Como terá a U. Católica chegado aos 32% para o PSD?

Nova sondagem. Depois dos 3% para o CDS apurados ontem pela Universidade Católica, os resultados da Eurosondagem, 25-31 julho, parecem-me bem mais credíveis (e ainda mais se tivermos em conta os resultados da sondagem i/Pitagórica).

O trambolhão tem sido grande para os “estarolas”, mas convém não exagerar em relação ao Portas. E convenhamos que uma subida do PSD para mais de 30%, como apurou a UC, era coisa muito estranha.

PS: 37.4% (+0.4)
PSD: 24.4% (-0.6)
CDU: 12.5% (+0.5)
CDS-PP: 7.7% (-0.3)
BE: 7.5% (-0.5)

22 thoughts on “Como terá a U. Católica chegado aos 32% para o PSD?”

  1. Sim, seria uma subida estranhíssima para o PSD. E as sondagens não passam de indicadores falíveis, como sempre se viu e verá. Mas não deixa de ser igualmente estranho que mesmo nos resultados da Eurosondagem e Pitagórica o PSD ou desça quase nada ou até suba. Isso significa que a base da sondagem da Católica, mesmo se inflacionada por alguma opção ou falha metodológica, está a descrever esta realidade: Passos resistiu ao pior momento do Governo.

  2. Não me parece satisfatório sugerir algo de menos profissional nas sondagens, quer da Católica quer da Eurosondagem.

    Parece muito mais interessante examinar o histórico dos resultados destas Sondadoras e verificar, ou não, discrepâncias continuadas nos dois Modelos e Metodologias.

    Bom Fim de Tarde.

    Amistosas Saudações de

    ACÁCIO LIMA

  3. Val: Sim, mas uma coisa é uma variação em torno dos 24-25% – também me parece difícil perderem totalmente a base de apoiantes incondicionais – outra coisa é um salto quântico. Mas enfim, vá-se lá saber que tipo de loucos ficaram por cá e não emigraram.

  4. Acácio Lima: A minha pergunta não pretendia sugerir falta de profissionalismo da UC. Era apenas manifestação de estranheza. Possivelmente quem apurou os resultados também se surpreendeu. Pelo menos, espero que sim. Nada tenho a dizer do histórico de sondagens da Marktest – UC.

  5. “Parece muito mais interessante examinar o histórico dos resultados destas Sondadoras e verificar, ou não, discrepâncias continuadas nos dois Modelos e Metodologias.”

    o que é que o sô lima terá encontrado e não partilha com o maralhal.

  6. Penélope, mas é isso que me aparece como absolutamente estranho: que este Governo tenha uma base de apoio à volta dos 25% depois de ter enganado o seu próprio eleitorado mais fiel. É que não se salva nada, eles fizeram exactamente o contrário do que prometeram. Quem votou PSD tem hoje menos dinheiro, menos empregos, menos apoios, nenhuma esperança. Como é que é possível, portanto, não haver em todas as sondagens uma maioria absoluta para o PS?…

  7. Devia perguntar-se ao Seguro.
    Se é incapaz de defender os governantes anteriores quando são indignamente atacados, se não tem uma palavra para tudo o que foi feito pelo governo de Sócrates e que em parte está a ser aproveitado à má fila, destruído ou ignorado, se é incapaz de apresentar políticas alternativas, mais que ideias desgarradas, deve haver muita gente que pensa em relação a trocar PSD por PS: “para pior já basta assim”

  8. Devia perguntar-se ao Seguro e a quem o elegeu.
    Aos aparelhos partidários que são capazes de eleger líderes que traem as expectativas da sua base eleitoral.

  9. 00- Nesta Caixa de Comentários a este Post têm sido ventiladas algumas perplexidades sobre a dispersão de resultados de intenções de voto apresentados pelas diversas Sondadoras.

    01- Parece importante pensar alto sobre esse facto.

    02- Pedro Magalhães, no seu blog “Margens de Erro”, tem exposto, muitas vezes em parceria com Conraria, várias abordagens sobre as teorias que informam a Ciência das Sondagens.

    03- As minhas análises, empíricas e pataqueiras, partem das séries, ao longo do tempo, das Projeções publicitadas pelas diversas Sondadoras. Anotei:

    a)- O contraditório só surge na proximidade do Ato Eleitoral;

    b)- A dispersão dos resultados publicitados pelas Sondadoras, diminui à medida que se aproxima o Ato Eleitoral;

    c)- A minha hipótese de trabalho explicativa desta dispersão que se encurta decorre de duas políticas diferenciadas das Sondadoras, a saber:

    01- Há Sondadoras que privilegiam Modelos muito sensíveis às mutações no curto, curtíssimo prazo;

    02- Há Sondadoras que privilegiam Modelos repousando na previsão da evolução a prazo.

    A Católica ilustra o Modelo 01).

    A Eurosondagem ilustra o Modelo 02).

    Trata-se de mera “Hipótese de Trabalho”.

    Desfaçam-na. Ou confirmem-na.

    Bom Fim De Tarde.

    Cordiais Saudações

    ACÁCIO LIMA

  10. afinal as “… discrepâncias continuadas nos dois Modelos e Metodologias…” são modelos de trabalho diferentes que tendem a ficar parecidos com o tempo. os meus agradecimentos pela perda de tempo e um nice pôr-do-sol.

  11. não acredito que seja só segundo a católica, ignatz, há povão para isso e para muito mais, como já se viu. As toxinas cagadas pela gente séria e respectiva comunicação social têm solo fértil nalgumas “bases”. Para todos os males do país e do mundo haverá sempre quem pense que a culpa é do Sócrates. Claro que não lembrava ao careca pôr o Sócrates nesta pergunta da sondagem, tal como não lembraria colocar o pai natal.

  12. Partilhando a perplexidade pela votação no PSD, um valor a rondar os 24% seria o pior resultado em legislativas desde 76.

  13. devo estar estúpida, mas não percebo a hipótese do curto e do longo prazo. As sondagens não foram feitas na mesma altura, a pergunta não é a mesma (intenção de voto)? E os sondados não estiveram sujeitos aos mesmos acontecimentos recentes? As percentagens não são as actuais e não aquelas que se prevêem daqui a uns tempos? Então?

  14. A leitura feita o meu último Comentário é redutora.

    Excluo linearmente uma visão que impute às Sondadoras, um deturpado tratamento de dados, manipulatório.

    Não alimento visões conspirativas para explicar processos.

    E é inaceitável difamar e ou caluniar. Desafio o mais pintado a “provar” que as Sondadoras deturpam os dados.

    Orientam e usam as técnicas, na subordinação às ideologias que as informam.

    Importante é usar o conhecimento para ler corretamente o que é publicitado, e o meu Comentário visava tal.

    Boa Noite.
    Bom Serão.
    Cordiais Saudações

    ACÁCIO LIMA

  15. pela minha parte, a leitura ao teu Comentário, Acácio, foi questionadora, na linha de “usar o conhecimento para ler corretamente” o que publicitaste. Obrigada pelo manifesto, mas respondeste népia. A não ser que subordinar a técnica da sondagem à ideologia de quem a faz não é manipular dados. muito científico. bom serão para ti também.

  16. oh meu! tu é que sugeriste “… discrepâncias continuadas nos dois Modelos e Metodologias…” e depois corrigiste o tiro, para agora armar em virgem. já vi que percebes disto a potes, o pedro magalhães deve estar orgulhoso de ti.

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