Mais um papa, não, obrigada

António Guterres, antes da reunião com dirigentes russos:

There are “different interpretations about what is happening in Ukraine” but that does “not limit the possibility to have a very serious dialogue to minimise the suffering of people“.

 

UN Secretary-General Antonio Guterres called for a ceasefire “as soon as possible“.

 

Se era para ir à Rússia dizer que se deve minimizar o sofrimento das pessoas, que o cessar-fogo deve ocorrer “logo que possível” e que aceita duas interpretações da guerra, teria vantagem em não ter saído de Nova Iorque. Porque o facto de não ter ainda dito nada de útil até hoje e de nada ter feito justifica-se, percebe-se agora, pelo seu mais do que lamentável pensamento sobre o que se passa. Calado, se calhar, estava melhor.

Têm razão os ucranianos quando dizem que Guterres devia ter começado por ir visitar os locais dos morticínios.

57 thoughts on “Mais um papa, não, obrigada”

  1. guterres putinista! imperialista! comunista e saudoso da urss! ai que riso!

  2. Quanto falta para se ler aqui que o Guterres devia ter ido com um cinto de explosivos para aquela reunião, se fosse homem?
    Here’s looking at you, Olinda

  3. Guterres manda dizer que “:E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.”
    é isso que lhe está a acontecer…lucky we.

  4. “Não existem factos , apenas interpretações” Nietszchze.
    Se disser ao Zelensky “o que não nos mata torna-nos mais fortes” Nietzsche, tem um 20 a filosofia.
    Não esquecer que o Guterres andou muito tempo com um macaquinho no sótão…o Marcello.

  5. Tendo a concordar consigo Penélope …
    Quanto a Guterres, em relação a Putin e a Zellensky, e ao provável desfecho de mais esta ronda . Nada de útil, Putin não quer o fim porque não está a ganhar nada de substancial, pelo contrário, Zellensky, pensa que está a ganhar, mas quando lhe a acabar a “torneira” de material de guerra gratuito e intel, quero ver como é . No fim disto tudo, restam os milhões que Guterres diz que irão morrer de fome pelo Mundo ( oxalá esteja enganado ).

  6. Que parvoice, credo. Esqueces-te completamente que estas a falar do Secretario Geral da ONU, que tem a obrigação de manter uma aparência de imparcialidade perante um diferendo entre dois Estados membros. Sei muito bem que, neste caso, existe um agressor, que é claramente a Russia, e um agredido, a Ucrânia. Mas a quem cabe dizer isto, na medida do possivel, é à Assembleia Geral, ou ao Conselho de Segurança (de que a Russia é membro permanente…), ou ainda ao Tribunal Internacional de Justiça, e não ao Secrétario Geral. Como lembrei nesta caixa, o TIJ, com alguma ousadia, não hesitou em condenar a Russia, ainda que ela tivesse contestado a sua competência. Isto é bom. Tudo que o que for no sentido de denunciar a agressão e a violação do direito internacional é de aplaudir, e também o que permitir restabelecer a legalidade. No entanto, tenho pena, mas ninguém imagina que o Secretario Geral da ONU, tendo em conta as suas atribuições, possa fazer mais do que aquilo que o Guterres esta a fazer. Duvido muito que qualquer dos seus antecessores tivesse tomado uma atitude diversa… Ja ha muito com que nos escandalizar, sem andarmos por ai a atirar bojardas para o ar.

    Boas

  7. que bafarada de imbecilidade, Penélope, tenho de dizer. a função deste, e de qualquer outro, secretário geral da ONU é fazer da dignidade humana o centro do seu trabalho e, por conseguinte, servir como mediador da paz – construindo pontes e promovendo a reforma e a inovação. é o que está a fazer Guterres, que tanto prezo, e muito bem.

    porque na diplomacia, como se quer, não se faz mediação de conflitos fazendo-se e aumentando-se conflitos ou quebrando a neutralidade – isso é o que significa o que disse de haver várias interpretações: ouvir as partes, servir de canal, não significa que Putin não é cabrão e que pode ser que até tenha razão. enviesar isto é andar sedento de sangue.

    Guterres está com a Ucrânia, eu sei que está.

    acabei de atirar com um balde de água gelada a ver se o bafo se encolhe e recolhe. andor. !ai!que riso

  8. mais armas, menos cessar-fogo! pela paz!, quem lhe dera ser um pentelho encardido na dignidade de Guterres. como nem isso é, resta-lhe o putinismo. !ai! que riso

  9. Viegas: Mesmo com as suas funções limitadas, Guterres não estava obrigado a dizer que havia diferentes interpretações sobre o que está a acontecer na Ucrânia (repara que não diz “este conflito” nem “esta guerra”, mas haverá alguma duvida sobre “o que está a acontecer na Ucrânia”? Tem ele que mostrar medo do Putin?). Também o “as soon as possible” me parece completamente errado, dado que os russos, se quiserem retirar-se amanhã, retiram-se. É absolutamente possível. Já era possível ontem, já era possível há 30 dias.
    Ambas as afirmações são deferências totalmente indevidas a quem não faz mais nada do que aldrabar e aldrabar e aldrabar em declarações públicas. Se o Guterres quer mesmo aparentar neutralidade, que se proponha tratar de questões técnicas, humanitárias e de constatações no terreno e, a ter que dizer alguma coisa, que refira o direito internacional, olha, e até a votação muito maioritária na Assembleia Geral a favor da condenação da Rússia podia referir.

  10. Desculpa, Penélope, mas acho que tu não estas bem a perceber a função do SG. A menos que ele queira dar desculpas à Russia para criar uma crise institucional com que ninguém tem nada a ganhar neste momento, ele tem a obrigação de manter uma neutralidade aparente entre as posições das duas partes em conflito, o que implica que ele aparente respeitar a posição da Russia, por mais estapafurdia que ela seja (como disse, cabe à AG, ao CdS ou ao TIJ dizê-lo e so depois disso é que o SG se podera prevalecer-se disso). Ele tem por missão fazer a secretaria e a gestão corrente da compropriedade, não a de dirimir conflitos entre proprietarios, muito menos ainda a de tomar partido… Quando esta em missão, não obedece ao que lhe passa pela real gana, mas executa as decisões tomadas pelos orgãos decisorios, o conselho de segrurança ou a assembleia geral. Isto é assim desde sempre. Não signifia que não se queiram secretarios gerais com garra, nem que todos sejam equivalentes. Mas dai a escandalizar-se porque um SG tem o cuidado de se referir às duas posições oficiais de dois Estados em conflito, mais ainda sendo um deles um Membro permanente do Conselho de Segurança…

    Boas

  11. mais imbecilidade, Penélope, agarrar em palavras que são imediatamente anuladas pelas seguintes – porque as seguintes é que são importantes. é que o mundo, lamentavelmente, vai estando dividido com diferentes interpretações do que se está a passar: é um facto, é verdade, não é aldrabice. ademais, também disse, o Guterres disse “Presidente Putin, em nome da humanidade, leve as suas tropas de volta para a Rússia. Em nome da humanidade não permita que comece na Europa aquela que pode ser a pior guerra desde o início do século, com consequências não só devastadoras para a Ucrânia, não só trágicas para a Federação Russa, mas com um impacto que não podemos sequer prever.” – António Guterres.

    não sei onde vê medo, onde vê medo eu vejo coragem – coragem de dialogar, coragem de lutar sem sangue pela paz que é, de resto, tudo o que está ao seu alcance.

    Penélope, vá pastar a sua língua badalhoca, !ai! que riso, quando chama aldrabão a Guterres.

  12. A um secretário geral pede-se acima de tudo independência. Koffi Anan disse que a Guerra do Iraque era ilegal apesar do voto favorável na ONU.
    https://www.publico.pt/2004/09/16/mundo/noticia/kofi-annan-guerra-contra-o-iraque-foi-ilegal-1203607

    As críticas a Guterres são pertinentes, aliás todo o discurso em Moscovo parece influenciado pelos colunistas de fim de semana da imprensa portuguesa, andou aos newspapers.
    https://www.dn.pt/internacional/ex-dirigente-da-onu-inacreditavel-a-passividade-de-guterres-face-a-iminencia-da-guerra-14793722.html

    Depois há cenas de protocolo que servem para dar um sinal, por exemplo, visitar primeiro o País agredido e só depois o agressor, e não pela grandeza e estatuto.
    Sem ser mais papista que o Papa Guterres, o bispo sul africano Desmond Tutu acertou quando disse “Ser neutro em situações de injustiça é escolher o lado do agressor”.

  13. Pois!
    Aceitando a Cuba, a Russia deveria colocar o arsenal estrategico militar que bem entendesse naquela ilha, e em caso de ameaça dos USA, levar isso por pra frente até estoirarem com o arsenal nuclear todo…é o que merece esra porcaria toda que grassa no mundo!

  14. […] The fractious press conference saw Mr Guterres say while he understood Russia has “many grievances,” there is “one thing that is true and obvious and that no arguments can change”. He continued: “We have no Ukrainian troops in the territory of the Russian Federation, but we have Russian troops in the territory of the Ukrainian Federation.” […]

  15. Joe Strummer, está enganado. se tivesse estudado gestão de conflitos saberia. vamos fazer uma analogia porque eu sou péssima a desenhar: quando um casal está em guerra e faz terapia, o terapeuta tem mesmo de ser neutro para ajudar e nem sequer pode opinar contra ou a favor, tendo o seu pensamento elaborado, indica caminhos de reflexão – de outra forma, em vez do psicólogo consultariam dois advogados para a invasão mútua. agora faça o exercício do privado para o público e, neste último, para a posição tão forte quanto vulnerável de um secretário geral de um organismo internacional.

    (agora pode descansar um bocadinho que eu deixo. !ai! que riso)

  16. Grande Lucas, a memória é uma coisa fodida! O Pacheco Pereira “putinista”, imagine-se! Mas podes apostar que os borregos não vão aprender. Nem com desenhos. Aliás, nem que simultaneamente lhes enfiem um desenho pela goela abaixo e outro pelo cu acima.

    Slava borreguini! Mééééééé!

  17. Putin tells UN chief Kosovo set Donbass precedent
    Published: 26 Apr 2022 | 21:40 GMT

    Russia’s president and the UN boss met in Moscow to discuss the Ukraine crisis

    Russian President Vladimir Putin hosted UN Secretary-General Antonio Guterres in the Kremlin on Tuesday for talks revolving around the Ukrainian crisis. The two discussed the situation on the ground, with Putin explaining to the UN chief Russia’s reasons for launching its military operation against the neighboring country in late February.
    Moscow’s move to recognize the breakaway republics of Donetsk and Lugansk was based on the Kosovo precedent, set up by a UN-backed court, Putin told Guterres. The republics emerged after people living in Ukraine’s east rejected the Western-backed 2014 Maidan, he explained.
    Putin added that the post-coup Kiev government opted for a military solution that led to the eight-year standoff in the Donbass.
    “I remember very well the decision of the International Court of Justice, which states that in exercising the right to self-determination, a territory of any state is not obliged to apply for permission to declare its sovereignty to the central authorities of the country,” Putin said.
    Guterres pointed out that the UN itself still does not recognize Kosovo as an independent entity, viewing it as a part of Serbia. Putin, however, parried that the legal precedent still exists, as Kosovo received wide recognition in the West.
    Russia explains why Ukraine peace talks may failREAD MORE: Russia explains why Ukraine peace talks may fail
    “So many states in the world, including our opponents in the West, have done this with respect to Kosovo. Kosovo is recognized by a lot of states – it is a fact – by a lot of Western states it is recognized as an independent state. We did the same with respect to the republics of the Donbass,” Putin said, adding that the republics subsequently asked Moscow for military assistance – which Russia provided in full compliance with the UN Charter.
    Apart from discussing the international law and legal basis for Russia’s military operation, Putin and Guterres talked about the humanitarian situation on the ground in Ukraine. The UN chief said the organization and the International Committee of the Red Cross (ICRC) were ready to provide assistance in evacuating civilians said to be trapped together with the Ukrainian fighters at the besieged Azovstal steel plant in the city of Mariupol.
    “This will be an operation to evacuate civilians from the plant. Russia has been repeatedly blamed for that evacuation not being carried out. On the other hand, Russia has announced the creation of [humanitarian] corridors, which, however, are not being used,” Guterres stated.
    Russia’s president said the civilians purportedly trapped at the Azovstal plant remain there only because the Ukrainian fighters, including the neo-Nazi groups, that are holed up at the facility would not let them go.
    “We keep hearing from the Ukrainian authorities that there are civilians there. But then the servicemen of the Ukrainian army are obliged to release them, or they then act as terrorists in many countries of the world, like ISIS in Syria, hiding behind the civilian population. The easiest thing to do is to let these people out,” he stated.
    Putin also noted that the UN chief had been apparently “misinformed” about the humanitarian corridors set up by Russia, pointing out that more than 100,000 civilians have left Mariupol through them.
    “And they can go anywhere: some want to go to Russia, some want to go to Ukraine. Anywhere – we do not hold them, we provide any kind of help and support,” he added.
    Russia attacked the neighboring state in late February, following Ukraine’s failure to implement the terms of the Minsk agreements, first signed in 2014, and Moscow’s eventual recognition of the Donbass republics of Donetsk and Lugansk. The German and French brokered Minsk Protocol was designed to give the breakaway regions special status within the Ukrainian state.
    The Kremlin has since demanded that Ukraine officially declare itself a neutral country that will never join the US-led NATO military bloc. Kiev insists the Russian offensive was completely unprovoked and has denied claims it was planning to retake the two republics by force.

    Putin tells UN chief Kosovo set Donbass precedent https://www.rt.com/russia/554574-putin-kosovo-un-chief/

  18. Sr. JC
    tb pode citar em francês, alemão, italiano, espanhol, e demais línguas, decerto existirão aqui pessoas que entendem tais línguas.
    Mas, acho, mais atinado, seria em português, e, sobretudo, tirado da própria cachola .

  19. brilhante como sempre o ti ‘gutierres, com o fluente inglês de oxford sur mer em dissertação pro ukranian slot machine Zelenskisna. Importante, pois então.
    Milhafres de beijos

  20. Caitlin Johnstone, grandes ovários, ganda miúda!

    https://caitlinjohnstone.com/2022/04/22/shitlibs-are-foam-brained-human-livestock-notes-from-the-edge-of-the-narrative-matrix/

    “Humanity’s major problems arise from the impulse to control. Ecocide arises from the impulse to control nature. Empire arises from the impulse to control civilizations. Oligarchy arises from the impulse to control political outcomes. Ego arises from the impulse to control life.
    A healthy humanity would be free of the impulse to manipulate and exert control: over life, over people, over nature. But it would be so different from the humanity we know now that falling into that way of functioning would be a kind of death. And it would feel like a death.
    Sometimes it seems like people want the world to end, want humanity to go extinct. I’d suggest that this may be a confused expression of an intuited truth: that there’s something good on the other side of ending all this. But it’s the end of our dysfunction, not of our species.”

  21. Jerónimo de Sousa (25-4-22), para os jornalistas que insistiam em perguntar-lhe por que motivo teimava em classificar a invasão russa como uma “intervenção militar”, fugindo do termo “invasão” como o Diabo da cruz:

    “Mas digam-me lá, porque é que vocês fazem, tão (sic) vezes, a mesma pergunta? Digam-me lá, ajudem-me lá a perceber, porque é que vocês fazem, tão (sic) vezes, a mesma pergunta?”

    Resposta: se ao fim de dois meses, meu idiota de merda, atrasado mental, burro do caralho, vendo tudo o que está à vista de toda a gente, precisas de implorar para que te “ajudem a perceber” tal coisa, não há nada que ninguém possa fazer por ti. Podes explicar a invasão, o que é fácil e muita gente no teu partido tem conhecimentos e capacidade para fazer; podes até justificá-la, o que já é questionável, pelo menos no modo inacreditavelmente estúpido como foi iniciada e está a ser conduzida. Mas com perguntas dessas, ainda por cima nesse tom choramingas de quem parece implorar que não lhe batam mais, envergonhas o lugar que ocupas e envergonhas a muita gente honesta e coerente que milita no teu partido (concorde-se ou não com ela). Imagino os saltos que o Cunhal estará a dar na campa!

  22. 25 de Abril de 2022, Dia da Liberdade, dia máximo da democracia portuguesa:

    Embaixadora da Ucrânia em Portugal desfila na manifestação partidária de um partido de vão de escada ao lado do dirigente máximo da agremiação, a Iniciativa Liberal (vá lá, vão de escada mais o primeiro lanço de degraus, mas podia até ser o maior partido da Tugalândia), e, não contente com o pouco ou nada diplomático comportamento (interferência descarada na política interna do país que a acolhe), classifica o que está a acontecer no seu país, sem que lhe caiam os dentes, como um “genocídio”. Aonde terá Herr Zelensky von Pandora Papers ido buscar tão extravagante criatura? Seria ela a empregada que lhe tomava conta da casa de campo? A contabilista que lhe fazia a gestão das offshores? A Excelentíssima esposa extraviada de um dos extraterrestres de Roswell? Oferta de um penico de plástico e uma camisa-de vénus em aço inox a quem solucionar o mistério.

  23. SIC, 25-4-22 / 21:12, cidade do Porto, manifestação de apoio à Ucrânia, manifestante do sexo feminino, mais ou menos 30 anos:

    “Faz falta lutar contra os ditadores, contra os actuais fascistas, que às vezes estão mascarados de comunistas, como o Putin, por exemplo.”

    Tempos extraordinários estes, em que subitamente não há taxista, sapateiro, cabeleireira ou manicura que não tenha tirado um curso instantâneo de política internacional, com pós-graduação (não menos instantânea) em Rússia, Ucrânia, Putin, comunismo e pudins Molotov. Mais uma semanita e temos o jardim inteirinho a discorrer sobre mecânica quântica.

  24. E cá vai andando o mula russa camacho, armado em cronista de algibeira.
    Entre elogios de deslumbrado a uma taróloga, divergências de pormenor tático sobre a guerra de agressão de putin e puxões de orelhas ao camarada Jerónimo, devemos-lhe o inestimável mérito duma opinião tão inútil quanto reles.

  25. “Faz falta lutar contra os ditadores, contra os actuais fascistas, que às vezes estão mascarados de comunistas, como o Putin, por exemplo.”

    o teu problema é a moça desmontar com uma linha de texto aquilo que tu não consegues vender com as contentores propaganda pró-pudin que aqui despejas diáriamente e respondes com insultos pessoais a pessoas que não conheces, recorrendo a métodos caricatos de xenofobia-profissional.

    será que o amigo pudin não é um presidente que concentra todos os poderes públicos num país ultranacionalista e autoritário, que governa há 22 anos consecutivos, onde existe repressão da oposição por via da força e julgamentos judiciais por opinião desfavorável ao regime, uma oligarquia que gere economia estatal e apoio político de todos os partidos comunistas do mundo.

  26. “… um partido de vão de escada ao lado do dirigente máximo da agremiação, a Iniciativa Liberal…”

    só para lembrar que o vão de escada tem 8 deputados no parlamento, a seguir vem o pzp que apoia o pudin com 6 e depois o block de esquerda que não apoia mas… com 5.

    foi esta embaixadora que denunciou as actividades ilegais de alguns funcionários da embaixada russa que faziam espionagem em portugal, controlando as associações de emigrantes e asilados ucranianos e passando informações sobre os familares residentes na ucrania. na câmara de setúbal havia um gabinete para colaborar nestas merdas, gerido por um militante do pcp. é só ler as declarações da senhora para perceber o que preocupa o camacho.

    https://cnnportugal.iol.pt/guerra/russia/a-teia-de-ligacoes-a-putin-de-associacoes-que-estao-a-acolher-refugiados-ucranianos-em-portugal/20220416/6254467e0cf2ea4f0a441af0

    https://expresso.pt/politica/2022-04-15-Embaixada-da-Ucrania-e-associacao-de-ucranianos-queixam-se-de-ser-representados-por-russos-bc9bdd90

  27. “se ao fim de dois meses, meu idiota de merda, atrasado mental, burro do caralho, vendo tudo o que está à vista de toda a gente, precisas de implorar para que te “ajudem a perceber” tal coisa, não há nada que ninguém possa fazer por ti. Podes explicar a invasão, o que é fácil e muita gente no teu partido tem conhecimentos e capacidade para fazer; podes até justificá-la, o que já é questionável, pelo menos no modo inacreditavelmente estúpido como foi iniciada e está a ser conduzida. Mas com perguntas dessas, ainda por cima nesse tom choramingas de quem parece implorar que não lhe batam mais, envergonhas o lugar que ocupas e envergonhas a muita gente honesta e coerente que milita no teu partido (concorde-se ou não com ela).”

  28. Claro como água
    A GUERRA E O SEU DESFECHO / OPINIÃO
    Sob o título em epígrafe, escreve José Manuel Correia Pinto no seu portal do FB:
    “Nos primeiros dias da guerra cheguei a admitir que ela seria muito breve e terminaria com a rendição da Ucrânia .
    Os factos demonstraram antes do fim da primeira quinzena que esta previsão estava errada. A Ucrânia estava muito mais bem armada do que se supunha, os alvos atingidos nos primeiros dias foram gravemente danificados, mas ficaram muito longe de ter a importância e a dimensão que se supunha. E, finalmente, um outro factor parece a todos ter surpreendido: a vontade de os ucranianos se defenderem.
    Posta perante estes factos, a Rússia reconsiderou o seu plano de operações, que tinha em vista múltiplos objectivos, entre os quais uma mudança de governo em Kiev, e circunscreveu-o a um outro, menos ambicioso, mas nem por isso mais fácil de alcançar : ocupação de toda a região do Donbass incluindo toda a orla marítima do Mar Azov e, tanto quanto se depreende, extensão dessa ocupação por toda a orla do Mar Negro ligando a respectiva região ao enclave da Transnistria que por esta via deixaria de ser um território encravado, destacar-se-ia da Modavia, e passaria a ter acesso ao Mar Negro, beneficiando de uma cidade portuária como Odessa .
    Este plano ainda está longe de ser concretizado em toda a zona leste ao norte da Crimeia e muito mais longe ainda na zona oeste a norte desta península.
    As dificuldades que estão a existir no que respeita ao domínio total do Mar Azov tem a ver com o facto Mariupol esconder algo muito importante nas catacumbas da zona fabril, de o que resta do Batalhão Azov recusar a rendição por haver a convicção de que ela corresponderia à execução sumária dos seus membros dado o passado das suas acções contra os opositores ao regime saído do golpe da Praça Maidan, e de naquelas catacumbas mais de mil pessoas estarem a ser usadas como escudos humanos contra o exército russo.
    E dificuldades referidas decorrem também de a tal zona oeste a norte da Crimeia estar ainda, em grande medida, sob controlo ucraniano..
    A Rússia, apesar de no plano convencional ter clara supremacia militar sobre a Ucrânia, tem pela frente uma guerra de muito mais longa duração do que a inicialmente prevista.
    A isto acresce o facto de a Ucrânia continuar a ser fortemente rearmada pela NATO , principalmente pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, o que lhe permitirá a constante utilização de meios mais do que suficientes para instabilizar a presença russa nas zonas ocupadas, qualquer que venha a ser o seu destino. Ou seja, o meu raciocínio é o seguinte: mesmo que a Rússia conquiste toda a área compreendida no plano reformulado, inclusive as franjas marítimas dos dois mares, como a Ucrânia se não rende e continua ser diariamente rearmada, a Rússia ficará sujeita a um assédio permanente das forças ucranianas. E como não creio que a Rússia esteja em condições de aceitar por tempo indeterminado a continuidade desse assédio, estimulado e apoiado pela NATO e ditado pela disponibilidade dos ucranianos para o combate, eu acredito que para pôr cobro a esta situação venha a pôr em prática medidas radicais. Medidas radicais será o uso de armas nucleares táticas em território ucraniano.
    E perante isto, o que fará a NATO? Retaliará no mesmo plano, seja directamente seja mediante a cedência aos ucranianos de armas da mesma natureza?. E a partir daqui …
    Por outras palavras: ou a Ucrânia se rende e aceita o essencial das condições impostas pela Rússia ou não se rende e teremos um conflito nuclear que terá como alvo central a Europa, além da Rússia e dos Estados Unidos..
    De nada adianta argumentar que a Ucrânia tem o direito de se defender ou que a NATO tem a obrigação moral de ajudar a Ucrânia. Nem uma nem outra dessas considerações resolvem a questão .Daí que seja de perguntar:
    É isto o que querem os europeus, os portugueses? Esta guerra é nossa? Ou é de alguém que manda em nós?”

  29. Hoje há palhaços, ontem também houve e amanhã não falharão. O número principal será protagonizado (como em toda a temporada) por borregos recauchutados em mastins. The circus mast go on, my tender and beloved clowns.

    https://youtu.be/plyn1kALTeY

  30. Tratados assinados, de livre vontade, pelas partes, espera-se, e exige-se, que sejam cumpridos.
    Qual o espanto se o logrado, com a força bastante, impõe a concretização do acordo prévio ?

  31. Tradução da 1ª parte de um artigo publicado pela “The Grayzone”, que me foi enviado por uma amiga:

    “Um traidor a menos”: Zelensky supervisiona campanha de assassinato, sequestro e tortura da oposição política
    Max Blumenthal, Esha Krishnaswamy
    17 de abril, 2022

    Enquanto afirma defender a democracia, o ucraniano Volodymyr Zelensky proibiu a oposição, ordenou a prisão dos seus rivais e presidiu ao desaparecimento e assassinato de dissidentes por todo o país.

    O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky enquadrou a guerra do seu país contra a Rússia como uma batalha pela própria democracia. Num discurso ao Congresso dos EUA em 16 de março, cuidadosamente coreografado, Zelensky declarou, “Neste momento, o destino do nosso país está a ser decidido. O destino de nosso povo, se os ucranianos serão livres, se serão capazes de preservar sua democracia”.
    Os media corporativos dos EUA responderam dando cobertura a Zelensky com artigos bajuladores, conduzindo uma campanha para a sua candidatura ao Prémio Nobel da Paz e inspirando uma homenagem musical extravagante para ele próprio e para os militares ucranianos durante a cerimónia dos prémios Grammy de 2022 em 3 de abril.
    No entanto, os media ocidentais olharam para o lado, quando Zelensky e altos funcionários do seu governo sancionaram uma campanha de sequestro, tortura e assassinato de legisladores ucranianos locais acusados de colaborar com a Rússia. Vários presidentes de câmara e outras autoridades ucranianas foram mortos desde o início da guerra, muitos, supostamente por agentes do estado ucraniano, após se terem envolvido em negociações com a Rússia para reduzir a escalada do conflito.
    “Há um traidor a menos na Ucrânia”, afirmou o assessor do Ministério da Administração Interna, Anton Geraschenko, em apoio ao assassinato de um presidente de câmara ucraniano acusado de colaborar com a Rússia.
    Zelensky aproveitou ainda mais a atmosfera de guerra para proibir uma série de partidos da oposição e ordenar a prisão dos seus principais rivais. Os seus decretos autoritários desencadearam o desaparecimento, tortura e até assassinato de uma série de activistas de direitos humanos, membros de organizações comunistas e de esquerda, jornalistas e funcionários do governo acusados de simpatias “pro-Rússia”.
    Os serviços de segurança ucranianos, SBU, serviram como o braço de execução de uma campanha de repressão, oficialmente autorizada. Treinado pela CIA e em estreita coordenação com os paramilitares neonazis da Ucrânia, apoiados pelo Estado, o SBU passou as últimas semanas a encher o seu vasto arquipélago de masmorras de tortura com dissidentes políticos.
    Entretanto, no campo de batalha, os militares ucranianos envolveram-se numa série de atrocidades contra as tropas russas capturadas e exibiram orgulhosamente os seus actos sádicos nas redes sociais. Também neste caso, parece que os perpetradores de violações dos direitos humanos terão recebido a aprovação dos altos escalões da liderança ucraniana.
    Ao mesmo tempo que Zelensky fala sobre a defesa da democracia perante o público ocidental, ele está a utilizar a guerra como desculpa para decretar uma purga sangrenta dos seus rivais, dissidentes e críticos políticos.
    “A guerra está a ser usada para sequestrar, prender e até matar membros da oposição que se expressam de forma crítica em relação ao governo”, comentou um activista de esquerda espancado e perseguido em abril pelos serviços de segurança da Ucrânia. “Todos devemos temer pela nossa liberdade e pelas nossas vidas.”

  32. O que se destaca na figura do mula russa camacho não é apenas o seu vergonhoso trabalho de publicitário de jornaleiros do quilate de max blumenthal. Nisto dá continuidade às velhas funções de pombo-correio da pseudo-informação “independente”, exercidas não sem percalços, que lhe valeram o descrédito adequado à sua personalidade atavicamente arrogante.
    Basta lembrar o chorrilho de asneiras por ele largados, denegrindo como ridículas os avisos da iminência da invasão russa da Ucrânia.
    O que também merece realce no mula russa é a permanente experiência de testemunho da sua cobardia. A cobardia é, de facto, uma das suas qualidades mais salientes. Veja-se como, sob o invólucro do moralismo cínico, o mula russa dissimula o nojo absoluto da sua conivência com os crimes de putin, sufragando-lhe as justificações, relativizando-lhes a gravidade e, pérola das pérolas, negando-lhes até a realidade. Tudo isto à mistura com muita lágrima de crocodilo e indignação de hipócrita. Numa frase: um esgoto a céu aberto.

  33. esse max devia era levar o “tratamento assange” a ver se aprendia o que é a democracia e a liberdade no “ocidente”

  34. o idiota queria amplas liberdades políticas em tempo de guerra para apoiar o invasor e sabotar a defesa do país, só faltava a mula russa para transportar a ideia. tanta estupidez junta, não fazem ideia o que é uma guerra, para que serve a lei marcial e que ajudar o inimigo é traição.

  35. democratas contra o jornalismo, carago!
    o assange ficou preso foi pouco!
    a ana gomes anda a fazer escola por aqui hahahahhaha

  36. e o que é que um anti putinista recomenda para lidar com o jornalismo que lhe é inconveniente? o que o putin faz, claro!
    estes gajos que estão enfiados até ao pescoço no mais mal cheiroso lodo e pretendem dar lições de moral democrática são do mais engraçado que passa aqui

  37. Imerso na pestilência estagnada do seu esgoto a céu aberto, no qual, à mistura com vergonhas de variado calibre, se encontram generosas doses da “informação” russófila à blumenthal, o mula russa camacho, veio finalmente, fazer o que dele se esperava: reconhecer que é imbecil.
    Um auspicioso primeiro passo a que outros se hão-de seguir, se preciso for, de empurrão. Mas importa, todavia, lembrar o seguinte: no caso concreto do mula russa, o reconhecimento voluntário da sua imbecilidade não é circunstância atenuante nem confere inimputabilidade.

  38. Fidel Castro, reconhecidamente um medroso (?) , Sierra Maestra, quartel Moncada, combatente de todas as horas, coragem ilimitada.
    Porém, quando os USA ameaçaram destruir Cuba, para de lá tirarem os mísseis russos, Fidel recuou. Defendeu o seu povo !!!
    Zelensky, um apresentador de TV de 3a. classe, não hesita em fazer morrer os seus concidadãos !!!
    Fiquem com ele ! Lambam-no !

  39. Os fiscais mariconços do pensamento único, lá pelas Américas, querem calar Max Blumenthal e a Grayzone. Incomoda-os, e aos donos, quem pensa e exprime pensâncias diferentes, pobres desgraçados. São mais estúpidos e primários que o caralho que os foda, como o grande Jimmy Dore aqui prova, mas os de cá batem-nos aos pontos, bué de pontos, em estupidez e primarismo. Cereja em cima do bolo, os fiscais tugas ainda lhe juntam a cobardia mais reles e canalha, sempre escondidos atrás do arbusto, as cuecas fedendo, o focinho tapando. Puta que os pariu!

    https://youtu.be/ZnnymVFiGFU

  40. o comentario acima, será producto de um revisor de textos nos jornais ( falta apurar se ante ou pós 25/4 ) e/ou estará em linha com a fraseologia usada nos jornais comunistas, ou será mero desorientamento ( apurar se momentaneo ou crónico) ?
    Linguagem erudicta,sem dúvida …

  41. Por cá, no tempo do botas, tínhamos o lápis azul oficial, estatal, habilmente manuseado por diligentes fiscais atrasados mentais. Na margem de lá, nos excitantes tempos que vivemos, temos bué de lápis azuis autoproclamados, mas privados. É o toque de Midas made in Amérdica, em que, por definição, qualquer merda (ou qualquer merdas) pode ser transformada em pilim. Por cá, não faltam nem faltarão montes de merda a tirar o curso por correspondência, ostentando com orgulho o merdoso diploma. Esta caixa de comentários é prova disso. Os de cá, no reinado do botas, eram pagos pelo erário público. Os de lá, com entusiásticos seguidores por cá, deviam, teoricamente, ser pagos pelos criadores do gado, os donos dos rebanhos, mas na realidade são os próprios borregos a pagar. Pastam a ervinha que lhes é apontada pelos pastores, escolhida pelos donos, e em seguida são tosquiados, frequentemente tosquiados, abundantemente tosquiados, passando, sem demora, à salutar e estimulante actividade de saltar alegremente pelos prados. O seu frenético saltitar é, depois, engenhosamente colectado e transformado em energia, o que nos salvará, a curto prazo, da desgraçada dependência do gás russo (vade retro!). Tão contentinhos, parecem por vezes cabritinhos, mas não passam, não passarão nunca, de borreguinhos.

    O Max e o Jimmy, bravos moicanos, explicam como é:

    https://youtu.be/ZnnymVFiGFU

    E o “currículo” dos bichos fala por si:

    https://www.newsguardtech.com/

    https://en.wikipedia.org/wiki/NewsGuard?wprov=sfla1

    Nos verdes prados, porém, nada preocupa os ovinos.

    Slava borreguini! Mééééééé!

  42. Joaquim Camacho, sir vaselina, fica, e ficará, do lado de fora desta porta, entra noutras, pois, a vaselina também serve, das mãos ao puxador, para besuntar: para não poder entrar. continue a escorregar-se todo e a fazer-me rir, gorduroso. !ai! que riso

  43. andavam para aí umas mulas russas muito escandalizadas com a expulsão duns funcionários da embaixada do pudin em lisboa e com as declarações da embaixadora da ucrania sobre espionagem russa.
    agora deveriam andar muito preocupados e indignados com o que aconteceu e porque foi encoberto tanto tempo, mas não andam preocupados com as liberdades e garantias dos traidores que armadilham a democracia para implodir o estado de direito.

    https://expresso.pt/sociedade/2022-04-28-Ucranianos-recebidos-por-russos-pro-Kremlin-em-Camara-comunista-09fd4bca

  44. Os cabrões dos mulas russas deste sítio já não se dão ao trabalho de disfarçarem a hipocrisia do seu pacifismo. Enaltecem-na como virtude, solidários com a agressão e os crimes de putin. E é vê-los em fila, na segurança da retaguarda, segundo a pisada das tropas invasoras.
    Atraídos pelo cheiro a sangue e a pilhagem, como as ratazanas.

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