Agarrem o conferencista e, já agora, os jornalistas

Parece que Artur Baptista da Silva, um senhor que há poucos dias deu uma conferência como coordenador de um tal Observatório Económico das Nações Unidas para os países do sul da Europa, que não existe, e depois disso, várias entrevistas, a última das quais ao Expresso, é uma fraude. É certo que, no vídeo da conferência, nunca se via a assistência, mas no último Expresso da Meia-Noite, o conferencista lá estava debatendo perfeitamente à vontade com os restantes convidados… “Mas donde é que este saiu”, foi a pergunta que primeiro me ocorreu. É que nunca ouvíramos nenhuma personalidade da ONU pronunciar-se sobre a crise portuguesa ou mesmo europeia. Muito menos através do dito observatório. De estranhar que a mesma dúvida não tenha ocorrido a nenhum jornalista antes de lhe darem palco. Só depois. Será que esta pessoa se chama sequer Artur Baptista, senhores jornalistas?

Quem é, afinal?
1. Um incógnito vaidoso, com umas ideias, que queria palco e protagonismo e começou pelo Congresso das Alternativas.
2. Alguém contratado pela direita para desacreditar quem defende pontos de vista semelhantes aos que expôs.
3. Um professor autêntico, doutorado e tudo o que diz ser e sobre o qual a direita tenta agora lançar descrédito.
4. Um louco que conhece bem o jornalismo português?

Nada disto obsta a que tenha dito algumas coisas com sentido.

13 thoughts on “Agarrem o conferencista e, já agora, os jornalistas”

  1. ahahahahahah…hiper, megafraude. mas o que é significativo é que o homem nos seus debates não teve ninguém que o conseguisse contrariar. ou seja, ele é uma fraude que conseguiu (finalmente!) por a rídiculo o argumentário dos trastes da nossa praça.

  2. O Artur Baptista da Silva enganou a SIC, a TSF, a CGTP e a UGT! E a mim, que o ouvi três minutos na TSF e não suspeitei de nada, antes achei as suas opiniões inteligentes e refrescantes, nesta terra assolada por mesas-redondas com bestas quadradas.

    O que o fulano dizia tinha “consistência”, como reconheceu a posteriori o próprio Nicolau Santos. Mas será que os jornalistas e os sindicalistas se renderam à “consistência” do discurso do homem ou, como sempre, aos cargos internacionais e pergaminhos académicos em que a “consistência” vinha embrulhada?

    O governo de Passos Coelho enganou muito mais gente e a única “consistência” que tem resulta de estar no poleiro, mas os jornalistas continuam a fazer-lhe fila à porta…

    A formação académica americana e belga do Baptista da Silva era falsa? E a formação académica do Dr. Relvas? O burlão Baptista da Silva tem que se deixar de fantasias e começar a aprender com o ministro dos Assuntos Parlamentares como é que se adquire uma formação académica impecável.

  3. O Pai Natal existe, e a prová-lo está este patusco que tão bem silenciou jornalistas, economistas e palpitantes, que nunca tiveram a coragem de o vir desmentir publicamente nas suas asserções…
    Rica prenda…

  4. Ah ganda Silva. Muito melhor que o outro de Belém e, quem sabe, poderia ter vetado o orçamento. Mas cereja no topo seria o Crespo ter conduzido a entrevista.

  5. absolutamente. disse coisas com sentido.registei aquela “fraude” da alemanha de 50 mil milhões a juros abaixo de 1%.infelizmente para vir dizer verdades às tvs e radios em portugal,é preciso passar-se por doutor ou politólogo,pois não chega ter ideias e saberes acumulados.

  6. O Baptista da Silva enganou também, antes do Nicolau Santos, o Grémio Literário e a sra. Anne Taylor, presidente do American Club. Depois do Nicolau, enganou a Reuters e o Chicago Tribune.

    Todos acharam que ele fazia sentido.

    Até a embaixada alemã, que não reagiu à história do Baptista da Silva sobre os 50 mil milhões que a Merkel recebeu a 1%, sem precisar deles para nada. Pelos vistos, é verdade.

  7. se calhar era um onu verdadeiro e foi ilegalizado pelo impacto que teve. costuma ser assim, quando dá bronca ninguém conhece e todos mudam de passeio, já dizem que deu um desfalque há uns anos, logo é burlão. só não entendo o que é o gajo ganhou com as entrevistas e porque é que o site da sic não tem lá o vídeo. cheira-me a mais um tiro pela culatra.

  8. Ora, o nosso “amigo” que faz as crónicas diárias no expresso, lá atirou mais um pérolazita, relativamente a este assunto:

    “… a Imprensa tem, no geral, um enviesamento para a esquerda”.

    Segundo ele, esta é uma das razões para o caso ter sido tão noticiado. Não sei em que país vive, mas neste não será de certeza.

  9. Ó Júlio, se me permite, vou referir-me àquela sua observação em que, com enorme piada mas total verdade, se refere às muitas “mesas redondas com bestas quadradas” que pululam por este país, acrescentando um toque de superior ironia a essa sua frase, ironia não minha mas de um antigo professor. Diria ele “mesas redondas com bestas esféricas” pelo simples razão de que nem ponta têm por onde se pegue.

  10. Quem se mete com o relvas e o passos leva.
    Por acaso não acham esta história passível de se integrar na grande conspiração em curso desde 2005, para destruir a ordem constitucional vigente?
    Há que reconhecer o poderio desta direita, e dos meios ao seu dispor, para derrubar governos, destruir a credibilidade de pessoas, especialmente de todos os que se opõem aos desígnios de bildberg e da trilateral. Não será coincidência terem reservado esta bomba para o Nicolau Santos, que se tem destacado pelas críticas que faz ao desgoverno actual?

  11. Como é bom viver em Portugal! Tenho um clima de paraíso de fazer inveja aos radicais que “vão desta para melhor”, como diria a minha bisavó. Não tenho as centenas de virgens à minha espera neste verdadeiro éden que são os campos de golfe deste jardim à beira mar plantado, onde me deleito por encantos vários de uma natureza sem par. Também não me são devidas as virgens, que se bem julgo, devem ser da cor do mel, que só de ver se imagina a pureza. Como não fiz em bocados dezenas de vítimas sem culpa alguma, quer por estupidez humana ou crença alheia, por mim ninguém chora os seus mortos, nem uma pobre ratazana que se atravesse diante merece tal sorte.
    Conheço há muito o “Cristo” deste Natal absolutamente cristão, um génio saído do nada. Eram os milagres de uma análise sem falhas, o homem sabia do que falava. Quase milagre. Uma ONU aqui bem perto e nós sem a vermos. Um filão, mas alguém lá para os lados dos “negócios estrangeiros”, com tempo e manha, considerou que era melhor proteger o “rebanho”, pois havia lobo por perto e este sabia da poda. Bem ao gosto dos vendilhões do templo, temos que fazer “justiça”, coisa rápida, um raio não era mais eficaz, tiro e queda como diria o “Zé “ da espingardaria, “caiu que nem um tordo”. Paz à sua alma.
    Como sempre salvamos os Barrabás às dezenas, a saber: padres que se deitam na cama dos meninos internados “à sua guarda”, como se dizia em velho direito, os melhores banqueiros do país apanhados em fuga de capitais sonegados aos impostos, um vice-primeiro-ministro que se fazia passar por doutor com consciência de burlão, e que continua ministro, autarcas que se vão candidatar em violação de lei a quarto mandato, “vão pregar noutra freguesia”, capitalistas falidos a quem ninguém pede contas, por bênçãos várias sentem-se confortados neste paraíso na terra. Minto? Claro que não.
    JUSTIÇA, senhores justiça, temos aqui um BURLÂO que ousou enganar os pobres crentes da melhor informação toda-poderosa, ponham-se em fila para que se possam ver bem, um, dois, tantos. Quais romanos colonizadores do país das Alices, querem vingança, pois bem, vamos a contas. Este pobre que querem pregado na cruz, que fez ele? Botou conhecimento sem desmentido, por culpa vossa, césares de quarta ordem desta civilização ocidental que despreza os selvagens, mas que se comem vivos por esse mundo de além e de aquém.
    Quem se arma de pretensos poderes, para que a sua ciência seja considerada, pode sempre ver-se no mato sem cão. Se em boa hora o “CRISTO DESTE NATAL” se tivesse lembrado da inspiração divina, era o bom e o bonito, quem o desmentiria? É muito fácil fazer desaparecer registos. Estas histórias são pragas, é o que mais há por aí: a dos submarinos ainda são “dores tamanhas”, e não só, a vida das pessoas também, preso há dez anos? É só rir. Devo tê-lo vistos por aí nas precárias, seguramente.
    E que tal uma indemnizaçãozinha por ofensa ao bom nome? Força na peça MEU CARO, o mais certo é serem os africamos ou os chineses, futuros donos desta choldra a pagarem a fatura.

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