Capítulo a seguir ao próximo: vai Portas aceitar a humilhação?

Sua Excelência não deseja eleições já. Também resulta claro dos capítulos precedentes que não deseja eleições nunca, pelo menos enquanto o PSD estiver no poder ou estiver em vias de o perder. No próximo capítulo, vê-lo-emos, portanto, a anunciar ao país que, perante a falta de entendimento entre os três partidos do arco da governabilidade, manterá o governo PSD-CDS em funções, como já declarara. Mas, para não se enxovalhar, vincará que não será na composição anterior à proposta de remodelação, tal não faria sentido, pois foi a própria coligação que entendeu ser inevitável redistribuir pastas para conseguir aguentar-se. Porém, também não será na composição que atribuiria um peso desmesurado e desproporcionado a Portas e ao CDS, e que grande mal-estar deve ter provocado em históricos do PSD próximos de Sua Excelência, como Manuela F. Leite, proposta imediatamente antes do reativo e espertalhão discurso da dita Excelência e, quiçá, motivo de peso para a sua intervenção confusa.

Sua Excelência exigirá, pois, que a remodelação do executivo seja consentânea com os resultados das últimas eleições. Portas terá, assim, de remeter-se a uma posição que Sua Excelência considere adequada. E em 2014, haverá novas eleições? Não. Essa era a cenoura acenada a Seguro, caso este aceitasse neutralizar/anular o partido como alternativa. Não aceitou, logo, a cenoura perde pertinência. Siga o governo até 2015, mas com uma mão do Cavaco. Os olhos passarão a estar postos em Portas.

Claro que nada disto obsta a que Cavaco surpreenda de novo o público com nova reviravolta no enredo, já que está a tomar o gosto pela brincadeira.

11 thoughts on “Capítulo a seguir ao próximo: vai Portas aceitar a humilhação?”

  1. oh lisboa! pareces a bécula, ninguém lê a merda do teu blogue e quem lá vai apanha sarna com a piroseira exposta. deves dormir com o mindinho do pé atado com cordel ao aspirina para vir a aqui cagar link assim que sai post novo.

  2. “Entradas de leão, saídas de sendeiro”, reza a sabedoria popular. Com o prodigioso Paulinho Cambalhotas, medalha de ouro olímpica na perigosa modalidade de salta-pocinhas às três tabelas, o provérbio ficou invertido: “Saídas de leão, (re)entradas de sendeiro.”

    Mas que maroto!

  3. A novissima surpresa de Cavaco vai ser renunciar ao cargo presidencial para ir até às selvagens anilhar cagarras. Um pouco de pudor e esta seria a normalidade. O problema é que ainda tem muitos amigos entalados no BPN e há que cuidar deles. Entretanto, e porque o seguro, o outro, morreu de velho, puseram-se a espia o Largo do Rato. O Seguro, o que nem velho ainda é, pediu à PGR Vidal de Aveiro e da Face Oculta, isto é, à raposa, para ir ver o que se passava no galinheiro!

  4. ou muito me engano ou vêm aí um governo de salve-se quem puder psd/bpn/cds.

    *http://www.fragrantica.com/perfume/Dana/Tabu-1104.html

  5. As decisões do Sr. Cavaco são orientadas pelo número de “inimigos” que acha que consegue abater. Pela qualidade da vingança que consegue servir.

    Hoje, parece-me que a decisão que inclui a maior “quantidade” de vingança é convocar eleições antecipadas.
    Por isso…é bem possivel que o faça.

    miguel

  6. mais uma vez o gajo esqueceu-se de dizer se dá posse à remodelação do passos, se é ele que remodela o governo ou se fica tudo na mêma com portas em ministro dos estrangeiros e a pedir desculpa ao evo morales.

  7. ignatz,
    não se esqueceu, foi em prol da estabilidade e clarificação política. O gajo declarou que mandou o governo não definido promover uma moção de confiança parlamentar ao governo não definido. Se não percebes isto, tamém não percebes nada, pá.

  8. yaah, edie! é bom termos uma fada madrinha para nos ajudar a dar ao interruptor nestes trilemas de teleportação quântica na semiótica possóila.

  9. nada, ignatz, não é preciso fada madrinha nenhuma, mais de dois milhões de portugueses reelegeram a lógica possóila sem teleportação quântica, bastou o interruptor mágico: cavaco contra sócrates; povo com cavaco.

  10. Alguém dizer que Cavaco brinca quando faz política, representa quase, com todo o respeito, um ato de ignorância, porque com aquele ” ar de mula”, Cavaco já demonstrou, e a que preço!, que é na política que ele, sendo um apalermado autoconvencido, tem uma grande percentagem do povo português na mão, e as elites à mesa do que há. Não se iludam, de ideologia sabe ele, o que nem sempre se pode dizer de outros.
    José Luís Moreira dos Santos

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