Salsicha educativa. Alguma coisa contra o chouriço?

Passos Coelho, setembro de 2014.

O coveiro de fato endomingado e ignorância escondida atrás de uns óculos que está à frente do Governo sacou de mais uma «metáfora» para fazer chegar as suas sofisticadas ideias à populaça. A escolha da palavra salsicha em contexto de ensino levanta, porém, algumas dúvidas. Porquê salsicha? E, já agora, quem lhe chama assim?

Mantendo o registo popular pretendido, e mantendo-se nos enchidos, não seria mais correto falar em «chouriço»? O «chouriço educativo»? Convenhamos que não fica nem melhor nem pior do que salsicha! E seria mais fiel à ideia base que lhe deve ter perpassado pela cachimónia naquele momento e que só pode estar relacionada com a expressão «encher chouriços». Se bem se entende de tão gráfica (e porno-gráfica) declaração, o nosso sistema educativo (o chouriço) tem estado ocupado com matérias de fraca qualidade e inúteis na perspetiva do mercado e, porque não, com gente a mais (tudo só para encher, não é verdade?). Vai daí, andámos a encher chouriços. Bingo! Acertámos. É o que ele pensa. A sério.

Porém, todavia, a tentativa de último segundo de suavizar a linguagem fez a expressão degenerar em salsicha. Azar, porque essa leva-nos mais longe e por outros caminhos.

Leia, por exemplo, no Público:

Sem nomear governos ou governantes, disse que houve quem tivesse tentado resolver o problema, mas há ainda “um caminho longo a percorrer”. Porque “aumentar a salsicha educativa não é a mesma coisa que ter um bom resultado educativo. Foi assim que no passado a generalização de novos graus de ensino não corresponderam a um salto qualitativo mais exigente no produto escolar.” – uma referência indirecta a programas como o Novas Oportunidades, criado durante a governação socialista.”

6 thoughts on “Salsicha educativa. Alguma coisa contra o chouriço?”

  1. eu acho que sei explicar, Penélope, a imagem triste desse imbecil: é que a salsicha, em termos de produção, é mais aldrabada. tal e qual o fiambre, a percentagem de carne é praticamente inexistente – são as gorduras e as peles em pasta que as enchem. com o chouriço o processamento é um pouco diferente e há, efectivamente, carne. :-)

  2. salsicha, e da mais rasca, é o que milhoes de portugueses têm para comer.passos coelho sabe dizer estas merdices,mas não tem suficiente memoria, para se recordar do regime que usufruia quando estava com relvas na tecnoforma .foi preciso o parlamento descobrir talvez em algum cesto de papeis o comprovativo! as suas mentiras saõ tantas, que levam a que este cavalheiro perca a memoria, por não saber qual era a verdade!

  3. ‘Entra porco, sai salsicha’, é daqui que vem todo o pensamento educativo do ‘nosso’ primeiro. Mais uma expressão, entre muitas, que usa para evitar qualquer raio de esperança no serviço público.
    Falta muito pouco para estarmos a renegar a educação, saúde e outros serviços públicos. Como estratégia não posso dizer que esteja má, mas não sei é alguma vez recuperaremos deste período.

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