Seguro perde, mas parece que o país ganhou um dramaturgo

Ainda mal recomposta a alma e mal secas as lágrimas do vídeo de sonoridade trágica sobre o vaso com o cravo florido precocemente cortado, eis que somos lançados noutro drama, desta vez humano, desta vez escrito, sem o gemer de violinos. Álvaro Beleza, grande apoiante de Seguro, escreve hoje no Público com paixão sobre o seu amigo. Lê-se e, meus caros, chora-se.

Mas o que diz o homem? Em resumo, que Seguro é uma pessoa extraordinária, de valores simples e nobres, um bom amigo, um inigualável amigo numa fase crítica da vida de Beleza, atingido por doença grave. A amizade então aprofundada foi selada, no auge da agonia, por um pacto – se Beleza escapasse com vida, jantariam os dois, um dia, em São Bento. A veia literária de Beleza surpreende-nos nestas linhas: «Sobreviver era a minha parte do acordo que até hoje cumpri (é bonito). Chegar a São Bento é a parte dele.»

 

Se não tivéssemos a imagem de Seguro à nossa frente e a ideia clara do que iria fazer em São Bento, choraríamos. Mas temos. Daí que este panegírico pouco adiante e só atrase.

Até porque, umas linhas antes, somos informados de autênticos atos e hábitos beirões do visado, durante anos:

No Café Martinho da Arcada, o nosso leal grupo de amigos promoveu tertúlias coordenadas pelo saudoso Mário Garcia. Aí, recebemos a sabedoria de intelectuais, gestores, académicos e fomos construindo ideias para liderar, reformando o país e a política. Ideias tão importantes como as primárias e a reforma da lei eleitoral, que foram sonhadas nesses anos e que agora Seguro implementou e propôs. Quando foi eleito secretáriogeral do PS, Seguro continuou essa tradição de tertúlias “atenienses” em maior escala, envolvendo milhares de socialistas e peritos independentes nos estudos do “Novo Rumo” e Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP).”

 

Para plebe e da província, não está mal. Afinal no Martinho da Arcada eram capazes de servir morcelas ao lanche. Mas a veia dramática de Beleza não deveria perder-se.

4 thoughts on “Seguro perde, mas parece que o país ganhou um dramaturgo”

  1. joao lisboa,és um imbecil! dã- me a impressaõ que andas no engate no aspirina.aqui a malta, não aprecia carne de porco!

  2. ia para escrever coisa parecida sobre a prosa do beleza. o único comentário que aquilo merece é que o seguro subiu a pulso, a fazer punhetas, presumo e o outro, o beleza, especializou-se em broches. só de imaginar um conselho de ministros com estas abéculas dá vontade de uivar.

  3. É muito engraçado…para exorcizar a “tragédia grega” que o Seguro quis montar !!! Isto a propósito da sua iniciativa das primárias. Um homem que as hostilizou quando foram propostas e que agora, arrependidíssimo, as tem que aguentar a contragosto . Não quis congresso, onde se poderia ter “safado” e desaguou nas primárias que o vão destronar. E se aparecer no próximo congresso eu, se fosse militante, não gostaria de estar por perto !!! Na verdade, foi bom ter sido percorrido este caminho, que deu a conhecer de que “material é feito o homem que sonhava ser 1º. ministro” não deixando dúvidas a ninguém !!!

    Este próximo virar de página tem muito de esperança, de promessas e de expectativas !!! Convém, no entanto, não endeusar ninguém e aguardar, confiadamente , que com muito trabalho, determinação e diálogo se encete um caminho promissor !!!

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