Dona Teodora, Dona Teodora…

Se o Conselho de Finanças Públicas não tem mandato nem ferramentas para se pronunciar sobre os programas dos partidos (e é evidente que não tem, como, aliás, foi declarado numa primeira reação), e muito menos, neste caso, sobre um estudo encomendado por um partido, por que razão «bota a senhora faladura»? E, já que fala nisso, que interessam medidas do lado «da oferta», se não houver procura, hem? E, também já agora, por que terá a economia crescido um pouco no último ano? Não terá nada a ver com a reposição de um pouco do poder de compra? E o crescimento da economia é bom ou é mau para as finanças públicas?

Além disso, esta sua frase tem muito que se lhe diga e carece de aprofundamento, mas parece que não há mandato:

Para o CFP, foi precisamente por Portugal “ter levado longe demais o estímulo orçamental à procura” que Portugal “perdeu competitividade e capacidade autónoma de financiamento da dívida, predominantemente externa”.

Já que a senhora considera não dever pronunciar-se sobre este tipo de estudos, importar-se-ia de «não se pronunciar» sobre TODAS as medidas previstas no estudo? Obrigada.

3 thoughts on “Dona Teodora, Dona Teodora…”

  1. “Conselho de Finanças Públicas não tem mandato nem ferramentas para se pronunciar sobre os programas dos partidos”
    O Conselho não tem, evidentemente.
    Mas isso não impede a Dra Teodora Cardoso de, a título individual, expressar a sua opinião global sobre o sentido geral das propostas. Como, aliás, qualquer economista com experiência e saber acumulado.
    E, se quer que lhe diga, faz muito mais sentido discutir a opção política global pelo “estímulo à procura” versus “medidas do lado «da oferta»” do que analisar em profundidade medida concreta a medida concreta com base em estudos macro-econométricos. É uma pena que os partidos políticos não sigam o mesmo exemplo e não discutam opções políticas globais.

  2. Estes comentadoresdores voam sempre em socorro da vitória… Veja-os agora e veja-os depois das eleições e digam se não voam bem!

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