Como é que aqui chegámos e para onde vamos (momento verde)

Ultimamente, notícias da vida passada neste planeta não faltam.
Ele são as flores ressuscitadas da Sibéria (bem bonitas) a partir de material genético de tecidos congelados com mais de 30 000 anos, ele são os pinguins da Nova Zelândia com 4 1,20 metros de altura, que viveram há 25 milhões de anos e cuja reconstituição foi possível a partir de fósseis recentemente encontrados; hoje, são informações sobre o Homem do Gelo, uma múmia muito completa de um antepassado nosso, com 5300 anos, encontrada em 1991 nos Alpes italianos. Segundo as últimas análises, o homem teria 46 anos à altura da morte (um resistente), 1,50 m e olhos castanhos, ah! e, como esta sua descendente, era intolerante à lactose (não sei mesmo que mutação genética terá tornado os humanos não bebés tolerantes a tal substância).
Não tarda muito, poderemos estudar ao vivo um homem de neandertal e ensinar-lhe inglês ou oferecer-lhe um gelado e ver se fica indisposto (todas as experiências em aberto, incluindo o seu acasalamento com um homo sapiens sapiens).

Também fomos lembrados de que há vacas a mais no planeta, requisitam 30% das terras não geladas, o que deteriora consideravelmente a camada protetora de ozono devido ao metano que expelem, havendo já quem se dedique a investigar maneiras de produzir bifes, vá lá, hambúrgueres, sem necessidade de tamanha quantidade de bovinos, que consomem uma quantidade inimaginável (mas já medida) de recursos naturais preciosos. Apenas 15% da matéria vegetal que consomem se transforma em carne. Os novos “bifes” seriam produzidos a partir de células estaminais do animal, transformadas depois em tecido muscular e gordura e depois enriquecidas com nutrientes. Uma mesma vaca poderá produzir o mesmo número de hambúrgueres que um milhão delas atualmente. Será seguramente a ruína do setor agropecuário, sobretudo se admitirmos que, em breve, será também possível produzir pele de vitela em laboratório especialmente destinada à indústria do calçado e marroquinaria… De notar que o hambúrguer resultante da experiência científica custa presentemente 250 000 euros e que o cientista responsável ainda não foi abatido nem pediu guarda-costas.

5 thoughts on “Como é que aqui chegámos e para onde vamos (momento verde)”

  1. engraçado isto , andamos a extinguir animais destruindo-lhes o habitat e criamos animais a mais que destroem o nosso , e o deles , já agora. mas que bem. inteligência rara , o sapiens sapiens.
    e ando cada vez mais vegetariana , é o que vale , que essa conversa dos mac deu-me volta ao estomago.

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