Mal podemos esperar por “políticos com ideias inspiradoras” no PSD

 

E aí vem mais um com vontade de mentir. Não bastou o Passos e a sua campanha eleitoral totalmente feita de enganos em 2011, agora insinua-se o Montenegro, um dos seus fervorosos apoiantes e réplica menos sinistra do outro, para correr com o Rui Rio da liderança e, diz ele, recuperar os apoios perdidos do PSD.

 

Acho bem. O Rui Rio tem revelado, de facto, que entre um governo local e uma liderança nacional vai um passo de gigante. Que a frontalidade e honestidade sobre certas matérias não são qualidades universalmente apreciadas no partido. Não percebeu, por exemplo, que a bandeira da reforma da Justiça e do Ministério Público, de resto justíssima, implicaria mexer com uma das armas mais poderosas (e asquerosas) de grande parte do PSD, a ligada ao governo anterior, na luta política contra o PS. Que ser social-democrata deixou de ser importante para boa parte do PSD após Passos Coelho. Que o partido iria, como se vê, ficar mesmo partido, entre outras razões, por pressão dos tempos modernos e das tendências instagramáticas e tuíticas – pois está totalmente na moda que os medíocres e os charlatães cheguem ao poder pela via democrática e digam as maiores enormidades e falsidades nos palanques, antes e depois da chegada ao poder.  Para bem da população? Aqui é que bate o ponto: não. Mas são os tempos. Na falta de capital de queixa para nazis adormecidos, em Portugal, restam-nos os aldrabões. Azar que, desta vez, sem crise financeira internacional, nada possam fazer com as contas.

 

Mas, Montenegro?

 

É que eu penso que já tivemos, e este já acolitou de muito perto, o nosso último charlatão, assim como boçalidade que chegasse. O Montenegro debita talvez mais palavreado por minuto do que o Passos, mas é menino talqualzinho capaz de prometer tudo aos professores, enfermeiros, juízes, polícias, bombeiros, estivadores e todos os alegadamente descontentes para, caso conquiste o PSD, concorrer a primeiro-ministro. É igual, apenas menos fúnebre. O que terá para dizer para além de promessas demagógicas e avaliações deturpadas? Talvez pegue nos ciganos? Ou no Marcelo, que tanto mal lhes faz. Mal posso esperar. Para bem do PSD, preferia o Pedro Duarte* .


*Correcção:  eu não queria dizer Duarte Marques, obviamente

 

6 thoughts on “Mal podemos esperar por “políticos com ideias inspiradoras” no PSD”

  1. Rui Rio é um bom representante da social democracia institucionalista, patriota, de contas arrumadas, que não vende a alma a moralismos activistas de boas intenções, animalistas, verdistas ou LGBTs . O eleitorado de Montenegro é muito melhor representado pelo CDS, pela Aliança ou pela Iniciativa Liberal. Não são tão cínicos. A substituição de Rio por Montenegro significaria o afunilamento das opções políticas do eleitorado e a continuação da influência excessiva da extrema esquerda e do PAN no Governo.

  2. Lucas Galucho:
    A sovietização da “Geringonça” continua!
    O plano quinquenal para os metropolitanos está em marcha!
    A cápsula espacial com a emblemática mão do PS está pronta para disparo no Cosmódromo dos Açores!
    70 anos de Base Aérea no Montijo não bastam para desmobilizar a passarada! Apelemos à Juventude Partidária!
    Passos Coelho e Vitor Gaspar avistados no comboio correio Porto-Lisboa!

  3. Eu por acaso ainda estive para perguntar à Penélope sobre o bronco de Mação. Pobre terra… Mas também podia ser o desejo da Penélope para o PPD. Porque isto tudo à volta do Rio é tão miserável. Esta seita toda melosa da Culturgest não passa de uma corrida ao tacho desesperada por parte da mediocridade pafiosa. O próprio Rio já tinha avisado para antes da entrega das listas definitivas. Qual ideologia qual carago. Não passam de uns imprestáveis a quem os portugueses tiveram a ousadia de entregar um dia o desgoverno do país. De má memória como nunca vamos esquecer. Pelos roubos de algibeira mas sobretudo pelas alienações que andaram sempre na cabecinha da múmia.

  4. Estes montes de negro podem ser ridículos e desprezíveis, mas são ainda mais perigosos do que a passo-coelhada. Esses eram uns anormais, com o Gaspar bem à cabeça, e nem disfarçavam.

    Estes não, são de outra casta, têm a lábia jurídica na ponta da língua, os “bons relacionamentos” todos que criam a máscara do “pedigree” social e dão a ilusão da “patine” e do “patois” aos labregos e, acima de tudo, possuem a falta de vergonha que estruma o desabrochar dos piores déspotas.

    Só lhes falta apenas convencer o grande capital a apostar neles o “sangue” e depois receber a bênção da costumeira padralhada anti-Vaticano II (e anti-Papa Francisco…), o que já não deve faltar muito, para darem início à sua ofensiva, com a letal arma merdiática bem empunhada.

    Como dizia um Resistente alemão ao Nazismo, a esta corja deve fazer-se como às piores víboras: quando for para lhes bater, nunca tentemos acertar-lhes sem ser logo para lhes esmagar a cabeça, pois qualquer outro tipo de golpe resultará na morte certa de quem o desferir.

  5. Na prática, o PSD já não existe. Falar dele é falar do Passado.

    Cavaco conseguiu matar o PSD. Foi aliás essa, em trinta anos de Político, a sua única acção com relevância histórica.

    Por isso, mas só por isso — e apesar de todo o Mal que causou a Portugal e aos portugueses –,
    obrigado, Canastrão.

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