Conclusão sobre a união das esquerdas

O PCP é uno, indivisível, puro, inconspurcável e não coligável. A tomada do poder pela classe operária e os camponeses e a derrota do grande capital só a eles compete. Sentem que têm uma missão histórica da qual ninguém os pode desviar. Coligações? O que é isso? Se pudessem, proibiam as caricaturas, qual seita nossa conhecida. Embora apreciações como a minha não sejam caricatura alguma.

O PS, depois da aventura do Manuel Alegre ao saltar a vedação, tem seguramente mais que fazer do que aturar radicais a mandar lixar a Troika e ainda menos antes de eleições. E sobretudo ainda menos sob a liderança de Seguro, que, sabe-se lá porquê e coitado, gostaria de ser Passos Coelho. Outro líder no PS talvez incentivasse alguma racionalidade e razoabilidade nalguns intelectuais ditos antissistema que gostam de se posicionar “de fora”.

Resta o Bloco. Até há dois anos, o partido reinava no espaço próprio da irreverência. Com Louçã, conheceu a ascensão e também a queda. Entretanto, a liderança bicéfala deixada em testamento permitiu, com a sua reduzida credibilidade, a assunção de ruturas (latentes e previsíveis já há algum tempo) e o partido fracionou-se em três (para já). Uma das frações, o movimento 3D, mesmo antes de se constituir legalmente, já propõe uma coligação com o Bloco e o Livre em próximas eleições. Não sabemos também sequer se o Livre já é oficialmente um partido, embora já haja “desistentes”, a que não podemos obviamente chamar dissidentes. É esta, em suma e na prática, a união das esquerdas. O Bloco dividiu-se para que alguns dos seus membros sem acesso a lugares políticos na configuração atual pudessem a eles aceder. Nada contra. Mas é esta a única nova cisão (que não belisca nem o PS nem o PCP) e a única possível união. Lá entre eles.

5 thoughts on “Conclusão sobre a união das esquerdas”

  1. ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,Os outros vão pelo mesmo caminho…”unos…..indivisíveis…puros….” todos vão querer contar cabeças “votos” para ver qual fica mais em “bicos de pés”. O POUS da Carmelinda Pereira feneceu de tanto pregar no deserto !!! Hoje os tempos são outros, as mentalidades também, e os protagonistas, mais pragmáticos, com mais competências e mais escrutinados por uma opinião pública que se afirma, vão ter que mostrar trabalho. É neste emaranhado de escolhas que devem aparecer novas propostas, novos rostos e projetos …!!! Pelo menos vemos a sociedade civil a mexer…e a desafiar as forças politicas instaladas…e isso, pelo menos, é positivo…!!!!

  2. apoio a criaçao de um partido que esteja disponivel para fazer coligaçoes para derrotar a direita,mas inoja-me ver na criaçao do partido “livre” um carvalho da silva que durante quarenta anos militou no pcp,sem nunca ter ouvido de si uma unica critica ao seu partido e agora reformado do sindicalismo (sua profissao),sem o minimo de pudor entrega o cartao e desvincula-se,para poder ter a liberdade de cuspir no prato que andou a comer. “o livre” só tem a perder com este oportunista nas suas hostes. é motivo de reflexão a fuga de militantes, sindicalistas,que só o foram até ao ultimo dia de trabalho nas empresas que lhes pagavam o salario.

  3. celeste martins,a maior parte dos independentes que se candidataram eram militantes de partidos,que por razoes diversas, resolveram ir a votos.não sou a favor de independentes.quem gosta da politica e tem ambiçoes que milite no partido,pois apesar de tudo em 90% dos casos, os partidos reconhecem os competentes.por ultimo,se votar num partido e a coisa correr para o mal,nas proximas eleiçoes eu tenho a possibilidade de o penalizar.num independente,que enche os bolsos,só faz porcaria, nas proximas eleiçoes ele está a passar ferias no brasil com o relvas e eu sem instrumentos para responsabilizar quem quer que seja . se não houvesse partidos ,na assembleia, tinhamos, uma especie de albergue espanhol.saia da sua zona de conforto, e lute por um sociedade melhor juntando-se a pessoas que pensam como voçê.

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