Agora é que vão ser elas (para a Justiça)

Responsabilizado e punido politicamente, pelo próprio partido, pelo seu comportamento leviano e irresponsável após 2011, José Sócrates, com o seu afastamento do PS, fica agora livre para o processo judicial. Passa a ser um cidadão a braços com a Justiça. Sem ofensa, já não era sem tempo. No fundo, para quem o apoiou, é isso que mais interessa. Apesar da sua óbvia e invejada competência política, combatividade e visão, se há alguma coisa que devamos saber sobre um eventual “dark side” da sua personalidade, é chegado o momento. Para o Ministério Público, acabou o tempo das insinuações, distorções e calúnias nos jornais associados e das fugas selectivas de informações. O processo está aí. Que provas tem o Ministério Público para fundamentar a história que construiu? Se tem, que as apresente por fim e de uma vez por todas. Em tribunal.

Irónico como esta nova situação tem tudo para ser um alívio também para Sócrates. Aliás, o próprio o admitiu ao falar no “embaraço mútuo”. Portanto, só desejo que vá em frente, sem o embaraço, um pouco magoado mas mais liberto, e rebata cada uma das acusações de que é alvo.

83 thoughts on “Agora é que vão ser elas (para a Justiça)”

  1. Quero acreditar que sim Penélope; não sei se Socrates é culpado ou não…sei que a turba, o ódio generalizado, fazem me desde o inicio lembrar a idade média, a queima das bruxas na praça publica…inspirada e animada por quem ?? pelos podres padrecos que assim desviavam as intenções dos seus próprios crimes, aumentando pela mesma via o poder que tinham ( e têm ) sobre as mentes ignorantes. Tristeza e mais tristeza que a memoria seja tão curta…

  2. Expliquem-me o que aconteceu quinta-feira passada e alterou toda a realidade referente a Sócrates !
    O homem que é investigado há quinze anos sobre todos os aspectos da sua vida de trabalho,família,sociedade,política,sexual (?),ao fim de quinze anos o que deixou tansparecer? O que,finalmente,descobriram os investigadores? O homem é gay ou não é? Pelo menos isso ainda não transitou em julgado?
    Nada,absolutamente nada, as investigações avançaram. Só Costa e César disseram uma enorme verdade de Mr. de La Palisse: se o que a acusação sugere for verdade tal será uma vergonha para o PS ! !!
    E ninguém mais que Sócrates concorda com isso! Há quinze anos que se bate, como um herói , e até hoje sempre destruiu todas as tentativas de o atingir e,concomitantemente,o PS . Sócrates põe toda a sua vida nessa luta para se libertar das acusações, poupar o Partido onde foi filiado,e assim atestar toda a má fé cínica dos acusadores,a obtusidade córnea que lhes imputa,a traição de alguns próximos,a inveja de diminuídos, o oportunismo de recém chegados,a histeria de amenorreias dolorosas,o ódio das sacristias,o ressentimento de Associações,os complexos de Ordens,a impotência de certas Armas,o bacoquismo de alguns (o Aeroporto), a tacanhez de bastantes (o TGV), a falta de Mundo de grande parte!
    Enorme é o teu combate, Sócrates! Sabes que não há glória em lutas mesquinhas! Vê quem são os teus inimigos: nisso estou contigo,antes morrer do que ser como eles.

  3. Chevrolet,

    Há outra verdade de lapalisse que convinha elencar: é que as acusações de corrupção a Sócrates enquanto governante só fariam sentido se houvesse muito mais gente do governo socialista envolvida ( Pinho não basta…), pois o PM não decreta nem adjudica porra nenhuma. Assim sendo, há nas acusações a JS um subtexto que só não vê quem não quer: todo o governo socialista ( e arredores…) teria de estar implicado! Ao não reconhecer este evidência e não se insurgindo contra ela, A Costa adoptou a estratégia da avestruz. Pode ser que lhe renda votos hipocritas. O meu, porém, já o perdeu.

  4. Concordo com a ideia de que a posição de José Sócrates foi a mais ajustada
    face, a uma possível instabilidade ou divisão do partido com as movimenta-
    ções de algumas figurinhas (ana gomes,etc.) que procuram protagonismo
    surfando na “operação” Marquês, dando como certo tudo o que tem sido
    publicado nos pasquins que, até os acabam por distinguir como sendo pro-
    bos! Não havia necessidade de César falar em vergonha se mas, se!
    Parece que foi o Presidente Celinho que, mais uma vez disse o que vai ao
    encontro do que o José Sócrates esperava do PS, tão simples como isto;
    compete à A.R. tomar medidas para por a Justiça a funcionar respeitando
    as Leis do país … o Estado de Direito não pode ser colocado em causa por
    “justiceiros” com agenda para lá do combate à corrupção ! Esta é a questão!!!

  5. Desculpa lá achar o ponto de vista curto querida Penélope mas o que está em causa é muito mais que José Sócrates. Independentemente de nunca perdermos de vista que também não por acaso, começa tudo precisamente quando Sócrates regressa ao país e à política para denunciar o “golpe de estado do verme do Cavaco” com o vermezinho do PSD, Marco António. Para levarem ao poder o facilitador Relvas e o acéfalo do Passolas.

    Mais uma vez por comodidade acabo de ler um texto – “Ai flores ai flores do rosa pinho, ai Costa, e u é?” na Estátua do Sal – e este sim, sintetiza muito bem tudo o que está em jogo e tudo que há para dizer de mais importante hoje em Portugal. Sobretudo para muitos, ao contrário da Penélope, que também subscrevem a declaração de interesses do autor – eu também nunca votei Sócrates. E acho ridículo o mito que Sócrates ou ama-se ou odeia-se. Apesar de se sentir precisamente isso em muitos pulhas travestidos de jornalistas nalguns pasquins. E só esta necessidade de confissão ainda é maior prova que isto já não é um Estado de Direito. Se já ou ainda o tal estado de excepção, o futuro o dirá. E o facto de haver hoje tantos portugueses a tomarem parte num processo que só se queria judicial – facto nada habitual em Portugal – só se deve ao “comportamento” da Justiça. Que se deve como é óbvio manter independente como diz Costa mas nunca intocável. A Republica tem outros órgãos de soberania. Que têm sempre por obrigação pronunciarem-se quando as coisas descambam. Como já o fizeram por exemplo outros operadores judiciais como a Ordem dos Advogados. E sobretudo para dizer que no nosso processo penal a investigação não está a cargo de juíz nenhum. Até para evitar contaminações como no Brasil. Muito pelo contrário, uma das principais preocupações dos juízes – e nomeadamente até aqui – devia ser precisamente garantir sempre os direitos do arguido. Tudo o que este saloio nunca fez e só por isto já devia ter sido afastado há muito tempo. Mais ou menos como a imparcialidade desejada nos árbitros de futebol. Num país em que muita gente vê os partidos políticos como clubes de futebol é capaz de ser uma boa analogia. E a par com aquilo em que também se transformaram os partidos ainda é capaz de ser o maior problema da nossa ainda muito recente Democracia.

    Só faltava termos que estar à espera da mudança da PGR para voltarmos a ver alguns Procuradores de regresso ao Estado de Direito. Alguns procuradores e alguns amigos nos jornais. Que chegam a violar o código deontológico várias vezes ao dia. Como a história surreal da Justiça permitir-lhes constituírem-se assistentes para melhor destruírem quem quiserem. E o sindicato dos jornalistas, a quem também cabe retirar carteiras, nada. Um verdadeiro escândalo. Com repercussões que até aqui julgo que ainda ninguém conseguiu avaliar muito bem. E também é aqui que reside a minha maior dúvida. Qual a origem de tanto medo que cala tanta gente? Alguns procuradores ou alguns grupos de media? Uma visita antiga do Aspirina, o Daniel Oliveira, ainda noutro dia contou o que lhe ia acontecendo quando ousou meter-se com o CM.

    Fica o excelente texto:

    https://estatuadesal.com/2018/05/05/ai-flores-ai-flores-do-rosa-pinho-ai-costa-e-u-e/

  6. Vou ser franco, como agente da justiça, tenho vergonha do modo como funciona todo o aparato judicial e ainda mais do que se passa no Ministério Público que é uma vergonha nacional

  7. P: Não concordo com tudo que diz o artigo que mencionas, assim como não concordo contigo quando dizes que tudo começou quando Sócrates regressou ao país e à política para denunciar o Cavaco. Quando Sócrates apanhou o avião para Paris, sabia que forçosamente o acompanhariam enxames de vespas e espiões vários. Devia saber o que o esperava. O facto é que pouco se importou e essa atitude foi irresponsável.

    Há muito, quase tudo, de processo político neste caso e a Justiça comporta-se em flagrante desrespeito pelas regras do Estado de direito e processuais, apelando descaradamente, na falta de provas, à justiça popular (apelo que resulta, pelos vistos), e esse facto devia há muito ter sido denunciado e tais práticas travadas pelo Presidente da República (uma palavrinha bastaria), mas isso não faz esquecer que Sócrates foi para Paris financiando-se de uma maneira inconfessável e dissimulada, além de ter mentido na televisão. Não é crime? Ninguém tem nada com isso? Em si não é crime e ninguém tem nada com isso, mas o homem foi primeiro-ministro e líder de um dos partidos mais importantes da democracia portuguesa. E, tal como o gesto irreflectido e inocente dos corninhos de Manuel Pinho no Parlamento levou à sua demissão imediata, preservando assim a imagem do Governo, também Sócrates e a sua infantilidade/ingenuidade (bastante inesperada, diga-se) não podiam conduzir senão a um desligamento do partido. É a minha opinião, obviamente.

  8. O argumentario pobre, repetido ad naeseum que justifica a purga. O aspirina começa a estar para Costa como o Observador para o Coelho, nem se toca ou alude ao nome do santo e qualquer assunto relacionado é um dogma. Denial is a blog in Lisbon.

  9. Penélope,

    A tua análise cai na mesma ingenuidade que criticas, pela mesma razão que apontei ao Chevrolet. O que estás a fazer é a resolver um embaraço da forma mais embaraçosa para a ética republicana: fazendo de conta que não aconteceu.

  10. «MRocha: Não percebi. Fazendo de conta que não aconteceu o quê?»

    Fazendo de conta que a acusação a JS não implica em toda a linha a governação do PS. Como poderia ter favorecido o Grupo Lena sem envolver a Parque Escolar; como favorecer Vale do Lobo sem envolver o Ambiente, a CCDR, a Administração da CGD….; como desfavorecer a SONAE sem envolver mais não sei quantos….
    Estás a perceber agora ? A cena da EDP que apontam ao Pinho passou em Conselho Ministros. Etc, etc., etc.
    E confesso que me faz alguma confusão como é que se consegue construir uma narrativa sobre estes assuntos sem levar em linha de conta esta perspectiva.

  11. PS: caso ainda tenham ficado dúvidas sobre o sentido do meu comentário anterior, é ler a prosa do ABarreto no DN de hoje. O alvo disto, desde o primeiro dia , nunca foi Socrates, mas o PS.

  12. Lucas Galuxo: Mentiu ao dizer que custeava os seus gastos em Paris com um empréstimo contraído na CGD. Ora isso apenas era verdade para uma parte dos seus gastos. O resto vinha do amigo, facto já admitido pelo próprio, mas não mencionado então

  13. O problema não é Sócrates ter mentido sobre como custeava os seus gastos em Paris. O problema é, em primeiro lugar, haver quem considere que esse assunto tem interesse público; e, em segundo lugar, Sócrates ter sido estúpido o bastante para achar que devia resposta a uma pergunta dessas e explicações sobre a sua vida privada quando estava afastado da politica. Só depois disso tudo é que vem a questão da meia-verdade. Não se invertam as coisas.

  14. Alves: Não é bem assim. Tem interesse público na medida em que Sócrates tinha sido primeiro-ministro e, à data da estadia em Paris, nos primeiros dois anos pelo menos, não auferia qualquer salário de nenhuma actividade profissional. Achas que qualquer questionamento do seu novo modo de vida era absurdo?

  15. Penelope: Ter interesse público é diferente de ter interesse para o público. E se alguém tinha legitimidade para questionar o que quer que fosse, não vejo que a imprensa tablóide conste dessa listagem. Ou também tu defendes o principio da presunção de culpa aka “sinais exteriores de riqueza” ?!

  16. MRocha: Justamente por o novo modo de vida de JS e o seu modo de financiamento poderem “implicar em toda a linha” os que com ele trabalharam é que o considero irresponsável. A insuficiência de meios próprios para se sustentar justificou uma investigação, pois tinha sido primeiro-ministro. Atrás da investigação seguiriam logo os pulhas e os inimigos políticos, que têm outros desígnios, claro, isso já se sabia. O que eu lamento à cabeça é que ele tenha dado razões sequer para uma investigação.
    Tenho para mim que o problema em que está envolvido foi criado por ele e só ele e é a ele que cabe resolvê-lo, não ao PS. Não me passa pela cabeça que Sócrates governasse a soldo de Ricardo Salgado e que liderasse um bando de bandidos e corruptos, todos eles coniventes e a trabalhar para o R Salgado. Aliás, parece-me impossível o MP sustentar as graves acusações que faz e as demais que pretende fazer ao governo e à governação Sócrates. São delírios. No entanto, há quem faça política com isso, dentro e fora do Ministério Público, quem venda jornais à custa disso, etc.. É vergonhoso. Mas podia não ser assim.

  17. Fizessem à generalidade dos governantes a devassa compulsiva que fizeram a Sócrates, poucos políticos restariam.

  18. Penélope
    E portanto, a culpa de tudo é da vítima. Casca-se na vítima, e assobia-se pro lado quando as autoridades agem acima da Lei e calcam os mais elementares direitos individuais. Grande projecto político o deste PS, sem dúvida. Vai colher os frutos em breve. As estaladas vão ser de mestre. Eu aposto nas famosas “escutas políticas”. Bora lá, se ninguém disse ou fez nada em relação à divulgação criminosa das imagens de inquéritos judiciais de arguidos e de testemunhas, … bora lá continuar … Alguém poderá dizer que NÂO TEM “interesse público” divulgar esse manancial que são as “conversas politico-partidárias” de Sócrates com os seus camaradas do PS ? Hum … Estás a ouvir ó Galamba ?de nada te vai servir teres “matado” o pai, podes já ir dizendo adeus à carreira política, pá. Estás a ouvir ó Costa ? agora é que toda a gente vai conhecer com que “ética republicana” tiraste o Seguro da cadeira. E no fim vamos ver quem é que vai ter mais VERGONHA de quem ! Bora lá, pá ! eu vou comprar pipocas, e o Rui Rio também.

  19. Penélope, Sócrates não mentiu. Sócrates omititu numa entrevista televisiva pormenores da sua vida privada. Tem todo o direito de o fazer. Dizer que mentiu a esse propósito não é sério. Mas menos sério ainda é insinuar que era possuidor de fortuna e foi pedir dinheiro emprestado ao banco para disfarçar. Só mentes corruptas e cínicas embarcam nessa.

  20. Caro M.Rocha : é óbvio que tens toda a razão quando dizes que o ataque a Sócrates é o ataque a todo o PS…até os cegos o notam. É cansativo dizer o gritante,para quem o distingue. E os que não querem ouvir, não ouvem!
    Dissessem, Costa e César, que a Terra é redonda, e mil vozes vis afirmariam que assim é por defeito da doutrina que defendem,baseados no exemplo de dirigentes antigos corruptos,que venderam a amigos venais o raio da curvatura,que de infinito que era,passou a esta michuruquice que nos tolhe.

  21. Olha Penelope, vais desculpar a metáfora, mas com essa conversa fazes-me lembrar a minha ex a comentar os meus casos pós matrimoniais. Que eu isto e aquilo, e que mais assim quando devia assado e não sei quê. Resumindo, numa expressão popularucha bastante semântica: dor- de- corno. Por mais que se esmifrem, vcs não conseguem alinhar um argumentário em que justifiquem pq carga d’agua o Zé devia ser santo quando era apenas politico.
    Quando os casórios descambam, há sempre uma das partes que gosta de dizer que a outra não correspondeu às expectativas; mas raramente se concebe que o problema possa estar nas expectativas terem sido manifestamente exageradas. No caso, acresce o seguinte: se ninguém te obriga a casar outra vez com o gajo, pq raios te importa o que fez ou deixou de fazer após divórcio ao ponto de considerares que isso é do interesse público ? O homem estava candidato a alguma coisa que implicasse a opinião pública, por acaso ?

    Tudo isto não teria qq importancia se, eqt a malta se entretem nestes jogos florais, os moleiros Direitolas não fosse encaminhando a agua para o seu moinho tal qual sempre desejaram , a saber: atacar a credibilidade do PS. E isso estaria a ser feito com o Ze ou sem ele. Quem não topa isso tem um problema pessoal que leva a outro problema, mas este geral: a auto-corrosão da esquerda, uma especialidade antiga da casa bem evidenciada no chumbo do PEC IV, p.e.

    Salut!

  22. Antes de mais muito bom dia Penélope. Ok mas não contes comigo para juízos morais na net. Onde eu próprio escrevo sob anonimato e nem podia ser de outra maneira numa plataforma onde é permitido quase tudo. Era preciso ser tão canalha como o meia branca ou o saloio de Mação. De resto concordo contigo e com o Valupi, que ainda ontem também escreveu que “acusação aposta tudo na prova indirecta e no clima de pressão mediática e opressão popular sobre os juízes”. E é só esta excepção ao Estado de Direito que pretendo continuar a denunciar. Até o mais inocente de nós já viveu de certeza episódios que descontextualizados fazia de todos potenciais criminosos. Mas para julgar qualquer cidadão é suposto uma Justiça no estrito cumprimento das regras que definem o Estado de Direito.

  23. Existe alguma diferença entre o que diz MRocha e o que diria o eleitor médio de Donald Trump ? Eu não vejo.

  24. Qual purga? Todo este caso foi uma encenação por parte do actual poder no PS para correr com Socrates. As declarações concertadas usando propositadamente os mesmos termos e palavras (briefing agencia de comunicação)e o timing a fazer de conta que o Yogi o homem santo estava a viajar e não sabia de nada como explicou devidamente desmemoriado ao jornal do grupo onde trabalha o irmão mais o herói aqui do blog, o surfista marado. É que isto é tão clarinho que entra em qualquer serie mediana do cabo. Qualquer pessoa com um mínimo de dignidade faria o q Socrates fez. Costa foi uma vez mais um canalha e cobarde, como sempre foi alias.

    De resto o luvas pretas Alves aí acima tem toda a razão, do que se trata e que houve uma fabricação de consenso pelos media e aparelho judicial que inverteu um processo que se quer liso e democratico numa colectanea de mexeriquices que tu aqui repetes. Conventional Wisdom.

  25. Vejam lá que hoje uma cronista do Observador (extrema-direita golpista) confirma que Sócrates nasceu de famílias ricas da aristocracia rural (lado materno) e burguesas (lado paterno), que tinham 4 empregadas (1 exclusiva para as crianças), e que Sócrates recebeu efectivamente uma herança do avó que deixou muito património imobiliário, blá, blá, blá ….
    Vejam lá, aquilo que até agora era considerado mentira, alvo de gozo e de risota … afinal parece que é verdade, pá. Um trágico remake do que aconteceu com o desprezível boato sobre a sua homossexualidade. Os caluniadores a si próprios se encarregam de desmentir e de repôr a verdade. É tudo uma questão de tempo.
    Um dia, tanta gente vai ter de pedir perdão ao homem !

  26. Penélope, acho muito curioso você aparecer a faltar de mentira um pouco antes de ser arremessada a granada de Câncio a falar, pela primeira vez, de mentira, sem que algo do que foi publicado nos últimos dias não se soubesse já há vários anos. Hum…

  27. A Cancio padece de 3 males:
    Medo, Dor de corno, e Fé na veracidade do se escreve no Expresso.
    Mas eu diria que neste momento o principal é um enorme cagaco (com cedilha).

  28. jasmin: As fortunas também acabam e Sócrates, segundo lá se diz, optou por ficar com dinheiro. Dinheiro esse que gastou como bem entendeu. Mas o que queres dizer? Que Sócrates era rico e podia perfeitamente financiar-se em Paris? Se é isso, por que razão precisou do dinheiro do amigo?

  29. A todos os que discordam de mim, por se focarem essencialmente no aspecto “vítima” de Sócrates:

    Votei em Sócrates desde a primeira oportunidade. Admirei-o como líder e como governante. Concordei com todas as decisões políticas que tomou enquanto foi primeiro-ministro. Era desempoeirado, despreconceituado, verdadeiramente empenhado em levar o país para um patamar de modernidade, grandeza e dignidade, a par de uma certa justiça social e da recuperação do atraso educativo. Percebe-se facilmente que foram todas essas características, a que se juntam as de ser um homem bem parecido e bem falante, que enraiveceram os seus adversários políticos e os levaram a tecer todas as golpadas baixas possíveis e imaginárias.
    Diz um comentador que Sócrates é apenas um homem, não um santo. Totalmente de acordo. Mas, dêem-se as voltas que de dêem, o facto, não negado por ele, de lhe ter sido passado dinheiro “por baixo da mesa” não é aceitável. Ele foi primeiro-ministro, caramba! Evidentemente que iria ser vigiado e mais do que provavelmente investigado. Quem era esse amigo? Que negócios tinha? Quem mais beneficiara, etc., etc. e tal. Todos os que trabalharam com ele estariam certamente na mira, ou não? Este comportamento de quem não é santo foi também bastante irresponsável.
    Para quem diz que tudo isto que se passa é um processo político, que visa atingir o PS, etc., já acima expliquei o meu ponto de vista sobre essa matéria. É claro que há um processo político, é claro que há aproveitamentos e é claro que o MP atropela a lei em toda a linha e que todos os seus métodos conhecidos são uma velhacaria inaceitável, para além de muitos deles poderem ser considerados crime. E é, para mim, revoltante, que nem o PR ouse dizer coisa nenhuma. Também me parece que tais métodos só podem advir de uma total falta de provas. Mas, a ver vamos. Sócrates devia saber que as vespas não o largariam.

  30. Essa conversa das heranças, dos emprestimos e do dinheiro de Paris, é assunto digno para uma congregação de beatas à saida da missa de domingo. Não é assunto digno de quem leva a politica a sério. Mas lá estou eu: quem me disse a mim que a politica é para ser levada a sério, não é ?

  31. Lucas Galuxo: Não sou a Fernanda Câncio, não a conheço pessoalmente e discordo de 50% do que escreve. Por isso, não sei onde queres chegar. Mas tens razão quando dizes que não há nada de verdadeiramente novo na história de Sócrates. Não, sobre os dinheiros e assim, não há, é verdade. Mas há algo de novo na reacção do partido. Daí as reacções. Eu penso que as declarações de Arons de Carvalho a defender a bondade de se viver às custas de um amigo é capaz de ter feito saltar a rolha, por poder, essa posição, ser confundida com a posição oficial do PS. Compreendo a explosão, como penso que qualquer pessoa compreenderá.

  32. Penelope,

    O que dizes no teu ultimo comentário terá toda a razão de ser se aceitarmos que faz sentido que mistures dois planos que não deviam ser misturados: o teu sentimento pessoal sobre a personalidade, com o teu juizo público sobre o contexto que o envolve. A meu ver, quem não consegue separar estas águas, deixa-se inevitavelmente enrodilhar em contradições insanáveis e acaba por debater o acessório deixando o caminho livre para que o essencial não faça o seu percurso.
    E o essencial para mim resume-se em dois pontos:
    – os politicos devem ser julgados pelo seu desempenho politico e não pelas idiossincrasias da sua vida pessoal
    – a Justiça não pode ser instrumentalizada pela politica.

    Consequentemente, e para meu uso:

    – reservo para a cabine de voto os meus sentimentos socráticos, se ele alguma vez me voltar a pedir o voto;
    – Indigno-me publicamente com a inaceitável instrumentalização da justiça, com os grotescos atropelos ao estado de direito que ela tem protagonizado, e com a escatológica patologia provinciana que entende que o bom politico é um homem santo.

  33. Querida penélope,

    O processo penal em que se transformou a operação Marquês nunca devia ter servido para nada do que tanto incomoda a Penélope. No processo penal apuram-se crimes! Num verdadeiro Estado de Direito, em que os direitos dos arguidos também são uma preocupação da Justiça, nunca chegava a haver devassa nenhuma da vida privada e por conseguinte…

  34. ” E é, para mim, revoltante, que nem o PR ouse dizer coisa nenhuma. ”
    Então e o PM, e oPS que tem a seu cargo o poder legislativo? Nem um linha? Não fica revoltadinha?
    A questão não é a opinão que tem direito a tê-la, a questão é o estilo do post e o timing (porquê agora?) que torna isto mais uma questão de transumancia (este post podia ser um template) e a necessidade de se justificar perante a bolha a que quer aspirar. Indice de memorização e repetição de conceitos apuradíssimos-vulgo psitacismos. A osmose funciona. Good girl.

  35. “Eu penso que as declarações de Arons de Carvalho a defender a bondade de se viver às custas de um amigo é capaz de ter feito saltar a rolha…”

    bora lá investigar os herons

  36. O que a Câncio veio mostrar hoje é que não foi digna de todos quantos a defenderam da monstruosa campanha movida pelo CM com a cumplicidade da PGR. Por isso é que ela começa pelo esqueçam o processo penal… O que chega a ser surreal. Não é possível Fernanda. E mais, dado o quadro de abusos judiciais quase diários, enquanto não houver alguma sentença condenatória transitada em julgado, não está em causa mais nada. Como se o acusado enganou a namorada ou não.

  37. “O que a Câncio veio mostrar hoje é que …” está arrependida de ter dado umas quecas com um gajo que afinal não era o rico que ela tinha imaginado.

  38. Acabo de ler o texto da Fernanda Câncio . Sinto vergonha alheia. Mais um pouco e tinha dito que o gajo nem para foder servia. Tirem-me daqui ! Quero ser espanhol !

  39. Cara Penélope,

    Li com atenção o que escreveu e comentou. Partilho o seu desapontamento. Mas tento não perder perspectiva. Sendo uma romântica inveterada, também eu me apaixono com facilidade pelas pessoas como pelos projectos ou pelas ideias, Frequentemente, decepciono-me, como é normal. Mas já percebi faz algum tempo que muitas vezes a culpa não é dos outros – é penas minha. O “outro” não é responsável pelas expectativas que projecto nele. Consciente disso, tenho tentado incorporar essa razão nos meus processos. Até para me proteger a mim mesma de figuras tristes que não desejo a ninguém, particularmente a pessoas que me habituei a considerar, como a Fernanda Câncio. O que ela acaba de fazer no DN pode-se confundir com catarse ou mesmo com coragem. Mas é apenas isso – uma confusão. O que a Fernanda Câncio fez, não é digno, por muito indigno que possa ter sido o que lhe fizeram a ela. Coragem, mesmo, era ter-se remetido a digno silêncio.

  40. Bom coragem mesmo, tanto da Penélope como da Fernanda Câncio, seria terem ido para a praça publica gritar que o Socrates está complematente inocente, que põem a mão no fogo por ele sem hesitação, porque ele é um Santo e que é uma grave violação do Estado de Direito, e da Moral mais elementar, e também da Decência, pôr em causa a sua Impoluta e Santa pessoa…

  41. Ó malta, falei com uma amiga minha cuja explicadora é presidente do sindicato de professores, uma comuna, e diz que ela precisa mesmo, mesmo, mesmo e só de estudar Alberto Caeiro e contos e poesia do século XX. Ela sabe todos os anos o que sai e este ano inclusive. E pediu para ela treinar também uma composição sobre a importância da memória.

  42. Deus dá-os e eles se juntam : a cancia e a galamba provaram que são uns estafermos à altura do zézito. não têm vergonha na cara , também. a democracia representativa é um nojo , só vermes.

  43. Resumindo, o que é que o monstro Socrates fez desta vez? Soube-se de algo mais grave do que se sabia desde o inicio? Não, Népia, nada. Recapitulando, houve uma sessão pornografica emitida na Sic que caiu mal em varios quadrantes, também outra na CMtv.
    Perante o obvio fracasso, passa-se ao plano B, aproveitamento de um tweet populista da Ana Gomes igual a tantos outros (que fez cacha durante un dia inteiro no DN online sem nada que o pudesse justificar) para começar uma encenação que aproveitasse o momentum para ocultar o falhanço da operação Sic e de caminho o ps lidar com o processo Sócrates definitivamente. Em campo os habituais crooners do grupo Impresa conjugado com uma má estratégia de comunicação do ps. Socrates só fez aquilo que alguém com um mínimo de decência faria. Resultado, para agradar a nova liderança montou-se uma nova caçada com os mesmos argumentos para realinhamento de fidelidades e servilismos. Já ninguém se lembra do crime de emissão perpetrado pelas tvs e o MP e culpa-se o suspeito habitual.Fácil.

    Quem tenha acesso ao Netflix aconselho o caso “Amanda Knox” e a exemplar sentença do Supremo Tribunal de Justiça italiano que merecia fazer jurisprudência no espaço europeu.

  44. A actual direcção do PS julga que atirar um pedaço de carne aos lobos os satifaz. Está enganada. Não defender Sócrates desta atrocidade é escancarar as portas da cidade à bestialidade política, nutrida na instrumentalização partidária das instituições, justiça e comunicação social. Um a um serão degolados no cadafalso, a servir de exemplo para alguém que se queira aproximar da democracia.

  45. Isto está a ficar cada vez mais interessante. Já lapidaram duas mulheres. O tom dos comentários é cada vez mais parecido com o do Apocalipse. O fim está próximo…

  46. A comicidade disto tudo é que o homem fez o que eles queriam ehehe na boa! então porquê isto tudo? Porque já não é sobre Socrates, é sobre subserviências, miseria humana, acesso, fantasmas, culto da personalidade,etc…é um espelho daquilo em que isto tudo se tornou.

  47. Joe Strummer: Diria que não lês bem o que escrevo. Passou-se, de facto, algo de novo: o PS ( a sua direcção e destacados elementos) assumiu uma certa distância oficial de Sócrates; e Sócrates de imediato reagiu com a desfiliação do partido. Foram estes os motivos do meu post. Disse e repito que achei bem ambas as atitudes. Para ele, é o momento de se defender, em tribunal, das acusações que lhe são feitas e que apenas têm que ver com ele e não com o partido (aliás, para poupar quem com ele trabalhou, ele próprio se devia ter desligado há algum tempo). Isto não obsta, obviamente, a que o próprio PS critique e se indigne com a actuação do MPúblico neste processo. Acontece que agora está mais livre para o fazer, a meu ver.
    E por que achei bem a decisão do PS? Como também já disse, sendo o Arons de Carvalho um “histórico”, as suas declarações poderiam ser tomadas pela posição oficial do partido. Ora, nenhum partido no mundo estaria de pé se estatuísse como princípio que um seu lider ou ex-líder pode perfeitamente viver à custa de um empresário com quem o Estado tem negócios. E que não há qualquer problema em que os fundos lhe cheguem por debaixo da mesa. O Arons deixou mesmo a direcção sem alternativa.

  48. mais um processo por expectativas goradas

    Basicamente o crime é esse. E o DN achou por bem publicar a carta para as amigas. Ainda vai fazer companhia à Joana na tertúlia cor-de-rosa da cmtv.

  49. Maria: Não gosto muito de abordagens psicológicas do “eu” e do” outro”. Sou demasiado rústica para isso. Para mim e penso que para qualquer bicho careta, é natural esperar que qualquer pessoa e, por maioria de razão, um ex-primeiro-ministro que vai viver para Paris (depois de andar anos na mira da Justiça, muitas vezes por pulhice alheia, é certo) tenha meios claros e escrutináveis para se financiar (Paris não é uma cidade barata). Mas o facto é que não tinha. O empréstimo da CGD era mais do que insuficiente. Quando se soube que os fundos suplementares lhe chegavam de forma dissimulada, aí alto e para o baile. Deve-nos uma explicação para a ocultação. Ou não deve? Foi chefe de dois governos.
    Por isso, deixemo-nos da conversa de que as nossas expectativas é que podiam estar erradas. Sobretudo não perca o seu tempo comigo com tretas como essa da “culpabilidade do eu” .

  50. Muito bem, Penelope!
    Se quiseres fundar uma ordem religiosa para a produção em série de homens/mulheres para servir a politica, conta com o meu apoio ! Só ponho uma condição: depois de servirem, têm obrigatóriamente de regressar ao convento !
    Haja pachorra….

  51. P: Mas pode haver crime, quando se ocultam transferências de dinheiro. A ocultação abre a porta a todas as suspeitas. Por isso, a investigação justifica-se. Já não se justifica é a promoção da condenação e sobretudo a prisão antes sequer de haver fortes indícios e muito menos provas de crime, a promiscuidade entre o MP e os jornais, as violações cirúrgicas do segredo de justiça, a prisão de um indivíduo por convicções, a devassa da vida privada, os juízos políticos do MP sobre as decisões políticas dos governos, etc. Nada disso se justifica. Agora, um ex-PM ser sustentado por um empresário é bizarro.

  52. «…um ex-PM ser sustentado por um empresário é bizarro»

    Claro ! Já ser sustentado pelo Goldman Sachs seria normal . Um empresário é por definição um gajo suspeito; já um banco é por natureza uma organização de gente séria que nunca têm negócios com o estado…

    Os empresários de provincia, não podem gratificar ex PM’s por lhes facilitar uns contactos; um banco internacional até pode pagar a ex Prdt da CE para fazer loby que não é a mesma coisa, como todos sabemos….

  53. “um ex-PM ser sustentado por um empresário é bizarro”

    É. O que estamos habituados é a ver as pessoas sairem da política com o património múltiplo do que quando entraram.

  54. Alves: Não, não têm que regressar ao convento. Há subsídios de reintegração, ou lá como se chamam. Os quais foram recusados por Sócrates. E há sempre a possibilidade de arranjar um emprego.
    Mas tens razão quando mencionas um dos problemas da nossa democracia: por um lado, querem-se políticos totalmente independentes do poder económico e, por outro, criticam-se os políticos “de carreira”, ou seja, os que nunca trabalharam no sector privado. Por um lado, aprecia-se a experiência de alguém que venha da banca ou da indústria, por outro, se essas pessoas forem para o governo, logo são acusadas de estar a defender os interesses das empresas onde trabalhavam. Quem interromper uma carreira no sector privado para integrar um governo e não tiver garantias de regressar ao seu emprego quando deixar funções estará a prejudicar-se e muito. Enfim, estes problemas deviam ser discutidos, porque são bem reais.
    Sócrates não fez nada do habitual e decidiu ir estudar. Não cá, mas em França. Uma originalidade que não deixei de apreciar e até aplaudir. Foi pena ter querido esconder a proveniência da “bolsa de estudo”.

  55. «Foi pena ter querido esconder a proveniência da “bolsa de estudo”.»

    Então e tu consegues apontar-me uma única razão da ordem do dever politico ou do interesse publico que o obrigasse a publicitar esse proveniência ?

  56. “Foi pena ter querido esconder a proveniência da “bolsa de estudo””

    Isso é querer dizer que um ex-Primeiro Ministro não tem direito a vida privada.

  57. … e o tozé seguro é nomeado para secretário-geral do ps pelo marcelo que irá cumprir um penta presidencial por indicação do ministério público e benção da igreja.

    “…um ex-PM ser sustentado por um empresário é bizarro…”
    já o portas ser sustentado pela teixeira duarte ou a manela pelo santander depois de umas negociatas na américa do sul ou duns perdões ficais manhosos ao banco espanhol são cenas normais do quotidiano direitolas, a porra só passa a bizarra quando o artista é do ps.

    “Foi pena ter querido esconder a proveniência da “bolsa de estudo”
    o problema da direita foi o gajo ter ido estudar, se fosse torrar a massa dos sumarinos num estância apaneleirada de esqui em aspen, já era baril e que se fodesse o dinheiro, além do mais ninguém tem nada a ver com a vida íntima do panasca.

    ” E há sempre a possibilidade de arranjar um emprego.”
    pelos vistos arranjou até o ministério público acabar com isso e querer prender o patrão, claro que os argumentos são “emprego fictício” e o empregador suspeito de fugir ao fisco.

    ” Há subsídios de reintegração, ou lá como se chamam. Os quais foram recusados por Sócrates.”
    até o ministério público ter congelado e acabado com todas as fontes de rendimento, depois pediu aquilo que tinha recusado e que fazia comichão ao pessoal amesentado do oge.

  58. “Para ele, é o momento de se defender, em tribunal, das acusações que lhe são feitas e que apenas têm que ver com ele e não com o partido” É que não tem feito outra coisa, não sei se já reparaste, até foi preso sem provas.

    “Isto não obsta, obviamente, a que o próprio PS critique e se indigne com a actuação do MPúblico neste processo. Acontece que agora está mais livre para o fazer, a meu ver.”
    Ahahahahahahaha
    Claro. Foi o que o Arons fez e vê o que aconteceu.
    “E por que achei bem a decisão do PS? Como também já disse, sendo o Arons de Carvalho um “histórico”, as suas declarações poderiam ser tomadas pela posição oficial do partido. ”
    O PS é um partido de homens livres, todos menos tu sabem que existe direito a dissensão e muito menos existe delito de opinião. As declarações foram na sequencia da vergonhosa peça na sic. Também houve declarações bem piores em sentido contrario que não foram, e bem, sancionadas.

    Ninguém pediu q se estatuísse o q quer que fosse (sabes o q sao estatutos, nao sabes?)nem a questão é essa neste caso, se pediu dinheiro a um amigo isso só será grave se provar corrupção. Se não houver nao tenho q ver com isso. A minha moralidade é mais Mickey Donovan e Ortega y Gasset.

    Toda essa argumentação repetida até à nausea não é nova e foi inserida no espaço publico inúmeras vezes, hoje só ganha relevância para encobrir o nervosismo da direcçao do ps.Sabes é que para um cobarde toda a formiga parece um elefante.

    Já agora deixa lá o Socrates e o amigo e olha para o panorama politico-mediático, tu achas normal num pais normal que um PM e um director de uma tv sejam irmãos e não se estabeleça sequer qualquer nexo bom ou mau – nem se fale nisso sequer- no meio desta salganhada toda? E não ha favores? quantos familiares tens a trabalhar nas empresas de media, y amigos? Silêncio.

    Não é por Socrates mas a mim ter-me-as sempre a lutar pelo indivíduo contra as tentações do totalitarismo de estado ou social. Nunca me veras a acompanhar hordas de hipócritas e putas de ocasião por muito que deteste inimigos.bEsta direcçao socialista deixa muito a desejar, tem tiques um pouco estalinistas para o meu gosto.

  59. Penélope,

    Não podia estar mais de acordo com o teu comentário das 15:23. Mas nenhuma investigação per si retira direitos fundamentais. E desculpa lá mas o que disse Arons de Carvalho ou até a Ana Gomes antes ou o António Campos já depois contribuíram o mesmo para o PS voltar agora a Sócrates. Nada! Foi o Pinho que despoletou isto tudo.

  60. Há n exemplos de altos dirigentes do PS a terem opiniões contrárias à direção. O Assis não fez outra coisa aquando da formação da Geringonça, só para dar um piqueno exemplo. Pelos vistos, quando o assunto é Sócrates, os desvios só podem ser para um lado, o que a comunicação social gosta (exceto se fosse o Mário Soares, que estava ché-ché, como toda a gente sabe). Por mim, coragem teve o Arons, não a Câncio (cuja vida privada só a ela pertence, embora a do Sócrates nos pertença a todos, segundo nos explica com bué de indignação).

  61. Com todo o respeito, não posso deixar de comentar que a retórica da Penelope padece de uma contradição insanável que me parece transversal a uma certa esquerda :

    Explico-me:

    Por um lado, são os campeões da tolerância, dos diretos, liberdades e garantias, das minorias, do direito á vida privada, até a mudar de sexo e ter filhos que nunca saberão quem é o pai, etc e tal. Nada contra. Mas depois…chegamos ao universo da alta politica e da finança. E aí, que é um sitio onde, como se sabe, são todos uns retintos vigaros, abate-se sobre a pobre democracia um regime de excepção. Esses cidadãos deixam de ser iguais aos outros a ponto de em vez de direitos só terem obrigações.Pelo andar da carruagem, não faltará muito para o dia em que a indumentária protocolar das tomadas de posse, sejam na AR ou nos CA, seja a tanga plastica, para tornar tudo ainda mais transparente…

    E a minha perplexidade é esta: acham mesmo que é por aí que se melhora a governança e a qualidade da democracia?

    abrem um hecem que não se deve exigir de um politico tudo e o seu contrário ( experiência vs independencia ; inexperiencia vs conhecimento ; integridade vs eficiência ); mas

  62. Joe Strummer: “se pediu dinheiro a um amigo isso só será grave se provar corrupção”, dizes tu. Certo, mas como provas se houve corrupção se não fores investigar?
    Estou desde o início a tentar explicar que a investigação se justificava. Não estou desde o início a afirmar que Sócrates é corrupto. Mas dizeres que ninguém tem nada que ver com a vida privada do Sócrates e que, por essa ordem de ideias, ninguém teria nada que investigar como raios conseguia pagar as despesas em Paris simplesmente não colhe. Podes dizer que é assunto dele e do amigo, que não está a “roubar” dinheiro nenhum aos portugueses. É verdade. Porém, dada a estranheza da situação, a sua duração e a ocultação das entregas, é legítimo que se investigue quem é o benemérito, quais as razões, desde quando, etc,. para, como tu próprio admites, se determinar se houve ou não corrupção. Do que se sabe, nunca as empresas ligadas ao amigo foram beneficiadas durante os mandatos de Sócrates. Por isso, o mais provável é existirem apenas ilícitos fiscais. Agora, no que toca ao PS, todas estas embrulhadas e o quanto elas permitiram que o MP especulasse sem limites sobre hipotéticos crimes e conivências de ex-ministros estavam a causar um embaraço ao partido.

  63. Mas então sempre aprovaram aquela lei sobre os sinais exteriores de riqueza? Que são culpados até provarem que são inocentes? (a sério, é legal – a palavra “legítimo” aqui não colhe – investigarem-se “situações estranhas”? E qual é o critério de “estranheza”? Gostava mesmo que me explicassem, porque desconheço)

  64. “é legítimo que se investigue quem é o benemérito, quais as razões, desde quando, etc,. para, … , se determinar se houve ou não corrupção.”

    Tudo isso seria legitimo se tivesse decorrido dentro do quadro legal existente, de forma discreta e no respeito pelo segredo de justiça. Se assim tivesse acontecido, é muito provável que nem sequer houvesse acusação, pois do que se sabe é óbvio que a montanha pariu um rato. Porém, nada no processo teve propositos legitimos, o que ficou bem claro logo que os magistrados de turno começaram a alimentar o julgamento mediatico na praça publica com inequivocos propositos de condicionamento politico-partidário. Contudo, há defensores do estado de direito, como a Penélope e a direcção do PS, que, em lugar de fazer dessa ilegitimidade o seu alvo ( pois não é uma prática pontual mas sistémica…) prefere regular o tiro para as questões de carácter de um ex PM retirado. E os promotores das práticas ilegais, agradecem. Mais comentários para quê ?

  65. Claro, Penélope. Alguém, sem receber salário de funções políticas, decidir estudar, não na Universidade Indendente de Cabo Ruivo mas na ScienPo de Paris, com dinheiro próprio, com dinheiro do banco, ou com dinheiro de um amigo, é um embaraço para o partido. Ter uma parte da família do Presidente nomeada em cargos de nomeação política remunerados não causa embaraço nenhum.

  66. Um bom resumo do que é importante:

    “O que não se pode aceitar é a colossal campanha de intoxicação desta direita, que deseja decidir quem deve governar. Pode a pressão mediática amedrontar o próprio PS, este a quem a direita não perdoa o apoio do BE, PCP e PEV, pode o ‘bullying’ atemorizar os próprios dirigentes, pode a direita enredada nos maiores escândalos do regime esconder os seus com o ruído, o que a esquerda não pode é pactuar na campanha dos adversários que chamam a si os piores trânsfugas e os maiores oportunistas, desde António Barreto, a Zita Seabra de calças que não foi a cursos de cristandade do Opus Dei, até aos antigos militantes do MRPP que cumpriram o papel provocatório e hoje, como então, estão ao seu serviço.”

    O resto está aqui:https://ponteeuropa.blogspot.pt/2018/05/corrupcao-ideologia-e-etica.html

  67. Penelope, mas qual estranheza da situaçao qual que, um estado de direito tem regras. Todos os comentarios que me antecederam ja resumiram bem a questao. E, ja agora por mera procedencia como num estado devidamente democratico não importas antes de responder se fizeres o favor a questao que te fiz primeiro sobre o Costa e o irmão e se julgas não haver favores entre ambos ou se achas estranho, ou se já está devidamente entranhado ou se simplesmente tens vergonha? E o little cesar com a agencia de empregos que tem no estado, estranho nao é? E que tal umas escutas, hem? O que é que não iriamos apanhar nas gravações?
    Tem juízo, estas a inverter e caucionar um ataque a liberdade individual e ao estafo de direito.

  68. Não se passou nada de novo?! Então o caso pinho não é paradigmático que desde não sei quantos governos ( Carlos Matos Gomes diz que é desde 25 Novembro de 75), vários ministros, e talvez mesmo acima destes, estão ao serviço de interesses privados. Quem escolheu pinho?! Por que o escolheu?!
    Deviam andar a discutir as rendas excessivas, e andam aqui nisto!!! O pior cego é o que não quer ver!!!
    E a Câncio não é nenhum Brutus! Se uma pessoa confia noutra mesmo perante factos que começam a por em causa a verdade da mesma. Quando um qualquer último facto faz com que essa pessoa deixe de acreditar na outra. Ela tem o direito de se sentir traída, mais que qualquer outro!!!

  69. Não tornar pública toda a verdade num dado momento, é mentir?
    Porra,como eu tenho andado distraído do Mundo!!!

  70. É bom não perder de vista que o agora acusado podia ter chegado ao dia de hoje sem nunca abrir a boca. Era uma prerrogativa da defesa. Se antes optou por falar no processo penal só pode ser enquadrado no sentido de colaborar com as autoridades.

  71. “jasmin: As fortunas também acabam e Sócrates, segundo lá se diz, optou por ficar com dinheiro. Dinheiro esse que gastou como bem entendeu. Mas o que queres dizer? Que Sócrates era rico e podia perfeitamente financiar-se em Paris? Se é isso, por que razão precisou do dinheiro do amigo?”

    Penélope:
    O meu comentário tem a ver com o facto de muitos comentadeiros e paineleiros virem dizer que “ele mentiu” (há 10 ou 15 anos atrás) quando “já se vestia muito bem” e lhes “pagava jantares em bons restaurantes lisboetas”, quando justificava a sua “fortuna” com o dinheiro que a mãe lhe dava e com uma herança de família.
    Hipócritas. Pulhas. Torcionários da verdade. Oportunistas.
    Sabem bem que nessa altura ele falava a verdade.
    Efectivamente a mãe teve muito dinheiro e ele recebeu heranças de família. Estourou tudo como bem entendeu pois sempre foi essa a sua natureza. Quando o dinheiro de família acabou teve o cargo de PM em que as funções de ESTADO lhe garantiam o mesmo nível de vida sem gastar um vintém. Quando acabou a vida de PM não conseguiu mudar de hábitos (o que é normal) e um amigo milionário foi-lhe adiantando dinheiro (emprestado ou a fundo perdido).
    E aqui chegados eu pergunto: e depois ?
    Churchil foi o político que foi e governou a Inglaterra como governou e morreu crivado de dívidas pois não tinha jeito nenhum para tratar das suas finanças pessoais.

    E cara Penélope eu não concordo nada que isto seja motivo para mandar prender um ex-PM durante 1 ano para o investigar até à medula dos ossos.
    O que justificaria uma investigação seria, isso sim, se tivesse havido uma suspeita sobre algum negócio/decisão do Estado em que ele tivesse tido responsabilidade, e que cheirasse a corrupção. Se houvesse suspeita de CRIME ter-se-ia que ir investigar esse NEGÓCIO até à medula dos ossos … envolvendo todos os seus intervenientes.
    Investigação criminal fez-se para INVESTIGAR CRIMES e não para investigar PESSOAS.
    Esta última actividade é um “desporto” das Polícias Políticas de estados não-democráticos.

  72. Agora a Mademoiselle Cancio

    O artigo que ela escreveu hoje é uma vergonha.
    Se pensa aquilo tudo que lhe vá bater á porta de casa e que lho diga cara a cara.
    Mas é minha opinião que o problema da Câncio é outro.
    Para mim o artigo da Câncio faz parte do pagamento ao MP por não ter sido constituída arguida.
    O MP ficou chateadinho com esta coisa de o Sócrates sair moralmente por cima ao bater com a porta ao PS, depois de ter sido miseravelmente ofendido pelos seus camaradas. E como não suportam que ele saia por cima em circunstância alguma mandaram a Câncio vir chamar-lhe mentiroso.
    Estamos a lidar com gentinha. Não se iludam com grandes desígnios. Isto é tudo muito rasteirinho.

  73. Penélope dixit (sem que lhe caíssem os dentes):

    “A insuficiência de meios próprios para se sustentar justificou uma investigação, pois tinha sido primeiro-ministro.”

    “O que eu lamento à cabeça é que ele tenha dado razões sequer para uma investigação.
    Tenho para mim que o problema em que está envolvido foi criado por ele e só ele e é a ele que cabe resolvê-lo.”

    “Sócrates devia saber que as vespas não o largariam.”

    Ofereço um balde de plástico, uma camisa-de-vénus em aço inox (por estrear), um tampax em cortiça do Amorim (também por estrear, que eu não alinho em discriminações de género) e uma latinha de azeitonas pretas a quem descubra diferenças entre as afirmações acima copypastadas e as daqueles juízes que absolvem ou aplicam penas da treta (e ainda por cima suspensas) a violadores, fundamentando as sentenças com a vestimenta “provocatória” da vítima aquando da violação (comprimento da saia, generosidade do decote, bamboleio das ancas, etc.) ou a “irresponsabilidade” que demonstrou ao aventurar-se a horas “impróprias”, sem burka, na coutada do macho latino. Ela tava mesmo a pedi-las, não tava?

    Penélope dixit:

    “Votei em Sócrates desde a primeira oportunidade. Admirei-o como líder e como governante. Concordei com todas as decisões políticas que tomou enquanto foi primeiro-ministro.”

    Pois aqui o cabrão do Joaquim Camacho votou pela primeira vez no Sócrates nas legislativas de 2011, que o cabrão do Joaquim Camacho estava farto de saber que o Sócrates perderia. E fê-lo não porque o admirasse “como líder e como governante”, o que seguramente não era o caso, ou porque tenha concordado “com todas as decisões políticas que tomou enquanto foi primeiro-ministro”, muito longe disso, mas porque, além de saber perfeitamente (o cabrão do Joaquim Camacho) o que ao Sócrates se seguiria, já nessa altura lhe metia nojo a metodologia sem escrúpulos que a direita merdosa que temos usava para chegar ao pote, com a prestimosa ajuda dos idiotas úteis que finalmente, há três anos, abriram os olhos.

  74. Cara Câncio:
    Relação de bens,balancete, certidões matriciais,estractos bancários são documentos indispensáveis para qualquer casal que hoje queira iniciar uma relação. Sem eles,quando se esfumar a paixão.as acusações vão ser mais que muitas,sempre de mentira para cima…
    Se já leste o ” Amor de Perdição”,não é obrigatório que o lesses, vês que não reúnes as condições para seres outra Teresa. Não vendeste as arrecadas para valer ao teu amor que entesou,não te propões saír a barra com ele no navio que vos levaria para o desterro! Não,tu és mais Diário de Notícias!!!
    E afinal quem escreveu a história dessa Teresa foi o Camilo,que acabou mal,a dar um tiro nos próprios miolos!
    Dá mais uns tirinhos no teu ex-José e verás como o Mundo pode ser gentil,levando-te docemente para o estrelato! Leva uma roupinha ligeira…o lugar para onde vais tem um clima tórrido !!!

  75. Depois de ser primeiro-ministro, sabia perfeitamente José Sócrates que o chamado sector privado faria bicha à sua porta para, dando-lhe emprego, beneficiar da vastíssima rede de contactos, ou simplesmente conhecimentos, nomeadamente a nível internacional, que um primeiro-ministro inevitavelmente “colecciona” enquanto permanece no cargo. Isso não é ilegal, nem sequer imoral, seja da parte de quem emprega, seja de quem é contratado, salvaguardadas as incompatibilidades consignadas na lei.

    José Sócrates sabia perfeitamente que assim aconteceria consigo e que o futuro, profissional, social, económica e financeiramente, se lhe afigurava risonho. Escolheu a Octapharma, quaisquer dois neurónios entendem que as alternativas, se o quisesse, seriam mato.

    Mas o mafarrico, em vez de começar imediatamente a encher a mula com a solvabilidade e o bem-estar financeiro a que só os cretinos negarão que tinha direito, resolveu meter uma sabática para enriquecer a mona, vejam lá o crime, em vez de enriquecer apenas a bolsa.

    Sabendo perfeitamente, repito, que o futuro, profissional, social e económico-financeiramente, se lhe afigurava risonho, confortável e folgado, achou que era uma parvoíce que o ano sabático fosse perturbado por limitações económico-financeiras a prazo perecíveis e socorreu-se da confortável liquidez de um amigo, oferecida de forma voluntária e generosa, para que, a juntar ao enriquecimento da mona, o sabático fosse despreocupado. Assim achou José Sócrates, eu acho exactamente o mesmo.

    Que um autoclassificado juiz saloio diga que amigos desses não existem é bojarda para a qual me estou a cagar, tal como me cago para o seu autor. Existem amigos assim, eu tenho alguns e quase toda a gente os tem, até os saloios. Só os cretinos têm alguma dificuldade nesse departamento.

    A única coisa que Sócrates não apregoou aos quatro ventos foi quem, ou como, lhe facultava o conforto financeiro transitório, mas ninguém tinha, ou tem, nada a ver com isso. Sabia ele perfeitamente, como quaisquer dois neurónios coligados saberiam, o “jornalístico” tratamento que a máfia da manha daria a tal informação e acreditou, muito parvamente, diga-se, que conseguiria sonegar-lhe esse conhecimento. Subestimou-os, aos mafiosos da manha e aos seus donos, tal como subestimou os meios, nomeadamente financeiros, que estavam dispostos a investir na campanha. José Sócrates foi parvo, mas a parvoíce não é crime.

    Talvez um dia, lá por meados do século XXII, quando um qualquer método de clonagem altamente sofisticado conseguir ressuscitar a espécie hoje extinta dos jornalistas, se saiba quanto gastaram na campanha os direitolos da manha, mas nenhum de nós estará cá para se consolar com a descoberta. Servirá, quando muito, para que bisnetos e trinetos dos manhosos se envergonhem dos seus antepassados. Alguns, possivelmente, até mudarão de nome. Apostava, porém, o meu colhão esquerdo que no campeonato dos gastos os da manha ganham ao seu ódio de estimação por muitos comprimentos, grandes campeões! Apostava, dizia eu, mas é claro que não aposto, pois quando se soubesse o resultado da aposta já aqui o ilustre jovem estaria a fazer tijolo.

    José Sócrates, porém, cometeu pelo menos um crime, e um crime de extrema gravidade. Foi ele o de ter apregoado em entrevista, referindo-se à sua vida em Paris, sem adivinhar a tormenta que provocava, sem se aperceber das inevitáveis apoplexias dos cretinos e dos invejosos, o seguinte: “Eu não sabia que havia vidas tão boas.” Santa ingenuidade! Foi essa a gota, a mãe de todas as gotas, que fez entrar em estado terminal, mas infelizmente em órbita geostacionária, derramando pestilências pelo planeta inteiro, a cirrose da direita merdosa que nos coube em azar! Puta que a pariu!

  76. Prá risota:
    Discrição,prudência,reserva,sigilo,privacidade, são tudo sinónimos de mentira?
    Ah,também me tinha parecido…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.