Se isto é o mal menor, Pedro Tadeu

Comentando a entrevista de Sócrates ao Expresso, Pedro Tadeu escreve hoje no seu artigo de opinião no DN que o ex-primeiro-ministro foi vítima da teoria que defende, segundo a qual governar é quase sempre escolher o mal menor. Pois bem, segundo Tadeu, em 2011, os portugueses não elegeram Sócrates porque puseram em prática uma teoria semelhante e escolheram o mal menor, restabelecendo-se assim a harmonia universal que, pelos vistos, convém à sua consciência. Não duvidando que Pedro Tadeu votou escolhendo o Bem Maior, provavelmente o Partido Comunista, muito gostaria que o jornalista explicasse o quão menor mal foi a alternativa escolhida pela maioria dos portugueses. Muito conformado está este jornalista de esquerda. Mais do que isso. Parece que gosta. Ou antevejo um sorrisinho nervoso?

Eis, no seu esplendor, os últimos parágrafos:

Mas a “ética da responsabilidade” do político, o imperativo ditado pela medição previsível do que produz mais felicidade do que sofrimento implicava – acharam, nessa altura, todos os outros, unânimes – o derrube do Governo. O “chefe democrático que a direita sempre quis ter”, nesse dia, era o produto do mesmo “cálculo do mal menor” que tanto o inspira.

O estudante de Filosofia, sem ética da convicção e sem imperativo categórico, não devia, portanto, queixar-se do resultado final, lógico, da sua tese teórica.

13 thoughts on “Se isto é o mal menor, Pedro Tadeu”

  1. O P Tadeu e seus compadres, já se sabia, há muito que escolheram a rua e ,para o garantir, – lá para meados de Janeiro – tem que ir aguentando o governo , nem que para isso tenham que dar colheres de chá, como fizeram ao Machete durante a audição na AR ou não dizer que não podem deixar sair o OE sem inconstitucionalidades ( Jerónimo) e eleger , aliás como sempre , o PS como o inimigo a abater. É a estratégia…

    .Mas também, com o Seguro , qualquer um faz a poia em cima do PS..
    A personagem é poucochinho!
    Não tem estratégia nem plano!
    Tornará o PS tão responsável quanto o governo pelo que vier a acontecer ao país I

  2. os comunas parecem baratas tontas com a entrevista do sócras, deve ser solidariedade com o estupor, o bandalho e a mão atrás do arbusto. sempre quero ver quantos votos é que o mal menor lhes vai custar nas próximas eleições.

  3. Então não é que os beneficiários das PPPs, os Contrutores da Expo e dos Estádios, etc, foram obrigados por Sócrates, esse homem sem escrúpulos, a assinar contratos ruinosos para o país! Coitados! Eles bem o avisaram que eram contratos ruinosos (por isso exigiam o aval do Estado nos empréstimos que financiaram essas obras)!.

    Felizmente que esses beneficiários tiveram enfim coragem para correr com o monstro, recorrendo às isentas investigações dos excelentes jornalistas Mário Crespo e Manuela Moura Guedes!

  4. Na realidade Sócrates é um caso de estudo. Afastado do poder há tanto tempo, continua a suscitar ódios e paixões. Como diz o ditado “só se atiram pedras às árvores com bons frutos”. Estou admirado que até o governo alemão, tenha vindo a manifestar-se relativamente à entrevista dada ao Expresso. Talvez se sinta incomodado com o nome dado ao seu ministro das finanças, e ao seu comportamento. Na realidade nesta paz podre em passos coelho e os seus estarolas, com a conivência do economista de belém, querem que permaneçamos. a entrevista de Sócrates é uma pedrada no charco. Veio repor a veracidade do que antecedeu a sua queda. Ou muito me engano, ou o homem anda a preparar o seu regresso à politica . Os instalados que se cuidem, pois Sócrates ainda é capaz de lhes fazer moça.

    afastado do poder há tanto tempo

  5. se socrates está calado a direita e a esquerdalhada fica preocupada.se fala, tocam os sinos a rebate e todo do mundo quer ver o d. sebastiao da era moderna.

  6. realmente, nunca pensei que a urticária acusasse até nos longínquos territórios bárbaros do norte (Sócrates, you’ve got the power). Mas também reparei que no dito comunicado ninguém defendeu schauble, e era ele o visado. Apenas referem que os alemães são muito solidários com o povo português e que só querem o nosso bem, desde o princípio, e tal e coiso. Ora eu acho que isto é mais uma reacção à parte da entrevista em que Sócrates coloca a Merckel da altura como defensora isolada do seu plano(isto na Alemanha, já que a Comissão Europeia e o BCE também aprovavam) e que culmina com a frase: ” Devo ser a única na Alemanha que acha que vocês não precisam de ajuda”. Acho que a comichão vem daqui e não de estarem chateados por causa do schauble. Olha quem.

  7. na entrevista que deu ao herman o socras esclareceu o tiro no filho da mãe e deixou bem claro as boas relações com a merckla. entretanto o intriguista de serviço no jornal de negócios foi esfregar a entrevista do socras no nariz de um zelota alemão, residente na embaixada que este país tem em lisboa, pediu-lhe para comentar a afronta e saiu este comunicado nem-lá-vou-nem-lá-faço-falta, para a direita usar de leque nos calores da menstruação orçamental.

  8. estes sabem tudo e o que não sabem, inventam.

    “O PÚBLICO sabe que o texto da embaixada alemã em Lisboa foi trabalhado com os ministérios dos Negócios Estrangeiros e das Finanças de Berlim.”

    http://www.publico.pt/politica/noticia/alemanha-responde-a-socrates-e-diz-ser-fiavel-com-portugal-1610009

    estes não estão com merdas, foram lá e trouxeram a resposta.

    “O Jornal de Negócios pediu uma reacção à polémica entrevista de José Sócrates, dada semanário Expresso, à Embaixada da Alemanha em Lisboa e obteve resposta.”

    http://www.noticiasaominuto.com/politica/120247/embaixada-alema-responde-a-socrates#.UmdJwuBbgmY

  9. Pedro Tadeu está enganado.

    Todos os outros, nesse dia, julgaram a queda de Socrates , não usando o principio do mal menor, mas usando , uns, o principio do alvo a abater(custe o que custar) e os outros o principio do bem maior para o partido deles, que era o de chegar ao pote.

    Quanto aos Portugueses , esses usaram o principio do ” estou chateado contigo por isso vou-te castigar”
    O comportamento racional e a escolha do mal menor nunca entraram na equação do emotivo povo português.
    Já aqui o disse milhentas vezes : votaram com o coração e não com a cabeça. Está a vista o resultado…

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