E porque estão vazias as autoestradas?

Sempre achei falacioso e demagógico o argumento de que os investimentos em boas vias de circulação rodoviária em Portugal, um país bastante montanhoso, recordo, sobretudo a norte do Tejo, foram uma irresponsabilidade e até, para os mais acalorados, um crime. Dizem-nos que, e cito um artigo de Paulo Trigo Pereira, hoje, no Público, onde demoniza as PPP, «Portugal é — à excepção do Benelux — dos países com mais quilómetros de auto-estrada por quilómetro quadrado de território e menos veículos de passageiros por quilómetro de auto-estrada.» Seja. Têm pouco movimento. Neste momento. Tempos houve em que havia engarrafamentos. Lembro, já agora, que a maior parte do chamado Benelux não tem uma única elevação, podendo praticamente ver-se os vizinhos mais distantes à vista desarmada, e que a densidade populacional é muito maior. Adiante. Mas porque é que isso acontece, o reduzido tráfego em Portugal?

Quando se fizeram as famigeradas autoestradas (e fico sempre com sede de saber a quais se referem; à A8? A22? A23? A24? Ou será mesmo à A25?), estava-se ainda longe de prever a crise sobrevinda e a destruição económica que se lhe seguiu. Mas elas aconteceram. O problema das empresas fecharem, das pessoas emigrarem, dos rendimentos das que ficaram baixarem, do consumo quebrar, da atividade de construção estar paralisada, dos investimentos caírem abruptamente, da crise ser generalizada, ou seja, também o país aqui ao lado e os países de destino de muitas das nossas mercadorias estarem em crise – o problema, dizia, de tudo isso é que tem consequências e reflexos a muitos outros níveis. Um deles é forçosamente a diminuição do número de veículos nas autoestradas e a consequente quebra de receitas. Quem gosta de falar nas autoestradas desertas está perversamente a olhar para a árvore sem ver a floresta.

Podia haver movimento nas autoestradas. Poderíamos estar a discutir o problema tão mais saudável, passe a contradição, da poluição causada. Aliás, devíamos fazer tudo para que a nossa preocupação maior se centrasse nos modos menos poluentes de transporte. Seria sinal de que começáramos a produzir alguma coisa e de que a população estava empregada e atarefada autoestradas acima, autoestradas abaixo. Em vez disso, é-nos dito que tudo é um luxo, que tudo é inútil … só porque estamos em crise e não há movimento!

Quanto ao modelo de construção e exploração das ditas, convém ter presente que os fundos comunitários praticamente obrigavam à constituição de PPP e à construção de infraestruturas (interesses alemães obligent). Se algumas se revelaram ruinosas, convém que se diga quais pesaram mais na fatura, desde os primórdios, incluindo a travessia do Tejo, e aquilo que foi mal negociado e quando. E corrigir o que pode ser corrigido e da melhor maneira, não com transferência de encargos, como a manutenção, para o Estado. Mas o mau andamento da economia não pode ser motivo para que se insultem infraestruturas que serão sempre fundamentais para uma economia próspera e com polos bem distribuídos por todo o território.

30 thoughts on “E porque estão vazias as autoestradas?”

  1. Combinei uma vez uma visita à Régua e arredores para revisitar as raízes do meu avô, que é de lá. Ao planear a viagem ele afirmou que demoraria (de Coimbra) mais de 3 h e meia a lá chegar.

    Fiz-me ao caminho e demorei 1h30 (nem tinha ainda lugar no hotel por ser tão cedo). Aí me apercebi que os que atacam as Scuts são os que querem o país ainda mais ao contrário, com um interior ao abandono e longe de tudo (um país queixoso por ser…pequeno) , onde só se vive a 50km da costa ou então se cai no esquecimento.

    Estradas como a A23 e a A24 são verdadeiros eixos de união nacional, que é essencial por muito mal que soe.

  2. Penélope, grande texto. Nunca tinha visto a coisa por esse prisma. Penélope escreva um do género acerca do aeroporto de Beja.

  3. oh campónio de merda! fazes alguma ideia do que é um aeroporto e como funciona? para tua informação: pedras rubras foi inaugurado em 1945 e o 1º. vôo internacional foi em 1956.

  4. Neste país não se discute nada seriamente, só se faz demagogia e manipulação grosseira. O caso das autoestradas é um bom exemplo. Num país em que o interior está cada vez mais desertificado, e pior estaria se não fossem as “malditas autoestradas”, é o tipo de conversa os que os néscios que nos desgovernam gostam de usar para mandar areia para os olhos dos papalvos.
    Não digo que não há interesses financeiros por trás das autoestradas, aliás, estou convencido que o há, mas isso não invalida a sua utilidade.
    Gostava que os detratores das autoestradas nomeassem uma!, que fosse estapafúrdia.

  5. o motivo é que custa menos de metade do preço andar nas estradas nacionais, gasta-se menos gasóil e não se paga portagem, demora do dobro do tempo, mas o pessoal não liga porque está desempregado.

  6. baixem as portagens para metade que aumenta o tráfego e ainda ganham bué de pastel. em cada € 5,00 que entram, € 3,00 são lucro.

  7. Geralmente as notícias (!) dadas sobre auto-estradas em Portugal, ou são falsas, ou os dados são habilidosamente (quando não são mesmo grosseiras mentiras) apresentados tentando apresentar o País como se este fosse caso único de esbanjamento de fundos comunitários.
    Claro que, aos escribas, na generalidade sentados nas grandes urbes, pouco lhes interessa saber se há auto-estrada para Vizela ou para Quintanilha, pois não fazem ideia de onde ficam nem tencionam lá ir amiúde.
    Tentar comparar Portugal com a Bélgica ou a Holanda, é apenas possível a quem não saiba nada sobre o relevo europeu, nem sobre a distribuição da população regional, mas que se há de fazer? São escribas à portuguesa e está tudo dito.

  8. Agora já ninguém tem pressa em chegar em menos 5 minutos à parvalheira.
    Os estudantes de Aveiro já inventaram o GPS para passar pelos paralelipípedos Salazarentos.

    E na Madeira do Jardim, as lagartixas e os turistas já não gostam dos grandes viadutos e do furados (túneis).

    Quem tem as costelas todas maradas são os cravinhos os amarais e os coelhones com tanto bate-cu dos derrapanços.

    Tem sido um fartote para os cantoneiros.

  9. Não se pode meter tudo no mesmo saco. Há auto-estradas e auto-estradas. É incomparável a necessidade de uma Auto-estrada entre Torres Novas e Vilar Formoso com outra entre Almeirim e Santo Estevão.

  10. Até de cabecinhas insuspeitas frequentemente se ouve essa crítica! Eu passo frequentemente na A10, aquela excelente auto- estrada que, vinda da serra, atravessa o Tejo e passa sobre as lezírias. De facto, quase não tem veículos! Os argumentos que a Penélope aduz são mais do verdadeiros. Mas eu só lhes acrescento um: serão ou não os bons meios de comunicação um forte atrativo para o investimento estrangeiro e não só, de que precisamos como de pão para a boca. Qual o investidor estrangeiro que, antes de decidir investir, se não interroga sobre os meios de que dispõe para comunicar e escoar os seus produtos?

  11. Fazem tanta falta as auto-estradas como o o estádio de Aveiro e Leiria e até a Catedral velha estava muito boa para os argentinos e brasileiros e croatas.

  12. Nunca entendi muito bem a sanha contra as PPP e a peregrina ideia de que estamos a hipotecar as gerações futuras com encargos que agora não podemos suportar e que, portanto, não se deve investir se não há dinheiro para pagar.
    Repito, isto nunca me fez sentido.
    Quem defende tal ponto de vista, certamente nunca teria aprovado a criação da APT (Anglo Portuguese Telephone), mais tarde TLP e actual PT, que nasceu de uma espécie de PPP anglo-portuguesa.
    Assim como não teria querido a CARRIS de Lisboa, também criada de forma idêntica e, porventura, os Caminhos de Ferro.
    E quanto à impossibilidade de investir sem termos dinheiro, sob pena de hipotecar o futuro … por favor, poupem-nos a nossa (minha) pequenina inteligência, e digam-nos se os actuais velhotes vamos levar as obras agora feitas e, por isso, as devemos pagar na totalidade, como se elas não ficassem para uso dos nossos filhos e netos!

  13. O benelux tem menos kms de autoestrada por habitante pq tem estradas nacionais com fartura. É por isso que se agregarmos os kms de estrada nacional c os kms de auto-estrada de repente estamos obviamente a baixo da média europeia e não acima! Vale a pena ver o que a Wikipédia diz sobre o assunto, tentar interpretar os dados correctamente e não de forma tendenciosa.

  14. As AEs de Portugal estäo vazias porque näo säo necessárias.
    Portugal precisava de estradas nacionais DECENTES, onde se pudesse andar a cerca de 90km/h, porque o tráfego estaria abaixo dos 10.000 veículos diários que justificam uma AE: construir uma AE custa *mais do dobro* de construir uma estrada DECENTE (tipo IP), por isso depois é necessário pagá-la com portagens e quejandos.
    Súmula do Tugal já em 2008 e depois
    – 40% dos total de km de AEs estavam vazios já antes da troyka, na altura quase 1.000km
    – 41% das PPP foram para a construção de AEs, muitas delas que já se sabia à partida não terem tráfego que as justificasse
    – mesmo em tempo de cryse declarada e intervenção da troyka continuaram a construção de AEs cujo tráfego actual não justifica que o façam.

    Mais em
    http://aventar.eu/2012/11/30/autoestradas-portuguesas-e-trafego-medio-diario/

    E claro, detalhadamente no blogue “A Nossa Terrinha”!!!

  15. Mais factos acrescento:
    75% das viagens dos portugueses estão abaixo dos 50km:
    Tempo para uma viagem de 50km a 90km/h = 33 minutos.
    Tempo para uma viagem de 50km a 120km/h = 25 minutos
    no máximo dos máximos ganham-se 8 minutos em 50km

    Ninguém consegue justificar pagar o dobro ou mais para ganhar menos de 10 minutos numa viagem. Só neste país.

  16. oh zurrapa! és muita rápido nas nacionais e mui talento nas tó rutes.
    andar na autoestrada custa o dobro (portagens & pitróil) mas demora metade do tempo e em tempo de crise que se lixe o tempo.

    “75% das viagens dos portugueses estão abaixo dos 50km”

    gand’ argumento, prova que 75% vive perto do local de trabalho e que não são camionistas.

  17. Afinal onde está todo esse dinheirão gasto nas autoestradas? Nas autoestradas.

    E o dinheirão gasto na Tecnoforma? Puf!

  18. Não se se há AE a mais, mas uma coisa garanto: há estradas nacionais a menos, dado o seu estado de degradação!
    Que for de Évora a Barrancos, vai encontrar uam estrada nacional “quase-nova” (por efeito alqueva) até à Granja. Ainda que já esteja a precisar de obras… A partir dali e, sobretudo o troço Amareleja/Barrancos, vão encontrar um caminho de cabras. O traçado continua a ser o mesmo desde a sua construção nos anos 40 (séc. XX). De obras, nicles! De vez em quando uma pintura no alcatrão, a que chamam “intervenção” e prontos… Atualmente, se tiver o azar de encontratrum carro pesado, tem que ter paciência e seguir atrás. A largura da estrada, sem bermas, não permite a ousadia deste tipo de ultrapassagens!

    Com o preço de 100 metros de autoestradas, reparavam-se 50 km ou mais de estradas nacionais (chamadas secundárias).

    Saludos.

  19. Há alguns patuscos para quem os critérios de construção de uma auto-estrada se resumem apenas à densidade do tráfego e nada mais! Questões como eficiência energética, racionalização de tempos, segurança, comodidade ou operacionalidade, não existem ou são incapazes de os entender. São os que louvam o Marquês de Pombal mas nunca teriam aprovado o traçado de Lisboa após o terramoto. Nunca entenderão porque é que se construiu a ponte da Arrábida, se construiu um aeródromo em Pedras Rubras, porque é que os Almadas ou o Duarte Pacheco foram gente de vistas largas, e por aí fora. Mais engraçado é quando se armam em Gaspares, puxam da folha de Excel e se deliciam a calcular tempos e velocidades como se a velocidade média de uma estrada decente fosse de 90 km/h ou a velocidade em AE seja a de 120 Km/h. Se quiserem falar a sério sobre o tema abram um tópico e falemos sobre as linhas de transporte, os seus custos e benefícios, as opções boas ou más, mas poupem-me ao palavreado da treta que apenas quer ver defeitos em tudo o que se faz.

  20. Quando se constroi qualquer Obra Pública ou Privada fazem-se estudos prévios desde a sua utilidade, custos e perspectivas de rentabilidade, etc.

    Tal como se fez para os estádios de Aveiro, Leiria, Alvalade…algumas auto estradas como Castelo Branco, aquele viaduto de 13 Klm do Carregado, 14 túneis do Funchal-Ribeira Brava, em 7 Klm e 14 viaduto no mesmo lugar.

    Como não havia alternativa em Estádios mais modestos, nem Estradas sem conflitos mais modestas, os banqueiros avançaram.

    E como diz Alberto Jardim, “alguém pagará”!

    Alguém que aqui escreve sabe quanto custa substituir um aparelho de apoio de um viaduto, ou sabe o que isto é?

    É que nada é eterno assim como o metro quadrado de asfalto, e os banqueiros sabem disso.

    Os netos pagarão, a linha do Tua também fica para a história.

  21. Há malta do sul que não conhece a realidade. a norte de coimbra a estrada está praticamente ligada até caminha por habitaçoes, stands ,restaurantes e tudo o que possamos imaginar.a estrada porto/viana com 64 km, atravessava vila do conde, povoa de varzim e esposende,com a respectiva ponte onde não passavam dois carros pesados.chegavamos a demorar tres horas nas horas de ponta,e quando havia acidentes tinhamos que esperar por não haver escapatoria possivel até que de lá tirassem as viaturas sinistradas mais as vitimas. a velocidade permitida era 50 km,mas raramente a conseguiamos alcançar pelo transito continuo. e pelas multas.isto há mais de 10 anos.hoje com mais viaturas seria o caos.isto no litoral.no interior norte montanhoso, as estradas antigas não cortavam os montes,mas torneavam-nos,por falta de meios que hoje temos para rasgar uma estrada. chegar a vila real ou bragança era muitas horas a fazer curva e contra curva.e quando vinha um camião à nossa frente? quantos km tinhamos que andar atras ,por não haver hipoteses de fazer ultrapassagens,pergunto essa gente que pagou impostos,para construirmos a A1,não tem direito a ter uma auto estrada,para chegar mais rapido aos hospitais centrais e ao litoral ? as estradas estão sem movimento porque não estamos dispostos a pagar 4 euros por 60km,numa altura destas em que nos roubam aos salarios e reformas. o governo prefere que fiquemos em casa para não consumirmos (cuidado com as importaçoes!) a ver a autoestrada com carros a circular com preços mais baixos. um exp. do porto a bragança demoravamos 5 horas e 30 minutos,hoje fazemos em 2 horas e meia . para terminar: os carros vão começar a circular nas autoestradas quando chegarmos às eleiçoes legislativas! que os pariu!

  22. reaça, a auto estrada que o marques mendes ofereceu aos “seus autarcas”,custou mais dinheiro do que os estadios que referes e mais alguns!

  23. “Tal como se fez para os estádios de Aveiro, Leiria, Alvalade…”

    sabes quem foram os responsáveis directos pelas decisões de construção dos estádios? faz lá um esforço e vê lá se estes nomes te dizem alguma coisa souto miranda, isabel damasceno ou santana lopes. o socras foi o pai do euro 2004, mas não obrigou ninguém a construir estádios, tamém foi responsável por apoiar a iniciativa com mil milhões, o bpn foi mais 4x caro, mas na altura ninguém contestou. se te lembrares de alguma manifestação a contestar o euro 2004, mesmo que seja da cgtp, avisa. pera lá o bes, millennium, cgd e bpi tamém entraram no regabofe e na altura não consta que o socras tenha apontado alguma pistola ao ulrico ou ao salgado.

    “algumas auto estradas como Castelo Branco,”

    conheces alguma estrada para castelo branco, além da a23

    “aquele viaduto de 13 Klm do Carregado,”

    aquele viaduto era para dar serventia à plataforma logística do carregado, lançado pelo sócras em 2008, 17.500 postos de trabalho em banho maria pela crise da bolha, já deves ter ouvido falar, e da inépcia dos que se seguiram.

    “14 túneis do Funchal-Ribeira Brava, em 7 Klm e 14 viaduto no mesmo lugar.”

    pede contas ao bananeiro

  24. Ó Ignatz como reaça que me prezo já não havia tarrafal que chegasse e aquela ilha em frente a Peniche é minúscula.

    O bananeiro ficava pelas desertas.

  25. A Wilipédia é nossa amiga: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_OECD_countries_by_road_network_size

    Como conseguem ver na lista, sim, com 249mm por habitante, Portugal é um dos países da OCDE com mais kms de AUTO-ESTRADA por habitante.
    A Dinamarca também tem 236mm/habitante e o Luxemburgo tem 319mm/habitante.
    A Dinamarca ten metade do tamanho de Portugal e o Luxemburgo… bem o Luxemburgo … é pouch maior que o Alentejo.

    E se olharmos para a Finlândia, tem mais kms de AUTO-ESTRADA por habitante que a Itália (60 milhões de pesos), a Holanda ( 16 milhões de pesos), a Polónia e o Reino Unido( 62 milhões de pessoas)…

    A Finlândia tem mais KMS de AUTO-ESTRADA por habitante que a Polónia e o Reino Unido juntos???? Mais de 100 milhões de pessoas??

    A razão destas disparidades reside no facto de que países como por exemplo a Inglaterra terem uma antiquíssima e gigantesca rede de estradas nacionais. Os outros, que não tinham construíram AUTO-ESTRADAS em vez de estradas nacionais.

    Enquanto isso, nós por cá tínhamos 10 kms de AUTO-ESTRADA até ao Estádio Nacional e uma rede de estradas nacionais que mais parecia uma rede de caminhos de cabras. A mortalidade na estrada ombreava com a da Roménia.

    Tivemos que fazer em 40 anos o que os outros fizeram em 70.
    Por isso a necessidade das estradas foi e é indiscutível sobrando a discussão de se deveriam ter sido construídas estradas nacionais ou AUTO-ESTRADAS. Podemos discutir essa escolha.

    O que não podemos discutir é a necessidade de vias de comunicação capazes de suportar e potenciar o desenvolvimento do país.
    É uma discussão demasiado primitiva.

  26. ò Reaça, as missões da GNR no Afeganistão e no Iraque custaram mais do que o EURO 2004. Fodace, e esta hein??

  27. Eu entendo a decepção de muitos com essas autopistas vazias, mas a crise econômica vai passar e as infraestruturas estão prontas para o crescimento do país. Vocês não têm ideia do que é viajar em estradas superlotadas de carros e caminhões.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.