Os “relvas” a distribuírem-se sem vergonha nenhuma

Nomeações para agrupamentos de centros de saúde. (Jornal Público, não disponível em linha; destaques meus)

Terá sido a presidência do Moto Clube do Corgo ou a coordenação das Festas de Vila
Pouca de Aguiar que impressionaram o sr. presidente da ARS-Norte e o sr. ministro da Saúde?
” – pergunta o Sindicato dos Médicos.

Dos 12 nomeados, apenas dois são médicos. Currículos de alguns dos nomeados novos diretores executivos para presidirem a agrupamentos de centros de saúde (Aces):

«- Luís Filipe do Nascimento Teixeira, antigo chefe de gabinete da Câmara de Vila Pouca
de Aguiar e atual presidente da direção do Moto Clube do Corgo e Sport Clube de Vila Pouca;
coordenador na organização de diversos eventos culturais/económicos, nomeadamente as Festas de Vila Pouca de Aguiar, Feira do Granito, Feira do Mel e Artesanato e Feira Gastronómica, Luís Filipe Teixeira licenciou-se em Direito pela Universidade Moderna.

– Jorge Oliveira Cruz. Na década de 90 foi diretor comercial da Maquitrofa, Ld.ª, onde era responsável pelas compras e vendas desta empresa do setor têxtil. Em 1997 Jorge Oliveira Cruz foi tesoureiro do Centro de Bem-Estar Social de Barqueiros.

– Francisco Félix foi administrador da Geo Future, Ld.ª (empresa informática, comunicação e imagem). No período de 2003-2009, “foi assessor de vereador”, tendo como “principais atividades: gestão económica e financeira, aprovisionamento, gestão do património, proteção civil, recursos humanos, modernização administrativa, trânsito e transportes”. O novo diretor executivo foi consultor financeiro da Plastécnica, Ld.ª (indústria de reclamos luminosos), corresponsável pela conceção, instalação e coordenação do Festival Internacional de Filmes de Turismo, estagiou na Direção-Geral de Contribuições e Impostos e, no final da década de 90,“foi informático e administrativo” de uma empresa de cerâmica decorativa. Licenciado em Contabilidade com 13 valores pela Universidade Lusíada, Francisco Félix Araújo Pereira inscreveu-se em Outubro de 2010 em Gestão das Organizações, ramo de Gestão de Empresas no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave.»

Pergunto-me se os médicos se vão calar.

Acrescento apenas que não considero indispensável ou obrigatório que tais cargos sejam exercidos por médicos. Mas, por favor, isto é demais.

81 thoughts on “Os “relvas” a distribuírem-se sem vergonha nenhuma”

  1. desde que lhes paguem ficam calados, se o caso tiver dimensão nacional talvez sirva para encontro de contas manhosas com o ministério.

  2. edie: Aqui são mais ou menos cargos de nomeação política, não é a mesma coisa que um concurso para enfermeiro, professor, médico ou técnico de alguma área. Mas quem os ouviu antes das eleições e quem os vê agora e com esta desvergonha toda não pode deixar de indignar-se.

  3. penélope,

    eu trabalhei durante alguns anos numa EP e aquilo, para além dos processos oficiais de selecção, tem os sistemas paralelos de admissão. No meu departamento chegou a haver 6 pessoas para fazer o trabalho de uma. Tudo devidamente cunhado dentro do círculo de amizades mais ou menos políticas. Um desastre nas contas, como deves calcular. Todos temos relatos destes, todos sabemos como funciona. De repente, estamos armados em anjinhos, como se não houvesse trabalho a fazer DENTRO do elefante.

  4. penelope! mais ò menos é nada, o primeiro anula o segundo ou ao contrário se fores a descer a escada. cargos de nomeação política porquê? só se for para controlar os concursos públicos.

  5. Para ser notícia, estas nomeações devem ter incomodado alguém que conseguiu dar-lhe o devido destaque!
    Infelizmente, isto é habitual, quer no público, quer no privado, e geralmente chamam-se-lhe “cunhas”…

  6. sr. teófilo, no público é crime e no privado ninguém tem a ver com isso, apesar da haverem para aí uns patetas que julgam que sim.

  7. Edie, ignatz: Certo, certíssimo. Pagamos todos e, com estes currículos, não é mesmo nada justo. E sim, há cunhas na FP. Não devia haver. Mas não eram estes que se propunham acabar com isso? Não só não acabaram, como usam o sistema a níveis verdadeiramente escandalosos.

  8. no privado paga o patrão, no público pagamos nós e os patrões, partindo do princípio que não há aventura & evasão fiscal.

  9. Isto se não são boys, só pode ser vacas! quando. me dizem que o Pministro é honesto da-me vontade de chorar, acreditem que é mesmo chorar,pois lembro-me da mentira colossal,quando veio dizer que socrates sobre o conteudo do Pec 4 nem falou com ele.mais tarde, viemos a saber que esteve 4 horas reunido em s.bento a falar sobre esse assunto .como classificar este homem? e este comportamento? foi ou não mais grave para o pais do que a mentira da licenciatura” tipo piza expresso ao domicilio” do ex dr.miguel relvas? concerteza que foi, por que além do mais, influenciou o comportamento dos portugueses nas urnas.Eu se fosse relvas mediante um pedido de demissão vindo de passos coelho, respondia-lhe desta forma: demite-te tu que mentis-te antes e com mais gravidade.Julgo que é graças a este argumento e ao apoio que lhe dá para disfarçar a sua mais que provada incompetência, que relvas ainda é ministro de um pais com oito seculos de historia e situado a sul da europa ocidental

  10. Dizes bem, Penélope, verdadeiramente escandalosos. Há muito tempo que não via tanto engordanço em tão pouco tempo. Dá a impressão que estão a ver se rapam enquanto há, porque isto está com aspecto de não ir acabar bem.

  11. Esta é mais uma para esfregar nas caretas do Pinóquio de Massamá, do Expedito de Tomar e do Pilriteiro da Pedreira.

  12. Acho muita piada quando aparecem uns patuscos que dizem que os lugares preenchidos por incompetentes no privado são apenas custos dos patrões!
    Eu julgava que eram custos do País e que eram distribuídos por todos, pois um técnico/chefia ineficiente levam a que a empresa se arraste abaixo (ou até muito abaixo) das suas capacidades, que dê prejuízos onde poderiam existir lucros, que demita funcionários válidos para dar lugar a “tachos” sem razão, que distribua a riqueza que eventualmente crie por gente que nada contribui absolutamente nada para ela, e que, no extremo, leve a que a empresa/entidade encerre atirando para a responsabilidade do estado (ou seja de todos nós) com uma data de pessoas que em nada contribuiram para tal.
    Mas como os custos, pelos vistos, são apenas dos patrões privados, se calhar sou eu que estou a ver mal o problema.

  13. Teofilo M, desculpe intervir, mas nesses casos trata-se de patrões, além de incompetentes, suicidas, pois não devem visar o bom desempenho da sua emnpresa?

  14. sr. teófilo! o senhor pode rir-se do que quiser, mas não pode obrigar ou incriminar patrão privado por empregar quem quiser e pelo valor que quiser, independentemente da competência. o seu conceito de privado não existe em parte alguma do mundo, só na cabeça de comunas quando as empresas não lhes pertencem.

  15. “Teofilo M, desculpe intervir, mas nesses casos trata-se de patrões, além de incompetentes, suicidas, pois não devem visar o bom desempenho da sua emnpresa?”

    Em regra geral sim. Mas para o pequeno e médio capital. Acontece no entanto,que em certas empresas privadas, as do grande capital, são contratados certos quadros superiores cuja qualificação principal é a de terem um acesso previligiado o Estado, ao governo, aos políticos, aos mecanismos do Estado, aos dinheiros públicos, etc. Estas são as entradas por cunhas para o sector privado. A cunha é o acesso previligiado do contratado ao poder. Um caso emblemático é o do gajo das secretas na ongoing.

    Estranho que não tenha levado em conta (talvez tenha tido um momento Ignatz), na sua posição, estes tráficos entre público e privado já que me parecem evidentes e que ao contrário do que sugere não indicam incompetência dos patrões no que respeita aos interesses das suas empresas. Estes assalariados do grande capital, aliás, perfazem o exército de boys que coloca em jogo para a captura de recursos do Estado e para influenciar o lançamento de políticas do seu interesse.

  16. oh penélope! francamente, não tarda os privado são uma cambada de incompetentes e o público é só virtudes, portanto os privados para castigo têm que os alimentar. fónix, cambada de abelhudos, se querem mandar bitaites montem empresas e façam pela vida, paguem salários, impostos por conta das espectativas e necessidades do estado, avalizem com a casa quando não há guito e inventem trabalho quando o estado fodeu a economia.

  17. Não Penélope, aí muita das vezes reside o engano, pois este tipo de patrões é uma súcia que sobrevive à custa de leis cheias de buracos e gente que precisa de um emprego pois de contrário morre à fome, mas não só.
    São os tais patrões que criam hoje uma empresa e a fecham passados meses ou até meia dúzia de anos, secando tudo em que tocam, deixando um rasto de dívidas quer ao estado, quer a outros patrões e aos trabalhadores que os sustentaram, que abrem outra empresa a seguir que por vezes até chega a ser do mesmo ramo de atividade (!), que hoje são gerentes, amanhã gestores e depois de amanhã chefes de qualquer coisinha pois arranjam sempre alguém que sirva de cabeça de turco.
    A empresa apenas é a fachada para o assalto de colarinho branco, às vezes bem sujo por sinal.
    Infelizmente não são tão poucos como isso e por vezes as empresas(!) até chegam a atingir uma dimensão acima da média, mas quanto maiores mais compadrio e o sr. cunha lá vai levando a água ao seu moínho.
    No fim, perdemos todos um pouco, alguns, os diretamente afetados, perderão bastante mais e o problema não é de fácil solução a não ser que alguém com coragem e determinação arrepie caminho e se criem verdadeiras associações patronais que cuidem mais do prestígio e ética do negócio em vez de darem cobertura a corporativismos sem nexo.

  18. sr. teófilo! mal lhe pergunte, como é que seria avaliada a competência dos candidatos e por quem, talvez por funcionários públicos para oficializarem a coisa e terem todos a mesma classificação. e o que e que faziam aos rejeitados? dávam-lhe com o martelo do huxley nos cornos e botavam no lixo para reciclar em sabonetes ò iam levar acima na construção civil.

  19. João, tem toda a razão. Pensava nas pequenas empresas, é verdade. Mas são a maioria no país, embora todas juntas não tenham talvez o peso económico (e político) da meia dúzia de gordas.

    Teofilo M, há seguramente “patrões” desses. Por isso a educação seria fundamental.

  20. prontes! juntou-se a fome com a vontade de comer. tá tudo fodido, privados emigrem e deixem-nos a falar sózinhos, quando acabar o graveto para o condomínio eles vão lá ter.

  21. oh escarracho! escreve lá 3 linhas sobre o assumpto que eu já não me ria tanto desde que o vasco gonçalves deixou de ser primeiro ministro.

  22. Ignatz, deixo-lhe três exemplos:

    o BPN é vendido a um banco que tem como um de seus principais dirigentes Mira Amaral (ex-ministro do PSD).

    Victor Gaspar contratou serviços de assessoria de uma empresa de um amigo dele.

    E hoje, ficámos a saber, que o pavilhão Atlântico foi vendido a uma empresa que tem como um de seus membros um genro de Cavaco Silva.

    Isto para não falar da ida de Catroga para a EDP.

    Para não falar de um ex-líder do PSD que é comentador na televisão, ao domingo, em horário nobre, a solo, sem contraditório.

    Para não falar no diploma de Relvas.

    Para não falar de deputados que trabalham em escritórios de advogados que por sua vez trabalham com o Estado.

  23. Teófilo,
    “Eu julgava que eram custos do País e que eram distribuídos por todos, pois um técnico/chefia ineficiente levam a que a empresa se arraste abaixo (ou até muito abaixo) das suas capacidades, que dê prejuízos onde poderiam existir lucros, que demita funcionários válidos para dar lugar a “tachos” sem razão, que distribua a riqueza que eventualmente crie por gente que nada contribui absolutamente nada para ela, e que, no extremo, leve a que a empresa/entidade encerre atirando para a responsabilidade do estado (ou seja de todos nós) com uma data de pessoas que em nada contribuiram para tal.”

    As empresas têm normalmente um objectivo de sobrevivência, no mínimo.Normalmente, de máximo desenvolvimento e lucro, que levam a que aquilo que descreve seja a excepção e não a regra. Quando refere os casos – “não tão poucos como isso” dos empresários que despedem “funcionários” válidos (entranha-se, esta coisa do “funcionário, não é?) para os substituir por incompetentes, não tem muita noção da moderna realidade empresarial portuguesa, pois não? È que às vezes as pessoas projectam a “redoma” da realidade em que vivem para realidades que desconhecem.

    Agora o que pode vir a acontecer – e já acontece em parte – é que o estado sugue de tal maneira a empresa, e lhe imponha impostos e custos de funcionamento tão elevados, que o empresário recorra à única parte em que o estado lhe deu carta branca para pagar menos: no custo do trabalho. E aí, sim, podemos ter um problema de nivelação por baixo.

  24. Como a primeira edição teve difusão reduzida e o “coiso” bully não desgruda, aqui vai, completamente grátis, reedição em papel couché, oferta de um mecenas com salutar aversão ao subproduto final do processo digestivo do Rattus norvegicus:
    ————————————————————————-

    Cretinatz, também conhecido por parvalhatz, o coliforme hiperactivo, tem vários hobbies:

    Hobby 1 – Ir para a porta dos lares da terceira idade e seguir os velhotes e velhotas quando saem à rua. De cada vez que um deles escorrega e cai, o que acontece com relativa frequência, o parvalhatz vai a correr para trás de uma moita e bate uma punheta. Se o velhote ou velhota parte o colo do fémur, o coliforme bate duas punhetas e bebe uma garrafa de água para evitar a desidratação.

    Hobby 2 – Rondar os pátios de recreio de infantários e escolas do ensino básico e abordar sub-repticiamente os putos mais gordos, a quem oferece 50 cêntimos para baterem nos mais magrinhos. Quando é bem-sucedido, vai a correr para trás de uma moita e bate uma punheta. Se um dos putos gordos se irrita com a proposta, sai do pátio de recreio e lhe dá dois estaladões no focinho, o parvalhatz corre na mesma para trás da moita, bate duas punhetas e bebe uma garrafa de água para evitar a desidratação.

    Hobby 3 – Esconder-se durante a noite nos viadutos das auto-estradas e atirar pedras aos carros que passam em baixo. De cada vez que acerta, vai a correr para trás de uma moita e bate uma punheta. Se o carro atingido se despista e do acidente resultam feridos graves ou mortos, o cretinatz bate duas punhetas e bebe uma garrafa de água para evitar a desidratação.

    Hobby 4 – Peidar-se nas caixas de comentários do Aspirina B. A cada dez peidos, o parvalhatz vai a correr para a casa de banho e bate uma punheta atrás de uma moita que instalou num vaso ao lado da cagadeira. Se alguém lhe dá conversa na caixa de comentários, bate duas punhetas atrás da moita e bebe uma garrafa de água para evitar a desidratação. Senhor de uma imaginação equivalente (Lusófona dixit) à da cagadeira onde passa a maior parte do tempo a alimentar-se, o cretinatz instalou um engenhoso dispositivo com uma guita atada às caixas de comentários. De cada vez que pinga um comento, a guita acciona uma bateria ligada aos seus (dele, parvalhatz) patéticos entrefolhos, provocando-lhe um choque eléctrico que o faz correr imediatamente à moita da cagadeira, onde bate mais duas punhetas e bebe uma garrafa de água para evitar a desidratação.

    Fontes:
    National Geographic Channel, Sheets Division
    “O Cretino Passeia por Aspirina B, a Magnífica, o Seu Fedor”, edição do autor

  25. esses três exemplos demonstram que o governo é incompetente e corrupto porque faz negócios de compadrio e que tu não leste os comentários acima ou és burro. querem ver que se não houvessem privados nada disto tinha acontecido e estas merdas eram geridas por uns funcionários públicos competentes mas davam prejuízos para o estado pagar com impostos dos malditos privados. se quiseres exemplos de negociatas da comunada, lembras-te do import/export com os países do leste e cuba, das coutinhadas com angola, planos directores municipais e outros gamanços autárquicos com dízimo para o partido, é só pedires. só estou a falar nisto por causa da virgindade dos comunas e não para desvalorizar o roubo. queres uma lista de economistas comunas que faziam planos de viabilização de empresas que eles próprios punham em dificuldades económicas através dos sindicatos?

  26. edie,
    deixemos a retórica… “Funcionário” é “uma pessoa que exerce uma função remunerada em estabelecimento público ou particular” segundo a definição de um dicionário bem conhecido, se o termo a incomoda pode substituir por empregado ou trabalhador por conta de outrem.
    A sobrevivência de uma empresa não é obrigatoriamente fruto de trabalho, infelizmente. Existem em numero assaz elevado empresas que apenas servem para camuflar lucros, servir mordomias e/ou servir de capa a negócios bem escuros.
    Quanto à minha noção da “moderna realidade empresarial” – veja lá que até lhe retiro a portuguesa – , desconfio que não estará em condições de a avaliar pois o que de mim conhece é bastante menos do que conhecerá sobre o Relvas ou até do Barreirinhas, pois não sendo eu uma figura pública nem de especial relevância duvido que me conheça assim tão bem para tão rapidamente me classificar.
    Pode ficar descansada que o estado não suga tanto como pode a quem pode, sugando antes muito a quem não pode, mas isso é pecado velho e nem é original. Neste assunto de “cunhas” o estado nem é dos piores, mas talvez a “moderna realidade empresarial” desconheça as mordomias que uma certa élite empresarial disfruta à pala de ser ela que paga os custos (deixa-me rir com gosto) daquilo que beneficia.
    Se quiser pode começat com os 10 milhões que o grande merceeiro diz ter perdido nos descontos à populaça. A partir daí poderá elaborar sobre quem é que vai pagar os tais dez milhões ou até em como eles irão ser contabilizados de maneira a não afetarem o estado português, ou seja, nós todos.
    Mas talvez eu esteja dentro de uma redoma e não sinta a realidade a roçar por mim…

  27. prova dos nove tirada. Obrigada pelo esclarecimento, Teófilo,
    Só uma coisa, se aquilo que escreve não é por falta de conhecimento – e foi com base naquilo que li e do que conheço, que retirei a conclusão – então é deturpação voluntária e consciente. “No negócio das cunhas, o Estado nem é dos piores” (deixa-me rir com gosto). Isto não pode ser para levar a sério.

    Mas já dei para este peditório. Fica a bicicleta. Ou um par de asas de anjo para cada funcionário estatal, incorrupto, competente, qualificado, etc, (isto é quase todos).
    Concentremo-nos todos na grave questão do engordamento…do sector privado e, Penélope, não sei se já percebeste que o teu post não foi especialmente apreciado por certos patuscos.

  28. sr. teófilo! tudo isso está regulado e existem leis para esses casos todos e mais alguns. façam cumprir a lei e ponham a justiça a funcionar em vez de atribuirem culpas aos privados. há corrupção, com certeza. quem beneficia? o privado. onde começa? no estado, ora porra, afinal o funcionário público serve-se da posição que ocupa para chular o sacana do privado, que por sua vez obtém lucros sobre os quais paga impostos que vão para o estado, mas não pode deduzir o valor das luvas pagas nas despesas.

  29. Ignatz,

    Estes exemplos tem a sua devida contraparte no anterior governo PS.

    Você argumentou que no privado não existem empregados por cunha de amigos do poder político eu dei-lhe exemplos de contrariam a sua tese e aliás é mais que evidente que as relações entre o grande capital e o poder político em Portugal contrariam a sua tese. Você simplesmente ficou a patinar e quer sugerir que são exemplos isolados que não são marca de um comportamento sistemático quando, na verdade, é um comportamento sistemático.

    Você erra, a meu ver, quando diz que é incompetência dos governos. Para mim é simplemente a extensão natural do modelo económico capitalista. Eu não entro nas teses das teorias da conspiração, não julgo que haja um grupo de grandes capitalistas a conspirar mas que é apenas o comportamento normal do sistema actual.

    Quando o grande capital privado detem os recursos que os Estados precisam para conduzir as suas políticas é natural que os políticos acabem por se submeter ao grande capital privado, que lhes dêem vantagens em troca. Quando se privatiza a EDP que é, basicamente, um monopólio de recursos públicos, qualquer governo que queira manter-se dentro das regras do sistema e conduzir alguma política em relação à distribuição e custo da energia vai ficar dependente daquilo que pode oferecer em troca aos donos da EDP. Não é preciso conspiração nenhuma, esta promiscuidade entre grande capital e o Estado é simplesmente o caminho de menor resistência no sistema actual. E o caminho, a meu ver, é para que a promiscuidade aumente.

  30. oh joão! onde é que eu argumentei que no privado não há cunhas? antes pelo contrário disse que as há e não vem mal ao mundo por isso. já suspeitava que os males deste governo tinham sido herdados do governo anterior, o passos, o gaspar, o relvas, justificam a incompetência com esse facto. fica bem a comuna falar em promiscuídade, deves saber do que falas, mas fazes ouvidos de mercador quando se fala nisso.

  31. Parvalhatz, o coliforme bully e invejoso, padecendo de naturais e insuperáveis dificuldades na compreensão do mundo dos homens, nunca conseguirá entender que um texto de análise puramente científica sobre dejectos e seus trajectos, abusando naturalmente de terminologia aridamente técnico-científica, é coisa radicalmente diferente de um ensaio sobre o mundo dos homens e suas idiossincrasias e, como tal, nunca poderia ter lugar nas páginas nobres da publicação.

    Pateticamente desejoso de ser visto, dado que, desde que deu à costa, até agora apenas foi cheirado, o coliforme bully e invejoso não olha a meios, incluindo a patética e chocante sugestão com que agora fez abrir a boca de espanto aos ilustres frequentadores desta botica, e nunca compreenderá, ao contrário do mais humilde habitante do mundo dos homens, que a concretização do seu desgraçado desejo descredibilizaria irremediavelmente a publicação.

  32. A questão da promiscuidade remete-se à apropriação pelo grande capital privado da dimensão que podem ter as políticas públicas. Você diz que há políticos comunistas que terão estado envolvidos em esquemas menos claros e, de minha parte, não duvido por princípio que isso seja falso, não julgo que um comunista por o ser é um santo, nem julgo que num país comunista a corrupção não exista. A questão, a meu ver, é a do alcance que certo compadrio tem no que respeita à autonomia das políticas públicas. Quando todos os recursos públicos estão em mão de privados não há voto que possa modificar o problema, quer dizer, o que muda são apenas os agentes que vão administrar no plano público os interesses do grande capital que esperam ser idênticos ao interesse público e a alternativa entre PS e PSD/CDS passa a ser cada vez mais uma não-alternativa.

  33. E digo-lhe ainda que os tubarões que andam pelas televisões e jornais a dizer que são precisos mais sacrifícios, que o povo viveu acima da suas possiblidades, que é preciso diminuir a influência dos sindicatos, que é preciso privatizar as Águas de Portugal, a TAP, a RTP tudo e mais alguma coisa que seja público, poderão amanhã, se der jeito, vir a elogiar o PS mas não os verá a defender sacrifícios para si mesmos, sacrifícios dos seus rendimentos pessoais, nem a apoiar o PCP. É por isso que a sua tese de que a promiscuidade é igual no PCP e no PS e PSD/CDS é uma tese que não confere com a actualidade. O grande capital sabe bem que a coisa não é a mesma coisa. Eles burros não são. Eles sabem bem quem são os partidos mais mansos, quem são os que invariavelmente, com mais ou menos pressão, sempre se põem ao seu jeito.

  34. Pois edie, pode ficar com a bicicleta pois não é tempo para dar prendas tão caras.
    A diabolização da função pública está na moda, pelos vistos os funcionários privados são todos excelentes, trabalhadores, competentes, etc. e tal e os públicos são todos uma corja de madraços…
    Muito gosto eu deste tipo de generalizações.
    Com tantas loas aos privados não sei porque é que ainda não fizeram manifestações de rua para privatizarem os hospitais, as escolas, as estradas, os tribunais, as cadeias, os cemitérios, aa policíaa, as forças armadas, as autarquias, as repartições de finanças, as praias, enfim… tudo e mais alguma coisa.
    Assim um dia acordaremos mais magros, talvez até escanzelados e vai passar a ser tudo uma maravilha como o são atualmente os preços dos combustíveis, a curto prazo serão os custos da eletricidade e da água porque quanto aos transportes estamos já conversados.
    Não sendo funcionário público, mas entendendo que os professores, médicos, enfermeiros, juízes, polícias, auxiliares de limpeza, técnicos disto e daquilo e todos os outros que fazem o favor de nos ser úteis de vez em quando e que nem damos por eles ou sabemos o que fazem para o nosso bem-estar, não são todos um bando de calaceiros, oportunistas ou tachistas, gostaria que as pessoas se deixassem de combater umas às outras para benefício dos que nos exploram, que nem sequer agradecem o desvio da atenção.

  35. Os empregos arranjados pelas autarquias do pcp,é um autentico bodo aos militantes.Nos sindicatos compreendo embora haja muito filiado nestes sindicatos que não são pcp o meu caso por exemplo.O pcp se tivesse mais autarquias aquilo era um pais dentro de outro pais.Já nem falo nas formaçoes profissionais o dinheiro que recebem e quem lá trabalha.criam-se lugares para satisfazer militantes.Bem prega o frei joão……

  36. O grande capital está-se cagando no Pcp e no BE. com as criticas do jeronimo o passos aguenta bem.o adversario é o ps.

  37. oh escarrachito! o segismundo explica-te a obsessão das punhetas e o pavlov a salivação quando ouves falar em quadro de honra. como vês 2 linhas chegam e sobram.

  38. Nuno, eu tenho como um dado que os partidos em suas autarquias, podendo, empregam pessoas de cor política semelhante. O que me interessa verdadeiramente é a direcção da actividade política, quer dizer, que país se forma através da predominância no governo do arco-governismo. O meu ponto é que a reprodução nacional da rotatividade PS – PSD/CDS está a levar o país à ruína, está a delapidar toda e qualquer autonomia política. O próprio PS quer mais federalismo, quer mais integração europeia enfim, quer menos independência nacional. O capital, como se diz à esquerda, não tem pátria (o grande capital) mas isto não chega, para o PS/PSD/CDS é preciso que as próprias instituições políticas nacionais tenham cada vez menos pátria, sejam cada vez mais elementos evanescentes de instituições estrangeiras.

    Portanto eu acredito que nessas autarquias haja preferência por empregar funcionários que tenham ligações ao partido, sejam directas ou indirectas, e neste sentido, de facto, não vale a pena andar a pregar. Admito portanto que em cada autarquia, os respectivos governos, podendo, empreguem gente mais próxima do que mais distante.

    Mas a questão, se aqui são todos iguais, é o que é diferente. O que é diferente no PCP é o que me interessa, o que é diferente no PCP é o que me faz simpatizar com o Partido – é a proposta política, o seu Programa. Aqui distância entre o PCP e o PS é muito maior que a distância entre o PS e o PSD/CDS.

    Você quer dissolver tudo numa espécie de mesmidade mas o nível em que você opera essa solução não é no nível onde se decide as direcção geral da política portuguesa – o que indica simplesmente que você está satisfeito com o capitalismo. Como o capitalismo, hoje em dia, é cada vez mais centralizado nas necessidades do grande capital e cada vez menos nas necessidades do pequeno e médio capital, assim como, menos centrado nas massas assalariadas e nos desempregados você é parte activa disto.

  39. “Aqui distância entre o PCP e o PS é muito maior que a distância entre o PS e o PSD/CDS.”

    o que encurta a distância entre os comunas e os laranjas o ponto de se aliarem em manifestações, votações e outras farsas para derrubar o ps. ganhem juízo e mudem de ramo, até o genro de cavaco organiza raves com mais people que a festa do avante.

  40. João, já tinha um texto escrito,foi-se. vou resumir.nas autarquias há ps como ha´cds pcp e outros partidos.Nas camaras do pcp é quase tudo de cartão e quem não é tem vida dificil ou passa a ser militante.A rotatividade eu tambem não gosto,mas o pcp pelos vistos gosta pois ja derrubou o governo PS 3 vezes.Tambem não podemos mandar no povo.Em Portugal há eleiçoes.Quanto à proximidade do Ps/PSD eCDS é verdade são dois partidos de direita, mas no poder respeitam as regras coma a da alternancia. tenho-lhe a dizer o seguinte: no capitulo de liberdades e garantias,se for ver a constituição nesses pontos há mais sintonia do ps com esses partidos.O PCP , mantem em muitos aspectos a mesma posição de 1975.Quanto à europa o PCP gostava que nós não entrassemos. Portugal, entrou com votos do PS CDS e PSD e contra ainda hoje temos o PCP.Perante isto, não é de estranhar que o federalismo e todas as organizaçoes comuns aos paises,não interessem ao partido do joão.nas votaçoes na assembleia da republica tudo que venha na justa medida em defesa dos interesses dos trabalhadores o Ps vota com o pcp e o bloco.há um problema,ao PCP ninguem pede contas.. o PS como partido do poder tem que ter mais cuidado e agora mais do que nunca, por não se poder exceder determinados valores do deficit. Quanto à soberania Salazar tinha a toda para governar, e como viu não saimos da miseria.Se EUA,não fosse federal,certos estados já estavam a ser resgatados por deficits elevadissimos. o que os salva é a solidariedade que o federalismo pode permitir.Aceito que discorde do ps e combata a sua politica,mas espero que me conceda igual possibilidade para combater não o seu partido mas tudo que ele que defende e que foi rejeitado por muitos milhoes de homens mulheres e crianças em nome da liberdade .

  41. Ok Nuno.

    O PCP não está a querer tirar o direito de voto mas a lutar por conquistar a confiança de cada vez mais eleitores.

    Você parte do princípio que a proposta do PCP é a da implementação de um regime soviético em Portugal mas isso é propaganda, já que no programa do PCP não consta nada disso.

    De facto a URSS foi rejeitada em nome da liberdade, no entanto, o nome da liberdade era o dessa propaganda anti-comunista. E a questão é que essa liberdade em nome da qual o capitalismo se apresentou contra o comunismo é cada vez mais uma miragem e a minha tese, se o posso colocar assim, é que o capitalismo chegou a um ponto que já não é controlável nem regulável e que é aqui que, na minha opinião, o PS, mesmo com as boas intenções de alguns militantes da sua ala esquerda, acaba, pouco a pouco, por ir cedendo todo o esquerdismo a favor de um centrismo que embora lhe permita ganhar eleições torna essas vitórias em derrotas no que respeita a uma política de esquerda.

    AJ Seguro é a imagem do centrismo no PS e eu não vejo esquerdistas que possam ser alternativa. António Costa, que é a opção ou alternativa, é vê-lo, infelizmente, na Quadratura do Círculo muitas vezes à direita de Pacheco Pereira. Quem acompanha este programa já viu concerteza como António Costa é muitas vezes mais tolerante que Pacheco Pereira em relação às trafulhices do actual governo e como quem vê Seguro, já viu como acompanhou o actual governo, sem necessidade de o fazer, na tomada de medidas muito gravosas do ponto de vista da esquerda não sei como é que é responsabilidade do PCP pela queda do PS, se o PS, mesmo agora, é menos firme na oposição ao PSD do que era o PSD na oposição ao PS.

  42. joão repondi às suas questões,voçê passou pela minhas como por vinha vindimada.José Seguro é um lider de transição,mesmo reconhecendo uma mudança no estilo.Antonio Costa ainda ontem arrasou o Psd.Pacheco Pereira, há anos atras era o defensor eleito pelo partido para aparecer nos telejornais a defender o indefensavel.Com razão em muitos dos seus argumentos, não deixa de ser um homem ressentido, com o seu partido por razões pessoais…Quanto a lideres o seu jeronimo de sousa,é na minha opinião de uma mediocridade atroz.É um lobo com pele de cordeiro.ainda vive juntamente com alguns dos seus camaradas no estado de saude identico ao daquela camarada protagonista do filme bye bye Lenine.O comunismo que o pcp defende,obviamente já não pode ser à sovietica, (era o que faltava…)só que não descola de um regime igual como o coreano.Já nem falo do cubano embora sejam ambos monarquicos.Vamo-nos concentrar na oposição ao governo de direita,pois é isso o unico ponto que temos em comum.Os objectivos de ambos é que são muito diferentes. No meu, o joão, tinha o mesmo estatuto do que eu.No seu a clandestinidade era o meu porto de abrigo.Acredito na sua sinceridade para desejar um mundo melhor, para todos os portugueses,só que a narrativa passada e presente atraicoa os seus desejos. Não sou militante do PS.O Pm que mais defendi foi josé Socrates.Perdemos um homem que pensava um Portugal grande para maior felicidade dos portugueses.A crise e os partidos da extrema esquerda fizeram o que mais convinha à direita derrubando-o.E agora é o costume.governo para a rua, o slogam que é uma especie de licor preferido do pcp,rumo ao socialismo.

  43. teófilo.

    1. “A diabolização da função pública está na moda, pelos vistos os funcionários privados são todos excelentes, trabalhadores, competentes, etc. e tal e os públicos são todos uma corja de madraços…
    Muito gosto eu deste tipo de generalizações.”

    A generalização foi feita por si, quando, assim que ouviu falar de cunhas nas empresas públicas e função pública, começo logo a defender que era uma coisa marginal, no privado é que está a coisa, e.eg.”no negócio das cunhas, o Estado nem é dos piores. Isto é um atestado de estupidez ao interlocutor, veja o que se passa no poder autárquico, dê uma espreitadela (áquilo que se consegue ver) do que se passa no sector empresarial do Estado.

    2. Todo o resto do discurso parece fruto de uma alucinação completamente descabelada, pelo que fica sem resposta. Acalme-se.

  44. Muito bem, Teófilo M, gabo-te a pachorra…

    Falar dos “privados” e fazer generalizações, é como falar da “função pública” e fazer o mesmo.

    Mas olhar para o mundo das empresas privadas como um coro angelical de fadas e santinhos a descobrir vacinas para curar doentes e zingarelhos para tornar os nossos pó-pós mais seguros, enquanto vão fazendo o grande favor de passar fome para sustentar com impostos elevadíssimos os calões do Estado, que passam o dia a fumar nas Enfermarias dos Hospitais e a jogar “Farmville” no pátio da Escola, ou no Canil municipal, é um argumento fantástico para uma “Disney Experience” em qualquer parte do mundo dos tó-tós. Pena é que seja um argumento não original, senão os e-luminados comentaristas da blogosfera lusa estariam milionários (ou seja, falidos, que vinham os homens da brigada de colectores da C. M. Lx e levavam tudo para o esgoto público…).

    Bons Filminhos, ou escapadelas felizes até à «Eurodisney», mas deixem as pessoas inteligentes e saudáveis em paz…

    Já agora, uma estória verídica, um exemplo entre milhares: os funcionários do Grupo Civilização/PMB, onde se incluem as Livrarias «Leitura», no Porto, e «Bulhosa», em Lisboa, estão desde há quase um ano com mais de dois meses de salários em atraso e, apesar disso, continuam a cumprir horários e a fazer bem o seu trabalho.

    E então não é que ontem, numa das lojas, aparece o filhinho do papá a pedir o Guia da Tailândia e a dizer ao funcionário que o atendeu “olhe, ponha aí na conta do meu pai…”? Que, por sinal, nem sequer tinha “conta” naquela loja…

    É isto a noção de “mínimo de sobrevivência” das empresas privadas em Portugal. É para isso mesmo que elas servem quase todas: para sacar generosos subsídios, quando não mesmo gloriosos perdões fiscais, ao Estado e para os filhinhos do patrão depois irem de fériazitas para a Tailândia, sem sequer pagar o Guia, e a gozar descaradamente na cara de quem já nem tem dinheiro para comprar o passe e ir trabalhar.

  45. acabem com os privados, passem todos a funcionários públicos, arranjem quem financie o projecto e pague os custos de manter a porta aberta. esse sonho acabou no último comício do vasco gonçalves em almada, oh cambada de idiotas.

  46. Ó joão no programa do pc tambem não consta que podem mandar malhar nos trabalhadores que não são do pc e eles fizera-no numa celebre assembleia dos metalurgicos e assaltaram o respetivo sindicato em lisboa . DEMOCRACIA?

  47. edie e teofilo, tres meses no estado e muitos anos numa empresa publica.não vou dizer, quem tem razão nesta vossa” batalha” por que não li todas as intervençoes. mas vou dizer isto: julgo que no estado para determinados lugares é necessario o concurso. se for feito com rigor entra o melhor.tenho duvidas que isso sempre aconteça. para meu espanto no privado dão-se os dois casos. entra os bons porque a empresa está ali para ganhar dinheiro e entra gente com cunhas que na maioria dos caso não vão longe porque não valem muito.E quem mete as cunhas? politicos e pessoas importantes na sociedade civil a quem o empregador não pode dizer não. por ultimo há excelentes funcionarios em ambos os lados,só que no publico são muito mais escrutinados pelos “clientes” . Um dia mais cedo do que tarde, vou contar-vos onde chegou um individuo dentro de uma empresa publica com cunha do irmão muito bem situado na justiça.

  48. “Infelizmente, isto é habitual, quer no público, quer no privado, e geralmente chamam-se-lhe “cunhas”…”

    Isto foi a minha declaração inicial edie, se isto é uma generalização, vou ali e já venho!
    Será generalização dizer que o estado até nem é dos piores no que concerne às cunhas?! Parece que não nasceu neste País, que há muitos anos é conhecido pelo país das cunhas, ou será que sou eu que estou equivocado?
    Onde é que eu digo que as cunhas do estado são coisas marginais, ou que no privado era pior?
    Que eu escreva algumas coisas, tudo bem, que você leia o que eu não escrevo mas que gostaria que eu tivesse escrito é outra bem diferente. Paciência!
    Depois medir o que se passa no poder autárquico como se a função pública aí residisse toda para além de meter no saco todas as autarquias – o que é apenas mais uma generalização – e juntando-lhe o setor empresarial do estado parece-me apenas o habitual uso do chavão para tentar atirar areia para os olhos.
    Tire o setor empresarial do estado e com que é que fica? Com o pessoal dos ministérios? Ou será que não é aí que estão mais entrosados os movimentos pendulares do sr. cunha?
    Quanto à alucinação descabelada será motivada por não utilizar os óculos que lhe escurecem a visão, mas como sou calmo vou tentar arranjar uns a ver se passo a ver melhor mas desconfio que vou é ver tudo desfocado.
    Anime-se.

  49. o sr. teófilo já nasceu desfocado e vai continuar assim. cunha no público é crime e no privado ninguém tem nada a ver com isso, será preciso óculos graduados para entender que não vivemos nos gloriosos tempos da urss & satélites. quando os comunas alargaram as incrições aos piquenos & médios empresários, távam a falar de quê? que os iam nacionalizar ou estavam a largar a charrua e o malho para se dedicarem à pesca onde se gera riqueza. se quizeres ir pelas empresas grandes podes começar por nacionalizar a auto europa, mas é bom que perguntes aos trabalhadores se estão interessados.

  50. continuo a não entender esta maltósia socialista, dizem-se sociais democratas, centro esquerda, esquerda democrática, amantes da liberdade, berréubéubéu e depois vêm para aqui defender ideias comunistas de antanho, que faliram em todo o lado onde foram postas em prática, como se as mesmas fossem solução para os problemas que originaram nos tempos do prec e que a direita bem aproveitou ao longo destes anos para governar a vida.

  51. acabem com o Estado, passem todos a culaboradores privados, arranjem quem financie o projecto e pague os custos de manter a porta aberta, ou seja, quem vos subsidie o Cayenne, quem vos guarde o estaminé, o dinheiro depositado e também o traseiro, na rua e na auto-estrada, dia e noite, quem vos cure da gosma no dia de s. gregório, quem vos recolha as garrafas de vodca e as embalagens da pizza da frente do escritório, quem vos pavimente as ladeiras e vos desemtupa a canalização da latrina, quem vos ature os putos durante o dia e lhes dê o clster ou o oxigénio, se for preciso, durante a noite, quem vos pague ordenado quando passearem pelas esquinas do desemprego e, acima de tudo, quem vos trate do alzheimer e da piorreia e vos pague uma reforma que dê para o sargenor quando o senhor morgado vos der um valente chuto no cu e vos mandar apodrecer para a barraca. esse sonho acabou no último comício da Maria Antonieta com o senhor D. Miguel e a fidalguia, ó paizinho parvalhatz.

  52. oh ignatzinho! deixa-te de palermices, responde mazé ao teu tio.

    oh vasquinho! eu não fiquei, mas conheço muito boa gente que teve motivos para isso, mas aceitaram como dano colateral na luta pela liberdade.

  53. teófilo, escreveu ou não escreveu isto: “Neste assunto de “cunhas” o estado nem é dos piores, “? Sim ou não?
    Quem são os piores?
    Comprove.

  54. edie, quer em papel azul e com selo e assinatura verificada pelo notário?
    Dê uma volta pela banca, pelos seguros, por empresas de dimensão paquidérmica como por exemplo o grupo do grande merceeiro, o do senhor dos laminados ou a da cortiça; dê uma saltada a uma dezena de médias empresas e fale com os trabalhadores que eles apontam-lhe quem são os protegidos/cunhados/afilhados e correlativos; se quiser poderá verificar a ocorrência de salários/vencimentos/ remunerações/prémios/serviços pagos até por empresas pequenas a pessoas que nunca lá puseram os pés mas que por razões diversas tiveram direito a meter a unha no pote.
    Ah! Não conhece, nunca ouviu falar, não sabia! Que pena! Tanta ingenuidade até assusta em pessoa tão assertiva.
    Mas se quiser uma comprovação rápida olhe para o que se passou na EDP talvez fique esclarecida…

  55. ‘Môr, voltaste a esquecer-te de tomar o Sargenor? C’um caraças, pá, desliga-te dessa merda e vai lavar a loiça, mandrião…

  56. ó parvoínho, a luta pela liberdade, que tu hoje gozas, foi feita sim, a doer, mas por quem tu tanto gostas aqui de enxovalhar e os danos colaterais de que falas não são nada comparado com quem foi para baixo dos torrões para tu agora abrires essa tramela e dizeres as baboseiras que diarreia mental em que vives te impõe

    ganha juízo, canastrão inútil

    ou pensas que terias liberdade para alguma coisa neste país se estivesses ainda à espera do santinho freitas ou do teu sá cordeirinho para derrubarem a besta fascista?

  57. ó parvoínho, a luta pela liberdade, que tu hoje gozas, foi feita sim, a doer, mas por quem tu tanto gostas aqui de enxovalhar e os danos colaterais de que falas não são nada comparados com quem foi para baixo dos torrões antes do tempo, para tu agora abrires essa tramela e dizeres as baboseiras que diarreia mental em que vives te impõe

    ganha juízo, canastrão inútil

    ou pensas que terias liberdade para alguma coisa neste país se estivesses ainda à espera do santinho freitas ou do teu sá cordeirinho para derrubarem a besta fascista?

  58. teófilo,

    disse ou não disse “Muito gosto eu deste tipo de generalizações.”. De quais, da que acabou de fazer?Como é que sustenta a generalização de que “Neste assunto de “cunhas” o estado nem é dos piores”? Refere “medir o que se passa no poder autárquico como se a função pública aí residisse toda para além de meter no saco todas as autarquias – o que é apenas mais uma generalização (eu disse isso? eu disse que todas as autarquias têm corruptos? Eu disse que todos os funcionários públicos o são por cunha?)
    E o que é que acabou de fazer na forma como referiu o sector privado?
    Você não precisa que lhe mandem areia para os olhos, precisava que lha tirassem. Mas pra mim fechou.

    Não discuto credos nem crenças. Passe bem.

  59. ah!… já me esquecia, a luta pela liberdade, outro exclusivo dos comunas que teve grande êxito com a unicidade sindical. ainda guardo o disco.
    a comunada tem a mania de reescrever a história, passar diplomas de esquerda e dar lições de liberdade. se vives hoje em liberdade, bem podes agradecer ao mário soares e ao partido socialista que encostaram o barreirinhas às tábuas e mandaram o projecto social-fascista para o galheiro. foi de tal forma traumatizante que ainda hoje se aliam ao ppd e ao cds contra o ps.

  60. Diz o parvo do parvalhatz “continuo a não entender esta maltósia socialista”.

    Claro que não entendes, não entendes isso, nem nada de nada, monte de estrume…

  61. joão, é do seu tempo a coligação do PS com a UDS de Lopes Cardoso? militante que abandonou o ps pela ala esquerda? a coligaçao de nome FRS levou um banho nas eleiçoes.Não há possibilidade de ganhar eleiçoes em Portugal se nao formos buscar o centro como voçe diz e bem.Garanto-lhe que se fizessemos uma coligação com PCP ou com o Bloco o resultado era desastroso..Se o ps não procedesse dessa forma, a direita tinha governado durante 48 + 38 depois de abril.Agradeça ao ps ter sacrificado um pouco dos seus ideais,para conseguir chegar ao poder.com todos os problemas o balanço de Abril é positivo e seria mais com os partidos à esquerda mais moderados molde a podermos fazer acordos de incidencia parlamentar,para poder dar mesmo lugares no governo a membros do Pcp e bloco.Isto é dificil sabe porquê? eu digo-lhe para concluir. o que ia acontecer à cgtp? os sindicatos operarios ja vivem com imensos problemas está a ver a sua central sindical mais ou menos concertada com a politica do governo? era a debandada de milhares de trabalhadores e outros milhares de sindicalistas no desemprego.

  62. Só quatro dúzias de preguntinhas, para memória futura: aqueles cargos todos de “consultor” que o equivalente Relvas tinha em oito ou nove empresas privadas visavam recompensar o seu valiosíssimo contributo para o produto final das ditas? O que produzia o equivalente? Qual a mais-valia por ele acrescentada? Quais os ganhos de produtividade que induzia? Qual o seu contributo para a melhoria da qualidade do produto? Como se reflectia nas contas dessas empresas a consultadoria do “fazeiteiro” (em americano erudito)?

    O caso do “fazeiteiro” é único no mundo empresarial privado? Quantos milhares de milhões (ou serão apenas tostões) pagam as empresas privadas a “facilitadores” da marca do “fazeiter” (em americano vulgar)? Poderiam esses milhões (ou tostões) ter melhor aplicação noutras rubricas das empresas? Há ou não em muitas empresas privadas, além dos “fazeiteiros”, filhotes, sobrinhos, afilhados e outros falhados dos ditos? Poderia o mundo empresarial privado (ou pelo menos uma parte dele) ser mais racional, eficiente e competitivo se gastasse doutro modo aquilo que investe em fazeiteiros e toda a casta de facilitadeiros?

  63. oh escalrracho! o val está ocupado a tratar do gráfico que pediste, mas quando acabar faz um poste com respostas a essas pertinentes perguntas. entretanto os restantes escribas aguardam ordens para próximos postes.

  64. A Edie pensa, conversa, discute, argumenta.
    O Teófilo M. pensa, conversa, discute, argumenta.
    O Marco Alberto Alves pensa, conversa, discute, argumenta.
    O Edgar pensa, conversa, discute, argumenta.
    O João pensa, conversa, discute, argumenta.
    A Maria Rita pensa, conversa, discute, argumenta.
    O Nuno da Câmara Municipal pensa, conversa, discute, argumenta.
    O Cavaleiro da Parva Figura pensa, conversa, discute, argumenta.
    O Gungunhana Meirelles pensa, conversa, discute, argumenta.
    O Vasco Gonçalves pensa, conversa, discute, argumenta.
    O Jorge Morais pensa, conversa, discute, argumenta.
    O etc. 1, e o 2, e o 3 pensam, conversam, discutem, argumentam.

    O parvalhatz hiperactivo continua a peidar-se.

  65. Joaquim Camacho(e aqui retomo a discussão, que vai longa e muito animada):

    Mas para certo tipo de empresas, peões do tipo do Relvas são fundamentais. E para quê? Para os contactos, para as “facilitações”, para as negociatas (tantas vezes, quase sempre?, com o Estado). De uma certa perspetiva, dão a ganhar à empresa. Mas o ridículo é estes imbecis terem apregoado que iriam fazer uma limpeza, afastar o Estado da economia, acabar com a promiscuidade e o que vemos nada tem a ver com isso. O Relvas não é mandado embora, nem poderá sê-lo. Ele é peão fundamental, o que está a preparar o futuro de muita daquela gente.

  66. “Mas para certo tipo de empresas, peões do tipo do Relvas são fundamentais. E para quê? Para os contactos, para as “facilitações”, para as negociatas (tantas vezes, quase sempre?, com o Estado). De uma certa perspetiva, dão a ganhar à empresa.”

    É isso mesmo, Penélope, concordo a 100%. Por isso a minha pergunta:

    “Poderia o mundo empresarial privado (ou pelo menos uma parte dele) ser mais racional, eficiente e competitivo se gastasse doutro modo aquilo que investe em fazeiteiros e toda a casta de facilitadeiros?”

    É claro que a pergunta é retórica, pois não tenho dúvidas de que a resposta é “sim”. Se não fosse esse o caso, seria porventura outra a nossa capacidade de integração e aproveitamento de oportunidades em termos de economia mundial.

    Fala-se muito, mas geralmente apenas da boca para fora, da necessidade de um maior e melhor entrosamento entre empresas, universidades, laboratórios de investigação. Mas repara no exemplo concreto da cientista portuguesa Elvira Fortunato, que tem feito um valiosíssimo trabalho de investigação no campo da chamada electrónica de papel e dos ecrãs transparentes. E não só investigação teórica como também aplicações práticas concretas. Estas aplicações práticas possíveis são das coisas mais prometedoras, no campo da electrónica, que existem na actualidade, a nível mundial. Até eu, que sou apenas um curioso, consigo perceber isso.

    Pensa nas janelas de tua casa, por exemplo, através das quais vês brincar os putos na rua ou o cão do vizinho arriar o pastel, que o dono, depois de olhar furtivamente para todos os lados, não limpa. Agora imagina que tocas num determinado ponto do vidro e ele se transforma num ecrã onde podes, por exemplo, aceder a toda a informação que agora apenas consegues no computador em que me estás a ler. Aplicações práticas úteis e rápidas, como por exemplo, se estiveres a cinco minutos de sair para o trabalho, saber como está o trânsito, ou como vai estar o tempo, sem teres de ligar o computador. E depois tocas de novo no vidro e voltas a ter uma janela normal.

    No caso da electrónica de papel, podes produzir, a custos que são uma ínfima parcela dos actuais, componentes que hoje precisam de materiais muito mais caros, como o silício, por exemplo. Seria de esperar que houvesse empresários portugueses a fazer bicha à porta da Elvira Fortunato para analisar eventuais aplicações industrialmente exequíveis, a estudar a instalação de fábricas para produzir os equipamentos necessários em Portugal e assim dar emprego a milhares de pessoas, a investigar que pequenas e médias empresas nacionais poderiam eventualmente estabelecer contratos de produção de componentes para esses equipamentos, o que implicaria mais empregos, e mais know-how, e mais registo de patentes, e mais exportação, etc., etc.

    Mas o que é que acontece na prática? A Elvira Fortunato só conseguiu apoio que se visse em termos de capital no Brasil e tem também, tanto quanto sei do que ocasionalmente pinga nos jornais, alguma colaboração com a Samsung. Mas porra, a Finlândia não tem a Nokia? A Suécia não tem a Volvo? E não são países da dimensão do nosso? Por que carga de água terão as descobertas da Elvira Fortunato de ir criar empregos na Coreia do Sul e no Brasil e não aqui?

    Entre a porcaria de hipermerceeiros que temos com fartura, como o do Pingo Doce e o do Continente, sem esquecer o hipermerceeiro da cortiça, não há um que seja capaz de separar uns milhõezitos, das centenas ou milhares de milhões que nos esfregam obscenamente no focinho, para arriscar e diversificar no campo da electrónica? Só sabem vender presuntos e rolhas? E nos pequenos e médios capitalistas também não há ninguém com visão estratégica, com tomates, que se disponha a arriscar um pouco? Ser capitalista não implica isso mesmo, arriscar?

    Não duvido que haja em Portugal alguns bons empresários privados, e alguns bons gestores, mas receio que a grande maioria funcione, para desgraça nossa, na frequência dos fazeiteiros. Pata que os pôs! Ou, em americano, putation que os pariation!

  67. roh escalrracho! não digas asneiras, nokia e volvo são duas falências crónicas de longa duração suportadas pelo dinheiro do pitroil. tens bué d’exemplos nacionais dessas cooperações universidade/empresa que servem para o capital sacar técnicos baratos e os professores somarem tachos com comissões, um 1/100 torna-se realidade e em cada 100/1 sobrevive, dá para ver o desperdício de dinheiro e energia, mas se tiveres algum que queiras investir nessas tretas posso dar-te uma ajuda. agora vou sacar uma rolha e embutir um presunto. xau.

  68. O pior de tudo isso é que o senhor Luís Filipe do Nascimento Teixeira continua passados 7 anos nos tachos…
    Ainda por cima, pelos vistos tambem e consumidor e traficante de droga…

    Triste pais…

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