Mas o que nos interessa a vidinha do juiz Carlos Alexandre?

Já lá vão duas – duas – reportagens sobre o juiz de Mação. Uma com óculos, outra sem óculos. A próxima virá de monóculo? Enquanto vejo, na RTP, e dado o desinteresse da temática, que mais uma vez insiste nos testemunhos da “rectidão moral” e religiosidade do senhor e me provoca bocejos após a incredulidade, só posso concluir que o juiz queria era dizer mal do sorteio que atribuiu a instrução do processo Marquês ao seu colega Ivo Rosa e esta reportagem serviu para pouco mais do que isso. Terá sido ele a pedir a entrevista?

Mas outras perguntas têm que ser feitas a propósito desta andorinha: por que razão não impugnou logo de imediato o sorteio e optou por denunciá-lo mais de um mês depois, com enquadramento televisivo sobre as suas qualidades morais? Porque não esteve sequer presente? Este juiz é esquisito. Não é discreto, auotoelogia-se com prazer, gosta de mediatismo e não se inibe de mentir para as câmaras (a história das razões pessoais para a sua ausência; pensa que goza). Com justiceiros destes, como não torcer pelos criminosos? São, obviamente, muito mais inteligentes. E elegantes.

12 thoughts on “Mas o que nos interessa a vidinha do juiz Carlos Alexandre?”

  1. O inquérito do CSM diz bem ao que veio desta vez. E ainda acaba a entrevista com aquele ar de madalena arrependida a dizer que acredita na Justiça. Só três letrinhas: FdP! Ou melhor, grandessíssimo FdP!

  2. o interesse é a palhaçada do costume, o gajo queria um inquérito para promover a sua vitimização e o conselho superior da magistratura fez-lhe a vontade antes mesmo da entrevista ir para o ar.

  3. é um homem incontinente a contrair crédito (dito por ele próprio) que foi designado para investigar um homem incontinente a gastar crédito.

    Nem na república das bananas….

  4. E eu a pensar que na entrevista ia perguntar ao dito juiz, porque razão tinha recebido um empréstimo do tal Procurador que por sua vez recebia dinheiro dos Angolanos para arquivar processos. E mesmo assim, fez o comentário de “não tinha amigos que lhe emprestassem dinheiro.” Mas nada! Enfim peculiaridades xornalisticas.

  5. A isto chama-se jogar com pretas e brancas para ganhar de qualquer forma.
    A gigantesca palhaçada da tv dita pública e independente paga por nós presta-se ao papel de me-too mãnhas.
    Esta juiz foi de facto escolhido a dedo sem sorteio inicial para fazer o trabalho de julgar o Ex. Primeiro Ministro de Portugal em publico e fazer opinião com calúnia negra sobre sua pessoa, amigos, família e regime.
    O costa não presta pois gasta de maneira imprópria o nosso rico dinheiro.
    Pode aumentar impostos todos os anos para pagar a estes biltres mais a vergonhosa tv de tendência.
    A vidinha do juiz pelos vistos interessa e muito à tv pública que o sr. costa nos obriga a pagar.
    Obvio que não nos é permitido desfrutar de todo o tempo e realização cinematográfica dada a este juiz das liberdades fictícias para manifestarmos o insuportável do mal gasto dinheiro de Estado que nos pertence mais o direito que temos de ser servidos com isenção democrática.
    Cheira tudo a cadáveres de cobras num buraco.
    E depois é o Homem que causa embaraços aos donos dum ps sem ética democrática.
    FDA.

  6. Há coincidências do diabo! Agora que está a começar a instrução final do
    processo levantado contra um ex P. Ministro do Portugal porque, carga de
    àgua, nos aparece a RTP a servir um prato requentado com um juiz que,
    já reconheceu a sua imensa falta de cultura (por não ter tempo para ler) e
    pior, deixa-nos sérias dúvidas se reúne condições para o exercício de fun-
    ções num Tribunal de Instrução Criminal!
    Mais parece ter sido um frete feito ao referido juiz que, mente com desfa-
    çatez escudado num fervor religioso fora de moda … só deixou ficar mal a
    magistratura que incorpora! Em tempos safou-se por falta dos dois repre-
    sentantes do PS no Conselho Superior da Magistratura … foi por um voto!
    Em cada intervenção pública, mais razão vem a dar à defesa do principal
    visado na “operação marquês” sobre a sua falta de condições de isenção
    para instruir qualquer processo … não passa de um esfola!!!

  7. Em primeiro lugar, sobressai deste episódio a estatura ética da criatura, que não tem pejo em questionar publicamente a idoneidade de um dos seus pares.

    Em segundo lugar, o caso ilustra o “bom ambiente” que deve existir dentro da própria “justiça”, que já nem nas máquinas confiam.

    Por ultimo, e para quem ainda tivesse dúvidas, fica evidente a existência de uma “agenda” oculta na Operação Marquês e do receio dos seus protagonistas em que apareça um outsider que lhes exponha as manhas e os atropelos à legalidade.

  8. Os colegas juízes que o conhecem, conhecem bem das suas limitações , sabem e comentam entre eles, sobre a sua estratégia de conduta que o levou ao super juiz, que lhe encheu enormemente o seu ego, que agora se vê em risco de total esvaziamento.

  9. Por analogia com a circunstância que o levou a dar a primeira entrevista (à SIC), eu acho que o Alex deve estar com o rabo muito preso. Tão preso que já rabeia a ver se escapa.
    Uma chatice do caraças ver o Rosa a fuçar em todas aquelas ilegalidades cometidas. A começar pela avocação do processo logo no início da investigação … Só isso é caso para ANULAR tudo, tudinho !

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