Eu ia pagar, mas não agora

Se o assunto não viesse a público, pagava depois, sem alarido.

Ou não. Era uma questão a ver. Nada o obrigava. Mas, como o assunto veio a público, Pedro avança essa extraordinária intenção de pagar o que devia à Segurança Social quando deixasse o cargo que ocupa (?!), ultrapassando-a, porém, de imediato com o pagamento já.

E note-se que fala em acusações «infundadas». Um farsante é isto, tenho a certeza.

O primeiro-ministro diz também que a informação oficial que lhe foi fornecida em 2012 indica que os referidos 2880,26 euros, mais os juros, poderiam ser pagos “a título voluntário e a qualquer momento para efeito de constituição de direitos futuros, desde que o contribuinte não optasse por invocar a sua prescrição, a qual já ocorrera em 2009”.

Perante esta informação, Passos também nada fez, explicando agora que pretendia “exercer o direito, que  a lei lhe reconhece, de contribuir voluntariamente para a sua carreira contributiva”, mas “apenas em momento posterior ao do exercício do actual mandato”.

No entanto, acrescenta, face às perguntas do PÚBLICO, “decidiu proceder desde já ao pagamento daquele montante, pretendendo assim pôr termo às acusações infundadas sobre a sua situação contributiva”. A resposta do gabinete diz que a decisão de pagar agora o valor de 2880,26 euros, acrescido de 1034,48 euros de juros foi tomada por Passos Coelho apesar de a obrigação de o fazer “se encontrar prescrita, logo, de não ser legalmente exigível a qualquer contribuinte nas mesmas circunstâncias”.

20 thoughts on “Eu ia pagar, mas não agora”

  1. Na sua origem, este episódio é igual ao processo José Sócrates. Perseguição pessoal com objectivos políticos e económicos definidos, justicialismo mediático-popular, comentarismo cínico-oportunista. De um lado e do outro, vamos ver onde mora a intercecção da decência e responsabilidade cívica e democrática. Ou se abalou de todo.

  2. Igual ao processo do Socras ??????????? A tua aterosclerose prega-te com muita frequencia partidas !

    Os 4 mil euros do calote cinico de um equivaliam a uma começo de manha tardia com uns souvenirs, gravatas e um bom almoço do outro. Será Igual ?

    Toma os remedios Galuxo e vai ao medico !

  3. Ó tu que sonhas,
    achas sinceramente que se Passos Coelho tivesse ciente da dívida não a teria pago?

    Esta é a prova dos nove para saber, definitivamente, se este país ainda tem alguma ponta por onde se lhe pegue ou se é só lama e ressabiamento.

  4. alem de mentiroso,temos agora o pm no papel de fugitivo! grande “gestor” de empresas que não tem salarios para pagar as suas contribuiçoes à segurança social! e nem sabia que tinha que as pagar,pois diz que não foi avisado da sua divida!

  5. o que o galuxo diz não faz qualquer sentido. o sócras foi preso para confessar um suposto crime de corrupção e o passarólas está em liberdade por ter confessado uma fuga ao fisco. o primeiro cidadão é perseguido pela justiça há bués e nunca provaram coisíssima alguma, o segundo é um chuleco, conhecido das autoridades por pequenos delitos, que soma um rol de confusões fiscais e trapalhadas com fundos comunitários, em que tudo foi provado, mas tem sido protegido pela justiça e pelas instituições lesadas. o primeiro lembra-se de tudo e tudo explica, já o segundo tem fraca memória, bué de lacaios para dar explicações, atestados, prescrições e absolvições.

  6. esqueci-me duma coisa. o caso já era conhecido há 2 anos e só agora apareceu. todos estamos recordados que o conselho editorial do público funciona em belém e quem dá autorização para notícias escabrosas é o fernando lima, portanto, é uma ameaça do cavaco ao pedrito ou estratégia para credibilizar a burrada que fizeram com o sócras provando a imparcialidade e a justeza de critérios da comunicação social. o público para caçar o coelhito tem de ter licença tirada na venatória de belém.

  7. Ora beie, eu axo quisto tudo é pra lanssare confusãoe sobre o paços fedelho. é presseguissõe pulítica, e debe ter sido a mandu do sócratesze, tá beie? IGNORANTEZES arranja aíe um juíze e um procuradore pra prussessar o paços e o prendere. a leie é iguale pra todus. mas tenze de cuntare com uma rumarria a maçamá e um artigo do miguel sósa tabares. preparra já a massagem, quisto baie darre bué de cumentários e tue pra iscrebere bacuradas e parexeres burrídicos ése o mácimo.oqueie.

  8. “… justificou que não o fez antes para que ninguém pensasse que o fazia usufruindo do estatuto de primeiro-ministro.” e antes de ser primeiro-ministro não pagou porque “Não tinha consiciência da obrigação para pagar essa dívida desse período”.

  9. atão e ninguém investiga as queixas de violência doméstica quando a padinha o sustentava. tamém já prescreveu e na altura era legal.

  10. O anónimo Morgado de Basto que me perdoe, mas não resisti em partilhar…

    De corporacoes.blogspot.com
    “Anónimo Morgado De Basto disse…
    O ministro lambretas,concebido e produzido em confecção minhota,especialista em produtos contrafeitos,teve uma explicação à altura da sua qualidade técnica e intelectual.Conseguiu,sem pestanejar,(os solavancos do motor de arranque quando tem que se expressar oralmente é questão de outra natureza))pronunciar um explicativo dislate, digno de um qualquer analfabeto funcional ainda que investido em funções de ministro da República,capaz de fazer rir um morto,como forma justificativa de um ato, conscientemente praticado, que,em Forma de Lei, se chama:EVASÃO CONTRIBUTIVA.

    Quanto aos comportamentos do CHEFE da brigada de turno,se vivêssemos num País com um MP ao serviço da Comunidade que lhes paga e trata principescamente,já muita coisa tinha sido devida e limpamente explicada e as devidas consequências extraídas.Como assim não acontece!(…)

    Só uma pergunta para a qual não é necessária resposta:Essa grande eminência da inteligência nacional e da fidalguia intelectual que dá pelo nome de Nuno Melo,já colocou nas suas contas nas redes sociais o último feito do CHEFE de TURNO a bem da Nação,com o devido destaque e estardalhaço que caracteriza o menino prodígio de Joane???”

  11. Dª Penélope cuidado com os telhados, pois são de vidro…. ” O ministro da justiça comprou casa em Lisboa, com recurso ao crédito bancário,. Não pagou contribuição autárquica como era sua obrigação. Nas contas com o fisco, também a sisa vem à baila. Para António Costa tudo fica a dever-se a uma série de lapsos – do próprio banco e da secretária que lhe preencheu a declaração de rendimentos “

  12. oh saloius, essa capa é tão boa que nem dizem o nome do jornal, na volta é fotoxópe do insurgente ou outro clube de fans do massamoço.

  13. Um primeiro ministro que no passado não declarou rendimentos durante cinco anos, alegando ter apenas sido pago na rubrica despesas de representação – uma clássica fuga ao fisco. A obrigação de o fazer prescreveu. Não declarou os rendimentos nem pagou o IRS correspondente.

    Um primeiro ministro que durante cinco anos “não sabia” que tinha de pagar contribuição para a Seg. Social e a dívida prescreveu. Desta vez pagou, passada a prescrição, mas só para ter a contagem de tempo. Tudo ilegal.

    Demita-se já o farsante!

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