Como não adorar a Alemanha?

São fantásticos. A circularem na loja de porcelanas que é a Europa, batem um elefante aos pontos. Prova de que há sempre uma terceira vez, quase cem anos depois da primeira.

«A taxa de juro implícita das obrigações madrilenas com maturidade daqui a dois anos está em alta de 9,8 pontos base para 5,093%. Na dívida a cinco anos a subida é de 8,2 pontos base para 6,184%, enquanto na dívida a 10 anos a subida é de 5,2 pontos base para 6,665%.

Na dívida de Itália, a maior subida verifica-se nas obrigações a dois anos. A taxa implícita nestes títulos sobe 19,6 pontos base para 3,946%, enquanto a das obrigações a cinco anos ascende 8,6 pontos base para 5,463%. No prazo de 10 anos, a subida é de 5,1 pontos base para 6,079%.

A impulsionar a “yield” das obrigações dos dois países que se têm debatido para contrariar o risco de contágio da crise orçamental estão declarações de um porta-voz de Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças da Alemanha.

“O novo mecanismo não dispõe de tal licença, e não vemos necessidade de a ter”, disse em Berlim um porta-voz do ministro Wolfgang Schäuble, comentando assim notícias de que sobretudo a França e a Itália avançaram com esta iniciativa, para que o MEE tenha um capital praticamente ilimitado.
»

16 thoughts on “Como não adorar a Alemanha?”

  1. murphy: Se ninguém pedir dinheiro emprestado, acabam-se os bancos, é certo (mas duvido que seja isso que tenhas em mente). O que se progride é que já é mais difícil de imaginar. Talvez um curso rápido de teoria económica resolva o teu problema.

  2. “curso rápido de teoria económica “, na mouche!

    Infelizmente, mta gente precisa de um curso rápido de realidade… adequar as despesas às receitas… e os juros dos empréstimos serão razoáveis.

    Penélope, gostaria de aprender um opuco contigo, nomeadamente, na área económica.

    Podes pf dizer-me quais eram os encargos anuais com juros de dívida, por ex., há 10 anos atrás e quais são agora esses encargos?

    Já agora, tmb podes pf dizer-me quais eram os encargos anuais com rendas de PPP, e quais são agora esses encargos?

    É que sou mto limitado em termos económicos e com n.os será mais fácil perceber o problema e dislumbrar as soluções.

    Obrigado!

  3. Pronto, tens a solução. Adequam-se as despesas às receitas e emprestam-nos dinheiro a juros baixos! E a vida sorri. Não percebo mesmo é por que razão ainda achas necessário contrair empréstimos. A tua atividade realiza 10 de lucro, agarras nos 10 e investes na mira de realizar 20. Se não realizas lucro algum não investes. Fim da teoria. E da prática.

    As informações que me pedes estão disponíveis algures na net. Possivelmente és daqueles que vão buscar o ano de 1943 para mencionar o equilíbrio da nossa balança comercial…

    Caso tenhas sido vítima de amnésia, rebentou uma crise financeira em 2008 que afetou a Europa, onde se encontra Portugal. Em 2002 tinha-se criado com grande irresponsabilidade e despreocupação, e até falsificação de dados avalizada por altas instâncias, uma moeda única para países com níveis de desenvolvimento muito diferentes e sem que existisse uma união económica ou política entre eles, nem sequer um banco central com as atribuições devidas nesse contexto. Não me alongo mais. A culpa é do Sócrates.

  4. pois… quando toca a discutir algo mas concreto: paleio.

    Penelope, eu acho que não sofro de amnésia, apenas constato que Portugal está no charco enquanto mtos outros países, não (e a crise foi global, certo?).

    Para sair do charco temos de ser nós a fazer o caminho, deixem lá a “Merkel”, os “mercados”, etc… infelizmente, temos de o fazer pagando uma conta bem pesada, mas esse assunto não tem qq relevância, não é Penelope?

    ah! sobre contrair empréstimos, acho que faz sentido quando o investimento demontrar ser gerador de retorno (mas estou aqui para aprender sobre economia)

  5. oh das relevâncias! explica lá como é que queres amortizar uma dívida com empréstimos para pagar os juros ò será que ainda não reparaste que quanto mais pagas mais deves. os gajos dizem que estás no bom caminho porque o dinheiro que te emprestam vai directo para a conta deles e o sucesso deste negócio aumentar o nível de endividamento até ao estoiro da economia, quando estoirar os gajos perdoam porque já receberam tudo a dobrar e a economia reaparece lentamente com novo ciclo de endívidanço.

  6. Murphy.A crise foi global mas como uns são mais ricos do que outros, tambem aguentam melhor a austeridade ou não? o comportamento da banca e dos privados foi diferente nos varios paises.A nossa maior divida é dos privados já ultrapassou os 200% do pib.as ppp foi a direita que as inventou.não sou contra,só que depois de tanta roubalheira propagandeada pelos direitinhas resultado: presos Zero, contratos renegociados e aldrabados até agora Zero. por ultimo as ppp representam 1% do Pib. foi este 1% do pib que nos põs no suave regaço do fmi. o bpn,bpp,submarinos e o vigaro da madeira, são meros trocos sem a minima importancia…o povo, já viu no logro em que caiu.portugal é um pais com um solo rico! diz o alvaro que alem do filão das natas..descobriu minas em todo o pais.só falta termos petroleo no beato. gostei de ver o ar de toto do alvaro, a assinar papeis que disse serem contratos? o outro contratante não se viu.original diga-se de passagem.

  7. murphy: Não tens moeda própria. Na que tens, manda a Merkel. Diz-me como podes ignorar as suas decisões, centradas na defesa do seu país e na conquista dos seus eleitores.

  8. Caro Nuno,

    Sobre bpn, submarinos, etc., só uma palavra “prisão”! (da corja de todas as cores). Mas acho curioso como a decisão de nacionalização é tão menosprezada, recordo que em 2008 TSantos&Socrates afirmaram q a decião de nacionalizar era tomada para proteger os contribuintes…

    Sobre ppp: do q me recordo os governos de “direita” (whatever thar is), assinaram cerca de 10 contratos. Os de “esquerda” (whatever thar is), assinaram mais de 80.
    E, sem ofensa, mas dizer q as ppp representam 1% do pib é… cómico. entre rendas e portagens serão cerca de 50.000 milhões.

    Caro ignatz,
    Sem dúvida que a principal razão do que estamos a passar é ter de pagar esses empréstimos que refere, daí ter deixado as questões no post anterior:

    “Podes pf dizer-me quais eram os encargos anuais com juros de dívida, por ex., há 10 anos atrás e quais são agora esses encargos?

    Já agora, tmb podes pf dizer-me quais eram os encargos anuais com rendas de PPP, e quais são agora esses encargos?”

    Cara Penélope,
    Sou nortenho e uma das minhas “revoltas” é a temperatura da água do mar ser tão fria. Podia passar a vida a reclamar sobre essa circunstância, mas opto por encarar a realidade e considerar esse facto sempre que tenho de tomar decisões relativamente a locais onde vou a banhos…

    “Não tens moeda própria” é uma realidade conhecida há cerca de 20 anos. Na última década (especialmente), foram tomadas decisões erradas e irresponsáveis, e essa é a razão da nossa miséria. Mas o “povo” português é que escolheu e, nesse sentido, “temos o que merecemos”… agora, continuar a insistir na mesma receita é solução?! Mais investimeto público? Mais “medidas de crescimento económico”? Não há dinheiro. Caramba, é a realidade!

    E, mais uma vez, este tipo de discussão é “paleio”. Gostava de discutir coisas mais concretas, para se perceber o que está na origem do nosso pobre estado.

    Recordo aquelas questõezinhas: “Podes pf dizer-me quais eram os encargos anuais com juros de dívida, por ex., há 10 anos atrás e quais são agora esses encargos?

    Já agora, tmb podes pf dizer-me quais eram os encargos anuais com rendas de PPP, e quais são agora esses encargos?”

    Continuação de um bom dia (a todos)

  9. oh murphy! engoliste a k7 e respondes com as 2 perguntas que te mandaram fazer. tirando o norte do país onde te exilaste, existirá alguma parte do globo onde não se viva a crédito? cabe na cabecinha de alguém que os juros sejam superiores à dívida, quanto mais pagas mais deves e quanto mais deves maior é o juro para dificultar o pagamento. a solução é deixas de comer, deixas de ter fome e vícios, resta saber a quem vão depois emprestar o dinheiro.

  10. oh ignatz,

    “cabe na cabecinha de alguém que os juros sejam superiores à dívida” Na minha cabeça não cabe com certeza, mas de há mtos anos.

    Infelizmente, há mta gente que só o percebeu agora… portanto, a solução é irmos pedindo emprestado e depois paga-se à medida das nossas possibilidades, é isso?

    ah! as referências k7, “mandado” e exílio foram de grande calibre… aguardo os próximos rótulos :)

  11. pois, já estás a forçar o rótulo. pela conversa tu também não percebeste como é que lá chegámos e que por este caminho não temos solução, mas isso não interessa nada, o importante é abanar a cauda para os lados e a cabeça para baixo. agora põe aí o sermão do gastar acima das possibilidades que já estou a escrever a resposta.

  12. murphy: A temperatura da água não depende de decisões humanas. Mas, se a água falasse e te dissesse que facilitaria e até garantiria e desejava o teu desenvolvimento e bem-estar se nela te banhasses, esquecias de boa vontade a pele de galinha e as dores nas articulações, ou não?

    Quanto às decisões “erradas” não percebo por que as concentras na última década. Talvez queiras explicar.

    Para ti todo o investimento público é errado? Com os bancos na retranca depois das trafulhices que andaram a fazer, sem privados dispostos a investir e havendo fundos europeus disponíveis não é legítimo querer pôr a economia a funcionar minimamente? A alternativa com que agora vives e que te agrava a dívida e mata o país, como já referiu o ignatz, dá-te mais conforto porquê, homem?

    Os encargos com juros são agora evidentemente mais altos. Não te repito as razões para isso, de tão evidentes, mas mais uma vez constato que a tua amnésia é sem remédio. Nada se passou em 2008 e Portugal é o único país em dificuldades.

    Sobre as PPP rodoviárias, os dados de que disponho dizem-me que, em 27, 14 foram de governos PS. Se tens lido o Osvaldo Castro e o Caldeira Cabral deves já ter a noção do que verdadeiramente representam no PIB. Nada do peso apregoado.

  13. “A alternativa com que agora vives e que te agrava a dívida e mata o país, como já referiu o ignatz, dá-te mais conforto porquê, homem?” :)

    Penélope, continuamos a discutir coisas abstratas… talvez a forma como fui educado explique isso: fui ensinado a assumir as consequências das minhas decisões. Se peço emprestado tenho de pagar, ponto…

    Podemos andar aqui às voltas, mas a verdade (na minha humilde opinião, claro) é q a solução reside no q disse inicialmente: adequar as despesas às receitas… e atendendo à realidade, é impossível fazê-lo sem dor.
    E acredita q me dói bastante, pois tive um corte de vencimento de cerca de 20%, ainda assim tenho emprego e a felicidade de estar numa empresa que não faliu…

    Falem de como poderemos atingir um défice zero (tiro x milhoes aquele sector e coloco acolá, etc.) e aí sim, poderemos discutir algo interessante, até lá… paleio. Como aqui por ex., co paleio posso afirmar que uma tartaruga é mais rápida que o mais bravo soldado grego: http://reflexoescorporativas.wordpress.com/2009/04/08/questionando-a-logica-com-aquiles-e-a-tartaruga/

    Com IGNorância ATroZ não brinco mais!

  14. o esclarecido do norte que gostava de tomar banho em água quente andou às voltas mas foi lá parar, reformulou o gastar acima das possibilidades para “adequar as despesas às receitas” mas continua a ignorar os motivos da crise, aparentemente a guerra do iraque e a bolha amaricana não têm nada a ver com os ratings atribuídos às economias europeias e à subida dos juros. se soubesses quanto pagas a mais de juros para que o barroso tenha sido eleito presidente da cee não andavas preocupado com a velocidade das tartarugas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.