Disparates e perplexidades

1. Disse Cavaco Silva que, em 75% dos países europeus de média dimensão, como Portugal,
existe a prática da negociação e do compromisso entre partidos. Ora, isso acontece entre partidos que irão governar em coligação. Não entre os partidos que governam e partidos da oposição. Seria um absurdo em matérias de princípio. Se não é para existir oposição, então que vão todos para o governo. O que Cavaco pretendia era que o PS desse o seu apoio às políticas do Governo sem fazer parte dele. Tendo o governo maioria absoluta, estamos mesmo a ver o bom acolhimento que as propostas do PS teriam e o interesse que este tinha em fazê-las vingar.

2. Como pode o Presidente anunciar que o Governo vai apresentar uma moção de confiança?

3. E afinal que governo vai continuar em funções? Ou a escolha dos seus membros enquadra-se no “não abdicarei dos poderes que a Constituição me atribui”, ou seja, Cavaco reserva-se o direito de não aceitar algumas propostas de remodelação?

8 thoughts on “Disparates e perplexidades”

  1. “continuação em funções do o atual governo”, foi o que disse o PR. De facto, “continuação” e “atual” são expressões fortemente sugestivas da sua tese, que já tinha, aliás, avançado no seu anterior post.

  2. A propósito de toda esta original situação à portuguesa, peço licença a Seixas da Costa para aqui deixar esta sua originalíssima EQUAÇÃO tirada do seu blog AQUI E AGORA:

    EQUAÇÃO
    1. O ministro de Estado e das Finanças demite-se.
    2. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros demite-se.
    3. Os mercados internacionais reagem muito mal à crise no seio do governo.
    4. O primeiro-ministro anuncia ao país que a crise no governo foi superada e que propõe ao presidente da República uma remodelação do executivo.
    5. O presidente ignora a proposta de remodelação e pede que os partidos do governo, com o principal partido da oposição, o Partido Socialista, procurem um entendimento programático.
    6. O Partido Socialista aceita dialogar com os partidos do governo.
    7. Os partidos encontram-se durante uma semana, anunciando, no final, que não foi possível chegarem a um acordo.
    8. A culpa da crise de governabilidade em que o país fica é do Partido Socialista.

    Fácil e claro, não é?

  3. . 1 – países europeus de média dimensão: áustria, bélgica, grécia, hungria, portugal, rep. checa e suécia. 75%= 5,25 países.

    . 2 – o possóilo quer que o psd gaste a moção neste momento, para não poder ser usada quando ele ameaçar com dissolução da assembleia.

    . 3 – aí é que está o segredo da coisa, acho que vai haver infiltração cavacóide na remodulação que o gajo vai empossar, à semelhança dos lombas e maduros que já tinha metido anteriormente. quando não for como ele quer, ameaça com “os poderes que a constituição me atribui”. portanto vamos ter um governo bpn/psd/cds e o portas que se cuide, os submarinos sobem e descem.

  4. Quem estava cagadinho de todo era o Soares e o Alegre.

    De cinco em cinco minutos ameaçavam o Seguro se se vendesse.

    O Sócrates também estava todo borradinho.

    Será que duvidavam da fidelidade do Seguro? parece que sim, tal o desespero patético dos 3 gajos.

  5. rural, quando se tem seguro como líder de um partido, é necessário que os Políticos (chama-lhes senadores do partido) lhe lembrem que não pode ser um portas no PS. Não há lugar para portas no ps. É isso que lhe lembraram. Chama-se visão e coerência. Os borrados chamam-lhe borrado, porque é o referencial que têm e conhecem. Deve ser do contacto com a bosta de vaca no campo.

    Estava à espera das dezenas de comentários, mas só vejo bola – até na sic notícias!!! Na Tv pública, que pago com impostos e taxas duplicadas, passam dois jogos da bola em reação à decisão presidencial – nos restantes, telenovelas e reality shows. Apagão total na comunicação social televisiva.

    Gostei do castigo que o PR deu à falta de alinhamento com o programa do governo: afinal,as irrevogáveis eleições em 2014 já não se dão. È aguentar e cara alegre. E- quase caí da cadeira – o Presidente anuncia o que o governo vai fazer de seguida. Isto não é muito além dos poderes presidenciais? E no Portugal da Mulas resta mais alguma alternativa que não seja a violência e a defenestração?? (falei agora com um irlandês que ficou maravilhado com essa invenção lusa da resturação da independência e me perguntou porque é que os portugueses “não fazem nada”). Alguém tem resposta para isto? Eu não, só sei que já ninguém canta a grândola, atiram sapatos na AR e que os representantes estão numa qualquer galáxia muito longe das pessoas. E as pessoas longe deles. Mas o amochamento pode muito bem vingar e explodir num futuro governo socialista. (bocejo… somos muito repetitivos na nossa história recente. O meu voto para o povo português, neste momento é nulíssimo. Vale zero. Nisso concordo com cavaco).

  6. oh rústico! escolheste bem os exemplos dos gajos do ps que se cagam para a direita. quando resta ao psd mandar o pedro pinto de porta voz, ficamos esclarecidos do nível a que a baiúca psd chegou.

  7. Então mas o silva queria vender eleições em 2014 ao seguro se ele lhe evitasse uns canticos de grandola foi isso que eu percebi este país está a ficar parecido com a loja do chinês

  8. altaia,sei que a situação é difícil, mas não é motivo para insultares a loja do chinês, comparando com o esterco nacional.

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