Colaboras ou … colaboras?

Diz-se hoje em notícia do DN que os procuradores que, nas palavras da advogada Paula Lourenço, «sequestraram» Carlos Santos Silva e o advogado Trindade Ferreira alegam que os visados deram o seu consentimento. Ora vejamos: chego a Lisboa, sou abordada por polícias que me detêm e me comunicam o propósito de fazerem buscas na minha residência, automóvel e escritório. Não sou criminosa. Dão-me um papel a assinar. O procurador responsável pela investigação está presente.

Digo que não autorizo. Digo??

Que métodos, que pulhice, senhores procuradores! E que justificações.

De acordo com informações recolhidas pelo DN, Rosário Teixeira admitiu que os agentes da Autoridade Tributária e da PSP foram, no dia 19 de novembro, ao aeroporto esperar pelo avião que transportava Carlos Santos Silva (em prisão preventiva), amigo de José Sócrates (também preso preventivamente) e Gonçalo Trindade Ferreira (obrigado a apresentar-se duas vezes por semana no Departamento Central de Investigação e Ação Penal). Porém, ainda segundo o magistrado, depois de abordados pelos agentes, ambos, mesmo ainda sem terem sido formalmente detidos e constituídos arguidos, consentiram nas diligências que se prolongaram até à madrugada do dia seguinte: buscas aos carros, escritórios e casas e revistas pessoais. Para isso, Rosário Teixeira terá invocado o artigo do Código do Processo Penal que prevê a realização de buscas noturnas com o “consentimento do visado, documentado por qualquer forma”. Como ambos assinaram os respetivos autos de buscas, tal poderá servir para o procurador fundamentar o consentimento. Para confortar o MP, o juiz Carlos Alexandre escreveu num despacho assumir toda a responsabilidade pelas promoções do procurador.”

35 thoughts on “Colaboras ou … colaboras?”

  1. a ver se entendi mal: mas então não estamos perante o facto de que há prova documental de que houve autorização para a realização de buscas? e um advogado não saberia contestar, à altura, eventual prática ilícita? parece que nos andam a querer comer a cabeça por todos os lados…

  2. ó minha gente, esse procurador e o seu juiz dizem o que querem, fazem o que querem,alguém lhes dá a trela toda e ninguém pode fazer nada contra isso, é o que está à vista desde que o processo marquês é conhecido. Esta novela de terror é o que é e nós cidadãos, cuidemo-nos, porque isto está absolutamente tenebroso. Há outra indiferença preocupante e estou até admirada por o Aspirina nem ter referido mo assunto. Não fosse certos comentários que vejo espalhados nalgumas notícias onde cidadãos atentos questionam o mesmo, ia começar a pensar que sonhei. Falo de uma notícia lançada pelo CM paper e da entrevista no CMTV a que assisti onde Mário Machado admite com todas as letras que ele e dois amigos assaltaram, a pedido de um membro do governo actual, a casa de um tio de Sócrates para roubar os papeis entregues ao procurador e que levaram à abertura do processo. As notícias pura e simplesmente desapareceram, a entrevista nem sequer foi mencionada pelos outros canais televisivos, nada. Que diabos se anda a passar? Isto é demasiado grave. Um membro do governo!

  3. assinar os autos de busca depois de efectuados não pressupõe consentimento e muito menos substitui o mandado de busca, quando muito prova boa fé e consciência tranquila do acusado e má fé do inspector. depois há o probleminha da detenção sem mandado, já tou a ver o inspector rotex a dizer que conversou com o suspeito e que foi este que lhe pediu para ser preso. entretanto o super alex já deve ter pedido à epal uma declaração a confirmar uma rotura nos canos que abastecem a pildra para justificar os 5 dias sem tomar banho.

  4. Vi num processo da PJ um auto de conversa informal em que o polícia dizia ter conversando com o arguido e este lhe tinha dito e aquilo.
    Só o polícia assinava o auto que não tem cobertura legal e só ali estava para condicionar o juiz e o procurador.
    Nem um nem outro tiveram coragem para mandar destruir um auto seguramente ilegal.

  5. O SEF é agora dirigido por um juiz, o que não impede de continuarem a ser utilizadas as técnicas policiais mais manhosas. Antes dos arguidos terem possibilidade de se defenderam ou serem ouvidos em tribunal, emitem comunicados condenatórios que são ilegais, manipulando a opinião pública e condicionando os tribunais. Os procuradores e o juízes, antes de fazermos uma análise serena dos factos e da prova, têm à sua disposição os noticiários inflamados.

  6. o rosário já confessou e o alexandre disse que assumia a responsabilidade. prontes, assumpto resolvido, continuemos para bingo.

  7. Admitiu?! E há neste país pós-1974 um juiz, qualquer que ele seja, que cobre e serve-se das técnicas típicas de uma vulgar polícia política?! E que papel desempenham os *agentes* da Autoridade Tributária, sem experiência nenhuma nestas coisas, e que surgem aos olhos dos portugueses como um exército de milicianos ao serviço de um secretário de Estado do CDS?

    E então, …? Se o procurador admitiu e se o super-super do super-TIC, um «licenciado em direito» de qcomo lembrou subliminarmente a deputada Isabel Moreira , não há entidade neste país, deputadas/os da oposição e da antiga maioria, líderes políticos da oposição, Conselheiros de Estado, juízes e procuradores, grupo de notáveis, ex e bastonários da OA, jornalistas, comentadores ou notáveis… que se metam ao caminho e que obriguem imediatamente que seja investigado com carácter de urgência o que se passou? E que m. é esta de dizerem que um advogado autorizou, …? Autorizou buscas ad hoc a locais que não estavam sequer nos mandatos de busca, autorizou previamente que a sua casa fosse devassada durante aquela madrugada, que os seus filhos pequenos assistissem, que a sua cônjuge fosse interrrogada informalmente durante toda a busca afastada do marido? E um engenheiro autorizou o quê, se ficou prontamente incomunicável e sem possibilidade de contactar sequer o/a sua/seu advogado?

    Somos parvos, ou quê?

  8. Sugiro a leitura do blog Dos dois lados das grades. Todas estas práticas são do conhecimento da população e, pior, de todas as instituições envolvidas.

  9. Cara Penélope, qual é o problema? Onde está o erro…processual?Mas há algo que a impeça de dizer «não autorizo»? Ou de contatar um advogado, de imediato?O CPP é pulha e tem métodos que atentam contra os direitos humanos? Mas, então, novamente, porque não um recurso para o TC ?
    Não acha, por isso, que é melhor discutir-se a (in) constitucionalidade do CPP? Com tanta alegada irregularidade processual, e tantos advogados a sentenciarem a razão, acho estranho que as instâncias recursórias se mantenham firmes nos indeferimentos. Será que todos perseguem os arguidos?

  10. um blogue feito por um preso, com autorização da pildra, que vive de referências à vida do sócras na prisão e atestados à inocência do autor, esse sim, vítima de todas as ilegalidades processuais que praticou durante o tempo em que era polícia, só pode ser um broche ao sistema.

  11. O RFC esqueceu-se de incluír na lista daqueles que DEVEM investigar o que se PASSOU, a ELE PRÓPRIO e todos os que com ele concordam. Meu caro, queria que um médico fizesse o papel de MAGISTRADO do MINISTÉRIO PÚBLICO ou de MAGISTRADO JUDICIAL? Talvez a dita Moreira se tenha esquecido que os MAGISTRADOS são mais que «licenciados em Direito»…Olhe, mas se não disse, digo-lhe eu.
    Um exemplo de como a DEMOCRACIA, de facto, apesar de bem intencionada, escolhe caminhos largos, os da IGNORÂNCIA e evidente INCAPACIDADE de COMPREENSÃO – o seu caso. Uma democracia reprovada, que só ouve as exaltações infundadas, designadamente de BARULHOS sem motivo.

  12. ignoranteze, pá, dize aí quaiss sãoe as ilegalidades prucessuaise, pá. Bá, anda lá, que tu saves muito de tudo, o que faz de tie um estulto, digno de avrilhantar o palassio de Velém. Bora IGNATZ, de milho saves tue. ganda maluko.

  13. oh brochista! não digas asneiras e não baralhes as coisas. assinar um auto de busca no fim desta ter sido feita não pressupõe concordância com o não cumprimento da lei, significa que assistiu ao acto e que assinou a guia do que lhe foi confiscado, que é do seu próprio interesse à cause des mouches. mandatos de captura = 0, logo detenções ilegais, assim como ilegal tudo o que seguiu depois. cooperação dos detidos = boa-fé dos mesmos e má-fé da polícia, foi uma emboscada. isto consta do recurso que a relação irá analisar um dia e que por via das dúvidas e demoras foi publicado na forma de suponhamos no primeiro boletim que saiu da ordem dos advogados, porquê? porque as únicas ao segredo de justiça só são permitidas à bófia e aos magistrôncios e a comunicação social está feita com eles. vai ser lindo quando os advogados deste país começarem a botar a boca no trombone sobre a corrupção e abuso de poder na polícia e magistratura.

  14. Schiiiiiiiii…
    Mas eu tenho que levar contigo por alma de quem, pá?
    Como já te disse uma vez: get a life, pá!
    Desanda, vai-te, xô, baza etc.
    (comigo, pelo menos).

  15. “… dize aí quaiss sãoe as ilegalidades prucessuaise,…”

    são as que constam do recurso apresentado pela advogada, foram divulgadas no boletim da ordem, reconhecidas hoje pelo investigador no jornal de notícias e o juíz alexandre diz que assume a responsabilidade.

  16. Ó IGNORANTEZE, oube, pá, RFC, lissén tu mi, os broches, pá, são ovras de arte de ouribesaria, pá, tue éze muito mal intenssionado. Vadalhócu. Fogu, o teu álito xega até aqui, hum, uóte a rotén ésse, oue seja, que granda besta urdinárria tu éze. oqueie. oube, pá, ataõe tu axas ca te boue risponderre a mais uma asnada jurrídica tua, hum, axas? rili? lole, lole. tu só dizess asnada e asneirrada, meue, ca keress ca ta diga, num intendes as couzas, pá. Tás a berre purque é que há diferrenssa entre mim e tue? nãoe? eue isplicu-te: tu és muitu burrito, mas tense a mania ca saves puqre andas a cupiar linquess da intérnéte. oqueie.
    oube, ça quizerres falarre ingalés cómigu, forssa, manda aíe a tua savedurria iscrita. o «get a life», debe serre algu ca bistes numa tábua decurativa de alguma loja pra animaise, num é, ó jéque ésse? oqueie.

  17. ó iganateze, oube, deixa lá o voletie da ordem pá, a gaja ca istá lá é uma besta que nem um articuladu save fazere, tás abere? tu saves lerre? hum? a sérrio? oqueie. Bá, transcrebe lá as ilagalidades prussessuaise, pra gente bermus. ganda maluco. manda aí maise um parrecere teue.

  18. lole, fogu, agorra é que bi o ca iscrebeste ó IGNATEZEE, lole, portantus, tu dizes que há ilagalidades purqre a adbogada o dize. e o juíze beio a públicu admitirre que tinha errradu, hum, lole, lole, fogu, essa adibogada é muito cumpatente, pá. ficaccum o cuntato dela, podes prazissarre dela, tá beie? big lole indeed.

  19. … o ceguinho é que poderia emprestar uma bengala à Maria, acima.

    Também procurei a entrevista que Mário Machado deu à CMTV no dia 16 deste mês e … nada! Também não vi notícias e comentários às denuncias feitas pelo entrevistado noutras TVs e jornais.

    Também gostaria de conhecer o nome do atual governante de Portugal que encomendou o serviço ao skinhead e seus muchachos …

    Parece-me que isto só agora começou.

  20. Sim Enapa, é essa, mas eu falava da entrevista no CMTV, em que o CM se deslocou até a prisão,falando lá com o Mário Machado. Essa entrevista foi abolida da net, não há acesso a ela e os outros canais não se referiram a ela sequer. Toda a gente calou o assunto.Porquê? Porque Mário Machado denunciou que foi um membro do ACTUAL governo. Ora isso não é grave? Não devia ser investigado? Como podem os portugueses permitir-se a ter no governo pessoas que contratam criminosos para assaltar casas ou quem sabe, eliminar adversários? Mas ninguém tem medo disto, caramba? E o jovem que despareceu? POrque razão Mário Machado só fala passados dois anos e tratam do assunto como se fosse banal? Vejam isto, no DN, a PGR comenta apenas o asunto do jovem mas nem pia sobre a outra denúncia. Efoi tudo na mesma entrevista! A puta que a pariu!

  21. A pseudo moralidade de alguns acima em consonância com a verdadeira má criação e incapacidade dos mesmos. São estes que votam na …polis. E os seus descendentes também. Tanta indignação e nenhum dos seus vozeadores impulsiona o que quer que seja. Eça ( de Queiroz) chamava-lhes «encardidos», deram-lhes voz e eles pensam que têm o mundo do pensamento, o razoável e exigível, ilustrado com vulgaridades da língua. Um linguarejar que nos diz da sua pouca altura e muito silêncio, típico do retrato politico e social do Abílio Junqueiro, com muita mosca à mistura, por causa do alimento, evidentemente.

  22. oh xupamisto, tirando uns vivas oh botas e broches diários à coligação dum proxeneta com um panasca presidida por um filho da puta, em dialeto grunho e estilo bimbo, não tens mainada para grunhir que abanar com roupa de marca a despropósito daquilo que não fazes. dass para armar ao cagalhão já tinhamos a bécula a fazer poemas simétricos com aceleradores de bicos de malagueta.

  23. o enaparvo vê valupis por todo o lado e se ficas incomodado quando se atacam fachos podes ir comentar para o observador, fazes um vistaço e pode ser que te contratem como historiador.

  24. ó IGNORANTEZE, ganda niqueneime que o ENAPA te deue, ó ZÉ BICO da MALAGUETA IGNÃNCIO. fogu, tou-te a bere, debes serre piquenu cum complexo de pussies, ehehe. zÉ bico, ó Zé bico.

  25. Ó IGNATEZES ZÉBICO da MALAGUETA IGNANCIO, bi agorra mais um cumentário teue. oube, atãoe identificaste-te cum o meu poste, hum? eue iscrebo muita beie, num é? hum e ainda num moubistes falare.

  26. dr. zé bicos de malagueta ignâncio, um dia deste a oli repara, finalmente, em si e acabam, abençoados pelo valerico, em estado de supersimetria.

  27. Muito bom isto. E o dialecto ordinário só é mal interpretado por quem quer. Há muitas maneiras de ir para a coisa que o pariu e quem se arma com moralismos como se não percebesse que o contexto em que foi dito era em forma de desabafo, não passa de um cretino. E passa-me ao lado.

  28. ó marria, tameie acuzastes o toque, hum? num paresse ca lha tenha paçadu ao ladu, foie bem certeiru,num é?

    Enapa, meu colega, meuse comprimentus. oqueie, lá bamus cantandu e rindu.

    Ó ZE BICO da MALGUETA IGNANCIO, toma lá distu, ó ibaristu, bamus lá discutirre o quintereça, ó puçie faice, dize lá unde é que estão os errus prusseçuaise, tá beie? bá lá, descança a voca, indireta as costas e utliza os dedus cumo debe serre, pá, iscrebendo inteligentemente. oqueie.

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