Oposição: esqueçam a palavra austeridade

Nota-se mais pelo Governo do que pela oposição, mas, meninos e meninas, estamos em campanha eleitoral. Trata-se de uma altura em que as palavras importam. A palavra austeridade já cansa e, pior do que isso, não é nem nunca foi palavra que assuste. Se alguém disser «vem aí a austeridade» ninguém foge apavorado nem ninguém se revolta. Como, aliás, se tem visto. Assim, acusar o Governo de querer continuar a austeridade, dito assim nestes termos, é como fazer-lhe cócegas. Ser-se austero em matéria económica e outras não é necessariamente mau. A palavra austero significa, segundo o dicionário, “que é muito rigoroso nos seus princípios”, “sério e grave” ou ainda “que exige muito esforço”. A palavra austeridade com que se apelidam as medidas de saque fiscal e salarial em nome da contenção da despesa pública, mas na prática para recapitalizar bancos estrangeiros, não foi escolhida por acaso. O conceito de austeridade não é mal visto pela grande maioria das pessoas.

Parece-me, assim, pouco eficaz para quem quer denunciar a política de sangria do país levada a cabo entusiasticamente por este governo, apoiado no diretório europeu, acusá-lo de “querer continuar a política de austeridade”, caso ganhe as eleições. Não adianta nada. Não conquista um só voto. Não me parece que a ideia de rigor nas contas, de contenção dos gastos públicos e privados e de «dieta», literal ou figurada, associada à palavra austeridade seja algo de que as pessoas entendam dever libertar-se sem se sentirem esbanjadoras. Muito menos neste país ex- e neo-salazarento e algo beato. Facilmente, como aliás se vê, o Governo lhe contrapõe os alegados gastos excessivos dos socialistas, sem ter que demonstrar coisa nenhuma. Muito por causa da palavra austeridade.

É evidente que, na prática, a apregoada austeridade não é só isso (o rigor) ou até nem é isso. Na prática, é o empobrecimento geral da população, alegadamente para tornar o país mais atraente para os potenciais investidores. Como já se viu e sabe, esse empobrecimento, o pouco investimento que atrai (se atrai algum na indústria) é enquanto ainda subsistem trabalhadores formados e qualificados. Quando grande parte da população voltar a não ter educação suficiente nem qualificações, ou já tiver emigrado, vai-se investir em quê, sabendo-se da existência de Chinas, Vietnames, Índias e Marrocos neste mundo globalizado?

Esqueçam, pois, a austeridade. Falem em roubo, em expiação exigida a inocentes, em políticas de punição, em vergasta, em destruição do orgulho nacional. O que quiserem nesta linha. As palavras importam.

34 thoughts on “Oposição: esqueçam a palavra austeridade”

  1. “A palavra austeridade com que se apelidam as medidas de saque fiscal e salarial em nome da contenção da despesa pública, mas na prática para recapitalizar bancos estrangeiro”

    Com tanta informacao disponivel, ser burro e uma opcao nos dias que correm. Neste blog, e chique ser-se e parecer-se burro.

    Para desmontar estes paragrafos de burridade, bastaria ver qual a percentagem da divida publica portuguesa efectivamente detida por bancos estrangeiros. Dois minutos bastariam para ver que quem acode a Portugal, e a quem se pagam juros, e as organizacoes internacionais, vulgo, Troica…

    Mas enfim, aqui no comicio permanente do PS/CDU/PCP/ Grupo de Saque 44, nao tempo para essas mxrdas, ha que desbobinar a CASSETE CXRALHO.

  2. “Falem em roubo, em expiação exigida a inocentes, em políticas de punição, em vergasta, em destruição do orgulho nacional.”

    Es tu quem tecla Ana Avoila?
    Es tu quem tecla Catarina Martins?

    Diz-me diz-me, nao posso com a excitacao de saber quem e a personagem vermelhinha, presa no tempo dos 25’s de Abril, que tecla ai da margem sul.

  3. Compare and contrast:

    “Eurogrupo baixa expectativas em relação à Grécia

    Grupo de Bruxelas reúne amanhã para preparar reunião dos ministros das Finanças da zona euro e as perspectivas não são boas. Atenas diz que é desta que fica sem dinheiro.”

    “PS “não está disponível para manter políticas de austeridade”. Oposição fala em medidas “inaceitáveis””

  4. Confissao dum fracasso e deixar a despesa explodir e levar o pais a falencia.

    Queres umas citacoes com previsoes do Galamba, o Varoufakis portugues?

  5. Isto são todos uns malandros mas o Durão Barroso está atento
    Barroso: “No me creo el paro en España. Son centroamericanos que quieren el subsidio”

    El expresidente de la Comisión Europea es escéptico con las elevadas tasas de desempleo entre los jóvenes en nuestro país

    Leer más: Barroso: No me creo el paro en España. Son centroamericanos que quieren el subsidio. Noticias de Economía http://bit.ly/1GUe9WW

  6. JP Ferra, eu sei que tu nao es o gajo mais esperto que por aqui anda, mas os teus post recentes batem novos minimos.
    Antes era so burrice e coisas sem sentido.
    Agora, por vergonha, ja nem consegues escrever uns paragrafos para a gente se rir, e limitaste a tentar criar confusao fazendo paste de links a propaganda do blog da Quadrilha do 44.
    Nao achas que isso e um bocadito BASICO demais?

  7. excelente lição, Penélope. a oposição anda na escolinha. e depois é o povo que é sobrecarregado com adjectivos bovinos face à resiliência perante a puta da chacina.

    (quer dizer… onde está mesmo oposição?)

  8. Obviamente que nao JP Ferra, tu nao pensas! o teu conceito de pensamento e papar propaganda socialista, ouvir as licoes do 44 e seus acolitos, incluindo, claro, o Silva Pereira, o Galamba, e o senior Santos Silva.

    De facto, se tivesses um dicionario em casa, coisa que eu duvido, aconselhava-te a riscares a verbo “PENSAR”, ja que o que fazes e tudo menos isso.

  9. Porra que este básico é mesmo um “ganda básico”
    Este palerma não entende que o seu chorrilo diário de demagogia barata, neste blog só serve para fazer rir as pessoas? O tipo de propaganda de gente como esta, é a que não consegue convencer ninguém, nem sequer os idiotas; só dá para sorrisos amarelos como os que temos quando pensamos: “mas que gajo tão estúpido”. Mas, enfim, o trampolineiro ainda pensa que vem aqui fazer uma grande figura. Só nos consegue convencer daquilo que todos diariamente vêem: é que o tipo é mesmo um “ganda básico”

  10. é o clube dos amiguinhos do correio dos manhólas a funceminar, de matina decoram as gordas do pasquim, o editorial do dâmaso e as investigações da tóina laranja, depois fazem-se à vida pelas caixas de comentários da bloga a espalhar a fé que os move e caçar crentes para a causa. depois dá isto, merda por todo o lado, não há sítio para pôr o pé sem cagar o sapato.

  11. A estratégia do massacre dos zombies laranjas funcionou nas últimas eleições e tambem vai funcionar nestas….
    Andaram afastados das lides durante uns anos, mas nota-se que reactivaram a “máquina”.

    A estratégia é simples : cada blog, cada forum, cada jornal, cada site onde se possa escrever tem de ser dominado por um ou vários Básicos a escrever, escrever, escrever…esse tipo de caca que está ai em cima.

    Quem tem outra coisa a dizer desiste e o rebanho de zombies vai aumentando com os outros.

    Sabem como é que eu sei que é assim?
    O autor explicou a todos como se faz e até escreveu uma teste de mestrado. orgulhoso da obra.: http://visao.sapo.pt/o-vendaval-moreira-de-sa=f758385
    Na altura chamava-se Moreira de Sá (e o Moita de Deus ficou calado…) agora vai chamar-se outra coisa qualquer.

    Ai vêm eles outra vez e duvido que alguem tenha aprendido alguma coisa.

    Miguel

  12. O cegueta básico é pago à linha. Quem lhe paga será com certeza ainda mais estupido do que ele, pois com 25% de desempregados, há de haver no país um carroceiro que escreva melhor do que ele. A madraça do ex-Dr Relvas aposta claramente na vitória pelo cansaço.

  13. @básico

    Obviamente que os bancos estrangeiros foram semi-salvos pela sua “austeridade”, bastará comparar a % de dívida pública nacional detida por tais entidades antes do golpe laranja de 2011 e na actualidade. Toda essa dívida passou dos privados para o BCE, FEEF e FMI. No entanto, o problema nacional nem sequer era a dívida pública. Sabia, caro básico, que a dívida externa portuguesa — pública + privada — é superior à grega? (O problema dos gregos é que a dívida deles é mais pública do que privada.)

    Quando isto falir tudo, os bancos estrangeiros vão perder a maior parte do cacau que emprestaram aos privados nacionais. Mas agora, pasme-se, abriu-se a possibilidade de procederem ao saque directo do dinheiro do zé tuga, com o mesmo carteirismo com que se sumiram os 700 milhões confiados à guarda do espírito santo caído e à supervisão da infeliz filial portuguesa do banco regedor e defensor do euro. De facto, chamaram austeridade a uma ideologia cujo nome semanticamente correcto deveria ser carteirismo de estado.

    Pois é, caro básico… Tem ainda tanto para aprender, com o que se há-de passar em terras de D. Afonso Henriques, do Mestre de Aviz e de D. Nuno Álvares Pereira, nos próximos anos…

  14. @Joaopft, ensina-me, ensina-me!

    Explica-me melhor isso dos bancos estrangeiros terem sido salvos pela austeridade. Podias confirmar com dados, ir buscar um relatório do igcp das semanas antes da bancarrota Sócrates e antes do apoio da Troica? E que acho que os números são capaz de não bater certo com a tua faladura campeão!

    Sabes tanto de finanças que me poderás dizer rapidamente quem detém a dívida privada portuguesa, conta pá! Nas canelas de quem é que vamos chutar, quem é que vamos fazer tremer de medo com o default dos privados? Assim numa de nuance, sabes por acaso se essa tal dívida privada medonha têm garantias por detrás? E que os credores mauzoes costumam fazer dessas desfeitas pá, e tendem a apropriar-se dos colaterais…

    Quando isto for tudo à falência? Não estás a antecipar demasiado? O Varofakis Galamba ainda não foi confirmado nas finanças, calma !

    Não gostaste de ver o Espírito Santo a ir a falência mas sonhas com a restruracao da dívida pública e privada? E depois, os reformados do papel comercial vão chatear quem? Os tipos do PS vão garantir que o estado ressarce essa gente toda? Vai ser difícil pá.

    Fico aqui a espera da lição ok? Não te percas!

  15. @ Miguel, para gajos como tu há memória, há o simplex!

    http://simplex.blogs.sapo.pt/

    Olha-me este gênio, este voto em consciência, um gajo que sabia que em 2009 íamos continuar a progredir com o engenheiro 44, a convergência para a Europa estava assegurada com o 44 (pelo menos no que diz respeito a sua contas bancária).

    “E porque falta fazer o que falta, VOTO na continuidade. Estamos mais perto da UE, o que poderá para muitos não dizer nada, mas para tantos outros quer dizer, mais progresso, mais economia, mais oportunidades, … quem as tem? Quem não ficou aguardar por “sapatos de defunto” e acreditou em si mesmo e na sua capacidade de trazer riqueza a Portugal, bem como de levar o nome de Portugal mais longe.”

  16. “Fico aqui a espera da lição ok? Não te percas!”

    para princípio de lição, lê 200 x e copia outras 100x

    presente do conjuntivo
    que eu ressarça
    que tu ressarças
    que ele/ ela/ você ressarça
    que nós ressarçamos
    que vós ressarçais
    que eles/ elas/ vocês ressarçam

    tamém tenho tabuadas e presto serviços de prova dos 9.

  17. Ignorantz, não te metas no assumpto pá. Já tiveste oportunidade de rever a tabuada, já sabes o que vem a seguir ao p?

  18. “… já sabes o que vem a seguir ao p?”

    vem um tê, ou escreves ao contrário como fazes com a leitura dos gráficos. foda-se que é búúúúúúúúúrro e forrááááááááádo do mesmo.

  19. oh burro do caralho, tu nem a pata esquerda consegues distinguir da direita e queres discutir dívida privada e finanças ou será da vida privada da menistra das finanças?

  20. “… eu também tinha uma namorada assim pro fraquinho que dizia tamem como tu pá !”

    escusas de contar, que eu imagino o resto. para andar contigo tinha mesmo de ser fraquinha do côco, mesmo assim fartou-se e deu de frosques. podias tentar uma relação com a bécula e ir viver lá para o tremómetro das açordas d’alho ou do caralho que os foda.

  21. Tremometro?

    O amigo, um refresh nas novas oportunidades e ficavas como novo, isto é, como um puto que acabou a 4a classe, um puto novo.

  22. é menistra porque não vale um caralho e tamém é tremómetro porque trabalha a pilhas e dá para meteres no cu.

  23. Não é todos os dias que tenho o prazer de discutir com um entendido com tremometros, e com o que se pode fazer com um,

  24. Ora beie. Cambada. BÁSICO, pá, ´carrega nos FERRAcolhos, pá, os gajos são os mesmos, percebes, mas tão todos reunidos em um. COMUNAS, XUXAS desalmados, desorientados, falidos, RUA convosco, SIBÉRIA CONVOSCO. IGNATEZES pá, tens cara daquilo que gostarias de ter mas não tens. hum, guess what.

  25. @basico

    pergunto eu, para que serviram os >100 mil milhões emprestados a Portugal por entidades públicas estrangeiras (BCE, FMI, FEEF), desde 2011?

    quanto aos bancos estrangeiros estarem cobertos por garantias, relembro que tais garantias de pouco serviram ao BES. O problema do BES é o mesmo de toda a banca europeia; p. ex., os activos detidos pelos bancos do Reino Unido, França e Alemanha “valem” mais do dobro do PIB europeu; isto mostra o quão deficientemente estão cobertos pelas tais “garantias”. E toda esta ilusão tende a desvanecer-se quando:

    1) O capital que garante um dado banco perde valor;
    2) Os governos dos países onde os bancos estão sediados não podem emitir ou desvalorizar moeda;
    3) A austeridade diminui o PIB e o rendimento disponível, tornando as dívidas cada vez mais difíceis de honrar.

    Noto que os factores acima se reforçam mutuamente. E o recente esforço de Mario Draghi de mitigar 2) é tardio e insuficiente (pelo menos, para aqueles que precisam disso, como sendo Portugal)
    Por isso, volto a dizer que quando a próxima crise financeira estalar, não nos vamos aguentar à tona de água (financeiramente falando). E até pode acontecer que afundemos antes disso, quiçá tornando-nos no “cisne negro” que leva o resto da Europa à ruina…

  26. Concordo com Pénelope. Austeridade, em maior ou menor grau, tinha que acontecer. Aliás, a principal crítica a fazer ao actual governo é ter, hipocritamente, impedido medidas de austeridade muito mais suaves, enquanto oposição. Tal como tem a sua ironia observar a oposição de esquerda ao anterior governo aceitar, agora, docilmente, cargas de austeridade muito mais severas do que aquelas que haviam antes rejeitado aos gritos.
    A reparação do período histórico 2009-2011, a perseguição fiscal robotizada, a entrega, ao desbarato e comissionada, dos monopólios de serviços básicos, a depleção das funções sociais do estado, o agravamento das desigualdades e a transformação de um povo com 900 anos história numa ameba política, sem relevância internacional, pau mandado de Bruxelas e Berlim, sem estratégia e sem esperança, onde o lugar das visões e desígnios é ocupado com curiosdades efémeras quando não exemplos de chico-espertice novo-riquista, por exemplo, seriam temas a merecer mais ênfase para quem quer ser alternativa.

  27. “pergunto eu, para que serviram os >100 mil milhões emprestados a Portugal por entidades públicas estrangeiras (BCE, FMI, FEEF), desde 2011?”
    Primeiro o valor do resgate não é esse, mas adiante.

    O dinheiro serviu para salvar os bancos e companhias seguradoras portuguesas pá, ou seja, salvar os portugueses da má gestão dos portugueses. Muito antes da Troica entrar, já o dinheiro estrangeiro se tinha pirado, eles não papavam a propaganda socialista e viam as coisas como elas eram, uma tragédia prestes a acontecer, não acreditavam nos milagres do chaves do cu da Europa.

    Quanto aos restantes considerandos não me vou dar ao trabalho dos comentar, porque não sou pago para dar lições.

    A única coisa que tenho a dizer é que os portugueses põem a frente das sondagens um partido que não só levou o país à falência, não só era liderado por um corrupto com tiques de déspota, não só se apresenta a eleições com o antigo número 2 desse mesmo corrupto, como está totalmente falido.

    O ps e um partido falido moralmente e financeiramente, que vai tentar tudo para subir de novo ao poder para libertar os seus da cadeia e voltar a pôr em marcha a sua rede organizada de corrupção, nem que seja para simplesmente escapar à falência em que se encontram.

    Os portugueses merecem todo a miséria que lhes tem sido, e continuará a ser inflingida.

    PS sem dinheiro renegoceia dívida com a banca
    http://expresso.sapo.pt/ps-sem-dinheiro-renegoceia-divida-com-a-banca=f920519#ixzz3XeCDbE5K

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