Ordem no galinheiro, s.f.f.

E pronto. Está concluído com êxito mais um tiro no pé do PSD. De algazarra em algazarra a propósito da CGD, chegaram ao ponto de perderem por completo a noção do que fazem com esta história da ida a Bruxelas e a Frankfurt de António Domingues. O que tenho mais a dizer sobre isto? Pois que se podem juntar (ainda mais) ao Correio da Manhã. O convidado futuro presidente do banco público português vai ter reuniões com a Comissão e com o BCE para apresentar o seu plano? Ah, ali há marosca. Falta de transparência. E essas reuniões já eram conhecidas, tendo sido discutidas na AR? Não interessa. Se não havia, passou a haver. Domingues podia (e devia) lá ir, mas afinal é melhor que não possa. Decisão do PSD. O PSD não teve imaginação para mais do que agarrar-se à grafonola que já ia com as ondas. E vai daí, marosca é pouco: fale-se em falha grave, porque não em crime! Repito, nada disto havia há umas semanas, mas agora há. Logo, siga a peça e … o ministro das Finanças está em maus lençóis, o primeiro-ministro já está para além disso – está mesmo à beira do cárcere. E depois? Ora, com os dois virtualmente demitidos, é só um empurrãozinho e Passos tem o caminho aberto para São Bento. O Montenegro dá o mote, o Rangel, à noite, cacareja na TVI, o rapaz Leitão Amaro debita a lição na SIC Notícias o melhor que sabe e pode frente ao João Galamba, a Graça Franco desconfia e afronta-se na RTP 3 e uma pessoa não tem alternativa se não desligar a televisão e retomar a leitura do livro, em má hora interrompida. Pachorra! Algazarra mais estúpida não há. Respondeu bem João Galamba, respondeu bem Carlos César e respondeu bem António Costa, ouvido hoje de manhã. Assunto arrumado, meninos, podem ir inventar outra. Vejam lá se mais inteligente, tá?

7 thoughts on “Ordem no galinheiro, s.f.f.”

  1. Passos confundiu o livro de S. Cipriano com a bíblia,
    viu o diabo onde só havia a voz do senhor, e mais grave, confundiu Robert Johnson com Fred Mcdowell. Imperdoável.

    You may be high
    You may be low
    You may be rich, child
    You may be poor
    But when the Lord get ready
    You gotta to move

    https://m.youtube.com/watch?v=mtlVSedpIRU

  2. Para cúmulo o Secretário de Estado Mourinho Félix “perdeu” as boas maneiras
    quando, no Plenário da A.R. insinuou que o Leitãozinho do PSD era ignorante
    na matéria que falava ou tinha um défice cognitivo … foi a pateada!
    Claro que, foi uma tempestade no laranjal onde as boas maneiras são uma cons-
    tante assim como, na bancada do CDS lhes fugiu o pé para ir em socorro dos co-
    legas do extinto paf, nesta bancada onde primam os Almeidinhas, brilhantinas
    Magalhães sem esquecer o tribuno Telmo dos sobreiros, tudo gente de fino lin-
    guarejar onde estão sempre a roçar o ordinário que, não o marche!!!

  3. Garanto que não percebi a pateada . Fui tentar perceber o que é a “disfuncionalidade cognitiva” , temporária, ainda por cima, e sendo matéria que me custa a entender, creio ter percebido (posso estar errado) que é algo que pode também ser associado num transtorno depressivo maior; logo não consegui entender que os colegas do Leitão , que é deputado, tivessem pateado. Ainda por cima quando foi dito que ou não conhecia o RGIC [Regime Geral das Instituições de Crédito] ou era adisfuncionalidade cognitiva temporária…. Assim, a pateada foi para a ignorância ou para a disfuncionalidade ? Ou para as duas ? A comunicação social alinhou pela disfuncionalidade, não sei porquê. Terão partido do principio que haveria (haverá ) fortes hipóteses de estar em transtorno depressivo (tal como a totalidade da sua bancada) com as noticias das sondagens de hoje , ainda por cima feitas pela Católica !
    Ou então há outra hipótese que é a de os jornalistas( (especialistas ou não) desconhecerem o que é o RGIC e assim enfatizarem a disfuncionalidade: passam por espertos conhecedores , não dão o flanco e acreditam que vão causar confusão. Que venha o diabo e escolha!

  4. desde quando é que disfuncionalidade cognitiva é insulto?
    insultos e má educação foram as reacções da direita, potênciadas pela intervenção palerma do ferro rodrigues.

  5. Este post tem interesse não por causa do “tema do dia” e a superficialidade e mediocridade do debate induzido pelos media mas pelo contraste e diferença entre “”bolhas e que caracteriza muito do nosso quotidiano . Necessidade de concentrações diferentes a diferentes ruídos, o mundo interior, a dispersão, o que nos obriga e o que nos alimenta. Teve um “final feliz”, o livro ganhou. Se quisermos uma boa definição de literatura esta pode ser uma delas, um lugar de onde não queremos sair.

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