Contradições do suicida de Notre-Dame

O ensaísta de extrema-direita que ontem se suicidou no altar da catedral de Notre-Dame em Paris tinha uma visão nacionalista e xenófoba da França. Era contra os imigrantes e contra o que chamava “o crime” da “grande substituição da população da França e da Europa”. Numa carta de despedida, lida numa rádio conotada com a direita, a Radio Courtoisie, escreveu:

«Je crois nécessaire de me sacrifier pour rompre la léthargie qui nous accable. J’ai choisi un lieu hautement symbolique que je respecte et admire. Mon geste incarne une éthique de la volonté, je me donne la mort pour réveiller les consciences assoupies. Alors que je défends l’identité de tous les peuples chez eux, je m’insurge contre le crime visant au remplacement de nos populations. Je demande pardon par avance à tous ceux que ma mort fera souffrir. Ils trouveront dans mes écrits récents la préfiguration et les explications de mon geste. »

Declarações grandiosas e intensas, sem dúvida.

Recentemente, e daí a importância mediática do seu gesto, vociferou e mobilizou-se contra o casamento dos homossexuais. Mas a mistura dos temas “nacionalismo identitário” e “homofobia” revela a grande confusão que iria na sua cabeça perturbada, eventualmente causa direta do suicídio:

«Le projet de mariage gay a été ressenti comme une atteinte insupportable à l’un des fondements sacrés de notre civilisation », écrit-il. Ce mardi matin, il postait un article intitulé « La manif du 26 mai et Heidegger », dans lequel on pouvait lire : « Il ne suffira pas d’organiser de gentilles manifestations de rue pour l’empêcher. […] Elle devrait permettre une reconquête de la mémoire identitaire française et européenne, dont le besoin n’est pas encore nettement perçu ».

Como se fossem os islamistas a aprovar o novo casamento. Pelo contrário. Estou em crer que muitos dos que engrossam as manifestações algo surpreendentes a que assistimos em França serão muçulmanos. Acontece que, se há “civilização” que facilmente considerará, quando porventura um dia for questionada, tal casamento “um atentado insuportável a um dos seus fundamentos sagrados” é a civilização islâmica no seu estado atual de radicalização: não só não reconhece qualquer direito aos homossexuais, como também não admite homossexuais. Um grande, gigantesco, ponto em comum, portanto, entre a civilização deste francês puro-sangue e a deles, a dos “afro-magrebinos”, que Dominique Venner se esqueceu de ter em conta.

Sem prejuízo do combate a religiões, leis e práticas retrógradas, um combate de todos os dias em França e noutros países, e que será sempre necessário enquanto houver pensamento e racionalidade, este é mais um a quem não faria mal estudar melhor a história e a geografia da humanidade e, sobretudo, a sua própria origem.

42 thoughts on “Contradições do suicida de Notre-Dame”

  1. Um pobre coitado, acossado pela infrene propaganda do megafone mediático. Não resistiu.

    É incomensurável o dano psicológico que este arraial de desinformação maniqueísta dos pasquins tablóides, das têvês mercantis e dos “blogues” analfabrutos estão a fazer a milhões de seres humanos sós, desintegrados, doentes, desorientados e sem referências pessoais de qualidade.

    É deste caldo de misérias humanas que saem de vez em quando os assassinos e suicidas das Escolas ou dos lares da América, ou nas Ilhas da pacata Noruega…

    A Torre de Babel da “sociedade da informação”, grotesca, estúpida, inculta e solitária, no seu máximo “esplendor”!

    Grande Orwell, grande H. G. Wells…

  2. tanto estardalhaço por causa de um terrorista que se suicidou. os argelinos devem ter ficado felizes, só é pena que os pennes não sigam o exemplo que deveria ser inspirador dos nossos abomineves e da garotada centrista.

  3. Anel,

    e já agora, também grande, grande Aldous Huxley!

    Tens de ler o seu “Regresso ao Admirável Mundo Novo”, escrito nos anos cinquenta, mas tão cintilantemente atual…

  4. Texto lido na Radio Courtoisie:

    Je suis sain de corps et d’esprit, et suis comblé d’amour par ma femme et mes enfants. J’aime la vie et n’attend rien au-delà, sinon la perpétuation de ma race et de mon esprit. Pourtant, au soir de cette vie, devant des périls immenses pour ma patrie française et européenne, je me sens le devoir d’agir tant que j’en ai encore la force. Je crois nécessaire de me sacrifier pour rompre la léthargie qui nous accable. J’offre ce qui me reste de vie dans une intention de protestation et de fondation. Je choisis un lieu hautement symbolique, la cathédrale Notre Dame de Paris que je respecte et admire, elle qui fut édifiée par le génie de mes aïeux sur des lieux de cultes plus anciens, rappelant nos origines immémoriales.

    Alors que tant d’hommes se font les esclaves de leur vie, mon geste incarne une éthique de la volonté. Je me donne la mort afin de réveiller les consciences assoupies. Je m’insurge contre la fatalité. Je m’insurge contre les poisons de l’âme et contre les désirs individuels envahissants qui détruisent nos ancrages identitaires et notamment la famille, socle intime de notre civilisation multimillénaire. Alors que je défends l’identité de tous les peuples chez eux, je m’insurge aussi contre le crime visant au remplacement de nos populations.

    Le discours dominant ne pouvant sortir de ses ambiguïtés toxiques, il appartient aux Européens d’en tirer les conséquences. À défaut de posséder une religion identitaire à laquelle nous amarrer, nous avons en partage depuis Homère une mémoire propre, dépôt de toutes les valeurs sur lesquelles refonder notre future renaissance en rupture avec la métaphysique de l’illimité, source néfaste de toutes les dérives modernes.

    Je demande pardon par avance à tous ceux que ma mort fera souffrir, et d’abord à ma femme, à mes enfants et petits-enfants, ainsi qu’à mes amis et fidèles. Mais, une fois estompé le choc de la douleur, je ne doute pas que les uns et les autres comprendront le sens de mon geste et transcenderont leur peine en fierté. Je souhaite que ceux-là se concertent pour durer. Ils trouveront dans mes écrits récents la préfiguration et l’explication de mon geste.

    [Pour toute information, ont peut s’adresser à mon éditeur, Pierre-Guillaume de Roux. Il n’était pas informé de ma décision, mais me connaît de longue date]

    Dominique Venner

  5. @ anonim@ das 19h32 :

    Esta deseja que aquele va para um sitio em que ela não acredita. Aquele, ja nem desejava permanecer num sitio onde ainda se acredita…

    O Circo-Nosso de cada dia nos dai hoje.

    Boas

  6. Por falar em magrebinos, não foi isso o que Carlos Abreu Amorim, vice-presidente da bancada PSD, chamou aos portugueses do Sul do país, para evitar dizer mouros? Não era má ideia que esse também fosse rezar à Notre Dame.

  7. Mas de que “remplacement de nos populations” falava este pobre diabo?!
    Acaso não somos todos humanos? Não temos um descendente comum desde a noite dos tempos? Que importa se uns são mais escuros e outros mais claros?
    Até o planeta ser invadido por uma raça aligena de cogumelos bolorentos com 5 olhos e
    3 cerebros, recuso-me a tratar por estrangeiro seja quem for e onde for.
    Tá na hora de acabar com estas palermices da pureza desta ou daquela raça, vejam se percebem, fascistas : todos nós somos MISTURADA, e não é de agora, é de há milénios!
    Caramba, em pleno sec XXI e ainda temos de levar com ideias mediavais destas, não há pachorra.
    Tratem-se!

  8. Gato vadio: «Mas de que “remplacement de nos populations” falava este pobre diabo?!»

    Basicamente, da rápida substituição de uma herança genética e cultural por outra, de forma cumulativa, numa determinada área onde existia uma identidade civilizacional histórica. A substituição dos indígenas norte-americanos pelos europeus pode servir de exemplo. Outro exemplo, durante a dissolução do império romano, pode ser o processo de substituição das populações romanizadas a que se deu início com a federação das tribos bárbaras. Claro que as causas dessa substituição podem ser diversas, mas é dos resultados finais e das vicissitudes do processo em marcha, irreversível a partir de determinado momento, que falamos.

  9. A analogia com os indigenas americanos (ou alias com as populações romanizadas) é tão estupida, tão estupida, tão estupida, que devia servir como exemplo para ilustrar as virtudes da liberdade de expressão : devemos admitir a expressão de todas as opiniões, a começar pelas mais cretinas !

    Ora explique la isso melhor.

  10. Pedir-lhe para “explicar isso” é como pedir a um hipopótamo que trauteie o “La Donna è Mobile”, ou a uma galinha que não desafine no “Avé Maria” de Schubert.

    Um gajo que se insurge contra o “domínio” islamita e França e se imola numa Catedral supostamente o símbolo da superioridade cultural da sua “raça”, ignorando que o tempo em que ele foi construída e os quinhentos anos seguintes o seu País – a França – viveu no mais obscuro e torpe obscurantismo e barbárie – desde o holocausto dos cátaros, ou albigenses, no Sul, ao martírio e à expulsão dos huguenotes, no resto do País (e isto apenas para abordar a coisa muito ao de leve), não passa de um alucinado e mentecapto, apesar de se auto-considerar “historiador” e “são” de corpo e alma.

    Uma prova irrefutável de que a Sociedade em que ele acredita(va) está irrecuperávelmente doente, está mal, ou malade, muito malade mesmo…

    Pobre Domingos e pobres dos que se sentirão “inspirados” pelo seu galhardo exemplo.

    Ou, como dizia o outro maluco, “uma enxadinha nessas mãos”, ou ou foicezinha, no calor do Alentejo em Verão de ceifa, nos anos 30 ou 40, talvez não lhe tivesse feito mal nenhum. Assim…

  11. «(…) o “domínio” islamita em França» e «ignorando que o tempo em que ela foi construída e nos quinhentos anos (…)», como é evidente…

  12. João Viegas: «Ora explique la isso melhor.»

    Então cá vai uma melhor explicação para responder às perplexidades tão inteligentes, mas tão inteligentes, que chegam a sugerir um Q.I. quase superior ao de uma lagarta da couve: as sociedades humanas, como os homens, são mortais (e podem até suicidar-se). Já dá para perceber ou ainda não?

  13. São mortais e têm que defender o seu espaço vital, como estamos cançados de saber…

    A parte que não se conseque entender muito bem é aquela que v. parte da analogia com os indigenas americanos, para concluir que a nossa civilização tão elevada se encontra hoje mais ameaçada pelo perigo de uma invasão islâmica, do que pela estupidez incompressivel de alguns anonimos…

    Boas

  14. Não percebeu nada, mas eu volto gostosamente a explicar. Em primeiro lugar, não citei os indígenas americanos para concluir o que quer que fosse para além da mortalidade das sociedades. Podia até ter citado os manchús absorvidos pela civilização chinesa que pensavam ter conquistado. Em segundo lugar, longe de mim sugerir sequer que a nossa civilização se encontre mais ameaçada pelo perigo de uma invasão islâmica do que pela estupidez nativa. Pelo contrário, como esta troca de impressões amplamente sugere.

  15. Anónimos que debitam pérolas tais e tantas, que sugerem um Q. I. inferior ao da própria couve…

    De que é que este baboso “pensa” que está a falar, quando escreve patacoadas dignas de uma redacção do Circo Preparatório como estas: “(…) substituição das populações romanizadas a que se deu início com a federação das tribos bárbaras”? Nunca ouviste falar dos genes característicos da população portuguesa, hem? Quantos eram eles os das “tribos bárbaras” e quantos eram os “munícipes” de Conímbriga, Egitânia, Pax Julia, Bracara Augusta e arredores, hã? Sabes?

    Querem lá ver, terá sido aluno do Rui Ramos? Ou sub-director do “Diabo”, na era da vera Lagoa? Ou redactor do “Tempo”, nos tempos do Nunocha?

    Seja lá quem for, deve ter tido sessões contínuas dos programas de História do saudoso José Hermano Saraiva. O algodão não engana…

  16. Por outras palavras: quem já ocupa o terreno e cresce numericamente à sombra de uma religião aglutinadora ainda jovem e de culturas nativas encantadas com as delícias do arco-iris cultural, a chorar por mais imigração, já não precisa de invadir coisa nenhuma, a não ser as assembleias legislativas, pacífica e democraticamente, como adiante se verá.

  17. Caro anonimo,

    A expressão “rápida substituição de uma herança genética e cultural por outra” é um verdadeiro poema que tresanda ao lixo iedologico que anima os seus comentarios. Mas ja sei que não foi nada disso que v. quis dizer e que as letras estão la nesta ordem por obra do mero acaso. Como em relação aos indigenas americanos…

    Quanto à “sinização” dos manchus, trata-se de mais um caso com obvias parecenças com a situação que o outro imbecil pretendia denunciar. E também de uma prova insofismavel que as civilizações morrem. Como esta mais do que demonstrado, bastou a milenar civilização manchu ver o seu territorio invadido pelo barbaro chinês para que ela perdesse completamente os seus delicados requintes…

    Da mesma maneira estamos hoje ameaçados pelo grave desequilibrio demografico em beneficio das raças semitas, que carregam nos genes uma forte pendência para o obscurantismo e que se singularizam, entre outras coisas, porque os homens nascem com barba e as mulheres têm protuberâncias no crânio para poderem pendurar o véu.

    E’ urgente reagir. Trata-se mesmo de uma questão de vida ou de morte.

    Para ir a Notre-Dame, apanhe o metro regional “RER” e saia na estação “Saint-Michel Notre-Dame”. Se quiser, posso indicar-lhe onde pode comprar uma pistola que funcione.

    Boas

  18. Ó Hermenerico,

    “a chorar por mais imigração”, é?

    Estou a ver-te a limpar às seis da manhã as sanitas do “campus de justiça” e às seis da tarde as retretes do «CascaisShopping», ou a servir laranjadas no «McDonald’s» de Murches?

    Pois…

  19. «Quantos eram eles os das “tribos bárbaras” e quantos eram os “munícipes” de Conímbriga, Egitânia, Pax Julia, Bracara Augusta e arredores, hã? Sabes?»

    Velhotes, estatísticas demográficas precisas, um milénio e meio depois, não sei eu, nem sabes tu, nem sabe ninguém. O que sabemos é que da dissolução (em mais do que um sentido) do império resultou um longo retrocesso civilizacional.

  20. Ena pá, tanto pêlo eriçado assim que se fala de herança genética e cultural. Jesú, Maria, aqui d’el-rey que se mencionou o óbvio!

  21. Ó palermóide ÓBVIO,

    conta lá à gente e ao AKI d’el-rey novas da “dissolução em mais do que um sentido” e do “looongo retrocesso civilizacional” que te apoquenta, mais as tais estatísticas demográficas aproximadas ao cagagésimo que usaste no teu arrazoado anterior para justificares a “substiuição das populações romanizadas” pela tal “federação das tribos bárbaras” (que rigor histórico, senhores…).

    E fica lá sabendo que a “substituição da herança cultural e genética” de Lisboa pelos Cruzados normandos deu origem a uma data de “islamistas” disfarçados, um dos quais até se doutorou em Paris, na Sorbonne, e veio a ser famoso em Pádua. Tens de rever os teus calhamaços de Estória da 4ª Classe…

    Se calhar dás aulas no Politécnico, não?…

  22. Olá, Ignátzio. Aproveito para concordar com quase tudo o que diz o amónio, e aqui vai uma achega à tua solicitação de «retrosexo fascistóide» (se bem a entendi). Vamos lá então.

    Bom, entre 1933 e 1945, na estimativa do U.S. Holocaust Memorial Museum, 100.000 homens foram detidos pelos nazis por práticas homossexuais, dos quais aproximadamente 50.000 foram oficialmente sentenciados. A maior parte cumpriu as suas sentenças em prisões ordinárias, e uns 5.000 a 15.000 desse número foram internados em campos de concentração. Não se sabe quantos deles terão morrido de todas as causas possíveis, mas Rüdiger Lautmann, uma autoridade na matéria, pensa que a taxa de mortalidade dos homossexuais nos campos de concentração nazis pode ter subido até aos 60% [*].

    O que confirma que na Alemanha, como em muitas outras nações, se prendeu (e a seguir se soltou ou se submeteu a julgamento) pela prática de homossexualidade, considerada nessa época um delito sexual em quase todo o mundo, e que o número de vítimas perfaz, quando muito, para os 12 anos do poder nazi, uns 3 a 9 milhares de mortos.

    O que mostra à saciedade que o famoso «Holocausto dos homossexuais», apesar de ter direito a monumento na Holanda, fica a perder de vista quando comparado com o artigo genuíno que praticamente exterminou os judeus, independentemente das suas preferências sexuais, como é bem sabido.

    Mas não há que desanimar quanto a motivos de queixa, porque os satânicos nazis — quase todos eles formados nos contos dos irmãos Grimm — lhes dedicaram alguns dos piores suplícios do cardápio, entre os quais a sinistra morte pelas cócegas depois da imersão alternada das partes baixas em água gelada e fervente e do empalamento em vassouras, conforme devidamente atestado pelo Holocaust Education & Archive Research Team, aqui:
    http://www.holocaustresearchproject.org/othercamps/flossenburg.html

    “The SS considered it great sport to taunt and torture the homosexuals. The camp commander at Flossenbürg often ordered them flogged; as the victims were screaming, he was panting with excitement, and masturbated wildly in his trousers until he came,’ unperturbed by the hundreds of onlookers. A sixty-year-old homosexual priest was beaten over his sexual organs by the SS and suffered severe hemorrhaging, he died the next day. Eyewitnesses tell of homosexuals being tortured to death by tickling, by having their testicles immersed alternately into hot and icy water, by having a broomstick pushed into their anus.”

    Mais alguma dúvida, para além das naturalmente resultantes do velho mito dos alemães rigorosos e disciplinados?
    _____________________

    [*] Fonte do USHMM indicada aqui:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Persecution_of_homosexuals_in_Nazi_Germany_and_the_Holocaust

  23. Dona Antónia (a Ferreirinha),

    — “Dissolução em mais do que um sentido” quer dizer económica, política, cultural, militar e mais algumas que estou certo não deixarão de lhe ocorrer.

    — “Longo retrocesso civilizacional” quer dizer aquele período que por vezes se designa — vá-se lá saber porquê — assim:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Dark_Ages_%28historiography%29

    — “Foederati” era o termo latino — que tomei a liberdade de aportuguesar para as massas — para designar as tribos bárbaras progressivamente integradas no corpo do império para efeitos de sobrevivência do mesmo:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Foederati

    — A “substituição” (de populações) não era em sentido literal e imediato, nem fui eu que usei o termo. Limitei-me a esclarecer a intenção do uso dessa palavra pelo autor do gesto que motivou o post, como poderá verificar se o ler com alguma atenção.

    Mais alguma dúvida, faça favor de colocar. Não estou aqui para outra coisa.

  24. José Hermenerico Saraiva, o “foederatae”,

    continuas a martelar ao lado: aqui nunca houve dúvidas. E sobre ti e a tua coltura, ui qui pédica, muito menos.

    Como deves calcular tenho vários rabelos à minha espera para encher com precioso néctar, pelo que só amanhã aqui desembrulharei mais algumas das tuas ignorâncias, com que não te cansas de nos maçar.

    Qual era o teu alcunha mesmo, quando davas aulas no ensino mesmo básico?

  25. «Como deves calcular tenho vários rabelos à minha espera para encher com precioso néctar»

    Dona Antónia (a Ferreirinha), piadinhas estúpidas homofóbicas não levam a parte nenhuma.

  26. Ó revoltado obrigado por alegrares a minha manhã…

    “O barco rabelo é uma embarcação portuguesa, típica do Rio Douro que tradicionalmente transportava as pipas de Vinho do Porto do Alto Douro, onde as vinhas se localizam, até Vila Nova de Gaia – Porto, onde o vinho era armazenado e, posteriormente, comercializado e enviado para outros países.”

  27. Hermenericão,

    descontado o facto de nunca podermos adivinhar quando estás a falar “em sentido literal e imediato”, a “esclarecer a intenção” alheia, ou a “aportuguesar para as massas” – e antes que nos venhas de novo maçar com alguma definição de “dissolução” tirada da (ui) quipédia, ou de algum «Compêndio de Físico-Química do 2º Ano dos Liceus» -, deixo-te apenas algumas pistas, à guisa de despedida, para te entreteres nos próximos doze anos, quanto à “dissolução” do Império romano na sequência da tal “federação das tribos bárbaras”:

    1) “Dissolução em sentido económico” – o fim do Império romano deu realmente início a uma era de grande “pobreza”, em que vastas regiões europeias anteriormente “prósperas” e “desenvolvidas”, como por exemplo a Gália, a Hispânia e a Germânia, em poucos séculos estavam transformadas em “desertos” improdutivos, como o Reino dos Francos, o Reino Visigótico na Ibéria e o Sacro Império Romano-germânico, que eram “apenas” os maiores potentados da Europa na Alta Idade Média, bem ao contrário, aliás, do que haviam sido sob o domínio de Roma;

    2) “Dissolução em sentido político” – muito discutível, pois se bem que a um Império centralizado se tenham sucedido não própriamente Países, mas inúmeras possessões feudais autónomas – desde Impérios, Reinos e Grão-Ducados, a simples Viscondados e Marcas -, a autoridade formal sobre todos eles continuou, por muitos séculos, centralizada numa espécie de “poder legal supremo”, ainda centralizado (adivinhem onde…), na pessoa do Papa;

    3) “Dissolução em sentido cultural” – muito mais discutível ainda! Ou não permaneceram (até hoje!) no espaço romanizado os pilares essenciais do Cristianismo? E do Direito romano? E do pensamento filosófico? E até do Latim (ainda que evoluindo para Línguas aparentadas)?

    4) “Dissolução em sentido militar (e mais algumas que decerto não deixarão de me ocorrer)” – tudo isso junto não me parece nada relevante, nem digno de qualquer menção a este respeito, até porque “dissoluções militares” foi coisa que nunca deixou de haver em toda a Europa, nos últimos dois mil anos, nada tendo a ver com outras “dissoluções”, nem com nóveis “substituições de populações” (e bastará lembrarmo-nos das “dissoluções” militares dos Cartagineses face aos Romanos, dos Germanos face aos Hunos, dos Eslavos face aos Tártaros, dos Saxões face aos Normandos, dos Sérvios e dos Austro-húngaros face aos Turcos, dos Visigóticos face aos Muçulmanos, dos Bizantinos face aos Otomanos e por aí adiante).

    Já quanto a verdadeiras substituições de populações – e para não falarmos sempre apenas nas mais que “batidas” deportações em massa dos judeus (várias) e dos alemães da Prússia Oriental, dos Cárpatos e do Volga, nem dos genocídios arménio, curdo, ou irlandês -, algumas das maiores ocorreram em cenário de paz e por mútuo acordo entre as partes, casos das transferências recíprocas de gregos da Anatólia e de turcos helénicos entre si, nos anos vinte, ainda que em consequência da Grande Guerra.

    E claro, a mais propagandeada e branqueada de todas, a expulsão dos palestinianos da sua própria terra pelos judeus de todo o Globo, desde meados do Séc. XX. AH, mas essa não é na Europa, não “nos afecta”…

  28. uma morte ingloria. os motivos foram pessimos, e a forma ainda pior!podia escolher um alvo cuja sua morte aliviasse o sofrimento de tanta gente neste mundo!não lhe faltavam opçoes!

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