Azar dos Táv… Tavares

Já tudo foi dito sobre a legitimidade de um governo do PS parlamentarmente apoiado pelos partidos à sua esquerda. É totalmente legítimo, é constitucional e não constitui qualquer originalidade, muito menos anormalidade, no contexto europeu. É tão legítimo e aceitável como seria um governo da PàF com o apoio parlamentar do PS. Sucedeu que, com esta direita dos negócios privados com a coisa pública, das mentiras mais despudoradas jamais proferidas, da falta de orgulho nacional, da sujeição vergonhosa à Alemanha, da insensibilidade social radical e da caridadezinha, foi fácil, óbvio e desejado até por ela própria o corte com o centro moderado representado pelo PS, para já não falar do sobressalto provocado na ala radical do Parlamento. Ultrapassaram-se linhas vermelhas demais. A reação e os entendimentos à esquerda eram inevitáveis. As Teresas Leais Coelho desta vida não os previram. Azar. Não tinham consciência de si mesmas nem, pelos vistos, conheciam o António Costa.

Braços armados da coligação, os escribas da direita continuam traumatizados com a mudança operada, incapazes também de ver no comportamento da dupla Passos/Portas a causa desta «revolução» parlamentar, tendo nesse trauma também um certo peso o que vêem como uma «traição» da extrema-esquerda, aliados da direita nas horas difíceis. Juram vingança. O grosso da cambada reúne-se no Observador. Mas estão por todo o lado no papel de comentadores. Há «paletes» deles nas televisões, onde já não basta um de cada vez. Vão aos pares e aos trios. Não se aguenta.

O caluniador-mor, João Miguel Tavares, a quem o Público enigmaticamente acha graça e no qual viu uma fonte de receitas (e que foi sem surpresa catapultado para a televisão, neste período de intensíssima ocupação do espaço público pelas ratazanas, e nem assim lá vão), encontra com gosto dias da semana em que apura a técnica da velhacaria mais repugnante. Hoje é um deles. Agora é António Costa que “furou, furou, furou sem parar”, até conseguir ser primeiro-ministro. Furou?? E chamas-lhe intrujão?Porquê o insulto? Ó Tavares, o que é que querias? Maioria absoluta nas eleições, não obtiveste. Desconfio que sabes porquê. Maioria absoluta no Parlamento, não tens com quem e não te podes queixar. O PS do Seguro, tonto, temeroso e conivente, já lá vai e paz à sua alma, apesar das assombrações assísicas. A União Nacional também já lá vai e há várias décadas. Não podes repetir as eleições, não podes obrigar os portugueses a votarem na direita daqui a uns meses e não podes viciar as eleições. Neste momento, não podes governar. Resta-te estrebuchar enquanto te pagarem, mas vai ser mau para a saúde. Vê lá isso.

22 thoughts on “Azar dos Táv… Tavares”

  1. Valerá a pena, sequer, pensar dele alguma coisa, falar dele, lê-lo ou ouvi-lo? Não, não pense nada dele. Ignore-o, a ele e aos outro como ele.

  2. quando vi o titulo,lembrei-me tambem do outro tavares.o tal do livro que só podia sair no fim de ciclo de socrates,e para isso acontecer,decretou sem o minimo de vergonha,a vitoria do bruxo de massamá no debate eleitoral entre os dois.ontem para não desagradar ao patrao da mulher,disse que não concordou com a forma como antonio costa vai chegar ao poder.esqueceu-se que o futuro pm em tempos, declarou que com ele bloco central não havia. nota:uma pergunta deixo para alguem me responder: as tvs,é que escolhem o politico que querem convidar? julgo que é assim.isto vem a propósito do painel de ontem. do “prós e prós” aquilo foi de fdp.convidar dois jovens da direita e um veterano do ps, em termos de imagem televisiva e não só, foi uma atitude premeditada.o ps para ganhar eleiçoes, tem efectivamente que correr o dobro da direita,poisas TVS, estão todas controladas.os jornais idem aspas.perante esta constatação que ninguem tem a coragem de negar,antonio costa teve um belo resultado.ontem deu-me gozo vê-lo no parlamento a rir-se dos piropos que lhe dirigiam.grande postura.não é bom em campanhas,mas no “resto” só podemos dizer que é brilhante.por último saúdo as palavras de jeronimo de sousa ditas com convicção.

  3. So espero que com a chegada do PS ao poder, que pelo menos na televisao publica se faça uma limpeza desta gente.ja não se pode ver televisão

  4. lamento, que o ps continue aceitar a narrativa da bancarrota e do deficite que deixamos.a crise internacional está inocente!quanto ao deficite que deixamos,se tal aconteceu, foi por que quizeram que assim fosse,pois o mandato do governo foi interrompido ao fim de 2 anos.repito: quizeram que que o ps o deixasse para justificar tambem todo o caminho que percorremos durante estes 4 anos de desastre.

  5. De todos os programas de governo apresentados nas últimas eleições o da Coligação foi o que reuniu maior número de votos (perspectiva positiva); simultaneamente, foi o que maior número de votantes rejeitou (perspectiva negativa). É uma questão de escolher qual a perspectiva (positiva ou negativa) que deve determinar quem governa. De forma pragmática, o PS optou pela segunda.

  6. De forma pragmática, o PS optou pela perspectiva da maioria do povo Português.
    Há quem veja as maiorias, não sendo as suas, com perspectiva negativa, mas isso já nós sabíamos.

  7. Talvez se António Costa tivesse no seu governo ministros dos verdes, comunistas e do bloco, seria o governo mais parecido com o governo de Adelino da Palma Carlos .

    Era outro PREC e a respectiva bandalheira.

    Mesmo assim…vamos ver o que isto vai dar!

  8. É perda de tempo e espaço, mencionar o tal escriba a metro na maldicência!
    Está reconhecido pelos jornais, pelos sobreiros, por toda a gente que, o PaF
    ganhou as eleições apesar de ter escondido as siglas dos partidos que formam
    a coligação, só que, perdeu a maioria na A.R. logo. não tem apoio para governar!
    Será pois, tempo de agarrarem na sua bola e, desempatar o caminho a um Gover-
    no com apoio maioritário e, capacidade e competência para elevar o País !!!

  9. Estou para ver se JERÓNIMO tem coragem para aparecer numa fotografia em conjunto com Costa e Catarina ou se VAI FUGIR.

    Uma fotografia para comemorar Catarina como líder do PS e da extrema-esquerda.

    Será que Jerónimo vai DAR um BEIJINHO a CATARINA?

    O Carnaval já Chegou … vai ser uma barrigada de demagogia, mentiras e desastre certo !

  10. “Será que Jerónimo vai DAR um BEIJINHO a CATARINA?”

    isso não sei, mas a isabel moreira levou uns abanões dos pafúncios que se manifestavam à porta da assembeia.

  11. atão e os aldrabões que dizem ter ganho as eleições nunca mais são corridos. na volta esconderam as moções de rejeição.

  12. O estagiário invisual deve estar na manife de apoio aos pafiosos!
    Quando aparecer vai ser um desatino, a reclamar pela quebra da
    tradição de quem ganha as eleições vai para o pote lambuzar-se !!!

  13. Na certeza porém que daqui a uns tempos este que agora deixam o Governo, estarão lá de volta…
    Ou seja, o “povo” é muito “perdoador”…, até perdoou ao Sócrates…

  14. Ontem, num dos canais de informação & futebol, o argumento do Tavares — na sua faceta de comentador sério (não foi no Governo Sombra) — era mais ou menos este: o dueto Passos & Portas estava disposto a tudo, mas absolutamente tudo, tudo, incluindo o abandono do programa PAF, para que o Costa aceitasse integrar-se numa coligação ampla PAF-PS em vez de lhes chumbar o programa e os afastar do poder. E o Costa não quis. Logo, o que é que isso provava? Provava que… o Costa era um ambicioso frenético faminto de poder, disposto a tudo, mas absolutamente tudo, para o conseguir…

    Ninguém lhe perguntou, é claro, se uma tal situação não revelaria alguma dose, por mais ligeiríssima, por mais homeopática que fosse, de algum apego ao poder por parte do dueto Passos & Portas…

    E falava muito a sério, visivelmente sem se aperceber do cómico involuntário, apesar do seu inegável senso de humor. A perda de sentido do ridículo nesta nossa direita transtornada está a assumir proporções pandémicas. Não dá para acreditar.

  15. Interessante foi ouvir Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite. O primeiro insiste que o PSD mudou e se encostou à direita, tendo por isso provocado esta reacção, que não o surpreende. A segunda afirma-se surpreendida, mas a mim pareceu-me, isso sim, preocupada com o futuro político do PSD. Tinha esperança que a vitória do PSD com maioria relativa obrigasse o PSD a regressar “à sua matriz social-democrata”, como forma de poder governar com a viabilização do PS. Mas isso não aconteceu e o PS — como forma de poder respeitar a sua própria matriz social-democrata — encontrou aliados à sua esquerda.

    E qual é a reacção do PSD? Bem, e segundo Manuela Ferreira Leite, o PSD radicaliza-se ainda mais (à direita) a ponto de haver agora “pessoas a chamarem [o PSD] de partido fascista. Ora eu não quero que o PSD seja conhecido como um partido fascista.” (sic).

    Eu parece-me que ela tem muita razão. O PSD está a enfiar-se num gueto político que só lhe poderá vir a provocar graves dores. As pateadas, que os deputados da ex-maioria de 2011 nos têm brindado, mais as mistificações sobre o nosso sistema democrático-constitucional, irão forçosamente originar comportamentos anti-sistema democrático, nos seus apoiantes. Se não reconhecem a legitimidade democrática do próximo governo, o passo seguinte, e lógico, é partirem para a contestação nas ruas e para a desobediência civil.

    Mas, afinal, o papel da lei fundamental vale alguma coisa, ou a “tradição” vale mais? Há alguma democracia que resista à destruição do papel institucional da sua constituição? Nós temos um exemplo de um regime constitucional onde a “tradição” valia mais do que o seu texto constitucional: a (plebiscitada) constituição de 1933 valia bem menos que a palavra de Salazar.

  16. Houve tanta violação da constituição por parte do anterior governo que esta se tornou numa tradição. Daí tanta confusão na cabeça desta gente…não sabem mesmo que a constituição está acima de qualquer outra coisa…incluído a auto proclamada tradição laranja-azulada.
    O Tavares devia fazer timeout antes que os impulsos esquizofrénicos se tornem irreversíveis.

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