Perguntas maldosas

Tendo em conta que o malabarismo com a TSU não se destina a reduzir o défice e que, se fosse (for?) esse o destino das receitas obtidas pelo Estado, estar-se-ia a arrasar os fundos da Segurança Social,

Tendo em conta que nos é dito com o à-vontade de quem domina o absurdo que vão ser necessárias medidas “temporárias” em vez de “extraordinárias” para corrigir a derrapagem orçamental colossal do corrente ano, apesar do confisco violento, desumano, inconstitucional, desnecessário e contraproducente de salários que visava precisamente equilibrar as finanças públicas,

Tendo em conta que o principal, se não único, autor de tais medidas classifica de “intensificação do diálogo democrático” a onda nacional de indignação e contestação que ele mesmo provocou e que pode bem culminar no seu afastamento do cargo que ocupa sem que, aparentemente, perceba porquê,

Pergunta-se:

A presença de Vítor Gaspar no próximo Conselho de Estado terá por objetivo avaliar se o paciente “articula um discurso coerente e com adesão à realidade”?

E o presidente do coletivo estará em boas condições para ajuizar?

Será esta a instância mais adequada para a avaliação?

4 thoughts on “Perguntas maldosas”

  1. Ninguém acredita que do Conselho do Estado saiam soluções para o impasse actual.
    Basta ver quem tem lá tem assento para não ter ilusões a esse respeito. No fundo, trata-se de um colectivo de representantes do “sistema” – uns mais conservadores do que outros – que acham que é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma.
    Na “melhor” das hipóteses, o conservador Cavaco, depois de ouvir o liberal Gaspar, vai tentar pôr água na fervura dos sociais-democratas, que ameaçam “bater com a porta” e deixar de apoiar o governo. Ainda vamos ver um “governo de inspiração presidencial”, com o Seguro a defender a Troika.

  2. o presidente do colectivo está doente mental – esta investigação urge ser feita pela comunicação social.
    Gaspar é inepto, fala sério e pausado , mas é o único truque que tem à mão. Já se disse hoje, na TV, que seria inconveniente remodelar o ministro das finanças, o que provocaria inquietação nos mercados e nos credores. Deveriam estar inquietos por ter um incompetente deste calibre a governar as finanças, que não lhes consegue cumprir um objectivo que seja. E mais: para nós é extremamante inconveniente e – como ficou mostrado- afinal ainda mandamos alguma coisa. Ou não será desconfortável para os credores que o povo não alinha nestas medidas? Instabilidade assusta-os, não é? Então?

    Pois este governo provoca instabilidade interna e externa. estamos à espera de quê para os defenestrar?

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