Num jornal abjeto só pode trabalhar gente estúpida

Comprei o Correio da Manhã e não dei o dinheiro por mal gasto. Aqui declaro, alto e bom som, e com grande fundamento, que este diário é um nojo.

Uma jornalista de nome Sónia Trigueirão decidiu publicar uma conversa telefónica entre José Sócrates e o reitor da Independente na altura da campanha do curso, encimando-a com uns títulos que convocam o escândalo. Aconselho vivamente os interessados a irem à tasca mais próxima, ou ao respetivo caixote do lixo, e gastarem três minutos com a leitura de tal coisa. Tão ilustrativa peça de infâmia não há. Terão oportunidade de confirmar 1) a obsessão patológica do jornal e 2) como a publicação de “revelações” como esta os descredibiliza ainda mais, tal a naturalidade e sinceridade do diálogo reproduzido. Nunca ali é pedido que se falsifique ou aldrabe seja o que for. Sócrates autoriza mesmo (como mandam as regras) o jornalista do Público a consultar os documentos pretendidos.

Nada naquela conversa belisca a imagem de decência do ex-primeiro-ministro. Nada. A jornalista, pelo contrário, presta-se a revelar um nível de competência abaixo de zero na interpretação da realidade. Devia ter vergonha de sair à rua. Está ao serviço de gente sabuja e de uma causa muito pouco nobre.

(não há link, a coisa não está online)

12 thoughts on “Num jornal abjeto só pode trabalhar gente estúpida”

  1. É assim que esta gente vendida e estúpida pensa que presta um serviço de informação.
    Nojo é pouco para quem assume comportamentos tão tristes e miseráveis. Só com um pano encharcado em merda nas ventas…
    Esse pasquim, continua atulhado no maior lodaçal jornalistisco e não se cansam… já causam dó!

  2. Gente como esta faz-me compreender como foi possivel a Santa Inquisiçâo, o nazismo, o estalinismo e outras monstruosidades conhecidas da história humana. Esta jornalista, o seu mandante, os seus colegas de deboche e os donos da publicaçâo fazem-nos perceber como foi e é possivel tanta barbaridade. E o pior é que esses senhores não têm nada que recear pelo seu comportamento porque a justiça não actua, o povo não se revolta e as vitimas sentem-se esmagadas e impotentes perante os ataque demolidores, sabendo, de antemão, que ficarão impunes.

  3. OH MÁRIO, “o povo não se revolta”?! A tristeza das tristezas é que o povo lê este infecto pasquim. O jornal que eu mais vejo nas mãos desta triste gente é esse tal nojo! Por alguma razão a desgraçada direita desta terra, quando lhe saiu a terreiro alguém que queria puxar para cima esta gentinha, lhe fez a guerra que fez. E a dita extrema esquerda imbecil, deu-lhe a mãozinha!

  4. Os pasquins:
    A comunicação social portuguesa quer escrita, vista ou falada está pela rua da <a href="amargura“>a. Não sei onde esta rua está situada mas… tudo indica que ela existe. Isso indica!
    Todos os dias somos massacrados com notícias díspares. Uma grande parte dos portugueses deixou de comprar jornais. Uns para poupar mais uns euros ao fim do mês, outros porque não estão para ler disparates. Estou no grupo dos primeiros. Tomo conhecimento das notícias dos jornais através da Internet e como disse poupo uns euros.
    Tudo para eles serve para noticiar. Em tempos antes de sair as notícias havia direito ao contraditório. Assim é que era notícia. A parte que era mencionada tinha direito à sua versão se entendesse que sim. Não como agora. Tudo que lhes dizem as fontes anónimas sai em primeiro mão e o lesado que prove que não é assim. Mesmo depois de provado o impacto é menor porque revelam esse desmentido em parangona menor e num lugar de menor importância do jornal. Estou em crer que não vai faltar muito para estes pedidos de desmentidos comecem a ser divulgados nos anúncios de sexo, como a maioria dos jornais portugueses são useiros e vezeiros neste tipo de publicidade. É que os directores dos jornais julgam que todos são como eles.
    Noticiam de tudo e de tudo sabem! São como os treinadores de bancada que acertam sempre depois do jogo acabado. Não admira que depois sofram dissabores pelas “notícias” dadas. Aliás o intuito deles é que seja só notícia. Porque a veracidade para os jornalistas é coisa de somenos importância. O que interessa é vender o papel. Antigamente os jornais depois de lidos serviam para algo, hoje nem para isso. As castanhas têm outros adereços para serem embrulhadas e com o evento do papel higiénico os jornais perderam concorrência.

  5. O estrume é um material orgânico que contribui para a fertilidade dos solos.
    O correio da manhã, sendo à mesma uma mistura de merda com palha (estrume), é muito sui generis, pois só contribui para criar mais estrume.
    Nem as notícias mais simples são capazes de dar. Nessa mesma capa lê-se que a “ministra espera que chova” e que “Jorge Jesus tem fé em Javi Garcia”. Está trocado. Na verdade a “ministra tem fé que chova”e
    Jorge Jesus espera por Javi Garcia.
    No entanto, devo confessar que na capa tem um medalhão que me chamou a atenção.

  6. É verdade o que escreve Penélope em relação ao correio da manhã, só discordo de uma coisa, ela nunca devia ter comprado o cm. Para quê contribuir para um negócio tão rasca quanto esse? Da próxima vez, se sentir vontade de comprar essa folha de couve amarela (e isto serve para todos ) é melhor dar uma esmolinha a um pobre com esse dinheiro! Se precisarem, por motivos profissionais ou bloguísticos consultar esse antro de sem vergonhice, mentira e intriga, consultem on-line e pronto. Saudações a todos e continuem a oferecer textos ótimos aqui no blog!!

  7. EU: Certas “notícias” não são disponibilizadas em linha. Foi o caso desta. Nunca me lembraria de ir comprar o Correio da Manhã, a não ser em casos excecionais, como, por exemplo, para avaliar em que fase da doença se encontram. Pelos vistos, virou crónica. Dispensa futuros controlos :-).

  8. É conhecida a fixação freudiana com Socrates por parte de alguns jornalistas desse pasquim.
    Nada que uma boa ensaboadela no traseiro não resolva.

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