Que vai Passos fazer à cimeira?

O primeiro-ministro avisou hoje que seria “imprudente aumentar a carga fiscal” sobre o sector privado admitindo que os patrões estão pressionados a cortar nos salários para aumentar a competitividade das empresas.

Sabemos que a racionalização de custos no sector privado significará em muitos casos um aumento do desemprego, a redução dos salários ou de outras compensações como bónus, benefícios e prémios de desempenho. Sabemos que significará em muitos casos a redução dos lucros e portanto dos lucros distribuídos. É o que farão os nossos competidores internacionais. Teremos de fazer o mesmo se quisermos ultrapassar a crise económica e lançar as bases do crescimento futuro.”

Fonte

Pergunto-me se estas (e outras) declarações, se lá chegarem, assim como o empenho deste governo nas suas novas políticas, se dele houver notícia, não causarão alguma perplexidade na União Europeia. Ou seja, para quê procurarem-se soluções europeias para a crise do euro e para “aliviar” a consequente carga brutal de austeridade que pesa sobre as populações de alguns países, entre os quais Portugal, se há palhaços destes a comprazerem-se e a promoverem convictamente o empobrecimento generalizado do país para fazer face aos “nossos competidores internacionais”? Aos nossos competidores internacionais!? Estará a referir-se à China ou à Índia, ou apenas à Roménia e à Bulgária?
Realmente, faltam-me as palavras perante tal frieza.
Corre-se até o risco de a cimeira ser decepcionante para Passos e Gaspar, agora que tudo estava a correr tão de acordo com o plano!
Mas comprova-se, se dúvidas ainda houvesse: Estes dois defendem o que, para políticos, vá lá, normais, seria absolutamente de combater.
Já desde Abril que Angela Merkel e outros se devem debater com esta dúvida: “Ils sont fous, ces portugais?”

24 thoughts on “Que vai Passos fazer à cimeira?”

  1. Frieza, é isso. É o tom deste governo, começando pelo tipo das finanças…Começo a pensar que mais do que ideologia, temos aqui algumas psicopatias na total indiferença pelo facto de estarem a falar deste modo da vida das pessoas, sem proveito (ainda por cima) para o país…

  2. O Governo esforça-se por um novo começo e novas políticas e não pode contar com o ovo no cu da União Europeia. Não sabemos se teremos soluções europeias para a crise do euro. Não sabemos que a montanha europeia parirá alguma coisa que alivie a carga brutal de austeridade que pesa sobre o nosso País e sobre a Grécia. Por isso mesmo, importa que este Governo promova convictamente a racionalização do Estado sem o que não poderemos resistir. Não é uma questão de frieza, mas de reformas e de antecipação. É por isso que enquanto os palhaços socratistas esperam pelo milagre da concertação tardia europeia e a Grécia falha sucessivamente qualquer palavra dada, importa nem sequer falar em perdão de dívida. Teremos de ser bons e fiáveis pagadores, apagando da memória dos credores internacionais ter havido um Primeiro-Ministro que nos empurrou tão a frio para a brutalidade do abismo da dívida e sob os juros mais imperdoáveis. Passos e Gaspar transformaram-se em tónico para depois da pândega sorridente socratinesca, by the way, apesar da horrenda sonsice presidencial. Qualquer português com memória e dois palmos de testa que costume encontrar o grande embusteiro em Paris não passa sem lhe encaixar um bom pontapé entre as pernas e seguir adiante sacudindo o pó dos sapatos. São as recomendações de dez milhões de tansos feitos por ele de palhaços.

  3. Prefiro, coisa estranha, eu sei, o Wall Street Journal à Penélope, muito embora ele se saia muitas vezes com piadas engraçadíssimas, como hoje, por exemplo, quando se indignou com as medidas procapitalistas dos otários do PSD. O que interessaria saber aos atingidos pelas dívidas que nunca mais serão pagas, porque não há milagres contabilísticos sem se aldrabarem os livros ou reduzir a malta dos salários mínimos e os pequenos burgueses a um estado físico encorajador de tuberculoses galopantes, é em que lugar vai o Sócrates e alguns dos seus associados na maratona dos 29 milhões citada abaixo. O Blair, o Mandelson e outros gurus “políticos” profissionais de cúpula sei eu que vão à cabeça e que já consumiram pelo menos umas boas dezenas de garrafas de Evian.

    By Robert Frank
    Here’s another stat that the Occupy Wall Streeters can hoist on their placards: The world’s millionaires and billionaires now control 38.5% of the world’s wealth.

    According to the latest Global Wealth Report from Credit Suisse, the 29.7 million people in the world with household net worths of $1 million (representing less than 1% of the world’s population) control about $89 trillion of the world’s wealth. That’s up from a share of 35.6% in 2010, and their wealth increased by about $20 trillion, according Credit Suisse.

    The wealth of the millionaires grew 29% — about twice as fast as the wealth in the world as a whole, which now has $231 trillion in wealth.

    The U.S. has been the largest wealth generator over the past 18 months, according to the report, adding $4.6 trillion to global wealth. China ranked second with $4 trillion, followed by Japan ($3.8 trillion), Brazil ($1.87 trillion) and Australia ($1.85 trillion).

    There are now 84,700 people in the world worth $50 million or more — with 35,400 of them living in the U.S.. There are 29,000 people world-wide worth $100 million or more and 2,700 worth $500 million or more.

    The fastest growth in the coming years will be in China, India and Brazil. China now has a million millionaires. Wealth in China and Africa is expected to grow 90%, to $39 trillion and $5.8 trillion respectively, by 2016. Wealth in India and Brazil is expected to more than double to $8.9 trillion and $9.2 trillion respectively”.

  4. A política praticada em Portugal não se mostra capaz de desempenhos rectamente orientados no sentido ideal de um estado puro. Após o 25 de Abril, nunca mais se percebeu um estado imaculado e inteligente no seu exercício pelo bem objectivo dos cidadãos. Até agora. Com Passos Coelho, já não há alternativa a não ser o melhor possível, o mais moralizador, o mais realístico, o mais sóbrio, tendo em conta a urgência que impende sobre o nosso destino colectivo. Desde que o socratismo reduziu a política à extensa encenação de impossíveis a mera procura dos recursos necessários à prosperidade dos seus à custa do comprometimento geral, através da ambição, da avidez pelo aumento da riqueza para si e para os seus e sobretudo uma forma de luta suja pelo poder supremo como há muito não conhecíamos desde a revolução negra primorepublicana. Sob aquele torpe Primeiro-Ministro, o PS perverteu-se e transformou-se em braço robótico da radical defesa da impunidade dos seus, da corrupção dos seus, protegidos a montante e a jusante por uma malha bem montada de cumplicidades estrangulatórias da Verdade e da Justiça. Qualquer reacção a estes factos de luminosa transparência foi sendo convenientemente apodada de pulsão caluniosa e conspiradora, quando era o nosso último recurso contra a corja que alcançara o Poder e tinha a Justiça e a distribuição do dinheiro público na mão. Por isso agora que Marques Mendes se transformou num comentador brilhante lá, onde como político foi apenas baço e murcho, faz todo o sentido que conflua connosco na perseguição criminal de criminosos políticos: um exercício governativo lesivo [reiteradamente lesivo] dos interesses públicos deverá ser punível judicialmente. Perante isto, o PS, que tão bem conhece o percurso negro e daninho de Sócrates, silencia-se pois reconhece não haver escapatória à criminalização de Sócrates, ele que corporizou a derradeira aberração num Estado de direito, o insulto à inteligência geral, praga de gafanhotos, maleita moral que gafou Portugal irremediavelmente, como se percebe e sofre na pele. Criminalizar Sócrates já não é uma questão de ódios irracionais, mas de pura demanda de decência e restauração da memória num regime democrático apenas no formalismo das designações, mas não na experiência quotidiana. Que Sócrates não difere de um mafioso vulgar, basta considerar as escutas de Aveiro feitas ao probo Vara que denunciaram o Primeiro-Ministro paranóico e conspirador, num afã de Poder a fim de concretizar todos os negócios amiguistas cuja factura hoje nos enterra. Economia, mau carácter e moralidade entrecruzaram-se como poucas vezes na nossa história, conjura na nossa perdição. Blindado por leis próprias das tiranias africanas, muitas delas feitas à pressa e à medida, o então Primeiro-Ministro pôde escudar-se no álibi conveniente de terem sido essas escutas feitas sem autorização judicial própria, mas o que resulta sabido criminaliza em absoluto um chefe de Governo e secretário-geral do PS capaz da concepção de planos para decapitar uma linha editorial num canal privado de televisão, conspirando com sucesso contra o único serviço noticioso que denuncia com factos toda a podridão corrupta de um percurso político videirinho manifesto em formas de decidir danosamente contra os portugueses adormecidos, podridão e percurso que explicam extensamente o nosso estado de pré-bancarrota. Nesta história de chantagens e mentiras, saem mal o Procurador-Geral da República que não procura e o Presidente do Supremo, nulos e incapazes mesmo perante o caminho que nos trouxe aqui e deveria ter sido atalhado, porque hoje estamos a pagá-lo. Não é, pois de surpreender que António José Seguro odeie Sócrates e confie muitíssimo mais em Passos que em todos quantos pactuaram com as pulhices de Sócrates, dos amigos corruptos de Sócrates e dos assessores de Sócrates, pagos a peso de ouro num Estado Falido, e que ainda hoje fodem com a nossa paciência nos blogues sem vergonha na cara ao tentarem reabilitar a merda que fizeram a Portugal. Enfim… E andam soltos.

  5. oh palavrex! essa conversa serviu para ganharem eleições, agora governem e provem que tinham razão. cambada d’amélias.

  6. Tantas palavras para quê PALAVROSSAVRVS REX? Três palavrinhas chegavam para te atiçar a consciência e para ver se queres verdadeira justiça ou apenas vingança e se queres para os teus aquilo que desejas aos outros: Banco Português de Negócios. Ou talvez outras três: Região Autónoma da Madeira. Escolhe…

  7. Alem disso, meu caro PALAVROSSAVRVS REX o ódio cega e não te permite ver que o problema real não é este ou aquele político, de “esquerda” ou de “direita”, do PS ou do PSD – que são apenas produto do sistema e que usam todos os truques da demagogia para se alcandorarem ao “pote”. O problema É O PRÓPRIO SISTEMA que facilita a sua ascensão ao poder e consequentemente ao dinheiro. A mentira é instrumental. Vide o Passos e confirma-se que não há redenção. É sistémico e acabará mal. E com mortes.

  8. De qualquer modo, na minha opinião, algures pelo meio de 2012 vamos chegar à conclusão que o défice não se cumprirá porque as receitas esperadas ficaram MUITO aquém do esperado/orçamentado. Mais austeridade virá para tentar compensar.
    Fechar-se-á a pescada enfiando-lhe na boca o rabo.

    Numa resposta directa ao Presidente PPC diz que vai acabar com o monstro do Estado. Admito que Cavaco não ache muita piada a que lhe matem o filho…

    «Um problema que fez com que, nos últimos 11 anos, Portugal tivesse “taxas de crescimento extremamente baixas” e “um nível de desemprego muito grande, comprometendo as expectativas legítimas de muitos portugueses”», como se as taxas de crescimento baixas de devessem a isso!

    «O primeiro-ministro sublinhou ainda na Covilhã que Portugal não deve aceitar qualquer perdão de dívida, mesmo que isso aconteça com outros países.», ah não?? Então a ideia é mesmo continuar a esmagar o Povo? Para quê, já agora?

    «O primeiro-ministro acredita que a situação colocaria Portugal fora dos mercados financeiros “durante muitos anos” e a viver “níveis de austeridade absolutamente incomparáveis e brutais” em relação aos actuais.», ah é por isso. A não ser que não haja outro remédio, não é senhor Pedro?

    «“Vamos conseguir atacar esse monstro, todos juntos, durante o próximo ano”, sublinhou.»

    Sr. Primeiro-Ministro respondo-lhe com as suas próprias palavras:
    «“Não queremos isso em Portugal”»

  9. Sr. PALAVRASAURUS,

    “já não há alternativa a não ser o melhor possível, o mais moralizador, o mais realístico, o mais sóbrio, tendo em conta a urgência que impende sobre o nosso destino colectivo.”

    Explique-me lá, se for capaz porque é que acabarem com o compadrio, limitar as reformas pagas pelo Estado a 3000€ (e estou a ser moderado), terminarem com PPP e empresas municipais, porem as SGPS a pagar o imposto sobre transacções financeiras, não premiarem gestores públicos de empresas que dão prejuízo e responsabilizar criminalmente tudo o que é e foi corrupção e gestão danosa nos últimos 37 anos não é moralizador, realístico e sóbrio??

    Porque prefere que o tramem ANTES de esgotar as alternativas??

    Só falo de BOM SENSO.

    Passe bem.

  10. Muitos acreditam que Passos é bem intencionado e que não tem segundas intenções que não sejam “salvar Portugal”. Com o que se conhece até agora da sua actuação no último ano e meio em que se tornou protagonista maior deste filme de horror com o título “3ª República”, o seu “desvio colossal” em relação à verdade e à decência e ao respeito pela palavra dada, vem invalidar a inicial crença. Ainda não sei se é corrupto, mas beneficiário de compadrio do Sr. Eng. e mentiroso já sei que é. Também já sei (já sabia antes) que é fiel da igreja da “recessão expansionista” e que também acredita dogmaticamente (porque provas não há) que a regeneração da nossa economia passa pela sua destruição. E depois magicamente seremos erguidos das cinzas… Uma questão de fé, portanto. Não serve para para mim que prezo a razão. Mas tenho medo…

  11. PALAVROSSAURO,
    “Não sabemos se teremos soluções europeias para a crise do euro.”

    De certeza que, sabendo que temos um Governo tão bom em Portugal, esperarão que Passos Coelho, depois de nos salvar, salve o Euro, a Europa e até, quem sabe, os EUA.

    O único que parece estar sem salvação é você.

    Já agora, antes de começar a espumar como um porco espinho que lambeu tabaco, digo-lhe já que não sou socratista, portanto não será insultando-os de filhos da puta, como o fez no seu blogue, que me atingirá. Terá de argumentar com argumentos não baseados nessa sua doença de que o mundo ou é rosa ou laranja… se for capaz.

    Mais uma vez, passe bem…

  12. Gostaria de chamar a atenção para o que Olivier Blanchard Chefe Economista do FMI tem vindo a defender há muito tempo relativamente a Portugal (e não só): fazendo parte do euro, a desvalorização fiscal é insuficiente para aumentar a competitividade do país, pelo que uma redução dos salários em pelo menos 10% é inevitável e aconselhável.

    Em Novembro de 2006 publicou um estudo “Adjustment within the euro. The difficult case of Portugal” sobre a inevitabilidade desta medida no nosso País para romper com o ciclo de estagnação do crescimento do PIB, em paralelo com o aumento dos salários.

    Adivinham quem foi o economista, então pouco conhecido em Portugal, que colaborou no estudo e mereceu o seu agradecimento?

  13. O meu ponto é que num blogue faccioso e cínico como este, sempre com os chavões da «direita» e da «esquerda» entredentes, há que contundir o bando de hienas residente precisamente com o simulacro de facção.

    Esse é parte do meu papel de que não abdico.

  14. Desde que a ascensão de Sócrates me forneceu doses de desemprego inéditas na minha vida, aprendi a nunca considerar outra coisa senão o dia a dia e, dentro de cada dia, a hora presente. Essa espécie de disciplina de vida como que se me incrustou dentro e não muda. Quando o trabalho regressou e se estabilizou ligeiramente, já eu tinha interiorizado na minha carne que a cada dia bastavam as suas preocupações e que nenhuma angústia se resolvia com o antecipá-la para dentro do meu presente, quando bem poderia ser deixada para amanhã ou para nunca. É somente por isso que a mim não me angustia em nada o caminho duríssimo que nos conduzirá a um País substancialmente diferente para pobre em 2013. Ouve-se falar que, nesse ano de charneira ou de abismo, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem terá perdido entre 40% a 50% do seu rendimento. Vai-se anunciando que todos os seus activos sofrerão igualmente uma desvalorização substancial. Tenho a firme convicção de que manteremos a serenidade como Povo e não haverá o descabelamento das avenidas. Quem não estiver bem, como há séculos acontece, por-se-á melhor: Portugal é uma espécie de tenda provisória como o nosso corpo. Ninguém investe em organizar isto de modo fraterno, comunitário, civilizado. De modo que, algures, ou se emigra ou se adoece e morre, coisa de que ninguém escapa. É tarde de mais para saltar da panela efervescente onde fomos sendo cozidos por mentiras e optimismos sacanas. Só por isso os portugueses não terão razões para se mobilizar agora, somente agora, contra o roubo que este Governo ou qualquer Governo lhes teria forçosamente de fazer porque ele-roubo é simplesmente o corolário do grau de desinteresse e alheamento com que toda a gente geriu a vida colectiva na última década até às faldas da bancarrota de 2010. Recordemos um pouco a história recente: para os anos de 2011 a 2013 não há alternativas senão que o Governo lidere e promova o nosso empobrecimento compulsivo, coisa consignada já no Orçamento do Estado para 2012. Não vale a pena verberar o presente e a nossa depauperização galopante. Ela acontecerá connosco trabalhadores, quadros médios e superiores, públicos e privados, reformados e pensionistas, o que nada nem ninguém curou que não sucedesse dado o rumo alienado que nos consentimos seguir sob o consulado socratino. Apesar de tudo, emergiremos. De alguma forma, emergiremos. O único final feliz será um presente quotidiano absolutamente realístico. Será uma vitória para nós, que fingimos ser a Alemanha e a Grã-Bretanha nos anos noventa e na última década, convertermo-nos ainda que numa China da Europa, graças a salários competitivíssimos, a subsídios de Férias e de Natal diluídos nos doze meses do ano, ao trabalho precário e produtivo, a horários de trabalho criativos sem feriados e com férias nunca dantes comutadas. Por que não? Qual o drama, chegados aqui? Nicolau Santos e Paulo Querido, por exemplo, associaram-se a um optimismo que não colocava sobre a mesa nenhuma destas hipóteses. A vida corre-lhes mal? Não. Hoje eles e Pitta e tantos são milenaristas garantindo que o fim do mundo dos outros é já ali ao virar do orçamento. O deles pode esperar. Mais a mais, se vendermos empresas falidas ou semifalidas ao preço da chuva e da uva mijona ao estrangeiro [desconheço sinceramente casos de empresas públicas lucrativas a não ser os CTT e a GALP e a EDP] poderão finalmente tais empresas ser rentáveis e bem geridas, evacuadas do pessoal político, isto é, da gestão com os pés e com o estômago ávido que as danou. Qual é a crise? Tudo o que é público tem sido pródigo em corrupção, aviltamento e manipulação, golpe atrás de golpe por gente parente moral de Dias Loureiro e Armando Vara, por que nos deveremos aterrorizar se a China comprar essas empresas ou se houver capital estrangeiro a meter a mão nos ‘nossos’ monopólios naturais cuja distribuição de riqueza não se sente agora nem se sentiu jamais?! A alternativa a este processo não existe. Só a urgente moralização e o pudor político que nunca, mas mesmo nunca, tivemos. Também não se pode acreditar na compaixão dos que criticam agora a insuportável dor social perpetrada pelo Governo Passos, mas pactuaram o máximo de tempo possível com a euforia quase sexual dos Governos Sócrates. Qualquer dor, mais tarde ou mais cedo, seria necessária, ainda que imposta aos portugueses. Tantos economistas renascem agora e só agora salivam sentenças catastrofistas, quando foram amplamente complacentes com o despesismo político socratista. Como podem ser levados a sério nas suas angústias existenciais?! Não há-de ser nada, portugueses. Comparado com o saque dos últimos seis anos para o qual não houve um ai atempado nem um Presidente da Repúblico desprendido do seu segundo mandato a fim de nos avisar séria e desprendidamente, não há-de ser nada. Há que pensar em todas as alternativas do dia a dia, na forma como nos poderemos unir como nunca nos unimos, como poderemos ter do nosso lado quantos demais portugueses existem por esse mundo. Não podemos temer a violentíssima desvalorização por via salarial. Venha ela. Não podemos virar o rosto à maior recessão desde há 37 anos, se se consumar. Venha ela. Quaisquer quebras do investimento e do consumo far-nos-ão perceber a utilidade da vida cívica, a premência de uma atenção e escrutínio que nos merecem os poderes públicos quotidianamente, da necessidade de aprendermos a ser proteccionistas com a nossa produção e com os nossos esforçados empreendedores. Esta é a Hora de fazer das tripas coração. Conto com um Nicolau Santos sem laço à palhaço, de mangas arregaçadas. Conto com o Ricardo Costa da SICN, dos poucos jornalistas que se entrevista a si mesmo mais depressa que a própria sombra. Viva Portugal.

  15. oh palavrex! mais um lençol de lamúrias para justificar um fiasco governativo . cá pra mim não duram até ao natal e o cavaco substitui o passos pela velha numa de iniciativa presidencial.

  16. “É somente por isso que a mim não me angustia em nada o caminho duríssimo que nos conduzirá a um País substancialmente diferente para pobre em 2013.”

    “É tarde de mais para saltar da panela efervescente onde fomos sendo cozidos por mentiras e optimismos sacanas.”

    “Será uma vitória para nós, que fingimos ser a Alemanha e a Grã-Bretanha nos anos noventa e na última década, convertermo-nos ainda que numa China da Europa, graças a salários competitivíssimos, a subsídios de Férias e de Natal diluídos nos doze meses do ano, ao trabalho precário e produtivo, a horários de trabalho criativos sem feriados e com férias nunca dantes comutadas. Por que não? Qual o drama, chegados aqui?”

    REX,
    Acredita mesmo nisto?
    Está assim tão derrotado ou a sua partidarice laranja (ou anti-rosa…) é tão forte que prefira verdadeiramente ser empalado pelos seus amigos a lutar contra o que aqui nos trouxe? Sei bem que muitos já desistiram de si. Eu acredito que por baixo dessa máscara fascizóide e de ódio está um ser pensante… ou não?
    O seu Presidente, não é o meu, podia ter demitido Sócrates… Pode dissolver esta Assembleia… Porque não o fez nem faz? Eu respondo-me:
    É preciso tê-los no sítio, e políticos com colhões não ganham eleições. Só os merdosos. Por isso estamos tão atolados.
    Choca-me que alguém prefira engolir merda, só porque é merda laranja, a simplesmente fechar a boca e recusar-se a comer.
    Tenho pena.

  17. Sacorzy já deu o mote e disse para Cameron; é pá estamos fartos que nos digas o que fazer!

    Deve ser por causa deste circunstancialismo que Passos não fala. Cavaco também não falaria, hoje tenho a certeza.

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