Sim, desculpas para quê?

Apesar das desculpas com desvios, que darão a entender que, quase exclusivamente por isso (sendo o resto alegadamente “prevenção”), estas medidas violentas, recessivas e de empobrecimento da população são absolutamente indispensáveis – elas ou a bancarrota, dizem – convém não esquecer em momento algum que estes governantes, antes de o serem, e os seus apoiantes sempre se mostraram fervorosos defensores de medidas deste género como solução para o país, tendo até achado conveniente a vinda da Troika. Entendiam que os trabalhadores ganhavam demais, no privado e no público, que gastavam demais, que havia contratos escritos a mais. Estas medidas apelidam-nas, às tantas, de reformas estruturais, aplicando-as agora mais facilmente sob o chapéu-de-chuva do memorando e da crise.
Por isso, dispensamos totalmente o ar compungido com que Passos e Gaspar se apresentam, um com óculos, outro com olheiras, aos portugueses.
Não alardeavam que o peso do Estado na economia e do funcionalismo público era excessivo? Pois agora mais não estão do que a tratar desse aspecto do seu programa, degradando as condições de trabalho e baixando as remunerações dos funcionários públicos, convidando muitos, sobretudo os mais qualificados, a saltar do barco. Tudo perfeito, portanto.
E não alardeavam que as empresas se viam constrangidas pelo peso das obrigações sociais e salariais, sendo essa a razão por que não eram competitivas? Pois esse problema está também a ser resolvido através da consequência colateral da redução dos salários públicos – a redução dos do privado também. Além do aumento do desemprego, um factor importante, que determina o preço das novas contratações.
Não venham, por favor, com ar dramático, anunciar aquilo que sempre desejaram e não tinham condições para pôr em prática!
É que, quando se aplicam as políticas concebidas para alcançar os resultados desejados, para quê lamentá-lo e arranjar desculpas, dando a entender que, se pudessem, se tivessem margem, se não tivesse havido desvios, nunca fariam tal coisa? Fariam e com muito gosto.
Acaba-se com os serviços públicos degradando-os, acaba-se com os funcionários públicos desmotivando-os, acaba-se com as reivindicações privatizando e transforma-se o país numa economia competitiva, à luz das suas teorias, precarizando e escravizando o trabalho. No fim, cantam o hino nacional com os empresários seus amigos.
Passos já declarou que não entende que deva pedir desculpa aos portugueses. Compreendemos.

40 thoughts on “Sim, desculpas para quê?”

  1. Ai, Penélope, que dificuldades com a realidade e com a lógica…

    Olha lá, se as condições de trabalho se degradam no público em relação ao privado, os trabalhadores, saem – é isso que dizes a dada altura. No entanto, mais à frente, defendes que, pela mesma causa, as condições se vão degradar também no privado.

    Logo, já não há motivo para os trabalhadores saírem para o privado, visto que está tão mau como o público. A primeira afirmação é, portanto, falsa, por via da segunda.

    Não podes defender uma coisa e o seu contrário, decide-te lá.

  2. «Acaba-se com os serviços públicos degradando-os, acaba-se com os funcionários públicos desmotivando-os, acaba-se com as reivindicações privatizando e transforma-se o país numa economia competitiva, à luz das suas teorias, precarizando e escravizando o trabalho»

    Como disse o outro: Exactamente.
    Mas convêm lembrar os socretinos que este plano neoliberal começou a ser posto em pratica pelo Pinto de Sousa, aquele tipo que se dizia da «esquerda» moderna. Sim, o encerramento de escolas e centros de saúde e cortes nos serviços públicos, com a sua consequente degradação foi iniciado pelo Pinto de Sousa. Sim, o ataque aos funcionários públicos apelidados de privilegiados, absentistas e corporativos, com a sua consequente desmotivação foi iniciado pelo Pinto de Sousa. Sim, o ataque e a desvalorização de quem ousou vir para a rua protestar e reivindicar foi iniciado pelo Pinto de Sousa (são só «comunistas do costume», dizia ele) . Sim, o plano para privatizar inúmeras empresas públicas foi subscrito pelo Pinto de Sousa. Sim, a precarização do trabalho foi aprovada pelo Pinto de Sousa quando não revogou o código do trabalho do Bagão Félix (ao contrário do prometido). Sim, o despedimento (ou dispensa) de inúmeros funcionários públicos foi iniciado pelo Pinto de Sousa.
    Portanto, o que se pode concluir é que o Passos não é neoliberal nenhum, mas sim um tipo do centro (que é onde estão a virtude e o meio termo, como diz o outro) e que só está a dar continuidade às politicas iniciadas pelo Pinto de Sousa. O Passos Coelho não tem que pedir desculpas, porque até os socretinos perceberão que ele só anda a copiar as ideias do grande lider.

  3. Marco, o que se vai degradar no privado é o nível salarial dos trabalhadores. Como, mesmo assim, as pessoas precisam de trabalhar para comer, não existindo sector público, aceitam as condições do privado ou emigram. O “motivo para sairem do público”? Não é sairem, é serem ejectados.

    ds: reformar não é pecado! O mundo não é imutável. Ir gradualmente reformando sem pôr em perigo a sobrevivência de muitas famílias requer sensibilidade social e habilidade política. Não é o caso presente.

  4. Nem na oposição, er. Ainda há uns dias, o outro do «exactamente» desabafou num post que ser de esquerda é fácil, e que difícil, difícil, é ser de direita. Quem não vê nisto um elogio explicito à direita, só pode ser mesmo socretino. E é por isso que, desde já, quero mostrar a minha solidariedade com o Valupetas, pois deve-lhe ter sido muito difícil e exigido um grande esforço concordar com o post da Penélope. Porque está visto que a dificuldade em ser-se de direita anda a par com a dificuldade em não ser cínico e hipócrita.

  5. Claro que reformar não é pecado, Penélope. E é por isso mesmo que o Passos não tem que pedir desculpas (nem a deus, nem aos socretinos), pois se há coisa que ele faz questão de dizer é que todas as suas medidas têm como objectivo a reforma do Estado. Como o grande lider já dizia no passado… E portanto nada distingue o caso presente do caso passado.

  6. Como a última frase do meu comentário pode levar a algumas confusões é melhor reformulá-la: O que está visto é que a dificuldade em ser-se de direita anda a par com a impossibilidade em não se ser cínico e hipócrita. Como a concordância do valupetas revela.

  7. e é por essa razão que o ps vai passar uma temporada bem longa e dura na oposição.Isto a julgar pelo que tem sido a sua praxis regular

  8. Estes er e ds, são a malta que pôr lá o Passos. É esta gente de “esquerda” que antes de 74 eram chibos da PIDE.

  9. er,
    preocupa-te com o pântano em que estes senhores estão a colocar-nos, e depois, em segundo lugar, com os projectos políticos do PS (acho que é a isso que te referes).

    E aproveito para chamar a atenção para este facto inédito: a principal oposição às medidas do governo vem do PSD. Bloquistas e comunas continuam mais preocupados (ver casos múltiplos aqui no aspirina) em atacar o PS e anterior governação, obtusamente esquecendo o que está em causa: uma direita cega,, incompetente e, como diz o próprio Basílio Horta, que não representa os portugueses junto da troika, representa a troika junto dos portugueses. E quanto a capacidade de negociação, se compararmos estes merdas com Sócrates, acho que estamos conversados.

  10. Ana Couto,

    só agora vi o teu comentário…pois é mesmo nesse sentido que vai o meu. Fazem o jogo do pior que temos na direita, só por concorrência ao que de melhor têm na esquerda. Vejo mais preocupação com as pessoas, por parte do raio dos psds e cds contestários deste governo. Isto é uma vergonha para esses comunas e bloquistas que só vêem uma coisa à frente: Sócrates. Para o raio que os parta.

  11. Penélope, começando pelo fim, ninguém foi “ejectado”, como tu dizes, nem está previsto que seja. Se a minha opinião contasse para alguma coisa, até dizia que não concordo com este método, preferia que fossem mesmo “ejectados”, do que esta paneleirice dos cortes.

    De qualquer forma, os teus dois raciocínios continuam em contradição – se o salário baixa no público (como é, e como dizes) e se por isso há uma motivação a sair (como há, e como dizes), não podes defender ao mesmo tempo que haverá uma degradação no privado (que não há, nem haverá). Essa degradação no privado impediria imediatamente a motivação de saída do público. É muito simples, não consigo partir-te isto em pedacinhos mais pequeninos.

    Esta dificuldade em entender os mecanismos de trabalho é muito comum entre gente que gravita à volta do Estado. Por exemplo, custa-me muito ler, e já li uns três ou quatro na última semana, alguns opinadores defenderem que o aumento em meia-hora no privado vai fazer com que as grandes empresas – vi explicitamente nomeados os hipermercados, pelo menos, em dois sítios – despeçam um funcionário em cada 15. Isto é uma estupidez monumental; colossal, mesmo, para usar esta ordem de grandeza tão em voga. É de quem não faz a mais pálida ideia de como funciona um hipermercado em particular, e o trabalho em geral. Falo com as costas bem quentes de 5 anos numa grande superfície…

  12. não me preocupo sabes porque? porque já lá estamos, graças ao menino alberto, graças á estupida nacionalizacao do bpn e das brincadeiras das PPP.E quando citas um fundador do cds, isso anda mal. Preocupuo-me com o ps, porque este neste momento não tem qualquer margem de manobra para oposição ás medidas, pois grande parte delas ele também as praticaria.
    Ultima coisas: antes de vires em fraca oposição dos bloquistas e comunistas, olha antes para a mediocricidade do teu lider seguro, eu se vi alguma fraca foi o ps. E eu só gostaria de saber que medidas diferentes é que ai o camarada basilio propoe

  13. E eu falo com as costas bem quentes de quem trabalha num de quase todos os privados que contribuem para que a média de horas trabalhadas por dia seja superior à da média europeia, sem que isso contribua, ao que parece, para o aumento da produtividade. Talvez a razão esteja fora do número de horas trabalhadas, mas isto sou eu a dizer, claro.

    Por isso, este governo não faz a mínima ideia de como funciona o trabaho em geral. É obtuso , estúpido e incompetente. Vamos acrescentar mais meia hora Às 9.5H diárias /média? Não, aí o pessoal começa é a pedir o dinheiro retroactivo de volta ou a passar os 30 minutos a olhar para o relógio…que ainda tem os putos na escola à espera há meia hora…

    Também fico muito sensibilizada com a tua sensibilidadade face à falência e sofrimento alheio, Marco. Mais vale despedi-los todos (nós, privados, pagamos essa merda toda) do que cortar nos subsídios… O ponto é: e que tal mudar o modelo de gestão? Trabalhei numa empresa pública durante 7 anos, qando saí, entraram seis, por cunha partidária, para fazer o trabalho que eu fazia. Aquilo era um ninho de vampiros sugadores (sendo uma empresa de transportes, garanto-te que as cunhas não eram para os “operários”.E eram muuuuitas. E nisso não se mexe. São esses que deverias quereer ver a andar, não os outros…

  14. er,

    ponto nº1- o camarada Basílio, à frente do AICEP, fez um trabalho excepcional que contribuiu para o aumento das exportações portuguesas entre 15% a 18%, mesmo depois de deflagrada a crise. Isto conta.

    ponto nº2- as PPP não foram criadas por Sócrates: foi uma ideia genial do nosso PR quando era PM. Claro que nunca chegaram a a recadra tantos mihlões- falo de contos- depois disso)

    Ponto nº3 – não sei se percebeste, mas as medidas da troika foram sempre evitadas pelo governo anterior, até lhe tirarem o tapete, porque era imperioso que viesse o FMI. Para além disso, a própria troika já afirmou que o governo se está a esticar demasiado em relação ao acordado, o que pode comprometer o futuro do país….

    Ponto nº 4: o Seguro não é o meu líder. Quantas vezes tenho de te repetir isto?

    Ponto nº 5: registo que não te preocupas, embora issso só confireme o que disse antes sobre bloquistas e afins. O qie vos preovupa é aluta e sem crise não há luta, não é?

    (pois, não leves a mal, mas para homens da luta estão a um nível tão rasca que não se ouvem perante as vozes…lá está..do PSD. )

  15. Oh, edie, tem lá paciência, mas se trabalhas mais horas do que as que estão na Lei, é problema teu. Eu também trabalho mais horas que a conta, mas não me ouves reclamar – felizmente, gosto do que faço, e se não tivesse que comer, até trabalhava de borla. Seja como for, estás-me a dar razão: as empresas precisam dos funcionários. Não vão despedir um em cada quinze coisa nenhuma. Um comentário desses é de quem não entende o mercado de trabalho.

    Quanto ao resto, continuas a dar-me razão – mais valia despedir directamente, se as avaliações fossem feitas correctamente (que não são), se fosse possível distinguir os “amigos” dos verdadeiros “funcionários” (que não é). Posto isto, e também para equalizar os salários entre o público e o privado (onde se trabalha mais por menos, que eu já sabia, mas acabaste de comprovar), corta-se onde se pode. Não é a minha solução preferida, mas é o que se pode arranjar.

  16. Eh, pá expliquem-me lá outra vez, como se eu tivesse quatro anos, porque não se podem acabar com off-shores, prender os corruptos e obrigá-los a devolver a massa…
    É que às vezes esqueço-me…

  17. Quero lá saber se reclamas, Marco, o que quis dizer é que não é aumentando mais meia hora de trabalho diário no privado (que não no público,que não precisa porque são muito mais eficientes – agora a sério: estão muito mais eficientes) que se aumenta a “capacidade competitiva do país” Isto é a conversa dos grunhos com quem pareces querer alinhar.

    Não sei que contas são essas de despedir um em cada quinze, o que sei pela realidade da minha vivência de 30 anos de mercado de trabalho, cujas regras ignoro, ao contrário de ti, é que esse tipo de medida só serve para o patrão ter mais trabalho de borla, mas quanto a produtividade…népia.

    E não, Marco, de forma nenhuma isto é o melhor que se pode arranjar. Só quem seja ignorante , não conheça as regras de funcionamento do mercado de trabalho, ou da sua sociologia,ou esteja facciosamente a defender um governo acéfalo nesta matéria, pode fazer tal afirmação

  18. Edie, quando dizes que o público é mais eficiente que o privado, não há qualquer possibilidade de discussão entre nós. Podias ter começado por aí, que tínhamos ambos evitado escrever tanto.

  19. O corta-se onde se pode é trabalho mal feito. Preguiçoso. Laxista. Incompetente. Feito á pressa. De quem precisa de dinheiro rápido e se está a cagar onde o vai buscar ( mesmo que seja a quem já tem pouco).
    Se é para cortar que se corte onde deve ser e não onde se pode. Assim se distingue o competente do incompetente. Este governo corta onde pode. É tirar as devidas conclusões.

  20. Gato Vadio,

    a questão é que não sabem fazer de outro modo, E também não querem: aprenderam assim. Isso faz toda a diferença ideológica, não é?

  21. (ah, já percebi: o facto de ter afirmado que os servços públicos são agora mas eficientes, fez-te passar à conclusão de que defendia que são mais eficientes que os privados)

    Chapeau para a tua capacidade de deturpação …ou será de incompreensão? Ou gosto pela confusão?

    Anyway, já dei (vês, rima as duas línguas)

  22. Marco, e mais esta, dizes à Penélope que ” ninguém foi “ejectado”, como tu dizes, nem está previsto que seja”.Ora o Álvaro da Economia não tem dito utra coisa. Por onde tens andado?

  23. «(que não no público,que não precisa porque são muito mais eficientes – agora a sério: estão muito mais eficientes)»

    Ou a ironia era tão fina, mas tão fina, que se via o Sol do outro lado, ou não era bem isto que querias escrever…

    A meia-hora no privado não é para beneficiar o sector terciário, mas sim o primário e o secundário. Eu lembro-me de ser miúdo e ir com o meu pai de bicicleta para junto da Amarona Grês (agora Margres) – assim que dava o claxon, às 5 da tarde, era um tsunami de motoretas, bicicletas, alguns carros. Assim, à horinha. Também me lembro de trabalhar alguns Verões na Vista Alegre, e era a mesma coisa – tocava a buzina e toda a gente largava o que estava a fazer, sem mais.

    Não tenho razões para crer que isto tenha mudado muito – aliás, nem deveria: os horários de trabalho existem por alguma razão. Vai para a porta das fábricas apreciar o espectáculo. Aqui, e também devido à mecanização da produção, mais meia-hora pode ser muito significativa. O trabalho nunca pára lá dentro.

    Um exemplo das tais contas do “um em cada quinze funcionários” (Manuel António Pina, no JN, sobre Américo Amorim):

    «Felizmente emprega na sua Corticeira 3 300 outros trabalhadores, que irão dar-lhe 1 650 horas diárias de trabalho gratuito, equivalentes a 206 trabalhadores de borla. Poderá assim despedir 206 dos que não se contentam com ter trabalho e ainda querem salário.»

    Isto não é só demagogia – é ignorância.

  24. bom, pra não me alargar: dizer que o púbico está mais eficiente – e nem me vou alongar sobre as causas, que ainda me acusam de socretina, e não aguento mais elogios – não equivale a a que seja mais eficiente ou produtico que o privado. Essas memorias também eu as tenho, mas são isso mesmo…memórias do passado em que alguns (poucos) empresários tinham sentido de responsabilidade social reconhecido pelos trabalhadores, embora sem normas de certificação ISO qualquer coisa.

    Os tempos mudaram, como comprova o Amorim,e por isso reafirmo: esta meia hora foi moeda de troca por naõ se ter baixado a TSU -medida comprovadamente suicidária da Segurança Social. Beneficia dela quem puder: no meu caso; não posso pôr os génios informáticos a criar mais ideias inovadoras na meia hora extra. Este era o sector em que a balança comercial era positiva para nós. Bons tempos…parece que já foi há muito…

    (este economista e o outro dos finanças ficaram congelados no tempo, antes da tecnologias de ponta que exportávamos massivamente (AI, o plano tenológico que horror).

    Mais vale pôr etiquetas na roupa a dizer que ” é tão bom que não parece made in Portugal” (Álvaro) ou apostar na transformação de Portugal num gande nercado de empregados de mesa e hotelaria para receber os reformados da Europa….Alternativas muito superiorees ao rumo que tomávamos.

    ( a propósito , quando demitem o gajo?)

  25. Edie, eu disse claramente que esta medida não era para o sector terciário – esse sector já faz essa meia-hora extra; bem mais, por sinal. Os teus génios informáticos trabalham 18, se o desafio for bom o suficiente (oh, don’t I know it).

  26. Cara Penélope, esqueceste-te de dizer que pelo meio vão baixando os salários por várias vias a saber:
    1. – Aumento dos transportes;
    2. – Aumento da fatura energética;
    3. – Aumento do preço do m3 de água;
    4. – Aumento do horário de trabalho sem repercussão no vencimento;
    5. – Aumento dos impostos indiretos;
    6. – Aumento dos custos na saúde;
    7. – Aumento dos custos no ensino;
    8. – Diminuição das deduções nos impostos diretos;
    9. – Cortes nos vencimentos anuais;
    10. – Aumento da precaridade no trabalho;
    11. – Implementação da mobilidade forçada com custos pagos pelo mobilizado;
    12. – Diminuição do valor de referência para as contratações coletivas.
    Há mais, mas para já chega.

  27. Marco,
    um à parte, anedótico, sobre estas maravilhas: até já aconteceu que uma das criaturas se esqueceu das horas e do jantar e quando deu por ele estava fechado, sozinho na empresa. Como já era quase meia-noite, não quis incomodar ninguém e lá continuou agarrado ao computador até que chegou o pessoal da limpeza…

  28. agora, realmente, numa linha de montagem, numa passadeira de uma fábrica de tomates enlatados, por exemplo, mais meia hora pode bem render mais umas latinhas ao fim do dia.
    Mas se produto não ficar mais barato por isso, de que adianta? O problema não se resolve só desse lado – é que do outro lado está-se a pôr entraves (impostos) à compra de latas de tomate…

  29. Ainda não acabaram com o sector público e já posso dizer – demoraram 90 dias a fazer um cartão do cidadão. Ou seja de 20-7 a 20-10. Posso esclarecer???

  30. Fechado nunca fiquei, mas no mínimo uma vez por mês tenho que me deitar muito discretamente às 6.30 da manhã, só para não ter que ouvir a minha esposa um domingo inteiro a torrar-me a paciência por fazer directas…

    Não é o produto ficar mais barato que está em causa, embora esse seja um dos efeitos secundários: é o custo de produção baixar. Esse é uma das maiores causas das nossas importações absurdas, sobretudo no ramo alimentar, cuja origem remonta aos nossos governantes cavaquistas quando destruíram o nosso sector primário.

    O que não impede que se coloquem entraves à compra da lata de tomates, só que esses entraves aplicam-se aos nossos tomates, e aos tomates estrangeiros – por isso o benefício interno nos custos de produção aplicam-se.

  31. pois edie, e uma vez inventadas por cavaco, forams seguidas pelos drs guterres cravinho e ai pelo querido lider, e não deviam ter sido seguidas
    Sobre as medidas do governo anterior, a verdade é que a cada pec que se faziam, pior ainda ficavam as medidas.E repito, nós já estamos nesse mesmo recanto chamado pântano.E sim esses partidos ao contrario do ps, mostram ser uma oposição correcta valente e que dá soluções.
    Sabes uma coisa edie? tu até curtias que o ps num eventual casod e vitoria eleitoral, tivesse feito um casamento de conveniencia com paulinho dos submarinos xD

  32. er, quando se entra em delirium tremens é que está mesmo na horinha de largar o vinho. É porque ficas com uma imaginação algo esquizofrénica. E porque te dei tempo de antena, pergunto-me. Ficando sem resposta. passo a outra.

  33. deste a resposta de quem não quer responder. A não resposta.Eu não lartgo coisa nenhma porque não tenho nada na mão mas ja tu….

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