João Pinto e Castro, bolas

Lia com imenso gozo os seus artigos no Jornal de Negócios e nos blogues em que escrevia. Tinha um estilo original e cativante. Vi-o uma ou outra vez na televisão e admirei o seu à-vontade, a sua inteligência, a sua clareza, a simplicidade. Por mero acaso, jantei com ele e com um grupo de amigos com quem viajara, em Bruxelas, não há muito tempo, em setembro do ano passado. Enfim, não foi bem um jantar, pois não passei da entrada: uma indisposição forte de um dos presentes fez-me sair disparada para as urgências. Problema resolvido, não voltei a vê-lo, naturalmente. Mas recordo bem um João falador, jovial, bem disposto, aparentemente são que nem um pero, com quem era extremamente fácil “embalar” em conversa. No hotel e no trajeto para o restaurante, houve ainda tempo para descobrirmos um conhecimento comum e falarmos dos filhos distribuídos por esta Europa.

Continuei a lê-lo com prazer. Recentemente, estranhei o seu silêncio nos jornais e na blogosfera, mas atribuí-o a milhentas razões. Nunca, mas nunca, a esta.

One thought on “João Pinto e Castro, bolas”

  1. obrigada pelo texto, Valupi. foi um prazer escrever com o João na mesma casa (Jugular).
    não consigo dizer mais nada. a surpresa foi a mesma.

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