“Calor no estilo”. Desculpe, onde??

Complete o provérbio: “Dezembro frio, calor no…”. E a resposta é… estio. Estio? Não! Estilo, é que é.

Não vale a pena entrarmos pela questão superior dos provérbios de que nunca ninguém ouviu falar. Manuela Moura Guedes, sem nada de excitante que fazer depois da extenuante missão “CSI Lisbon – Operation philosopher” de há uns três anos, entrou com verdadeiro estilo na RTP, como apresentadora de um concurso. De tal maneira o estilo é a sua imagem de marca, que vai ao ponto de inventar provérbios “difíceis” só para que deles conste a palavra que elegeu para si, ou, mais prosaicamente, para salvar a face. Nada de novo. A tendência para a criatividade vigarista já vem de longe.

Depois de acusações, alegando falsas opções de resposta para completar o provérbio “Dezembro frio, calor no…”, um dos desafios do concurso Quem Quer Ser Milionário emitido no passado dia 26 pela RTP1, a apresentadora quebrou o silêncio e garantiu, através das redes sociais, que não existiu qualquer erro. “Há dois provérbios sobre o ‘Dezembro com frio…”, um mais conhecido, ligado ao estio, outro ligado ao estilo. São, pelo menos, dez as fontes que sustentam esta afirmação”, começa por explicar Manuela Moura Guedes.

“Foi escolhido no Quem Quer Ser Milionário o provérbio menos conhecido porque a concorrente já estava a responder a uma pergunta de nível 8, mais difícil. Provavelmente seria o outro, o do estio, se estivesse num nível mais baixo. (…) O que me parece ridículo é fazer considerações sobre gaffes e coisas afins partindo do princípio que ‘estio’ não faz parte do vocabulário de qualquer português com uma formação académica normal. Valha-nos esta erudição!”, concluiu a apresentadora.

Uma bomba argumentativa, esta MMG. Até nos faz calor no estilo.

26 thoughts on ““Calor no estilo”. Desculpe, onde??”

  1. mas se nem sequer é ela que elabora as perguntas…esta mulher alimenta-se de protagonismo, mesmo que seja do estilo ridículo.

  2. edie: Não vejo o concurso, mas suponho que, no momento, nada a fez questionar aquela opção disparatada pedindo explicações à produção, ou indo para intervalo, sei lá.

  3. um verdadeiro alambique cultural a destiolar do miolo. esta coisa é gravada e não houve uma alma que visionasse esta merda antes de ir para o ar. se calhar até houve, mas os anticorpos são tão tantos e tão fortes que resolveram arriscar um despedimento da piggy por incompetência profissional em detrimento da imagem do canal. citar as dez fontes! tá bom oh mau. talvez consiga convercer uns rastas da arroio a grafitar “dezembro frio, calor no estilo” na fonte luminosa para juntar a foto à defesa.

  4. Dá para entender que a “piquena” é uma estúpida com muito botox…
    Parece que foi deputada pelo CDS e só fez merda, por isso, deram-lhe corda nos volkswagens…
    Nem compreendo, como é que o vendedor de cervejas, foi buscar tão “eminente” personagem, que mais parece o ET.

  5. val desculpa a deriva.uma senhora que esteve nas mesas de voto,questionou na sic noticias, o boletim de voto que tinha inscrito logo em primeiro lugar, o nome de isaltino .pergunto é legal? pode ou não induzir os eleitores em erro.quem me diz que o aparelho de campanha não dizia aos eleitores menos avisados que ele depois de sair da pildra ia assumir a presidencia? isto só neste pais!

  6. lamento,que uma empresa publica,sirva para resolver problemas de uma profissional dipensada por outra estaçao.quem tem medo do eduardo moniz?pergunto,não havia caras mais bonitas com igual competencia? não a consigo ver.parece a mulher do castelo branco quando era mais nova!

  7. no que me diz respeito, Blogueiro, não duvidei da existência do provérbio, até porque no folclore – que é vastíssimo – cabe tudo. daí que apenas comentei a parte do texto que fala em estilo. na falta dele, quero dizer.

  8. Blogueiro, eu só acredito na veracidade desse tal proverbio do “estilo” quando o ler impresso em algum livro de referencia.
    Há de facto alguns sites com o proverbio nessa versão. No entanto, como é muito fácil fazer-se “copy+paste” nada nos garante que não tenha sido uma gralha replicada por essa net fora.

  9. EMS: esperar do folclore, ou seja da cultura popular, apesar de já haver a ciência do folclorismo, uma fundamentação documentada – quando se caracteriza precisamente pela tradição maioritariamente oral e geracional – não é razoável. até porque ele, o folclore, é vivo e, por isso, dinâmico e em constante movimento. ou também precisas de vídeos que documentem os passos do malhão – que terão certamente evoluído na linha do tempo da dança?

  10. “dezembro frio, calor no estilo” deve ser assinatura da moda inverno 2013 da estilosa moura guedes. copiaram um erro ortográfico e agora andam a fazer contorcionismo para não assumir a asneira e pagar o prejuízo.

  11. Muito gostava eu de ver essas referências. Devem ser do tipo Correio da Manhã e blog do Zé da Esquina, que não sabendo o que significava estio, “corrigiu” para estilo.

  12. É pá, tou fodido. Eu poeta agora tenho que rimar efrio com estilo? Porra da mulher para o que lhe havia de dar.

    Oh mulher, Dezembro é frio,
    dizes com essa bocarra,
    mas será estilo ou estio?
    Vai vender chuchas para a tua rua.

  13. Eu nem me admiro nada pela existência de tais gaffes. Nadinha mesmo. Aliás, até aposto que quem a introduziu foi algum universitário da turma do Relvas e a sra Guedes, já numa fase submissa da sua vida profissional, pôs-se a defender o indefensável.
    Além disso, com o sistema educacional que temos e o qual só tenderá a piorar, qualquer dia nem a pontuação se escreve, quanto mais escrever uma frase com sentido!!!!
    (Veja-se a qualidade das respostas aqui escritas, que bem ilustram a qualidade do português que hoje em dia se practica!!!)

  14. se a pergunta fosse grau 10, tinha mais um h e a gralha era estilho. basta um site para alojar umas tretas e a parolice torna-se oficial.

  15. oh xonex com remix! esse é repetido, se calhar foi daí que copiaram a gralha ou pior, alteraram para justificar a existência.

  16. Ora o Portal da Literatura diz que há muito mais provérbios do que aqueles que lá se encontram e qualquer um pode mandar o seu. Assim, estamos conversados. Quem quiser manda aquilo que lhe vier à cabeça porque ninguém poderá provar que não existe. Pode mandar por exemplo:

    Se não chove em Janeiro já está mal o taberneiro.
    (e os clientes, visto que ele tem que ir buscar a água mais longe ou tem que juntar a da torneira e isso faz encarecer o vinho)

    No tempo das vacas loucas as mulheres eram poucas. (Não conhecem?)

    A porca da minha tia come de noite e de dia.

    E há mais muitos mais. Vamos embora! Vamos lá enviar provérbios para o portal de literatura.

    Não se esqueçam deste:
    o meu cunhado é nhurro e o Passos um ganda burro.

  17. A questão aqui é que “calor no estilo” não faz qualquer sentido e o provérbios “costumam” fazer sentido. Para mim, o correto é “dezembro frio, calor no estio” (estio=verão).

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