falei neles. De resto, o Alfredo Barroso, que é social-democrata, diz o mesmo que eu. Ou será que ele agora é comunista?

    Nuno,

    O teu raciocínio parte de uma inevitabilidade: os capitais “escoam” (gosto deste termo) para onde há mais procura. Pois, e o que é que fizeram os governos socialistas para defenderem os interesses de Portugal neste mercado desigual? Assinaram todos os tratados de cruz para poderem receber subsídios, em troca do desmantelamento dos sectores primários e secundários e, dessa forma ficaram dependentes dos empréstimos.
    Pior ainda: preparam-se para assinar mais um tratado de cruz que nos impede de ter um déficit superior a 0,5%. E tu, se calhar, achas muito bem…

  25. É de facto uma inevitabilidade nesta arquitectura da UE.
    Os governos de cavaco (os socialistas foi à posteriori) assumiram a ridicula postura do bom aluno e convém dizer do aluno acrítico. Isso foi-nos fatal, mas quem assumisse esta postura naquela altura seria posto de parte.
    Devo afirmar que discordo totalmente desse tratado ridiculo ao qual o PS se deveria opor ruidosamente e assumir uma posição divergente face à troica e à comissão liquidatária do PPD!

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