Estado permanente

Manuela Ferreira Leite foi questionada pelos jornalistas sobre a questão da omissão de dívidas públicas na Madeira, tendo considerado que “sobre o Alberto João Jardim já está tudo dito”.

Mas acrescentou: “Aquilo que, pessoalmente, não deixo de fazer é de relembrar que o Eng. Sócrates, o ministro Teixeira dos Santos deixaram o País numa situação de tal forma caótica e endividada, e fizeram-no de uma forma tão consciente e com todo esse endividamento, [que] deixaram o País num tal estado, que me parece, pelo menos, impensável que o Partido Socialista possa sequer abrir boca sobre a questão da Madeira”.

Fonte

Se a malta do PSD odeia Sócrates e não perde pitada para contaminar a opinião pública, o partido tem na doutora Manuela o expoente máximo desse ódio; a senhora vive enraivecida e incita implicitamente à vingança. Só prova o quanto o homem a perturbou e não deve ter sido pelos crimes que cometeu, que não foram nenhuns. Terá sido por razões como a humilhação, entre outras, mais pessoais.

Obnubilada como ficou, Alberto João, aos seus olhos, é um pândego, um bacano, no fundo, um amigo. A senhora é, assim, pouco séria, apesar da sua aparência. Pensar que é grande amiga de Cavaco explica muita coisa.
Supomos que seja uma devota. Não é próprio nem muito cristão mentir aos portugueses, caluniar os seus inimigos políticos e omitir o estado em que ela, sim, deixou as finanças públicas depois de ter sido ministra das Finanças, sem que tivesse havido qualquer crise internacional que obrigasse a gastos extraordinários.

Devia ter vergonha!

Esta mulher é muito pouco democrática e considera-se, e aos seus, com direito divino à cadeira do poder. Representa o pior da herança salazarista.

Entretanto, como refere o Valupi mais abaixo, são muitos dos “seus” que mantêm a polícia ocupada, e esses, sem “montagem” criminal nem trama ficcionada.

15 thoughts on “Estado permanente”

  1. Aumenta a lista dos laranjas que, por maior merda que façam, ou não chegam à sentença ou nunca cumprem cadeia. Arrastam os processos, recorrem em cascata para todo o lado, transformam o TC em tribunal de recurso, pedem novos julgamentos, contestam a legitimidade dos tribunais, acusam os juízes de “erros grosseiros”, põem 50 estagiários coca-bichinhos à cata de gralhas processuais, exigem jurados, levantam todas as objecções possíveis esperando pela prescrição e, no fim, queixam-se da demora da Justiça em lhes reconhecer a inocência pura com que nasceram. Agora está para ser libertado com habeas corpus – uma cláusula introduzida na Constituição com a melhor das intenções – um meliante ainda ontem enviado para a prisão, condenado em primeira instância a 7 anos com perda de mandato e reduzido a dois anos sem perda de mandato na Relação amiga. O STJ confirmou a sentença, de modos que agora é com o pretexto do habeas corpus que o querem libertar, sob a alegação de que o fulano tem dois recursos pendentes no TC, que não é nem nunca foi um tribunal de recurso. Uma paródia! Não há Lei nem Direito que valha! O próximo teste desta Justiça de brincadeira chama-se Duarte Lima.

  2. Procuradoria-Geral da República não sabe o que quer dizer “oitiva”.

    …quando os investigadores [brasileiros] enviaram a carta rogatória com 193 perguntas para Duarte Lima responder, solicitando a “oitiva” da testemunha, “o procurador [da PGR] disse [a um jornal] que não sabia o que era oitiva”, diz a mesma fonte. “Mas bastava ter consultado um dicionário para ver que no Brasil ou em Portugal oitiva é audição.”
    (Público de hoje)

  3. – A senhora D. Catarina já leu Homero?

    – É romance? – disse ela.

    – Romance ou fabulado de alta moral lhe havemos de chamar; não já
    romances d’uns que, de oitiva o sei, por aí impestam a sociedade.

    (A Queda d’um Anjo, Camilo Castelo Branco)

  4. Infelizmente, esta gente tem tudo para fazer vingar a sua mentira. A tempo e horas compraram a comunicaçâo social. Deram-se ao luxo de nos fazer ver que a justiça está a seus pés: era preciso montar uma manobra de diversão que abafasse de vez a ilegalidade completa de João Jardim, precisamente no dia em que o Ministro das Finanças ia revelar , finalmente, em que consistia o “desvio colossal” . Peranre o atropelo completo da legalidade, nada melhor que mostrar ao povo crédulo e manipulável, como se prende um dos graúdos, mesmo tendo sido ministro do PSD. Isaltino foi preso por um dia, o tempo suficiente para dominar os telejornais enquanto se escondia Jardim.
    Marques Mendes e Ferreira Leite fizeram o trabalho porco, de campo.
    Quando perguntado se a questão da Madeira era muito grave, Cavaco respondeu à jornalista do regime: dizem que é grave. E ele que diz, quando se farta de afirmar que anda sempre muito bem informado? Nada.

  5. A Manelita teve uma daquelas paixões assolapadas pelos Socrates. Como não foi correspondida tornou-se amarga, odiosa e ressentida. Tipico caso de menopausa que correu mal. Recomendo-lhe internamento numa clinica de saúde mental e uma dose diária de prozac .

  6. (diz a manela que sobre jardim já está tudo dito: primeiro, ainda não vi ninguém do partido a dizer seja o que fôr sobre o Jardim, a não ser sua excelência o presidente da república mais merdoso de que há memória, afirmando que se trata “de um estilo próprio”…(estilo tipo quê, criminoso? não percebi). Mas como pode estar tudo dito, se ainda agora começaram as investigações? Esta salazaria é simplesmente asquerosa, e aposto que, tal como o dantas, cheira mal da boca, por causa da podridão que lhe vem da cabeça)

  7. “Tudo o que é Cavaquista odeia o Sócrates” parece-me natural e óbvio: Sócrates é a antítese de tudo o que eles são e que gostariam de ser.

  8. Aquilo que a MFL quis dizer que sobre o AJJ já está tudo dito seria isto?

    “Manuela Ferreira Leite considerou hoje que a Madeira é exemplo de um “bastião inamovível” e de “um bom governo do PSD”, durante a primeira visita da social-democrata ao arquipélago desde que assumiu a liderança do partido.”
    Jornal Público – 7.9.2009

    “Questionada pelos jornalistas, Manuela Ferreira Leite disse também que na Madeira liderada por Alberto João Jardim, não sente que exista «asfixia democrática».

    «Aqui quem legitima o poder é o voto do povo e não está ninguém aqui por imposição, é em resultado dos votos», afirmou.”
    TSF 7.9.2009

    “Alberto João Jardim está disposto a ajudar Manuela Ferreira Leite no combate contra José Sócrates em 2009. O presidente do Governo Regional da Madeira, que chegou a aprazar para Janeiro uma avaliação, supostamente crítica, da liderança de Ferreira Leite, encontrou-se há menos de um mês com a líder do PSD, na sede nacional do partido, em Lisboa, e saiu determinado a não abrir guerra a Manuela até às legislativas.”

    Expresso, 19.11.2008

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