Afeganistão: muito pouco a acrescentar a isto

 

Não foi aqui referido, mas ouvi também que os Talibans souberam infiltrar-se lentamente no exército afegão, conseguindo assim mais facilmente a tal desistência de lutar, de que está a ser acusado agora. Deve ser verdade. Mas, tenho para mim que isto ainda não acabou. Até porque não é preciso ocupar países para lhes financiar as taras ou para os utilizar para guerras indirectas.

 

Nota: Quanto ao vídeo, recomendo que seja visto até ao fim. Nos primeiros minutos, o homem cede ao escândalo barato.

7 thoughts on “Afeganistão: muito pouco a acrescentar a isto”

  1. The American gaze

    Os talibãs e o exército armado pelos americanos têm a estranha peculiaridade de serem todos afegãos. Ora o que o exército empossado pelos americanos fez, e bem, foi evitar uma guerra civil ao recusar combater os outros afegãos só para que a retirada americana tivesse boa cenografia nas agências de notícias e nos comentários internacional das 24/7 news.

    Cénicamente foi uma “derrota” mas uma “vitória” face à nova reorientação estratégica americana na Àsia/Pacífico e também na mudança de paradigma face
    ao novo tipo de armas tecnológicas (space and cyberspace) que tornam quase obsoletas as boots on the ground, a ocupação militar clássica de grande duração. Até porque é impossível derrotar um exército que tem o apoio do seu próprio povo, como nós bem sabemos.

  2. Penélope: só vi os primeiros quatro minutos e desisti. Pela 1ª vez em muito tempo, não gostei nada do Colbert. O “completo caos” de Kabul é ridiculamente ilustrado por um engarrafamento, vulgaríssimo em NY!! Como não vi o resto do show, ainda pode ser que o tipo estivesse a ironizar, mas não me parece.
    Não sei como os taliban se vão comportar, mas até agora não há grandes razões para falar de caos. Receia-se sempre o pior daqueles fanáticos analfabetos, imundos e armados até aos dentes, mas os factos é que interessam. Esperar para ver!
    Biden tomou a posição acertada e isso será reconhecido pela maioria muito em breve. Os trumpistas, contraditórios consigo próprios, nunca o reconhecerão, mas isso é o lixo da história. Sentem falta do seu palhaço-mor, por isso acusam o Biden de falta de liderança. Metem dó.

  3. Júlio: Fizeste mal em não aguentar mais do que os quatro minutos iniciais. Também tive dificuldade em engolir aquilo, nem parecendo dele, mas, por ser ele, continuei. Garanto-te que a sensatez foi reposta.

  4. Ok, já vi o resto, tens razão. Afinal continuo a gostar do Colbert! Mas a parte inicial é uma estranha cedência à demagogia barata, que na América parece ser um requisito prévio para depois se poder dizer a verdade.

  5. Quando, na política de um país, há “muito pouco a acrescentar” ao que diz um palhaço rico, que só quando sobe ao palco descobre que a arca de piadolas está rota e as ditas caíram todas pelo caminho, acabando a debitar uma salada de banalidades e inanidades inconsequentes, algo está podre, mesmo muito podre, nesse país, nesse reino da Dinamarca, podre e pobre banana republic on steroids. Pobre e podre de espírito, podre de alma, rica em desculpas, em chutos para canto e em armas de destruição maci… perdão, de reconstrução democrática e humanitária.

    Para a fan zone tuga, claro, ainda que o palhaço rico arranque umas belas e salutares gargalhadas a uma plateia de acéfalos, à pala da desgraça dos ainda ontem amigos e aliados, muito democrática e humanamente entregues à “misericórdia” da força da gravidade, aquilo são divertidíssimas mas profundíssimas, diria mesmo geniais, piadas de bom gosto, ao contrário das “anedotas de mau gosto” do maluco do Camacho, que brinca com a tragédia dos outros. Como dizia outro maluco, todas as piadas à conta de tragédias são iguais, mas algumas são mais iguais do que outras.

  6. Eis uma rara exceção à regra vigente: desta vez, camacho não deixa de ter alguns créditos que o habilitam a dar opinião válida sobre o desempenho “circense” de Stephen Colbert.
    De facto, nada há de mais natural do que o palhaço camacho opinar acerca dum “colega” de profissão. Obviamente, ressalvando-se as diferenças que distinguem o norte-americano Colbert do português camacho.
    Enquanto o primeiro ainda está no ativo e goza de notoriedade mediática, o segundo goza já a reforma merecida depois de tantos anos de labor subalterno e anónimo. Que, de modo algum, trouxeram frustração ao bom aljustrelense, nem lhe deram o trauma de não ter chegado a jornalista.
    camacho foi feliz a rever o trabalho dos outros, a ser o polícia dos pontos e das vírgulas. Como é também feliz a ser palhaço pro bono, mula-russa gratuita e fraudulento no humanismo.

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