O Expresso não foi avisado da conspiração de Belém

Henrique Monteiro, do Expresso, escreve hoje que, de Belém, “não lhe chegou” nenhuma conspiração contra o Governo (de Sócrates). Pois não. Será que, sendo o jornal o canal privilegiado de Cavaco, como pareceu sugerir ontem Ricardo Costa, só se Fernando Lima telefonasse a avisar é que a conspiração era um facto? Isto é para rir. Mas atenção, a história é outra. Pelo contrário, “chegou-lhe” uma conspiração contra Belém. Contra Belém, repito. Ah! Afinal Fernando Lima sempre telefonou, só que por outras razões. Pena é não termos ficado a saber na altura quando, como e com que fim conspirava o Governo contra Belém. Uma oportunidade perdida. Perdida na altura, mas recuperada agora sob a forma de insinuação.

Eis o que diz:

Eu, que sou insuspeito de gostar do Presidente ou de achar que o seu papel tem sido positivo, registo que Sócrates diz que ele conspirou. Pois bem, quando era diretor do Expresso não foi de Belém que me chegou uma conspiração contra o Governo, mas do Governo que me chegou uma conspiração contra Belém. Na verdade, que interessa isso agora? Apenas nos dá conta do tipo de pessoas a que estávamos e estamos entregues.”

Regista “que Sócrates diz que ele conspirou”? Henrique Monteiro a tomar-nos por parvos e a pretender nunca ter ouvido falar de tal coisa. Cavaco foi obrigado, na sequência do escândalo da inventona das escutas, a dar uma conferência de imprensa justificativa e absolutamente patética, em que do princípio ao fim não se percebeu patavina. Os jornalistas do Público que colaboraram na golpaça foram desmascarados e o JMFernandes foi até afastado. O esquema foi desmontado pelo DN com a publicação dos e-mails de dois jornalistas. Mas Henrique Monteiro não ouviu falar de nada! Este homem ou diz o que sabe ou seria melhor estar calado, pois já conhecemos a técnica. E olha o nível a que está o Correio da Manhã.

13 thoughts on “O Expresso não foi avisado da conspiração de Belém”

  1. É inacreditável! O que é que o tipo quis dizer ao certo?

    Esse fala-barato perdigoteiro e simulador de deficiência mental já não se lembra que recusou a publicação no Expresso do email que revelou a marosca das pseudo-escutas e que depois foi divulgado pelo DN?

    A latósia do gajo!

  2. monteiro não divulgou os e-mails que lhe chegaram ao mesmo tempo (ou antes) que ao dn. só por isto devia estar calado! o resto é tentar reabilitar a estratégia cavaquista/lima de que o presidente estava sobre escuta. e isso está definitivamente morto e enterrado. quem estava sobre escuta era o pm (durante todo o seu mandato, sabemos agora). o resto é tentativa de ajudar o amigo zé manel.

  3. Tem toda a razão, HM: isto “apenas nos dá conta do tipo de pessoas a que estávamos e estamos entregues.” Pessoas como o Henrique Monteiro, evidentemente, que continuam ainda hoje a contribuir para que os portugueses continuem iludidos com uma realidade virtual pintada por uma imprensa direitola.

  4. É claro que os gajos da Impresa estão fulos, porque o que nunca lhes passou pela cabeça é que o Sócrates voltasse e fosse para a RTP. Ontem o Ricardo Costa não conseguia disfarçar o incómodo de o ex- 1º Ministro ter aceite o convite da RTP. A SIC levou um bigode dos grandes.

  5. E pensar eu que este tipo (HM) trabalhou ao lado de grandes jornalistas como Cáceres Monteiro, Jose Carlos Vasconcelos, Assis Pacheco, Silva Pinto, Mega Ferreira e tantos outros construtores do semanário O Jornal! Não aprendeu nada!

  6. Vale apena rever o famoso Prós e Contras sobre a inventona em que o HM diz que o Marcelino é apenas um jornalista desportivo. Se alguém encontrar o vídeo o que divulgue que é muito interessante para sabermos quem é o Henrique Monteiro.

  7. O monteiro é um transviado da extrema esquerda que, evoluindo se aboletou
    no “Expresso”, como outros que fizeram vida política no PPD!
    O seu desempenho na famosa comissão de inquérito TVI/PT, contribuiu para
    o desmascarar, quando começou a narrativa de até ter sido amigo tu cá tu lá
    com o Sócrates nas tais viagens e, não é que o “malandro” o asfixiador da
    liberdades democráticas um dia … esteve a torturá-lo pelo telefone mais de
    uma hora para que, ele o grande jornaleiro não publicasse uma notícia sobre
    o curso de engenharia então em voga! Foi isto, que fez decerto acender uma
    luz de alarme no dr. Balsemão e, o monteiro começou a desmontar da direção
    do prestigiado semanário! Pouco a pouco desaparecerá dos ecrãns da SIC!!!

  8. O Monteiro é, como jornalista(???), o mesmo que como pessoa, um pedantezeco arrivista sem pingo de caracter e de vergonha na cara!!!!!

  9. Pensavam que o tinham enterrado de vez e iam poder usá-lo apenas como papão, para obrigar a malta a comer a sopa de fel e estricnina que nos servem diariamente, mas afinal o homem continua vivo e não será com exorcismos, missas negras ou macumbas à moda de Massamá que resolvem o problema.

    Tende medo, ranhosos, tende muito medo!

  10. E mais outro! Parece que o calcanhar de Aquiles do invulnerável inimigo banhado no rio dos superlativos foi finalmente descoberto! Trata-se do uso da palavra «narrativa»! Até que enfim chegámos à Cólchida!

    E cá está a certeira flecha do Monteiro do Expresso: «O termo narrativa é interessante, porque parece introduzir uma relativização da verdade – como se várias narrativas coexistissem, sem que houvesse verdade e mentira. Mas há verdade e mentira e isso, como se aprende na Filosofia, não depende da vontade de Sócrates.»

    Perante uma contundência destas, que mais poderá dizer o acusado senão «ai meu rico calcanhar»?

    A indigência das baratas tontas é tal que me ocorre o título de uma obra de Nicolas Werth: La Terreur et le Déssarroi.

    Ainda há pouco dizia eu, se me permitem a repetição, que o mais divertido na narrativa do António Costa do Económico, é que parecia pensar que se Sócrates usou a palavra «narrativa» é porque achava que não havia narrativas verdadeiras e narrativas falsas e que era tudo igual ao litro.

    Já o ex-espião Pacheco Pereira, para fugir com o rabo à seringa, se bem o percebi, optou por opinar que quem usa a palavra «narrativa», desde logo só pode estar, por implicação, a fazer um relato ficcional e não um relato verídico, o que pode muito bem explicar a divergência da sua narrativa das escutas (a Sócrates, e não a Cavaco) com a do outro deputado, aliás comunista e nada amigo de Sócrates, que também espiou e não viu nada de especial.

    E a isto está reduzida a lógica e a cabecinha dos analistas sem outra narrativa para além da do regresso do «Napoleão do Crime», em vias de se transformar no «Titã do Verbo» ou no «Príncipe das Trevas do Comentário»… ah, esperem aí que parece que o Correio da Manha descobriu agora que ele comprou, se é que não roubou, um Mercedes…

    Enfim, corre à boca pequena que até o Lobo Mau Xavier da Quadratura fugiu para a sua toca só para não ter que comentar a semana política. Mas pode ser só uma narrativa…

  11. «… quando era diretor do Expresso não foi de Belém que me chegou uma conspiração contra o Governo, mas do Governo que me chegou uma conspiração contra Belém. Na verdade, que interessa isso agora? Apenas nos dá conta do tipo de pessoas a que estávamos e estamos entregues.»

    Este trecho suicidário prova que esta gente perdeu a cabeça, se é que alguma a teve. Será preciso analisar? Só se for no divã do psiquiatra.

  12. Errata preemptiva: «Désaroi» onde «Déssarroi» e «alguma vez a teve» onde «alguma a teve», como é óbvio.

  13. henrique monteiro,como homem é como o escorpião!aproveitou a boleia do ps no parlamento durante anos e depois “espetou o veneno” pois é da sua natureza! cuspiu no prato onde andou a comer.

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